quinta-feira, 31 de maio de 2012
Exatamente! A angústia jaz por detrás da pulsão, ela é um um sentir que utiliza do corpo para se manifestar, e por ela não ser pulsão, energia psíquica, dela não se goza, não se descarrega, sendo o gozo uma descarga no sentido de rajada.
A angústia; é um afeto inominável, um medo de ter medo, onde defronte a situação de perigo, ameaçadora ao ego, não especificada, sendo este objeto o próprio medo, o sujeito sente sensações que envolvem o corpo para se manifestar e tentar dizer da ameaça, vivenciando um desmedido mal-estar.
É um afeto conhecido pelo inconsciente que se apresenta por sensação de aperto e de pressão ao próprio corpo. A angústia não se representa, ela se apresenta enquanto real, é ela que nos indica uma sensação ameaçadora ao ego, um alarme, um sintoma de ameaça que vai na raiz, no principio de prazer e ameaça a luta pela sobrevivência.
A
angústia é inseparável do sujeito, ela é um sentimento que não se escoa ou se descarrega ao mundo externo, ela é sentida, e quando a pulsão responsável por determinado perigo é descarregada, ela desaparece, exatamente por ser um sintoma e não a causa. Enfim a angústia é insuportável, é um afeto de sentimento hostil extremado. Só mesmo algo tão poderoso para impor a lei do pai em um psíquico de extrema busca pelo prazer.
Eduardo Lucas Andrade
quarta-feira, 30 de maio de 2012
"O Inconsciente é, de fato, estruturado como um teatro.
As lembranças recalcadas, as brincadeiras da infância, os xingamentos, elogios, castigos e recompensas dos pais, as primeiras trocas de carícias até os jogos sexuais infantis, as fantasias eróticas – tudo isso são cenas guardadas no inconsciente prontas a serem representadas pelo sujeito em seus sonhos, sintomas e toda sorte de ato.
"Antonio Quinet...
et
As lembranças recalcadas, as brincadeiras da infância, os xingamentos, elogios, castigos e recompensas dos pais, as primeiras trocas de carícias até os jogos sexuais infantis, as fantasias eróticas – tudo isso são cenas guardadas no inconsciente prontas a serem representadas pelo sujeito em seus sonhos, sintomas e toda sorte de ato.
"Antonio Quinet...
et

terça-feira, 29 de maio de 2012
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Fragmentos de um discurso amoroso....Por Roland Barthes
Estou preso nesta contradição: de um lado, creio conhecer o outro melhor do que ninguém e afirmo isso triunfalmente a ele ("Eu te conheço. Só eu te conheço bem!"); e, por outro lado, sou freqüentemente assaltado por essa evidência: o outro é impenetrável, raro, intratável; não posso abri-lo, chegar até a sua origem, desfazer o enigma.
De onde ele vem?
Quem é ele?
Por mais que eu me esforce não o saberei nunca.
Roland Barthes
Fragmentos de um discurso amoroso, pag. 134.
De onde ele vem?
Quem é ele?
Por mais que eu me esforce não o saberei nunca.
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Roland Barthes
Fragmentos de um discurso amoroso, pag. 134.
domingo, 27 de maio de 2012
sábado, 26 de maio de 2012
sexta-feira, 25 de maio de 2012
quinta-feira, 24 de maio de 2012
O caminho para a felicidade não é reto. Existem curvas chamadas EQUÍVOCOS,existem semáforos chamados AMIGOS,luzes de cautela chamadas FAMÍLIA,e tudo se consegue se tens:um estepe chamado DECISÃO,um motor poderoso chamado AMOR,um bom seguro chamado Fé, combustível abundante chamado PACIÊNCIA,mas acima de tudo um motorista habilidoso chamado DEUS!!
Mahatma Gandhi
Mahatma Gandhi
quarta-feira, 23 de maio de 2012
É a coragem de avançar, ainda que com medo.
É a vontade de viver, mesmo que já tenhamos morrido um pouco ou muito, aqui e ali, pelo caminho.
