quarta-feira, 10 de março de 2010

PARA NOS RELACIONARMOS COM O PARCEIRO SE FAZ NECESSÁRIOS OBSERVARMOS SUAS QUALIDADES E TAMBEM SEUS DEFEITOS....


Os antigos acreditavam que o coração era o órgão responsável por nossos sentimentos e emoções. Hoje sabemos que é no cérebro, mais especificamente na região chamada amígdala, que eles se processam. Se as pessoas soubessem mais sobre esse assunto, muitas brigas e conflitos afetivos seriam evitados.Hoje está claro, por exemplo, que, ao colocar intencionalmente a atenção em alguma coisa, aumentamos o significado que ela tem para nós. Assim, se durante muito tempo damos excessiva importância aos problemas que não resolvemos, o cérebro valoriza-os, ao mesmo tempo em que diminui o registro daqueles que foram solucionados. Isso faz com que nos sintamos sobrecarregados e evitemos pensar no assunto, deixando crescer ainda mais a lista dos problemas sem solução. Conclusão: ficamos cada vez mais deprimidos e fragilizados.Por outro lado, se colocamos a atenção nos problemas que resolvemos, o cérebro torna isso mais significativo. Nossa autoestima e nossa autoconfiança aumentam e ficamos estimulados a resolver problemas em lugar de evitá-los. O ideal, portanto, é equilibrar a atenção que dedicamos às coisas. O que isso tem a ver com amor? Tudo.Quando conhecemos alguém que nos interessa, colocamos atenção em suas qualidades, nas coisas que acreditamos ter em comum, enaltecemos tudo que a pessoa faz por nós. Em contrapartida, damos atenção mínima aos seus pontos negativos e negamos as diferenças que tem conosco. Em outras palavras, o idealizamos. Com o tempo, a realidade se faz presente e a idealização não se sustenta. Aí começam os problemas. Sentimos-nos traídos, enganados.A verdade é que nosso cérebro distorceu nossa visão. Ao cair na real, cometemos outro erro: passamos a depositar atenção dobrada nos defeitos da pessoa e nas diferenças que tem conosco, eliminamos seus pontos positivos, negamos o que temos em comum - parece que o antigo amor-perfeito agora só faz coisas que nos aborrecem e por isso desejamos nos afastar.Imagine, leitor, o inferno em que se transforma a vida do casal. Fica difícil fazer com que um entenda que o outro não pretende magoar ou aborrecer, que a mágoa e a dor podem ser fruto do significado que um dá ao comportamento do outro. Significado esse que teria menos importância se fosse entendido como parte da pessoa e não o todo.As coisas seriam mais fáceis se nos empenhássemos em colocar atenção igual no que o outro tem de positivo e de negativo. Teríamos uma visão mais equilibrada, seríamos mais justos, mais tolerantes.Uma forma de alcançar essa habilidade é valorizando os aspectos positivos toda vez que aparecem. E fazer isso com forte intenção. Boa ideia é preparar uma lista das coisas positivas que se percebe no outro ao longo de um dia. Como o cérebro registra melhor o que escrevemos com nossa letra, vale a pena usar as mãos. Tente também brincar com o assunto. Faça um abecedário de coisas bacanas que vê no parceiro - Apoio, Bondade, Carinho... - e depois convide-o a fazer uma lista das qualidades que vê em você. E comparem o que escreveram. Pode ser divertido e produtivo. O objetivo é manter o foco nas virtudes do outro, pois a primeira coisa que fazemos quando ele nos aborrece é esquecê-las.
* Rosa Avello, psicoterapeuta na capital paulista,

terça-feira, 9 de março de 2010

SEGUINDO


"Porque você não pode voltar atrás no que vê.
Você pode se recusar a ver, o tempo que quiser:
até o fim da sua maldita vida, você pode recusar, sem necessidade de rever seus mitos ou movimentar-se de seu lugarzinho confortável.
Mas a partir do momento em que você vê, mesmo involuntariamente, você está perdido:
As coisas não voltarão a ser mais as mesmas e você próprio não será o mesmo."



