O outro desperta em nós o desconhecido, o "ainda não pensado"; produz em nós um certo nível de estranhamento, nem sempre percebido conscientemente pelo Eu.
Uma das primeiras funções do outro é nos impor a necessidade de refletir.
Na neurose, todo desprazer é sentido como mau, tende a ser expulso do eu; a neurose contraria a reflexão.
A vida, entretanto, nos obriga a incluir a dimensão do desconhecido, potencializada pela "simples" presença do outro.
O outro nos impõe incluir a diferença como motor do pensamento.

(Evelin Pestana
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