domingo, 1 de julho de 2018












Ferreira Gullar – Narciso e Narciso

Se Narciso se encontra com Narciso
e um deles finge
que ao outro admira
(para sentir-se admirado),
o outro
pela mesma razão finge também
e ambos acreditam na mentira.

Para Narciso
o olhar do outro, a voz
do outro, o corpo
é sempre o espelho
em que ele a própria imagem mira.
E se o outro é
como ele
outro Narciso,
é espelho contra espelho:
o olhar que mira
reflete o que o admira
num jogo multiplicado em que a mentira
de Narciso a Narciso
inventa o paraíso.
E se amam mentindo
no fingimento que é necessidade
e assim
mais verdadeiro que a verdade.

Mas exige, o amor fingido,
ser sincero
o amor que como ele
é fingimento.
E fingem mais
os dois
com o mesmo esmero
com mais e mais cuidado
– e a mentira se torna desespero.
Assim amam-se agora
se odiando.

O espelho
embaciado,
já Narciso em Narciso não se mira:
se torturam
se ferem
não se largam
que o inferno de Narciso
é ver que o admiravam de mentira.
                                                      
Psico Walquiria Calado

terça-feira, 8 de maio de 2018

      










Amar é narcísico, pois não vivo sem o objeto de meu amor, nos diz Lacan em seu seminário 11. Quando amamos, amamos de uma forma egoísta, não no sentido pejorativo do termo, mas no sentido de que, talvez, apenas talvez, na relação de amor, nos reconhecemos de uma forma mais bela e sublime do que antes. Amamos para sobreviver, pois sem o outro, nada seríamos, ou melhor, não haveria nada, absolutamente nada em nós mesmos que fosse bom para amar. Se levarmos em consideração que Deus é amor, podemos pensar como São Francisco de Assis conseguiu amar o mundo de tal que forma que mesmo Freud reconhece esse amor de Francisco como algo sobrenatural, uma excessão. Não vamos resumir o amor de Franciso em um ato de amar, mas no ato de despojar-se de si mesmo na relação com o outro, ser seu objeto total, e nisso não mais ser possível viver sem Ele. O amor é da ordem de um laço que se produz no encontro entre duas pessoas em que ambas sabem-se que são melhores por estarem ali,  em resumo, sentem-se em casa.
Marco leite
Psicanalista 

quinta-feira, 3 de maio de 2018








O neurótico culpa o outro para vê-lo pagar, espiar......
O perverso culpa para gozar do sofrimento alheio.



sexta-feira, 27 de abril de 2018






O suicídio como um sintoma de uma sociedade que vai se caracterizando pela passagem ao ato, onde a palavra não sustenta, não dá conta de elaborar afetos. A própria morte como uma atitude última e extrema onde a alegria de viver, se polariza e potencializa em uma dor de existir. 
A dor, quando não encontra uma palavra para ser elaborada e quando essa palavra não encontra escuta no outro, torna o sofrimento capitão de uma “nau”. Afetos buscam palavras para elaborar, para ganhar o mundo, assim como busca acolhimento em si e no outro. 
Nem sempre a palavra dá conta de um sentir e nem sempre a palavra é acolhida pelo outro, ouvida. Há afetos que não encontram palavras. 
A pulsão se apazigua quando encontra uma palavra, onde a palavra cai, o ato hostil vem à tona, seja ao outro ou voltado para o eu. O eu torna-se alvo da pulsão destruidora. Busca-se desesperadamente aniquilar seu próprio sofrimento e, para tal, acredita-se que a morte seja a última saída.

Sobre aquilo que não dominamos, se faz necessário falar.
Há de alguém ouvir..
Wilhian mC

sexta-feira, 2 de março de 2018




A auto-estima é como um sistema imunológico emocional que amortece a dor emocional e fortalece a capacidade de recuperação.

quinta-feira, 1 de março de 2018






Parte do nosso sofrimento adulto é a dificuldade de fazer o luto da própria infância.


 #psicanalises ❤️📚

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018










Ser humano é abrir os poros da carne para respirar afeto. É percorrer pelos caminhos da pele e sentir o toque de um outro - feito à nossa imagem e semelhança - que nos ensina que além de sangue, o coração também bombeia amor. Não é fácil S
er humano. Atravessar a tristeza e sobreviver a ela é o orgulho dos miseráveis. E somos todos miseráveis num mundo em que destruímos sua riqueza com a nossa vaidade.

