sábado, 10 de maio de 2014

A capacidade de nos identificarmos ao outro tem início na infância remota. Dela depende o início da construção do eu.

 Como um processo que se dá pela via do inconsciente, e por toda a vida, as identificações tomam posse do eu, em sua positividade e em sua negatividade.

 É sempre com surpresa que descobrimos, na vida adulta, o quanto somos capazes de nos identificar também com aqueles que dizemos odiar.
 As identificações nos mostram que, para o eu, o outro - seja ele quem for - faz parte do eu: também o ódio pode nos manter prisioneiros daqueles que um dia fizeram parte de nós.







(Evelin Pestana,
"Quando Pedro me fala de Paulo, sei mais de Pedro que de Paulo."







Fica é a mais bonita das palavras desesperadas.








Pedro Jordão