ESTIMULAÇÃO TRANSCRANIANA
Um empurrão magnético
A ativação de neurônios pode aliviar sintomas da depressão
Até 40% das pessoas com depressão não respondem à medicação para combater o distúrbio. Para estes pacientes, a esperança pode ser a estimulação magnética transcraniana (TMS), uma técnica que ativa neurônios enviando pulsos de energia magnética para o cérebro. Embora pesquisadores venham estudando os efeitos da TMS sobre a depressão há mais de dez anos, o procedimento foi visto como experimental na maior parte do tempo. Os estudiosos tinham receio de que o método pudesse causar convulsões. Agora, psiquiatras da Universidade da Pensilvânia relatam resultados bem-sucedidos do maior teste já feito com TMS, rebatendo as dúvidas de muitos críticos. A equipe testou cerca de 300 pacientes com depressão grave que não haviam respondido a medicação, e descobriu que aqueles que receberam cerca de 40 minutos de TMS por dia durante quatro semanas experimentaram melhora significativa dos sintomas. Não foram relatados grandes efeitos colaterais, embora a técnica não seja recomendada para pessoas com histórico de convulsões.
A TMS ativa neurônios, estimulando-os por meio de pequenos frios metálicos ligados ao couro cabeludo, que os investigadores podem posicionar para atingir diferentes áreas do cérebro. Neste estudo, a equipe trabalhou com a região do córtex pré-frontal que havia se mostrado ser menos ativa em pessoas deprimidas. Por ser não invasiva, a TMS se presta a pesquisas incomuns, como estimular habilidades matemáticas até então desconhecidas ou estudar a raiz neurológica da fé. “A TMS já está disponível para pacientes na Austrália e no Canadá, mas regulamentações estritas podem fazer com que demore meses antes que pacientes de outros países tenham acesso à terapia”, diz John O´Reardon, autor-chefe do novo estudo. Ele e outros especialistas acreditam que a TMS poderá ajudar pacientes com esquizofrenia, transtorno bipolar e a síndrome de Tourette.
REVISTA CIENCIA

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