Percorremos as camadas do Tempo e nos alegramos com os avanços da ciência e tecnologia, mas ainda assim continuamos sendo poeira. Estamos aqui, e Estar é um verbo-de-passagem.

Existir, certamente não é uma tarefa fácil.

É preciso sentir para existir. É preciso sentir para Ser humano. Assentar-se sobre o muro da vida e equilibrar-se para não cair no passado e nem no futuro, enamorando somente a passagem do Agora.

Aliás, presumo que o Agora chama-se presente porque desembrulhamos a vida a todo instante para ganharmos mais horas para abraçar; chamar pelo nome de alguém que amamos; ou para testemunhar mais uma vez o vento balançar as árvores.

E pensando nisso, pergunto: o que diríamos para nós mesmos se nos reencontrássemos quando crianças? Confesso que sentiria vergonha das promessas que morreram pelo caminho, de não ter virado palhaço de circo e tão pouco caçador de tornados. Mas talvez olharia direto para os meus olhos e diria: muitos amores você vai ganhar, mas não se vanglorie, pois tudo o que se ganha é passível de perda, e a perda, meu menino, é a pior tragédia da existência humana.

A perda nos leva para longe de nós mesmos, pois se o amor nos arranca suspiros, a perda nos arranca do chão.
Ser humano é saber perder. Ou melhor, somente perder, porque Saber é um discernimento para poucos.

Ser humano é tocar as estrelas e se queimar com elas. Pois prazer e desprazer são as raízes da condição humana, onde renunciamos parte da nossa natureza para obedecermos os valores da civilização, caminhando assim no limite entre a Dor e o Gozo de Ser,

Humano.



ABner Esteves psicanalista




Pessoas amargas são ressentidas.
Ressentir é ficar sentindo e sentindo repetidas vezes, algo desagradável que já passou. O ressentido é um traumatizado que ama sua dor. Talvez o grande trunfo do ressentimento seja o ganho secundário que dele se origina, ou seja, a gratificação prazerosa pelo reclame constante, porque o sujeito é tão incapaz de vingar-se quanto foi impotente em reagir imediatamente aos agravos e às injustiças sofridas.
É como se o ressentido fosse um serviçal que se debate em vão. No ressentimento o tempo da vingança nunca chega – o ressentido é incapaz de vingar-se – pois se torna passivo e preso às suas queixas. O ressentimento leva o sujeito a criar todo um cenário propício para validar o seu direito, podendo até distorcer fatos de acordo com as necessidades, tocado por um certo prazer inconsciente ao reafirmar-se como vítima, porém, nada mais é do que uma fórmula imaginária para uma ‘solução’ do seu sofrimento.Vive negativamente em função dela. Lembra-se apenas das coisas desagradáveis que lhe ocorreram ignorando completamente tudo de bom que já viveu. Alimenta-se de lembranças doloridas, não perdoa os outros e nem a si mesmo. Torna-se intolerável por sua amargura. Nega-se a ver o futuro com perspectiva otimista.
Resumindo: o hoje pode mudar o amanhã, mas não o ontem. Portanto, olhe para frente, e não para trás.
 Aprenda a encarar cada problema da sua vida como uma lição de aprendizado. Entre o saber e o fazer, há apenas uma coisa: decisão.

domingo, 25 de fevereiro de 2018






A ansiedade reside no fato de dar-se conta de que o que o outro deseja não é aquilo que ofertamos. Em outras palavras, que por mais que se faça, ainda é insuficiente.


Marco Leite





EA atração sexual é um dos prazeres mais elementares da vida. Perceber outra pessoa ou ser percebido estimula a vontade de viver.

Regina navarro






"Ouço com freqüência dizer-se que as mulheres amam loucamente. Penso mais que as mulheres querem ser loucamente amadas."

Malvine Zalcberg

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018





"O obsessivo é um costureiro que não deixa um furo no pano, com o qual se veste sem escolher, anulando o desejo e a si próprio."