Caio Fernando Abreu
(Excerto)

segunda-feira, 8 de março de 2010

CHORAR


Chorar compulsivamente é uma tentativa inesgotável da fixação na mais profunda dependência emocional, desejando a regressão a uma etapa infantil da vida, a fim de se obter todo o afeto negado, se travando um duelo entre a carência emocional que clama por toda a atenção, juntamente com as tarefas afetivas da pessoa no atual momento de sua vida, que infelizmente se recusa a realizar. A mensagem é clara: não há pressa no crescimento e amadurecimento, apenas um protesto infindável pelo não reconhecimento de sua pessoa por parte principalmente de seus pais, ou ainda um velório interminável de suas pendências passadas, reclamando toda à atenção do meio para seu imenso sofrimento, priorizando a autocomiseração e desamparo. "ANTONIO CARLOS- PSICÓLOGO".

Outro tema desprezado pela psicologia ao longo de sua história se refere à questão dos elementos psicológicos do choro. É interessante como uma reação fisiológica e psíquica, presente em quase todos os distúrbios comportamentais e de personalidade, não mereceu a atenção devida no decorrer dos trabalhos psicológicos apresentados. O choro é inicialmente a mais pura admissão de um processo de tristeza ou consternação, sendo que com o mesmo, a pessoa desiste do hábito arraigado em nossa cultura da dissimulação e constante tentativa de mostrar que se é forte do ponto de vista pessoal perante seus semelhantes. O choro mostra a maneira mais límpida de como revelamos nosso íntimo para os outros, e se há um sentido positivo com esta atitude. É exatamente neste ponto, que devemos tratar o choro como um fator selecionador, tentando o separar de fatores neuróticos envolvidos em tal descarga afetiva.

Chorar compulsivamente é uma tentativa inesgotável da fixação na mais profunda dependência emocional, desejando a regressão a uma etapa infantil da vida, a fim de se obter todo o afeto negado, se travando um duelo entre a carência emocional que clama por toda a atenção, juntamente com as tarefas afetivas da pessoa no atual momento de sua vida, que infelizmente se recusa a realizar. A mensagem é clara: não há pressa no crescimento e amadurecimento, apenas um protesto infindável pelo não reconhecimento de sua pessoa por parte principalmente de seus pais, ou ainda um velório interminável de suas pendências passadas, reclamando toda à atenção do meio para seu imenso sofrimento, priorizando a autocomiseração e desamparo.

Para este tipo de personalidade que eleva o choro a categoria de um deus, a sua felicidade pessoal é a eterna esperança de receber aquilo que jamais pode usufruir, sendo que acaba não percebendo que o amor ou afeto sempre será algo atual, pois do contrário, o tédio e revolta inundam por completo o arcabouço emotivo da pessoa, caso a mesma se fixe quase que em absoluto nas imagens passadas. A pergunta básica é: O que fazer para determinada pessoa que vive rodeada de fantasmas passados possa retomar concretamente sua afetividade? Como eliminar seu implacável julgamento negativo? Em outros trabalhos, sempre realcei que a neurose em determinado momento se transforma numa espécie de "entidade" à parte, tomando por completo a personalidade do indivíduo. É algo quase que inesgotável do ponto de vista energético. Um exemplo disto é a patologia da anorexia nervosa, onde a pessoa nunca terá a certeza de estar em conformidade com os padrões estéticos impostos não apenas pelo social, mas por si própria, definhando por completo para que receba um elogio tão distante para sua autoestima. A atenção pessoal no caso em questão, assim como no choro compulsivo, está voltada para o universo masoquista, forçando o meio ambiente no reforço desta conduta neurotizada, pois se acostumou a obter atenção emocional apenas desta forma. O problema maior não é apenas a perda do orgulho pessoal, mas a ausência da percepção de que a forma de nutrição emocional que utiliza é um emaranhado neurótico, pois acaba sempre envolvendo pessoas muito mais debilitadas que o próprio sujeito imbuído do complexo do choro, sendo que o gozo das mesmas é o testemunho constante do sofrimento alheio

