sexta-feira, 30 de abril de 2010

"A DOR "...DEIXA UM RASTRO DE MEMÓRIA.

Pacientes com dor persistente têm aspectos sensoriais alterados, em especial aqueles relacionados com o sistema límbico, responsável pelas emoções. Essas variações potencializam a sensação e agravam o incômodo do paciente crônico.
 A informação foi apresentada no Brasil pela professora Herta Flor, titular do Departamento de Neurociência Clínica e Cognitiva de Ruprecht-Karls-University de Heidelberg, na Alemanha.

 Segundo ela, quanto mais dor um indivíduo apresentar de maneira contínua, mais intensa ela tende a ser no futuro. As alterações neurológicas atingem de maneira similar homens, mulheres e crianças.
 Isso comprova que os episódios de dor deixam um “rastro de memória”, que são ativados na incidência seguinte e aumentam a sensação de desconforto.

A pesquisadora está trabalhando no desenvolvimento de um “tratamento de extinção” ­– uma terapia para suprimir essa recordação traumática. Sua proposta é que o paciente bloqueie alguns aspectos relacionados a essa vivência, para desativar as áreas cerebrais que potencializam a sensação.
 O estudo foi apresentado na 4.ª Edição do Congresso Interdisciplinar de Dor (Cindor 2009) da Universidade de São Paulo (USP).

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