É a intenção de não desistirmos de nós mesmos, por maior que às vezes seja a tentação.
São os gestos de gentileza e ternura que somente os fortes conseguem ter.
(Ana Jácomo)
terça-feira, 22 de maio de 2012
segunda-feira, 21 de maio de 2012
domingo, 20 de maio de 2012
POR QUE É TÃO DIFÍCIL FALAR EM PÚBLICO?
POR QUE É TÃO DIFÍCIL FALAR EM PÚBLICO?
A comunicação é inerente ao ser humano, precisamos falar, expressar nossas idéias e sentimentos e nem sempre nos sentimos preparados para isso. Nas mais variadas situações que vivenciamos, desde uma reunião informal, um encontro com amigos, ou nos desafios profissionais, somos solicitados de forma direta ou indireta a colocar nossas idéias, objetivos, compartilhar nossa forma de pensar e perceber o mundo, nossos significados e significantes.
O falar em público, pode torna-se um grande sofrimento tanto emocional como físico, pois está relacionado ao medo humano de não ser aceito e não ser respeitado. Para seres sociais como nós, a aceitação e o respeito do outro interferem diretamente no desenvolvimento do nosso senso de existência, daí ser um assunto tão amplo e complexo.
O falar em público é para algumas pessoas uma situação tão ameaçadora, que o corpo lança mão de todas as alternativas possíveis para proteger-se. São comuns os relatos de sensação de tremor, taquicardia, sudorese, dores estomacais, dores de cabeça entre outros sintomas físicos. Lembro-me de uma cena que um cliente me trouxe, referindo-se a sua experiência traumática de falar em público ... “senti-me como uma lebre preste a ser atacada por aquele bando de leões!... só no que conseguia pensar eraem como eram eternos aqueles minutos... Não conseguia lembrar-me de uma linha do trabalho que preparei durante dias para apresentar!...” Neste exemplo, o medo perdeu sua função natural de proteger a pessoa e a paralisou,bloqueando o acesso a seu arsenal de conhecimento que traria com ele toda a segurança e tranqüilidade necessária para executar a tarefa que se propôs. Todas as possibilidades de usar seus recursos próprios para sair daquela situação desapareceram, como se o indivíduo perdesse durante aquela fração de segundos sua identidade.
O conhecimento que “colecionamos” durante nossa vida, nos define e com isso nos norteia em nossas escolhas e atitudes. O conhecimento que temos de nosso íntimo, de nossos desejos, gostos, características, potenciais e limitações é o que nos dá a sensação de força ou de fragilidade perante os desafios que surgem na vida.
A segurança é um sentimento construído a partir deste tipo de conhecimento pessoal, e a insegurança é construída por nossos mitos, nossas verdades inquestionáveis e principalmente nossos medos. Em situações de stress alguns indivíduos geralmente perdem esse link interno essa bússola pessoal, perdendo os próprios parâmetros. Nesse momento os medos e as fantasias tomam conta trazendo um espaço onde o outro(s) sempre ocupa um papel de perseguidor, forte destemido, feroz e principalmente cruel.
Outro ponto importante na dificuldade de falar em público , além da insegurança interna é a busca por um ideal construído por nossas idealizações e fantasias do perfeito, idealizado e que não é real. A ilusão é necessária para o desenvolvimento emocional pois precisamos do sentimento de segurança que ela proporciona, a realidade é necessária, pois precisamos da objetividade que ela nos traz, nos dando a sensação de existir concretamente, sermos vistos, olhados amados, e aceitos, traz consigo a certeza de existirmos. A maturidade emocional conta com esses dois pontos de apoio, pois da área da ilusão nasce a fantasia e a esperança que auxilia e aconchega e da área de realidade nasce o mundo objetivo que dá segurança e concretude.
São inúmeras as situações onde o medo atua desta forma, o conhecido “branco” que aparece em situações de testes ou avaliações das mais diversos é o mais comumente relatado desses sintomas. O medo da exposição está ligado ao medo da avaliação negativa, da reprovação e principalmente do ridículo.
