terça-feira, 24 de julho de 2012












O dialogo amoroso é igualmente feito de silêncios. 


Não somete o silêncio de um enquanto ouve o outro. Mas, também os silêncios em que ambos, continuam seu discurso...
São aqueles momentos, tão frequentes sobre tudo depois dos encontro sexual, em que felicidade e apaziguamento se fazem tão intensos a ponto de superarem as possibilidades da fala...


A paz se estabelece no não-dito, depois qualquer palavra representa um risco de ruptura na perfeição deste equilíbrio... 
Se estou tão perturbadoramente feliz me calo, porque não me ocorre nada, absolutamente nada que eu pudesse dizer...
 A plenitude faz de mim um ser anterior a palavra, me remete a condição de bebê alimentado e enxuto, beatifico na satisfação de todos os seus desejos...


É porque conheço a essência do meu silêncio, ouço o silêncio da amada (o) o mesmo sentimento...
Pela primeira vez seu silêncio me tranquiliza como uma declaração de amor... 


E nem me ocorre de perguntar: 




"O que é que você está pensando?"

2 comentários:

  1. Que lindo isto!

    Me lembrei de tantos silêncios, tanta plenitude.

    Vim trazer cores pra você, Noemi... E o sol, e o calor, e meu beijo de amor

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  2. Olaamiga,
    Hoje é apenas para agradecer a sua carinhosa presença no meu cantinho.
    Muito obrigada!
    Um lindo dia para voce.
    abraço muito amigo
    Maria Alice

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