terça-feira, 28 de janeiro de 2014
Uma das defesas mais comuns diante dos traumas é não podermos considerar o mal que nos fizeram.
Quando não estamos preparados para o encontro com o que há de diferente,
estranho e mesmo assustador no outro, amamos distorcidamente aquele que nos fere, nos
identificamos a ele ... e justificamos tanto a nossa atitude como a do outro.
Tomamos para nós a culpa de não estarmos à altura do outro, de não termos sido capazes de fazê-lo nos amar como nós gostaríamos.
Extremamente necessitados de amor, não vemos que o outro carrega em si o mesmo temor do qual estamos buscando fugir.
Uma defesa neurótica faz brilhar aquilo que, um dia, nos produziu fraturas.

Evelin Pestana
Quando não estamos preparados para o encontro com o que há de diferente,
estranho e mesmo assustador no outro, amamos distorcidamente aquele que nos fere, nos
identificamos a ele ... e justificamos tanto a nossa atitude como a do outro.
Tomamos para nós a culpa de não estarmos à altura do outro, de não termos sido capazes de fazê-lo nos amar como nós gostaríamos.
Extremamente necessitados de amor, não vemos que o outro carrega em si o mesmo temor do qual estamos buscando fugir.
Uma defesa neurótica faz brilhar aquilo que, um dia, nos produziu fraturas.

Evelin Pestana
No inconsciente, convivem os opostos.
Na infância, é isso que permite à criança ir, aos poucos, se houver saúde emocional e um ambiente suficientemente bom, ir integrando os dois mundos, o da fantasia e o da realidade.
Na vida adulta, já plenos de defesas que não nos defendem de fato (pois apenas sua face defensiva é alimentada pela sociedade e por nós mesmos), passamos a crer numa separação radical entre inconsciente e consciente.
O resultado desse recalcamento e das dissociações na vida adulta é a sustentação e o aumento da violência.
Contra si mesmo, contra o outro.

“A caça” apresenta atuações brilhantes, roteiro e direção impecáveis. E toca num assunto interessante a se discutir: a inocência infantil. Por que ainda acreditamos na ingenuidade das crianças? Leia aqui:http://ow.ly/s4Dwz
Na infância, é isso que permite à criança ir, aos poucos, se houver saúde emocional e um ambiente suficientemente bom, ir integrando os dois mundos, o da fantasia e o da realidade.
Na vida adulta, já plenos de defesas que não nos defendem de fato (pois apenas sua face defensiva é alimentada pela sociedade e por nós mesmos), passamos a crer numa separação radical entre inconsciente e consciente.
O resultado desse recalcamento e das dissociações na vida adulta é a sustentação e o aumento da violência.
Contra si mesmo, contra o outro.

“A caça” apresenta atuações brilhantes, roteiro e direção impecáveis. E toca num assunto interessante a se discutir: a inocência infantil. Por que ainda acreditamos na ingenuidade das crianças? Leia aqui:http://ow.ly/s4Dwz
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