quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014





As melhores coisas da vida não estão guardadas em cofres ou registradas em cartório, mas guardadas no coração e registradas na memória!

Ana Carolina

"A posse é-me aventura sem sentido. Só compreendo o pão se dividido." José Paulo Paes

''Quando a essência transborda, a cumplicidade impera.'' (Rogério Abreu)









 Se tiveres o amor enraizado em ti, nenhuma coisa senão o amor serão os teus frutos.



Santo Agostinho

"O único enigma que importa descifrar é o que somos para nós mesmos."

Foto: O único enigma que importa descifrar é o que somos para nós mesmos. (Evelin Pestana, Casa Aberta - Página, Psicanálise, Arte e Educação)

Os sensíveis serão salvos!!!Sem poesia o mundo o que seria?



"Não te confundas com tua condição. 

Seja sempre maior que ela. 

Separe-os e perceba que seus anseios são temporários até que se elucidem, assim como sua condição na medida que atenda seus anseios."





 Idelson Mafra





quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

AMAR. . . nos torna mais fortes. . .










Quem pensa que a felicidade está em receber o amor de alguém se engana.

Amar traz muito mais benefícios do que ser amado.

Na hora em que amamos, somos tomados por uma energia poderosa, que nos enche de entusiasmo, de alegria.

Amar faz de nós pessoas melhores, nos torna capazes de apreciar a vida, capacidade que não perdemos nem se formos abandonados.

Quantas vezes você já ouviu lamentos como o que abre a música de Antonio Maria (1921-1964), cantada por Maysa (1936-1977): "Ninguém me ama, ninguém me quer/ Ninguém me chama de meu amor"? Muitas, não? As palavras podem até ter sido outras, mas o significado se repete: "Ah, como eu queria ser amado...". Agora, quantas vezes você ouviu alguém dizer "Ah, como gostaria de amar alguém"? Estou certo de que foram poucas.

Claro que quando duas pessoas se amam torna-se problemático separar o "amar" do "ser amado".

Com frequência, porém, se acredita que a felicidade está mais em receber do que em dar amor.

Engano, pois as delícias de amar superam as de ser amado.

Ser o foco do amor de alguém é muito bom, mas tem mais a ver com uma posição passiva, uma satisfação vaidosa, uma felicidade que vem de outro e dele depende.

A alegria de ser amado não é plena, não é visceral.

. Já o amar é algo que nos pertence, que nasce em nossas entranhas e nos enche o peito de um júbilo transbordante, que ativa nossas moléculas em direção ao ser amado, que provoca uma alegria que nasce e mora em nós mesmos, que nos torna melhores, mais capazes de apreciar a vida, mais generosos, com disposição infinita para viver e realizar.

Ser amado é um empréstimo; amar é um capital.

Quando o amor pelo outro nasce de nós ele transborda para o mundo.

Os versos que se seguem, de Poema do Amor Universal, de minha autoria, expressam este pensamento: -

"Eu amo/ E ao amar/ Posso amar mais ainda/ Posso estender meu amor em comprimento e profundidade/ Sem deixar de amar a quem amo". Quando sou amado, meu viço depende do outro.

Quando amo, ele depende de mim mesmo.

Não é fácil distinguir o amar do ser amado quando ocorre esta feliz conjunção de sentimentos.

Se amamos e somos amados, ocorre uma retroalimentação, uma potenciação que eleva o amor aos píncaros.

Ser amado estimula o amar, e vice-versa. Ao dissecar esse conjunto, porém, vemos que amar nos torna mais fortes, plenos e criativos do que ser amados.

Se minha flama depende de ser amado eu a perderei quando aquele que me amou se for.

Se ela depende de meu próprio amor, eu a manterei ainda que seja abandonado.

Meu sofrimento não matará minha capacidade para a alegria, mesmo que a tristeza venha a ocultá-la, pois possuo uma potência dentro de mim.

Já se meu amor depende do amor do outro, minha alegria vem dele, eu não a possuo, ela apenas me é concedida em usufruto...

e por isso eu a perderei quando o perder.

Por tudo isso, amar nos torna mais fortes que ser amados.

E, quando somos correspondidos, o amor que já existe em nós se torna ainda mais pujante.

É diferente de amar só por ser amado.

Não havendo um núcleo de amor autônomo, o vigor murchará quando o outro se for, só restando desespero, desânimo, impotência.

Portanto, amemos acima de tudo.

Amemos àqueles que nos amam, mas nos lembremos disto:-

amar nos traz mais benefícios do que sermos amados.

Não vale a pena amar quem não nos ama, mas também não é suficiente amar só porque somos amados.

É preciso que o amor parta de nós.

Assim, a capacidade de sermos alegres, vivermos criativamente, sentirmo-nos felizes se mantém latente.