O choro conduz fielmente ao ponto central da depressão e tristeza, ou apenas é uma fuga da ansiedade, ou das experiências dolorosas de abandono e esquecimento do sujeito perante o meio social? Se diariamente notamos uma total insensibilidade do meio que nos cerca, não será esta representação psíquica uma espécie de último apelo para que outros desenvolvam algum afeto para com a pessoa? Parece que esta energia afetiva estacionária é como um último forte na defesa dos cuidados emocionais que a pessoa sentiu nunca ter recebido, sendo que a demonstração é sempre o apelo e a representação do sofrimento. Outra pergunta que se faz necessária é: Que experiências emocionais desejamos vivenciar? Dor, angústia, sofrimento, ou busca pelo prazer? Obviamente quando não temos um sólido projeto emotivo, as experiências passadas de frustração preencherão todos os espaços. O tão propalado conceito de "inteligência emocional", nada mais é do que a escolha da pessoa sobre qual tipo de afetividade deseja vivenciar corriqueiramente: prazer ou exploração das imagens inacabadas de tormento e dor.

Na nossa sociedade atual de narcisismo, competição e culto à superioridade pessoal, não deixa de ser curiosa à fixação do choro na tentativa da conquista de benefícios afetivos. Seria um processo inverso perante as expectativas de perfeição exigidas? A resposta é negativa, pois o processo do choro compulsivo é apenas a contraparte do esforço neurótico que todos fazem para obter uma posição de destaque e primazia perante o meio, sendo que o choro é uma espécie de "arranjo psíquico", para que a pessoa não passe diretamente pela situação da prova, como dizia o psicólogo ALFRED ADLER. A prova, para o mesmo é a aceitação e confirmação da comunidade perante o talento e importância individual do sujeito, e se o mesmo sofre de um complexo de inferioridade ou impotência social irá remanejar sua criatividade e potencial para uma descarga afetiva interminável, adiando eternamente a exposição de seus conteúdos íntimos perante o social.O choro é a antecipação mórbida da crítica intolerável que a pessoa sente que jamais conseguirá digerir. É fundamental a vivência terapêutica no intuito do paciente perceber que a prova de sua sensilibidade emotiva está direcionada contra o mesmo, sendo que deverá aprender a usar sua energia disponível em atividades criativas e prazerosas, evitando o represamento afetivo gerado pela angústia e frustração diante de seu passado.


ANTONIO CARLOS ALVES DE ARAÚJO - Psicólogo

“Quando o Sr. das horas me disse que já havia passado, olhei ao meu redor e percebi que no espelho eu já era outro, que as cores que gostava já não eram mais o azul nem o verde. E por quem eu havia feito juras de amor eterno não era mais quem eu queria por perto. As flores já haviam encantado os colibris e as borboletas, e no alto da colina eu já podia avistar um outro vale. Fui seguindo adiante.Quem somos afinal, se no amanhã já não somos os mesmos que eramos ontem......

sábado, 6 de março de 2010

ALGUMAS LEIS DA FÌSICA (DE NEWTON)......


Algumas Leis da Física (de Newton) para nos ajudar:

Lei 1: Todo corpo continua em seu estado de repouso ou de movimento uniforme em uma linha reta, a menos que seja forçado a mudar aquele estado por forças aplicadas sobre ele.

Nós não queremos esperar por uma força externa para nos mover. O movimento deve nascer de dentro para fora – AÇÃO.

Lei 2: A mudança de movimento é proporcional à força motora imprimida, e é produzida na direção da linha reta na qual aquela força é imprimida.


Exemplo do Diamante: Quanto maior a pressão em cima do carvão, mais belo será o diamante.

Quanto maior nossa pressão em nos movimentar, agirmos, mais belas serão as sementes que plantaremos.

Lei 3: A toda ação há sempre uma reação oposta e de igual intensidade, ou, as ações mútuas de dois corpos um sobre o outro são sempre iguais e dirigidas a partes opostas.


Comprender que toda a Ação positiva que eu decidir tomar o Oponente estará ao meu lado tentando fazer dar errado na mesma proporção.

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.AINDA ESTOU PENSANDO NO TÍTULO.....


Acredito que todo mundo sabe que nós – a humanidade – recorremos mais a Deus, a Luz em momentos de grande dor e desespero. Quando nossa mente racional, nosso dinheiro, nossos médicos, nossos advogados, chefes, curandeiros, etc. não podem mais resolver nossos problemas, aí procuramos ajuda do alto, ajuda da Luz. Somos assim. Mas não nascemos assim. Apenas nos tornamos assim...vítimas e completamente escravos de nossas percepções ilusórias sobre o que é possível e sobre o que é impossível.