Todos esses medos fragilizam a coragem e a autodeterminação, travando os conhecimentos que o indivíduo possui sobre si mesmo, seus valores e suas competências, tornando-os inacessíveis.
E de onde nasce isso tudo?
A forma como nos apresentamos no mundo, está diretamente relacionada a percepção que temos sobre nós mesmos, cada detalhe que compõe essa apresentação está carregada de mitos e verdades pessoais, características e peculiaridades, construídas ao longo de nossas vidas. Como nos vestimos ou como utilizamos as palavras, nossos gestos,gostos e preferências, contam um pouco de nós de nossa cultura e de nossas crenças.
E qual o caminho par resolver essa dificuldade?
O caminho mais eficaz é o desenvolvimento de sua autoestima e o fortalecimento de sua segurança interna, buscando identificar e desatar os mitos pessoais que interferem negativamente em sua autopercepção.
Este é um caminho de autoconhecimento e pode ser feito através da psicoterapia. Neste processo você terá um espaço protegido para cuidar dessas e de outras questões de ordem emocional que muitas vezes atravancam sua vida, trazendo sofrimento e impedindo seu desenvolvimento pessoal.
Da mesma forma que procuramos um especialista para tratarmos das dores do corpo, muitas vezes precisamos de um especialista para tratar das dores emocionais, ajudando a tornar nossa vida mais prazerosa e feliz.
Por: Psicóloga Sirley R. S. Bittú
A comunicação é inerente ao ser humano, precisamos falar, expressar nossas idéias e sentimentos e nem sempre nos sentimos preparados para isso. Nas mais variadas situações que vivenciamos, desde uma reunião informal, um encontro com amigos, ou nos desafios profissionais, somos solicitados de forma direta ou indireta a colocar nossas idéias, objetivos, compartilhar nossa forma de pensar e perceber o mundo, nossos significados e significantes.
O falar em público, pode torna-se um grande sofrimento tanto emocional como físico, pois está relacionado ao medo humano de não ser aceito e não ser respeitado. Para seres sociais como nós, a aceitação e o respeito do outro interferem diretamente no desenvolvimento do nosso senso de existência, daí ser um assunto tão amplo e complexo.
O falar em público é para algumas pessoas uma situação tão ameaçadora, que o corpo lança mão de todas as alternativas possíveis para proteger-se. São comuns os relatos de sensação de tremor, taquicardia, sudorese, dores estomacais, dores de cabeça entre outros sintomas físicos. Lembro-me de uma cena que um cliente me trouxe, referindo-se a sua experiência traumática de falar em público ... “senti-me como uma lebre preste a ser atacada por aquele bando de leões!... só no que conseguia pensar eraem como eram eternos aqueles minutos... Não conseguia lembrar-me de uma linha do trabalho que preparei durante dias para apresentar!...” Neste exemplo, o medo perdeu sua função natural de proteger a pessoa e a paralisou,bloqueando o acesso a seu arsenal de conhecimento que traria com ele toda a segurança e tranqüilidade necessária para executar a tarefa que se propôs. Todas as possibilidades de usar seus recursos próprios para sair daquela situação desapareceram, como se o indivíduo perdesse durante aquela fração de segundos sua identidade.
O conhecimento que “colecionamos” durante nossa vida, nos define e com isso nos norteia em nossas escolhas e atitudes. O conhecimento que temos de nosso íntimo, de nossos desejos, gostos, características, potenciais e limitações é o que nos dá a sensação de força ou de fragilidade perante os desafios que surgem na vida.
A segurança é um sentimento construído a partir deste tipo de conhecimento pessoal, e a insegurança é construída por nossos mitos, nossas verdades inquestionáveis e principalmente nossos medos. Em situações de stress alguns indivíduos geralmente perdem esse link interno essa bússola pessoal, perdendo os próprios parâmetros. Nesse momento os medos e as fantasias tomam conta trazendo um espaço onde o outro(s) sempre ocupa um papel de perseguidor, forte destemido, feroz e principalmente cruel.