Ainda que hiberne por um período, mais cedo ou mais tarde acordará.

* Nahman Armony, médico psicanalista, é membro da Sociedade de Psicanálise Iracy Doyle (Spid), do Círculo Psicanalítico do Rio de Janeiro e da Federação Internacional das Sociedades Psicanalíticas. Publicou, outros livros.

Negar com veemência apenas denuncia a falta. . . . Carpinejar


arte de allen jones

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014


Quando tudo em nós se torna apenas cobrança, a única saída possível é pensar em desistir de nós mesmos.


Podemos nos tornar apenas ressentimento.


Podemos ser extremamente cruéis não apenas com o outro, mas, sobretudo, com nossa própria existência.



 É então que confundimos a dor de ser com aquilo que ainda não somos, não temos, não fizemos.


 A vida, em si mesma, nos cobra "apenas" a necessidade de ir adiante, apesar de nós mesmos, apesar dos outros.


Grande parte do temor de ir ao encontro de nossos desejos vem do fato de que, no inconsciente, o Eu encontra-se inflacionado: guardamos em nós a imagem impressionante da perfeição.
Quanto mais nos cremos perfeitos, mais tememos a nós mesmos.

O encontro com o outro-eu se torna, assim, uma ameaça a ser constantemente evitada.

 Perdemos, dessa forma, a possibilidade de verdadeiramente nos tornarmos "grandes".
















Evelin Pestana
Podemos nos tornar insuportáveis para o outro e para nós mesmos.

O não contato com a própria agressividade torna o mundo um lugar hostil, onde tudo e todos estão contra nós. Não há lugar para o engano, para o esquecimento, para o desconhecimento.


 Tudo se torna uma grande certeza: a de que o mundo nos deve, a de que o outro sempre terá mais e melhor do que nós, a de que tudo o que vier do outro jamais poderá nos fazer bem.

 Não reconhecida, não elaborada, a agressividade, sob a forma do ódio, da inveja, "CONGELA A ALMA,"

enquanto ferve o coração.



Não há um só movimento na vida que possa ser feito sem a capacidade de fantasiar, de criar e contar com a força do desejar.




Há, entretanto, os que desejam se movimentar, mas não contam com a força das marcas com as quais vamos construindo o caminho.


Falta-lhes passar pela experiência de estar de fato com o outro. Movimentar-se na vida implica em termos riqueza de mundo interno.
 

Para ir para fora, é preciso também poder ir para dentro.






O humano precisa construir condições para fazer a experiência do paradoxo.




Foto: Não há um só movimento na vida que possa ser feito sem a capacidade de fantasiar, de criar e contar com a força do desejar. Há, entretanto, os que desejam se movimentar, mas não contam com a força das marcas com as quais vamos construindo o caminho. Falta-lhes passar pela experiência de estar de fato com o outro. Movimentar-se na vida implica em termos  riqueza de mundo interno. Para ir para fora, é preciso também poder ir para dentro. O humano precisa construir condições para fazer a experiência do paradoxo. (Evelin Pestana, Casa Aberta - Página, Psicanálise, Artes, Educação). 

Ilustração: Alexey Ezhov.
















Evelin Pestana,

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Engana-se quem pensa que fantasiar é algo incompatível com a vida adulta. Ao contrário. O que fazemos pr toda a nossa existência é justamente inventar






Na carência afetiva, corremos o risco de consumir o outro como um "antidepressivo"?

Transformar amor em remédio é perigoso, felicidade não é artigo de consumo, ela não está pronta, necessita ser “construída pela pessoa”.

A relação amorosa tem duas vertentes: a afetiva e a sensual.
A afetiva é cuidado, segurança, companheirismo – é repetição.
A sensual é invenção e nada tem a ver com o cuidar – envolve surpresa, uso sexual recíproco e tem uma vertente enigmática.

Quando as pessoas estão carentes, tendem a desenvolver a corrente amigável e sufocar a sensual. Aí o amor acaba.
Quem se preocupa demais com o dia-a-dia costuma fazer mal amor à noite.

Qual o segredo da felicidade?





























"A idade não te protege do amor. Mas o amor, 
de certa forma, te protege da idade."

(Jeanne Moreau) 

sábado, 15 de fevereiro de 2014









"Milagres" começam a acontecer quando você  gasta mais energia em seus sonhos . . . do que em seus medos."







Ninguém se separa, Rímini.

 As pessoas se abandonam.

 Essa é a verdade, a verdade verdadeira. 


O amor pode até ser recíproco, mas o fim do amor 

não, nunca."







Alan Pauls, in O Passado, p. 258 (ed. Cosac Naif).

. As mulheres são artesãs de sua feminilidade.

