"Contudo, se o seu desejo é forte, o desejo do Outro também se apresenta como onipotente e o obsessivo sente-se ameaçado diante desta onipotência.
Teme o confronto com o desejo onipotente do Outro, que o ameaça de aniquilamento, ao mesmo tempo em que se coloca o dilema de sua destruição.
Destruir o Outro o protegeria de ser liquidado pelo seu desejo, entretanto, a medida de sua dependência deste Outro, o seu aniquilamento, o seu aniquilamento, significaria a sua própria destruição.
Assim, como medida de proteção, o obsessivo coloca o desejo dentro da dimensão da impossibilidade e desenvolve toda especie de escapatórias para não se confrontar com o desejo. O seu movimento é matar o desejo, já que a sua proximidade o deixa absolutamente desprotegido. É esse movimento de destruição que o leva a um superinvestimento da dimensão significante como estrategia para manter o Outro vivo, dai a excessiva racionalização e o universo de duvidas e abstrações a que se encontra submetido. É o império do pensamento. O obsessivo sufoca o desejo por excesso de pensamento."
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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
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