Renata Lune Russo

domingo, 18 de fevereiro de 2018





"A maior parte do que é real dentro de nós é inconsciente, e a maior parte do que é consciente dentro de nós não é real."



 (Freud)

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018









" A infidelidade  é  uma impossibilidade apenas quando não há relação... Do contrário, ela sempre existe! Precisamos tolerar esta  possibilidade.




 (Alex Almeida psicanalista)

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018











"A ruminação obsessiva sobre o futuro está à serviço da ilusão de que o controle existe."
Ana Paula Gomes










A gente escuta mal, pensa que compreende o que o outro não disse, entende o que a pessoa disse antes que ela termine de dizer, interrompe o que o outro está dizendo para falar o que se pensa do que se supõe que ele dirá.
(Entender é grave)






A gente escuta mal, crê saber a palavra que o outro esqueceu, se fixa demasiadamente nessa tal de empatia-que-tá-na-moda, acredita que sabe o que o outro sentiu quando nunca se vive o que o outro viveu.
(Ninguém veste a pele do outro, ainda que o suponha)

A gente escuta mal, ouve as palavras que o outro diz e acha que as escutou, ouve o que o outro diz e fala cedo demais, ouve o que outro diz já pensando no que responder.
(Ouvir é diferente de escutar)




Por Ana Suy

A gente escuta mal, acha que sabe o que é melhor pro outro, acha que não sabe o que é melhor pra si, não sabe que quanto mais se acha que achou algo, mais se está perdendo.
(Escutar é puro exercício de alteridade).
 





Tocar campainha e sair correndo, para não ser visto ainda que tenha deixado a sua marca, pode ser tida, no desafio ao impulso de destruição, como sublimação do desejo de ser invisível e não se responsabilizar pelo o que faz. Somos, no fundo, quando queixamos dos trem que nos acometem sem assumirmos nosso lugar, invisíveis em nossa própria casa. Tocamos, pelo sintoma, a campainha do corpo, das relações, chamamos o íntimo de nós mesmos pelo sinal de angústia e tentamos sair correndo afim de não nos vermos naquilo que é singular. A digital fica no sintoma e é necessário averiguar a tentativa de fuga deste crime imperfeito.


Eduardo Lucas Andrade










Se planejou tanto para viver que ficou SÓ........E no rascunho......

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018







"...o que determina a formação dos sintomas é a realidade, não da experiência, mas do pensamento. Os neuróticos vivem um mundo à parte, onde somente a ‘moeda neurótica’ é moeda corrente, isto é, eles são afetados apenas pelo que é pensado com intensidade e imaginado com emoção, ao passo que a concordância com a realidade externa não tem importância."

___Sigmund Freud, "Totem e Tabu"

terça-feira, 30 de janeiro de 2018












Todos nós temos uma tendência natural para a expansão. 



Quando estamos emocionalmente saudáveis, não buscamos apenas conservar as coisas como estão ou meramente sobreviver. Em vez disso, queremos crescer, ou seja, desenvolver nossas capacidades em todas as esferas da existência. Por isso, a criatividade é uma das propriedades mais significativas da saúde emocional. Por outro lado, quem está emocionalmente doente dificilmente consegue se expandir, pois emprega nos processos defensivos boa parte das forças que seriam necessárias para o crescimento. Conscientemente o neurótico quer se expandir, mas inconscientemente suas energias estão sendo drenadas pela manutenção das defesas.


 Tal condição é comparável à de uma nação que gasta tanto dinheiro protegendo-se de possíveis ameaças estrangeiras que sobram poucos recursos para investir em seu próprio desenvolvimento.m




LUcas Napoli






O amor perdura enquanto o outro for visto como um enigma indecifrável. Quando se decifra o enigma, a pulsão já não se satisfaz com a esfinge.

domingo, 28 de janeiro de 2018






O "olhar "do egoísmo é sempre infantil.







Nossos "softwares", nossos "hds", ou nossos "clones" possuem realidade psíquica e que esta produz efeitos em nós, no outro, na vida. Nosso aparelho psíquico "cria" realidades nas quais vivemos imersos, saibamos disso ou não, e a depender de como nosso interior se relaciona com o exterior. Tais criações jamais se dão sem a participação do meio em que vivemos. 