Outro ponto importante na dificuldade de falar em público , além da insegurança interna é a busca por um ideal construído por nossas idealizações e fantasias do perfeito, idealizado e que não é real. A ilusão é necessária para o desenvolvimento emocional pois precisamos do sentimento de segurança que ela proporciona, a realidade é necessária, pois precisamos da objetividade que ela nos traz, nos dando a sensação de existir concretamente, sermos vistos, olhados amados, e aceitos, traz consigo a certeza de existirmos. A maturidade emocional conta com esses dois pontos de apoio, pois da área da ilusão nasce a fantasia e a esperança que auxilia e aconchega e da área de realidade nasce o mundo objetivo que dá segurança e concretude.
São inúmeras as situações onde o medo atua desta forma, o conhecido “branco” que aparece em situações de testes ou avaliações das mais diversos é o mais comumente relatado desses sintomas. O medo da exposição está ligado ao medo da avaliação negativa, da reprovação e principalmente do ridículo.
Todos esses medos fragilizam a coragem e a autodeterminação, travando os conhecimentos que o indivíduo possui sobre si mesmo, seus valores e suas competências, tornando-os inacessíveis.
E de onde nasce isso tudo?
A forma como nos apresentamos no mundo, está diretamente relacionada a percepção que temos sobre nós mesmos, cada detalhe que compõe essa apresentação está carregada de mitos e verdades pessoais, características e peculiaridades, construídas ao longo de nossas vidas. Como nos vestimos ou como utilizamos as palavras, nossos gestos,gostos e preferências, contam um pouco de nós de nossa cultura e de nossas crenças.
E qual o caminho par resolver essa dificuldade?
O caminho mais eficaz é o desenvolvimento de sua autoestima e o fortalecimento de sua segurança interna, buscando identificar e desatar os mitos pessoais que interferem negativamente em sua autopercepção.
Este é um caminho de autoconhecimento e pode ser feito através da psicoterapia. Neste processo você terá um espaço protegido para cuidar dessas e de outras questões de ordem emocional que muitas vezes atravancam sua vida, trazendo sofrimento e impedindo seu desenvolvimento pessoal.
Da mesma forma que procuramos um especialista para tratarmos das dores do corpo, muitas vezes precisamos de um especialista para tratar das dores emocionais, ajudando a tornar nossa vida mais prazerosa e feliz.
Por: Psicóloga Sirley R. S. Bittú
sexta-feira, 18 de maio de 2012
No auto-conhecimento ganhamos as armas para "administrar"nossos desejos...
O Homem em psicanálise não é tomado como centro do universo, como fim em si mesmo; pelo contrário, ele aparece como decomposto, como corpo despedaçado pelo jogo das pulsões, como movido por um mais além, um Outro fala nele.
quarta-feira, 16 de maio de 2012
terça-feira, 15 de maio de 2012
Ser cuidado por alguém que se mostra sincero parece ser algo tão impossível que quando está bom demais, seguro demais, intenso demais, estável demais, gostoso demais, costumamos esperar que subitamente algo de muito desastroso aconteça e então antecipamos a ruptura, porque afinal de contas iríamos sofrer mesmo, não é?
sábado, 12 de maio de 2012
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Todo ser humano necessita de alguém que o incomode,
que o desafie todos os dias.
Quando acontece o encontro, um
acorda o outro e é bom, as pessoas precisam de alguém que as retire do comportamento
individualista.
A mulher deve ser "a pedra no caminho" do homem, como nos versos de Carlos Drummond
de Andrade.
É ela quem alerta o homem,
porque ele é mais acomodado e ela é mais inquieta.
O encontro faz com que os dois tenham motivo para reinventar a vida todos os dias.
Mas felicidade dá trabalho ...
JORGE FORBES Piscanalista.
Compulsão à repetição.
Compulsão à repetição.
Matéria da Revista Época fala da compulsão à repetição.
