
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Você, amigo de si mesmo?.........Acertar a relação consigo, implica aceitar-se e este é o maior desafio da existência.
Convém perguntar: estamos nos tratando bem?
Na verdade, não é fácil, pois todos temos conflitos, angústias, sintomas.
Menos mal, quando todo este caldeirão pulsional de intensos desejos se manifesta através dos
pesadelos como formas de aliviar as culpas e as dívidas imaginárias.
Despertamos angustiados, mas tudo não passou de um sonho; o terrível é quando ocorre a
passagem ao ato - atos destrutivos, que revelam a fragilidade do desamparo.
O desamparo faz parte do cotidiano da psicanálise; ele é mais intenso nos que se sentem
perdedores no competitivo jogo da vida.
Um dos caminhos para se enfrentar o desamparo é o masoquismo, onde quem sofre, tem na submissão seu frágil amparo.
Então ocorrem os maus-tratos, e nem toda a bibliografia de autoajuda pode ser útil.
Quando tudo isso se nos apresenta como um obstáculo incontornável, ainda se pode contar com os
tratamentos psicologicos, que, se não curam (o que é mesmo a cura?), ajudam.
Felizmente, há os que conseguem sair da passividade da dor e buscam caminhos criativos, deixando
assim de serem sofredores crônicos.
saem, porque aprendem com quem vale à pena se associar, casar, estabelecer amizades.
Isso tudo é fácil de escrever, mas uma odisseia para atingir.
Sempre é tempo de metamorfose.
Importante é não desperdiçar os momentos de liberdade, gozar o entusiasmo de uma mesa
compartida, uma caminhada entre árvores, e a alegria de um abraço.
Tudo isso poderia começar pela diminuição das queixas e pelo aumento da gratidão a todo o
trigo que recebemos, sem olhar, com lente de aumento, o joio inevitável que vem junto.
Convém não desanimar, ser persistente na busca de como ser amigo de si mesmo, porque esta
A aventura vale a pena - uma aventura mais excitante que conquistar
o Everest.
Abrão Slavutzky (psicanalista)
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