quarta-feira, 11 de julho de 2012

fidelidade obrigatória não é virtude. . .








a vida é um teatro

Há cinco meses, comecei a namorar uma garota e nós combinamos um relacionamento aberto, pois ela não queria deixar de sair com o ex ou algum outro. Topei por gostar dela e também para experimentar esse tipo de relação. 
Só que não gostei e terminei o namoro.
Mas ela quer continuar.
 Diz que deseja ficar somente comigo.
 Não acredito que o medo de me perder seja suficiente para ela abrir mão dos seus desejos.
 E nem acho justo. 
Se eu não consegui me sacrificar, por que ela deveria fazer um sacrifício? 

Foi apenas um triste desencontro. 

Será que eu estou errado de não confiar nela?


BETTY MILAN RESPONDE

Você está certo de respeitar o seu sentimento e de seguir a sua intuição. 
Se não gostou do “relacionamento aberto”, não tem por que continuar.
 Só mesmo se você fosse masoquista.
 Se não acreditou na possibilidade de a namorada ser fiel, é porque intuiu que a ex não tem vocação para isso. 
Até pode ficar somente com você, porém não ficará feliz.
 Viverá contrariada.
 Como diz Nelson Rodrigues, quando a fidelidade é obrigatória, ela é uma virtude vil. 
Nada é pior do que forçar a barra.
 Verdade que o amor pode mudar uma pessoa e que a ex talvez tenha se apaixonado por você. Mas bom mesmo é encontrar a pessoa que não precisa mudar, a pessoa certa.
 Aquela que corresponde ao nosso ideal, é exatamente como a gente imagina que deveria ser. Ou é melhor ainda do que o ideal, uma pessoa que sequer ousamos imaginar. Por incrível que pareça, isso acontece.
Por outro lado, quem ama não se sacrifica. 
Ama simplesmente. 
No amor, o desejo de um é o do outro.
 Um realiza a sua liberdade apostando na liberdade do outro.
 Por isso, o amor é sinônimo de contentamento. 
Ainda que ele possa ser “um contentamento descontente”, como escreveu Camões na sua lírica. Descontente porque até na presença do amado o amante pode dizer: “E estando me faltas”. Este grande verso é de Neide Archanjo, poeta brasileira contemporânea.
O que você viveu não tem nada a ver com o sentimento amoroso, que ignora o projeto de relacionamento aberto ou fechado.
 Não nasce e não se sustenta em nenhum projeto que não seja o de viver o amor, sonhar acordado e bendizer a espera.
 O amante não contradiz o amado, que assim pode ser como ele é. Nada conta tanto para o amante quanto a coincidência e nada lhe é mais estranho do que a desavença.
 Ele não diz eu quero, diz eu gostaria.
 A delicadeza é a sua característica e a sua presença pode ser comparada à claridade. Faz ver um arco-íris, um céu como nenhum outro.
 Pela experiência única que propicia, o amor é eterno, nunca vai deixar de existir. 
Como o livro, que nenhuma versão digital pode substituir.

 Nada se equipara ao prazer do livro nas mãos, do dedo prendendo a página ou deslizando sobre a frase no papel. 
O livro, a gente dá e recebe.
 Às vezes, com uma dedicatória inesquecível, que faz dele um exemplar especial, único. 
Betty Milan psicanalista


Nosso subconsciente é o canal que está ligado ao mundo Espiritual, é o canal que está conectado a tudo e a todos, sendo assim possui um poder inestimável e infinito.



Como podemos controlar nosso subconsciente para mudar nossas vidas?
 A mente consciente comanda o subconsciente, ela dá as ordens e o subconsciente segue. 
O desafio está em dar as ordens certas. 
Provavelmente esta metáfora explique melhor:
Em um navio existia um comandante e sua tripulação, o comandante tinha o destino de ir à Austrália, mas como nunca tinha navegado para aqueles lados, pediu instruções a um grupo de cavalheiros que se encontravam beirando o porto, os cavalheiros instruíram o comandante e esse mesmo passou estas instruções à tripulação, a tripulação confiava em seu comandante e seguiu as ordens exatamente como foram passadas. 
A tripulação começou a se mover, levantou âncoras, e colocou o navio nas coordenadas que o comandante havia dito.
 Feito isso seguiram navegando, mas depois de alguns dias o comandante e toda sua tripulação notaram que o clima ficava cada vez mais frio, e passado mais dias ainda blocos de gelos começaram a surgir no mar, mas o comandante insistia que o caminho era por ali, e assim foi até se completar um mês e toda a tripulação junto com o comandante morrerem congelados.
Nota-se aqui uma história triste mais que poderia ser evitada se o capitão tomasse consciência que o caminho que seguia era para a destruição. 
A nossa mente consciente é o comandante do navio que passa as ordens para a tripulação (mente subconsciente), é essa segue as ordens exatamente como foram passadas.
 Cabe a nós, decidir para onde vamos, e assim passar essas ordens à nossa tripulação mental, se concluirmos que o caminho não está nos fazendo bem, tomamos outro rumo.