Como evitar a auto-sabotagem
Como evitar a auto-sabotagem
Em entrevista, o psicanalista americano Stanley Rosner revela como funcionam os ciclos negativos de repetição, que levam a problemas no casamento, na relação com pais e filhos e no trabalho, e conta a história de alguns de seus pacientes
Todos os seres humanos têm padrões de repetição - a maioria, irracionais. Alguns calçam o pé direito sempre antes do esquerdo, ou vice-versa, outros sempre dão topadas nas mesmas quinas dos móveis ou gostam de comer determinados alimentos antes de outros. Quando são acontecimentos corriqueiros, não há grande importância. O problema é quando a repetição é destrutiva. “São compulsões que levam indivíduos à beira da loucura e destroem vidas - as suas próprias e as de outros”, diz o psicanalista freudiano americano Stanley Rosner. Com quarenta anos de experiência, Rosner detectou esse tipo de comportamento em muitos de seus pacientes e agora, em co-autoria com a escritora americana Patrícia Hermes, lança O ciclo da auto-sabotagem (ed. Best Seller). O livro, que acaba de ser lançado e já esgotou a primeira edição, explica o que são e de onde vêm tais atitudes, que se manifestam no casamento, entre pais e filhos ou no trabalho. Também traz relatos de muitas histórias de pacientes que tiveram parte importante de suas vidas desperdiçadas pela insistência em agir em ciclos negativos. Rosner sugere a terapia como única forma de estancar a auto-sabotagem. Veja a entrevista do psicanalista e alguns trechos do livro:
ÉPOCA - O que é o ciclo da auto-sabotagem?
Stanley Rosner - É a tendência a se repetir, indefinidamente, atitudes destrutivas. É claro que a maioria das pessoas não percebe o que faz. Prefere acreditar que a insatisfação é apenas fruto de algo externo. E essa negação faz com que ela siga em frente, sempre sofrendo. Pode se manifestar em absolutamente todos os aspectos da vida: no namoro, no casamento, na criação de filhos, na escola, no trabalho.
Stanley Rosner - É a tendência a se repetir, indefinidamente, atitudes destrutivas. É claro que a maioria das pessoas não percebe o que faz. Prefere acreditar que a insatisfação é apenas fruto de algo externo. E essa negação faz com que ela siga em frente, sempre sofrendo. Pode se manifestar em absolutamente todos os aspectos da vida: no namoro, no casamento, na criação de filhos, na escola, no trabalho.
ÉPOCA - Em que situações a auto-sabotagem acontece?
Rosner - No casamento, por exemplo, que é um espaço de luta de poder e desejos, é comum o marido ou a esposa deixar o outro controlar, dominar e punir, enquanto o outro simplesmente age de forma que esse controle e essa dominação cresçam ainda mais. Ambos seguem um acordo silencioso, não importando se ele traz culpa ou dor. Também é muito frequente uma pessoa casar várias vezes e, apesar de os parceiros serem absolutamente diferentes, criar situações e problemas idênticos com todos eles. Qualquer um pode perceber que um padrão está sendo repetido - menos ela própria. Outro ponto: em meus pacientes de terapia de casais, costumo encontrar semelhanças entre cônjuges e seus pais. E o paciente se assemelha com quem ele mais teve dificuldades: o pai frio e distante deu origem ao marido insensível. É a representação de uma relação mal-resolvida do passado.
Rosner - No casamento, por exemplo, que é um espaço de luta de poder e desejos, é comum o marido ou a esposa deixar o outro controlar, dominar e punir, enquanto o outro simplesmente age de forma que esse controle e essa dominação cresçam ainda mais. Ambos seguem um acordo silencioso, não importando se ele traz culpa ou dor. Também é muito frequente uma pessoa casar várias vezes e, apesar de os parceiros serem absolutamente diferentes, criar situações e problemas idênticos com todos eles. Qualquer um pode perceber que um padrão está sendo repetido - menos ela própria. Outro ponto: em meus pacientes de terapia de casais, costumo encontrar semelhanças entre cônjuges e seus pais. E o paciente se assemelha com quem ele mais teve dificuldades: o pai frio e distante deu origem ao marido insensível. É a representação de uma relação mal-resolvida do passado.