Se você acha que o defeito está sempre nos outros 
então é você que não tem conserto.

Sérgio Vaz

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018







"Orgulho: um revestimento a mais de narcisismo para recobrir a castração do sujeito."
-- Ana Paula Gomes

terça-feira, 16 de janeiro de 2018










O neurótico obsessivo é tão apaixonado por seu narcisismo centrado em uma suposta razão que, por vezes, quando movido pela pulsão de morte, afunda toda a sua vida só pra provar para si mesmo que ele estava certo: Deus (um dos nomes para o pai) não existe ou o abandonou.



Ana Suy

sábado, 13 de janeiro de 2018










Foi de tanto buscar o amor do outro que tropeçou no vazio do seu próprio (des)amor.






Mulher procura
uma palavra que a descreva
em seus silêncios.

Mas não encontra.


(Nydia Bonetti)

terça-feira, 9 de janeiro de 2018











O amor, sem o desejo, é mortificante.
 Daí as tantas críticas que existem ao amor romântico, que se apoia na ideia de fazer dois virarem um só. É o desejo, filho da falta, que separa, que denuncia o impossível de duas pessoas virarem uma só.
Quando um diz o outro não entende, apenas pensa que entende, e muitas vezes, entende de acordo com os seus próprios significantes, de modo distante do que o outro falou. E o outro não entende como o um pode não entender o que para ele mesmo é tao óbvio. É difícil entender que o outro é outro.
Quando Lacan diz que "a relação sexual não existe" é essencialmente ao desejo e ao gozo que ele se refere. Cada um goza e deseja ao seu modo.
Sem o amor, no entanto, que nos atrai para o corpo do Outro, somos apenas seres errantes por aí.
A gente se entende, diz o amor.
A gente ainda vai se entender, diz o desejo.
Ninguém me entende, diz o gozo.
Eita, que trabalheira que dá pra conjugar amor, desejo e gozo!
Ana Suy

domingo, 7 de janeiro de 2018










“Narcisicamente procuramos no outro o amor que perdemos em nós mesmos, ao passo que invisto no outro toda a minha libido meu ego encontra-se abandonado... adoeço então, e não sei o porque.”

sábado, 6 de janeiro de 2018







Não basta amar, é preciso desejar.
“Agiste de acordo com o teu desejo?” Pergunta Lacan no Seminario 7, para dizer que a culpa nasce por ter cedido do desejo. Desse ato de traição ao desejo surge a culpa que faz amar sem desejar. Aquele que ama com culpa cobra caro por seu amor e faz sofrer o outro por ser o beneficiário do seu sacrifício. Ao invés de sentir-se culpado é preciso assumir a responsabilidade pelo que sente. Aquele que assume a responsabilidade do seu ato, não precisa refugiar-se na culpa, basta-lhe o seu desejo.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018







A falha do obsessivo é achar que não pode falhar.




Abner Esteves






O inconsciente é o nosso registro infantil, é a força que impulsiona os nossos desejos mais profundos, nossas escolhas mais importantes - para o nosso bem e para o nosso mal. O desenvolvimento da personalidade não traz consigo a atualização desses registros, e por isso ficamos atados aos impulsos orientados pelos desejos (inconscientes) da criança que fomos. 

 Aglair Grein -psicanalista

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018






Nossa neurose, quando leve, no máximo foge de uma relação amorosa, 
boicota uma ascensão profissional,



inventa uma discussão de casal ou se perde na contabilidade financeira .



( Felipe Pimentel  )








Psicótico: "com dois paus se faz uma canoa."

 Neurótico: "com dois paus não se faz uma canoa, está errado!" 

Perverso: "tanto faz, vou afundá-la."


ABner psicanalista

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017




É comum na história do sujeito que sofre com doenças somáticas, existir uma infância insegura, com dificuldades de se apoiar na linguagem para traduzir seus afetos.


Abner




“O amor é dar o que não se tem, e só se pode amar o que não se tem, ainda que tenha. O amor como resposta implica o domínio do não-ter.
 Dar o que se tem é festa, não é amor.”



Jacques Lacan, Seminario 8.


























O inconsciente é um grande balcão de achados e de perdidos..


