quarta-feira, 2 de maio de 2012

Por mais paradoxal que pareça, o que faz a VIDA ter sentido, é a MORTE.






“Nada está adquirido nunca, nada está prometido nunca, senão a morte.

 Por isso só se pode escapar da angústia aceitando isso mesmo que ela percebe, que ela recusa e que a  transforma.

  O  quê?

 A fragilidade de viver, a certeza de morrer, o fracasso ou o pavor do amor, a solidão, a vacuidade, a eterna impermanência de tudo...

 Essa é a vida mesma, e não há outra. Solitária sempre. Mortal sempre. Pungente sempre.

 E tão frágil, tão fraca, tão exposta!”...


 (SPONVILLE, 2000)