ÉPOCA - A infância é, então, a origem dessas repetições?
Rosner - Sim, é basicamente na relação entre pais e filho que se constroem esses padrões. É de traumas, grandes ou pequenos, do começo de nossas vidas que isso tudo nasce. De um sentimento de abandono, nasce a crença de que se aquilo for repetido, as coisas serão transformadas. Tudo é inconsciente, é claro.
Rosner - Sim, é basicamente na relação entre pais e filho que se constroem esses padrões. É de traumas, grandes ou pequenos, do começo de nossas vidas que isso tudo nasce. De um sentimento de abandono, nasce a crença de que se aquilo for repetido, as coisas serão transformadas. Tudo é inconsciente, é claro.
ÉPOCA - O divórcio dos pais faz com que as crianças tenham dificuldades emocionais no futuro?
Rosner - Não o divórcio em si. Mas se o divórcio é complicado e, principalmente, se a criança é usada como uma bola de futebol neste processo, isso deverá, sim, acarretar problemas mais tarde. O mesmo se os pais ficam anos falando mal um do outro na frente da criança. Tudo que quebra a confiança e a segurança de uma criança pode fazê-la ter dificuldades emocionais na vida adulta.
Rosner - Não o divórcio em si. Mas se o divórcio é complicado e, principalmente, se a criança é usada como uma bola de futebol neste processo, isso deverá, sim, acarretar problemas mais tarde. O mesmo se os pais ficam anos falando mal um do outro na frente da criança. Tudo que quebra a confiança e a segurança de uma criança pode fazê-la ter dificuldades emocionais na vida adulta.
ÉPOCA - Quais são os casos mais comuns de auto-sabotagem no trabalho?
Rosner - Todos conhecemos alguém que pula de emprego em emprego e está sempre culpando um chefe ou os colegas. Nos novos empregos há sempre problemas semelhantes aos anteriores. Isso é porque o relacionamento interpessoal é um fator muito importante no trabalho - tanto quanto dedicação ou competência. As percepções das pessoas no local de trabalho muitas vezes são distorcidas por relações mal resolvidas do passado, da mesma forma que no casamento. Vê-se um chefe como o pai severo ou uma colega como a irmã competitiva. A auto-sabotagem nasce daí: questiona-se a autoridade do chefe, negligencia-se uma meta, começa-se a chegar a atrasado. Como forma de combater inconscientemente algo do passado que ainda nos atormenta.
Rosner - Todos conhecemos alguém que pula de emprego em emprego e está sempre culpando um chefe ou os colegas. Nos novos empregos há sempre problemas semelhantes aos anteriores. Isso é porque o relacionamento interpessoal é um fator muito importante no trabalho - tanto quanto dedicação ou competência. As percepções das pessoas no local de trabalho muitas vezes são distorcidas por relações mal resolvidas do passado, da mesma forma que no casamento. Vê-se um chefe como o pai severo ou uma colega como a irmã competitiva. A auto-sabotagem nasce daí: questiona-se a autoridade do chefe, negligencia-se uma meta, começa-se a chegar a atrasado. Como forma de combater inconscientemente algo do passado que ainda nos atormenta.
ÉPOCA - Como controlar a auto-sabotagem?
Rosner - Evitar essas repetições destrutivas é muito difícil, porque elas estão consolidadas em nosso inconsciente desde muito cedo. Uma pessoa pode até perceber sua compulsão em agir daquela maneira e, a partir disso, acreditar que poderá controlar-se da próxima vez. E mais uma vez ela age destrutivamente e crê que na próxima ela evitará e assim por diante. Por isso eu digo que estar ciente de seu padrão de repetições é extremamente importante, eu diria que é o primeiro passo. Mas o caminho para estancar esse comportamento é ir de encontro ao trauma que está na raiz de tudo. Enfrentar esta tristeza.