Willian 












A maior fonte de maldade no Planeta são os pensamentos e sentimentos agressivos. São fontes de vibrações negativas.

sábado, 9 de dezembro de 2017


Se o mundo fosse uma brincadeira de faz-de-conta, faríamos de conta que tudo é sempre bonito. E mesmo que o mundo não seja um grande livro de contos de fadas, estamos sempre querendo fazer de conta.
Fazemos de conta que somos felizes; que o amor não acabou; que ainda existe desejo. Tentamos nos convencer de que todas as decisões que tomamos no passado foram acertadas. Talvez por medo de termos que confessar que em algum lugar de nossas vidas, falhamos.
É difícil ter de admitir que nos enganamos de caminho. Mas o mais difícil é pensar que vamos decepcionar outros. Apesar de tudo, “o que os outros vão pensar” pesa muito nas nossas vidas. Assim vamos fazendo de conta que está tudo bem. E chega um dia onde não encontramos mais saída. E a gente chora…
Chora na encruzilhada em que se encontra, chora no labirinto da vida, onde não queremos nem ir à frente e nem voltar atrás, mas sabemos que teremos que achar o caminho de qualquer jeito. E lamentamos o não saber o que fazer. Nos sentimos perdidos mesmo quando queremos fazer de conta que não.
Pensamos que seria melhor fingir que não existe problema nenhum; ou que podemos passar uma borracha e recomeçar tudo; ou então nos dizemos que bom mesmo seria voltar à infância inocente, sem esses “problemas de adultos” e até ir dormir mais cedo para que amanhã chegue logo.
Porque o agora, às vezes, desejamos que nunca chegue… Mas somos adultos, mesmo se nosso “eu” criança se sente perdido. Somos adultos e donos da nossa vida, das nossas vontades, embora intimamente sintamos a necessidade de pedir que alguém decida por nós para nos livrar do peso da responsabilidade da escolha. É preciso enfrentar a realidade, mesmo que doa; é preciso ter a coragem de tomar uma decisão e fazer escolhas, mesmo se daqui a dez anos percebamos que nos enganamos de caminho. Se enganar não é pecado; pecado é se saber enganado e continuar no mesmo trilho. É uma ofensa ao próprio eu.
Dê a você mesmo a oportunidade de ser feliz sendo quem é, como é. Saia do marasmo do dia-a-dia que mata e construa algo sólido onde se apoiar. A vida não espera por nós e não é por fingir que o tempo não passa que os relógios vão parar.
Chorar é bom e pode aliviar as tensões, mas nunca resolveu problema nenhum. Enxugue então suas lágrimas para que tenha uma visão mais clara do que é sua vida.
Tire a máscara do faz-de-conta e viva de cara lavada, mesmo se no momento não for o melhor que você tenha para apresentar ao mundo. Com o tempo você vai aprender que tudo fica mais fácil e você se sentirá aliviado. Não se pergunte o que vai fazer depois: aprenda com seus erros e dê o melhor de si. Dê a você mesmo uma chance de ser feliz, porque ninguém vai fazer isso por voce...




Letícia Thompson

O paranóico frequentemente não admite um outro como








"Desejo "é o impulso de recuperar a perda da primeira experiência de satisfação.
Freud

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Podemos nos posicionar diante da vida de forma GRATA ou de forma RESSENTIDA.

No primeiro caso, temos consciência de nossa insignificância no universo e de que nossa presença aqui é pura contingência, ou seja, poderíamos simplesmente não existir. Consequentemente, olhamos para a vida, com suas complexidades e contradições, como um grande privilégio, um presente, uma oportunidade inestimável que nos foi oferecida gratuitamente. E assim aproveitamos ao máximo cada momento (mesmo os ruins) como quem saboreia demoradamente um pedaço de chocolate.

Por outro lado, quando adotamos a posição ressentida, nos comportamos como uma criança mimada: achamos que o mundo nos deve uma existência feliz e próspera independentemente de nossos esforços; amaldiçoamos a natureza e a 






sociedade por não se curvarem aos nossos caprichos, que tratamos como se fossem direitos; e percebemo-nos o tempo todo como vítimas que merecem tratamento especial.

Quem sente-se grato pelo simples fato de existir considera tudo o mais que a vida lhe oferece como lucro.

