Desconsidere como rótulos os resultados dos testes, a justificativa é que: eles não refletem 100% do avaliado, ou seja, vc não é só isso, por isso dirija seu foco para seus comportamentos, e não gaste sua energia se defendendo...
Mas, clientes submetidos a testes falam do incômodo de serem rotulados como: agressivos, perfeccionistas, tratores, bonzinhos, calmo, ansiosos...
Afinal, por que isso os incomoda?
Qual é a força que existe em uma verdade mentirosa?
Muita vez o resultado de um teste gera um paradoxo, pois a interpretação do teste feita pelo sujeito pode ser alienante se este se deixa nomear identificando-se e fixando-se em seu conteúdo.
Ou seja, em vez de ajudar atrapalha: a identificação (sou isso) tem por base a propriedade do ser humano de se identificar com as coisas.
E a priori generaliza-se toma-se como sendo absoluto algo que é da ordem de uma verdade incompleta, pode ser mentira, e as pessoas ficarão tontas correndo atrás da verdade.
Me incomoda pois, sou rotulável!
E quando me rotulam isso me irrita bastante deixando-me agressivo, não consigo rejeitar esse rótulo que cola em mim, e essa mentira faz parecer que minha inteligência nada mais seja que uma “resistência”.
Por que o resultado de um teste funciona como um desconhecimento de si mesmo que irrita o sujeito?
Trata-se de uma verdade sem selo de garantia?
Apontar um sintoma não é tratar, e pode fixar o sujeito ainda mais...
Tratar um sintoma requer uma mudança paradigmática, na expectativa de se garantir no Outro da linguagem, suposto juiz das verdades...
Tratar um sintoma requer uma mudança paradigmática, na expectativa de se garantir no Outro da linguagem, suposto juiz das verdades...
