segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Poder viver um estado de "não-integração" é poder descansar da vida.
Há os que temem, todavia, o retorno a um estado de "desintegração".
Para estes, poder descansar da vida se torna um sofrimento.
Viver a "não-integração" é uma conquista do eu; é um estado encontrado nos
primeiros meses de vida, quando há um outro, "suficientemente bom", capaz de
se ocupar da vida por nós. Um outro que levamos para a vida toda, dentro de
nós, e que nos mostra para onde retornar quando mais precisamos.
(conceitos de Winnicott, pediatra e psicanalista inglês
)pela psicanalista Evelin Pestana
"Nada nessa vida nos pertence, nem a jornada e nem o corpo. Nem as palavras, nem os toques. Tudo o que fazemos hoje, será inegavelmente deixado para trás... Estradas pelas quais passaremos se tornarão lembranças jogadas ao tempo, ao vento, aos amores. Nada nessa vida é nosso, tudo é doação. Desde um sorriso a um abraço, a um dia bem vivido ou um dia amargurado. Tudo o que fazemos, será história, escrita ou descrita por uma memória qualquer de alguém... Ou dos lugares. Nesses caminhos que não nos pertence, estamos somente de passagem. Nada é nosso, mas todo o lugar por onde passamos será um dia lembrando, relembrado e saboreado. Revivido e até mesmo "re-amado". Não caminhe sem vontade, sem ânimo, sem desejo. Porque as pegadas que deixa para trás, um dia ainda serão a luz que muitos precisarão para seguir em frente."
(Mozert)
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