"A idéia de se desperdiçar tempo é falsa.
Isso nunca acontece.
Usamos nosso tempo dentro de nossas capacidades.
Se não estamos “produzindo” como o mundo nos cobra é por que ainda não somos capazes disso.
Contudo,
se o que se pretende é a realização,
que é dependente da criatividade,
então teremos que ser tolerantes quanto nosso tempo ocioso até que a
criatividade chegue. . . .
Acho insuportável essa pressão social para estarmos sempre fazendo alguma coisa, ainda que seja algo que não presta para nada.
A ociosidade passou a ser um pecado, um crime.
E o ócio criativo?
Como alguém que vive sempre atarefado pode ser livre para criar, para fazer poesia, para sonhar, para compor uma sinfonia?
Penso que o que chamam de vagabundagem pode - e deveria muitas vezes - ser interpretado por viver o presente, estar no presente, o que é uma atitude zen.
Libertemo-nos dessas amarras,
produzamos no momento certo, nos deleitemos com o prazer de nada fazer e simplesmente se permitir ser, no aqui e agora!
Garanto que teremos menos neuróticos e mais artistas; talvez menos ricos, mas mais pessoas felizes. Que tipo de sociedade é melhor?
Qual realmente queremos?
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