Rosner - Evitar essas repetições destrutivas é muito difícil, porque elas estão consolidadas em nosso inconsciente desde muito cedo. Uma pessoa pode até perceber sua compulsão em agir daquela maneira e, a partir disso, acreditar que poderá controlar-se da próxima vez. E mais uma vez ela age destrutivamente e crê que na próxima ela evitará e assim por diante. Por isso eu digo que estar ciente de seu padrão de repetições é extremamente importante, eu diria que é o primeiro passo. Mas o caminho para estancar esse comportamento é ir de encontro ao trauma que está na raiz de tudo. Enfrentar esta tristeza.
ÉPOCA - O senhor diz em seu livro que o caminho é a terapia. Por que?
Rosner - Muitos pacientes iniciantes agem como se tivessem nascido ontem e se recusam a falar do passado. Acham que é no presente que está a resolução de seu problema. Aos poucos vão percebendo que é preciso voltar no tempo para interromper o ciclo. A chave está na origem dos conflitos.
Rosner - Muitos pacientes iniciantes agem como se tivessem nascido ontem e se recusam a falar do passado. Acham que é no presente que está a resolução de seu problema. Aos poucos vão percebendo que é preciso voltar no tempo para interromper o ciclo. A chave está na origem dos conflitos.
quinta-feira, 10 de maio de 2012
quarta-feira, 9 de maio de 2012
TODO SER HUMANO...
Todo ser humano tem em sua essência o bem e o mal, suas virtudes e defeitos.
Seu lado angelical e o lado diabólico...
Todo sujeito tem suas taras, fetiches, loucuras, depravações como também existe a ternura,
a vontade de salvar o mundo...
Todo ser humano tem medo de reprovações, de ficar só, de não ser amado, de ter decepções,
de ficar refém do outro...
Todo ser humano tem o desejo de se encontrar, de realizar um sonho, de buscar o que estava perdido...
Todo ser humano, trai, trairá e não entenderá o porquê? Todo ser humano quer ser “feliz”
sem nem bem saber o caminho...
Todo ser humano é capaz da maior prova de amor, como também a pior prova de traição...
Todo ser humano carrega em seu DNA a culpa e a liberdade...
Todo sujeito quer ser livre, mas busca aprisionar outras pessoas...
Todo ser humano quer Deus, mas busca uma relação amorosa com o maligno...
Todo ser humano tem medo de amar, mas se percebe brincando com sentimentos de outros...
Todo ser humano busca atenção, importância e quando ás tem se sente só e perdido...
Todo ser humano busca no outro valores, admiração e atenção, mas não sabe como se
comportar diante da procura de outros...
Todo ser humano quer encontrar em outros aquilo que imagina e fantasia, mas não suporta a
a imaginação de outros...
Todo ser humano quer ser ouvido, quer ter alguém que confie e possa desabafar...
Todo ser humano quer estar buscando um sorriso e não consegue lidar com o sorriso do Outro...
Todo ser humano busca, não sabe o quê! Mas está sempre buscando...
É diante destes contextos que se vivi uma introspecção numa viagem de reflexões no sujeito.
A Psicanálise tem como objetivo apoiar o sujeito na direção destas reflexões, sobre seu destino,
seu mundo, sua vaidade, seus medos, suas aflições e através de insights ressignificar valores e
se perceber vivendo...
Seu lado angelical e o lado diabólico...
Todo sujeito tem suas taras, fetiches, loucuras, depravações como também existe a ternura,
a vontade de salvar o mundo...
Todo ser humano tem medo de reprovações, de ficar só, de não ser amado, de ter decepções,
de ficar refém do outro...
Todo ser humano tem o desejo de se encontrar, de realizar um sonho, de buscar o que estava perdido...
Todo ser humano, trai, trairá e não entenderá o porquê? Todo ser humano quer ser “feliz”
sem nem bem saber o caminho...