‎"Todos os efeitos são recíprocos, e nenhum elemento age sobre outro sem que ele próprio tenha se modificado." (Carl Gustav Jung).






Muitas vezes uma frase ,fala mais ....que mil discursos...

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014











"Contudo, se o seu desejo é forte, o desejo do Outro também se apresenta como onipotente e o obsessivo sente-se ameaçado diante desta onipotência. 
Teme o confronto com o desejo onipotente do Outro, que o ameaça de aniquilamento, ao mesmo tempo em que se coloca o dilema de sua destruição. 
Destruir o Outro o protegeria de ser liquidado pelo seu desejo, entretanto, a medida de sua dependência deste Outro, o seu aniquilamento, o seu aniquilamento, significaria a sua própria destruição.
 Assim, como medida de proteção, o obsessivo coloca o desejo dentro da dimensão da impossibilidade e desenvolve toda especie de escapatórias para não se confrontar com o desejo. O seu movimento é matar o desejo, já que a sua proximidade o deixa absolutamente desprotegido. É esse movimento de destruição que o leva  a um superinvestimento da dimensão significante como estrategia para manter o Outro vivo, dai a excessiva racionalização e o universo de duvidas e abstrações a que se encontra submetido. É o império do pensamento. O obsessivo sufoca o desejo por excesso de pensamento."

(Urania Tourinho Peres. "A Morte é um Ato Falho". In Mosaico de Letras: ensaios de psicanálise.  Ed. Escuta. Rio de Janeiro, 1999, p. 115)














"E quando o amor abre os braços, a gente simplesmente abraça."


“Se não posso dobrar os deuses, ao menos moverei os infernos”. Freud




quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014







“Muitos não se interiorizam porque tem medo de encontrar suas mazelas, descobrir suas fragilidades, desvendar seus medos, reconhecer sua estupidez, descortinar suas loucuras. Quem quer se conhecer precisa em primeiro lugar ter coragem para ser o que sempre foi, apenas um ser humano, e como tal imperfeito e mortal.” 


(Augusto Cury)



A tênue linha entre enxergar a falha do outro e enxergar a própria falha no outro.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014




SE ACEITO AS MINHAS FRAQUEZAS...posso vivênciar a minha FORÇA.






O ressentimento leva o sujeito a criar todo um cenário propício para legitimar o seu direito de ressentir-se; a versão dos fatos pode mudar conforme suas necessidades, ele será acalantado por um ligeiro prazer, cada vez que reafirmar a sua posição de vítima. 

No entanto, nada mais é do que uma grande " ilusão de solução. "

É uma catexia latente, permanente, que ocupa espaço de outras mais nobres.

Isto, quando não desencadeia outras neuroses." 












 De meu ponto de vista, o gozo que o sujeito extrai do queixar-se, do lamuriar-


se, do vitimizar-se já é, em si, uma neurose, quando acontece com freqüência e se repete, com pequenas variações destes "cenários" criados, inconscientemente, onde ele busca ocupar este lugar de "sofredor". Muitas pessoas fazem isso sem perceber como é repetitivo e desgastante este queixar-se, quanta libido investem neste sintoma (as "lamentações do neurótico"). Em análise, o sujeito conseguirá, aos poucos, aperceber-se deste gozo doentio que extrai do próprio sofrimento, da repetição das queixas, da insistência na vitimização e poderá, então, tentar mudar o funcionamento desta engrenagem, interromper a repetição e libertar-se dos ressentimentos acumulados, quase sempre associados a culpas e medos. A princípio, os analisantes queixosos e ressentidos não conseguem notar nem aceitar a ideia de que "gozam" com isso, mas aos poucos acontecem as mudanças, as novas escolhas, a descoberta do desejo, que possibilita o movimento e a transformação. 



"Os pacientes falam que usam drogas para “preencher um vazio insuportável”, para “encarar o dia a dia”, para “suportar ficar vivo”. Tentam preencher algo que não é possível, que é o buraco da angústia que existe para todo ser humano. Ninguém é completo, nem pode ser totalmente satisfeito. Cada um encontra uma forma de paliar isto. Alguns fazem seus sintomas na fala, outros recorrem a produtos químicos, à comida, etc.
Os pacientes descobrem na análise que é falando de sua história que podem mudar o rumo de suas vidas. À medida que vão falando para um analista, vão trocando o gozo estúpido que a droga dá por palavras. A droga vai caindo e o sujeito vai se sustentando em seu discurso. Vão organizando suas histórias e seus corpos e não precisam mais gozar solitariamente e aí descobrem que precisam dos outros como parceiros, que precisam falar do mal que lhes acontece e assim podem colocar-se no mundo de outra forma." 





(Andreneide Dantas)