Já o ressentido, acredita que o mundo tem a obrigação de satisfazer todos os seus desejos. Como isso evidentemente não acontece, ele está o tempo todo se queixando e expressando sua INGRATIDÃO essencial.









r.





O neurótico obsessivo foge do seu desejo como o diabo foge da cruz.  
Ana Suy




O verborrágico é aquele que nunca escuta. 
No máximo ele espera a vez pra falar.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

As coisas mais importantes da vida são aprendidas com dor, mas não só. É por isso que elas curam, duram, ferem, são reeditadas no transcorrer das gerações. Uma vida que valha a pena só pode ser vivida por amor. Mas não qualquer tipo de amor. Quando há o amor que permite o sentir, há também a dor que permite aprender, viver. O que mais buscamos, na verdade, não é tanto a ausência  inevitável da dor, mas a presença necessária do amor.  
Se há amor, dói menos; podemos aprender. 


(Evelin Pestana, www.casaaberta.art.br)
Ilustração: Carlos Leon Salazar

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

. "Beber faz passar, jogar faz passar, navegar na internet faz passar..." a vida passa! Passa, mas volta e volta com o teor destrutivo, acumulado, persistente, pois não se foge de si mesmo.





Lucas Andrade


"Toda pessoa normal é, na verdade, apenas medianamente normal, seu "eu"se parece com o do psicótico em maior ou menor medida".
S. Freud





domingo, 12 de novembro de 2017

Nosso sofrimento faz parte da nossa imaturidade e de nossos erros.







Marsilene
Todos nós somos pequenos inquilinos é este mundo imperfeito cheio de coisas maravilhosas. Não é preciso ter medo dos anos, mas sim da vida não vivida, aos anos vazios de emoções, de triunfos e por que não, também de fracassos nunca experimentados. Aqueles de quem tanto aprendemos.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

O  inimigo dá sentido para sua vida quando ela não tem mais sentido.
Christian Dunker.



quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Escutar
o que se fala 
é moleza.

Difícil, mesmo,
é ouvir o que se cala.



Louise Madeira

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

domingo, 5 de novembro de 2017

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Ao não se separar da mãe, não se vincula a ninguém.










Jorge Gomes
Mesmo na solidão, carregamos o fantasma do outro. Nunca estamos [psiquicamente] sozinhos.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017


Quanto mais você ama, menos medo você sente. 
As pessoas tem medo da entrega porque tem medo da rejeição.

Ame e deixe a vida fluir...

*Lígia Guerra*

terça-feira, 31 de outubro de 2017



Ninguém está mais sujeito a ser objeto do nosso ódio do que as pessoas a quem amamos. Enquanto o amor ama, o ódio se mantém sob o efeito do recalque. Mas assim que o amor manca, o ódio, que até então estava quietinho, aparece e reina.
Ana Suy

Abner Esteves.        

Antes de se relacionar com o outro, é importante analisar como ele se relaciona com as palavras, pois são elas que nutrem o sujeito que ama


domingo, 29 de outubro de 2017

O ser humano nasce predestinado ao conflito. Conflito formado por forças provenientes da frustração 


externa e da insatisfação interna
.
E

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Lucas napoli
O inconsciente é insistente, resistente e teimoso ib A realidade não é suficiente para fazê-lo mudar de ideia e desistir dos caminhos já conhecidos e insatisfatórios. Por isso, continuamos repetindo os mesmos erros de sempre, apesar de desejarmos conscientemente fazer de outra forma. Afinal, o inconsciente não abandona facilmente suas esperanças e persiste buscando amor, acolhimento, reconhecimento e prazer nos lugares errados. Nesse sentido, a Psicanálise é essencialmente um método para convencer o inconsciente a parar de bater na mesma tecla.

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

terça-feira, 24 de outubro de 2017


          "Vaso ruim não quebra"
 - quebra sim, alguns foram quebrados ainda novinhos.     ABner Esteves

Fanatismo, quando a gente acha que a verdade para ser verdade precisa estar do nosso lado - porque se não estiver, poderemos tudo contra ela.

sábado, 21 de outubro de 2017

:





Viver é uma coisa tão real, que precisamos de um simbólico e de um imaginário para suportar.





wmaccormick