Todo ser humano é capaz da maior prova de amor, como também a pior prova de traição...
Todo ser humano carrega em seu DNA a culpa e a liberdade...
Todo sujeito quer ser livre, mas busca aprisionar outras pessoas...
Todo ser humano quer Deus, mas busca uma relação amorosa com o maligno...
Todo ser humano tem medo de amar, mas se percebe brincando com sentimentos de outros...
Todo ser humano busca atenção, importância e quando ás tem se sente só e perdido...
Todo ser humano busca no outro valores, admiração e atenção, mas não sabe como se
comportar diante da procura de outros...
Todo ser humano quer encontrar em outros aquilo que imagina e fantasia, mas não suporta a
a imaginação de outros...
Todo ser humano quer ser ouvido, quer ter alguém que confie e possa desabafar...
Todo ser humano quer estar buscando um sorriso e não consegue lidar com o sorriso do Outro...
Todo ser humano busca, não sabe o quê! Mas está sempre buscando...
É diante destes contextos que se vivi uma introspecção numa viagem de reflexões no sujeito.
A Psicanálise tem como objetivo apoiar o sujeito na direção destas reflexões, sobre seu destino,
seu mundo, sua vaidade, seus medos, suas aflições e através de insights ressignificar valores e
se perceber vivendo...
RONALDO DE MATTOS - PSICANALISTA CLÍNICO
TODO SER HUMANO...
terça-feira, 8 de maio de 2012
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Todos nós temos o extraordinário codificado dentro de nós, esperando para ser libertado. "Jean Houston"
Arte de Robert Dowlingi
ng
domingo, 6 de maio de 2012
sexta-feira, 4 de maio de 2012
UMA CHARADA PARA PENSAR". . . Não podereis servir a dois senhores."
Vera holtz e José de Abreu representam o bem e o mal na novela das 8 da rede globo"Avenida Brasil"
A chave para compreender o adoecimento psíquico é o adágio proferido por um jovem carpinteiro judeu:-" Não podereis servir a dois senhores."L.Napoli
quinta-feira, 3 de maio de 2012
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Por mais paradoxal que pareça, o que faz a VIDA ter sentido, é a MORTE.
Por isso só se pode escapar da angústia aceitando isso mesmo que ela percebe, que ela recusa e que a transforma.
O quê?
A fragilidade de viver, a certeza de morrer, o fracasso ou o pavor do amor, a solidão, a vacuidade, a eterna impermanência de tudo...
Essa é a vida mesma, e não há outra. Solitária sempre. Mortal sempre. Pungente sempre.
E tão frágil, tão fraca, tão exposta!”...
(SPONVILLE, 2000)
(SPONVILLE, 2000)
terça-feira, 1 de maio de 2012

NOSSOS ATOS CONSCIENTES SÃO O PRODUTO DE UM SUBSTRATO CRIADO NA MENTE ...
POR DETRÁS DAS CAUSAS CONFESSADAS DE NOSSOS ATOS JAZEM INDUBITAVELMENTE
CAUSAS SECRETAS QUE NÃO CONFESSAMOS, MAS POR DETRÁS DESSAS CAUSAS
SECRETAS EXISTEM MUITAS OUTRAS, MAIS SECRETAS AINDA, 'IGNORADAS' POR NÓS
PRÓPRIOS.
A MAIOR PARTE DE NOSSAS AÇÕES COTIDIANAS SÃO RESULTADOS DE MOTIVOS
OCULTOS QUE FOGEM À NOSSA OBSERVAÇÃO.
FREUD, VOL: XVIII, PÁG: 85
É PRECISO SABER VIVER. . . .TITÃS -
Quem espera que a vida
Seja feita de ilusão
Pode até ficar maluco
Ou morrer na solidão
É preciso ter cuidado
Pra mais tarde não sofrer
É preciso saber viver
Toda pedra do caminho
Você pode retirar
Numa flor que tem espinhos
Você pode se arranhar
Se o bem e o mal existem
Você pode escolher
É preciso saber viver ...
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