E POR ISSO, de vez em quando, o universo descarrega algum tipo de desastre, seja ele natural ou canalizado por algum ser humano – um terrorista, por exemplo – para nos “sacudir” e acordar nossa consciência para ajudar o próximo e lembrar do quanto necessitamos do Criador, da Luz.


Mas a noticia que eu não queria dar é a seguinte: estamos vivendo uma época onde TUDO é muito rápido, cada vez mais rápido, e isso será mais verdade ainda após 21 de Dezembro de 2012. Existem várias teorias místicas para o que ocorrerá a partir dessa data, mas os Cabalistas simplificam: “Será uma época onde o julgamento acontecerá muito mais rápido do que qualquer outro tempo.” Ou seja, as leis de causa efeito serão quase que instantâneas. Faremos algo e logo receberemos o efeito. E pela consciência atual de toda a humanidade, já podemos prever que grandes coisas negativas estarão em potencial para acontecer nessa época.


Porém, existe um pedaço da população mundial que não está somente preocupada com o quanto vai lucrar financeiramente no final do mês, nem está preocupado se um dia irá pra cama com aquela modelo que faz a propaganda de sua cerveja preferida, nem está preocupado quando poderá ter aquele sapato que aquela popstar usou em sua última turnê. Podemos ser aquele pedaço de pessoas que fará toda a diferença no destino final do filme chamado “Vida”.


Estou falando tudo isso porque estamos nos melhores dias do ano para fazer mudanças no mundo através de mudanças em nós mesmos! Mudanças de hábitos; extinção absoluta de comportamentos egoístas; controle total sobre nossos pensamentos e desejos; obtenção de uma certeza absoluta sobre a Luz e suas misteriosas maneiras de nos dar tudo que desejamos e necessitamos, e uma alteração de nossa consciência para um nível onde vemos e entendemos que TODOS SOMOS UM.

OCUPADA... EM SER FELIZ...




Quando uma pessoa procura ajuda psicológica geralmente está com algum problema que pode estar relacionado com algo que vem fazendo-a infeliz, então procura os profissionais da área da saúde pedindo uma solução rápida, ou melhor, que aquela tristeza que a acompanha, suma de uma vez por todas.

Esse assunto nos faz refletir o lugar que a felicidade ocupa na atualidade, pois percebemos que o valor dado à felicidade em nossa cultura vem se modificando. E é a mídia que escancara para toda a população o significado que oferecemos a ela.

Na capa da revista Época de julho de 2007 havia a seguinte chamada “Dinheiro não traz felicidade, mas financia beleza”. Primeiro me chamou a atenção pela importância de se alcançar a beleza e em segundo pelo que se nomeia de felicidade. E o que se percebe é que com o passar dos anos estas pessoas que financiaram sua beleza na busca pela felicidade, não param por aí, continuam incansavelmente procurando inúmeras formas de serem belas e mesmo alcançando a plenitude da beleza ainda continuam insatisfeitas. Então, de onde surge tanta insatisfação? Freud em seus estudos já entendia o ser humano como aquele que sente falta, pois nossa psique busca incessantemente a satisfação, logo que é alcançada, gera-se o desejo de uma nova satisfação, fazendo-nos sempre querer mais.

Uma rede famosa de supermercados, traz como marca de sua campanha, a felicidade, com a seguinte frase: O que faz você feliz? E coloca ao público simples coisas da vida, as quais, algumas podem ser obtidas na prateleira de um supermercado. E mesmo com a felicidade tão acessível ao público, as pessoas continuam insatisfeitas. Isto se projeta no consumismo, onde comprar é a maneira encontrada para tentar preencher essa felicidade que parece que nunca será alcançada. Com isso nos deparamos com uma sociedade que exagera na comida, nas drogas, nas compras, nos medicamentos, e a conseqüência destes excessos são a tristeza e a infelicidade.

A imprensa publica diariamente casos de famílias que se desestruturam em função do exagero deste consumismo. No ano de 2008, na revista Veja, havia a seguinte reportagem: Era uma vez uma família feliz; esta reportagem relata a estória de um engenheiro carioca que assassina toda a sua família e em seguida comete suicídio. As suspeitas do motivo de tal ato seria pelo fato de não poder mais continuar mantendo o seu padrão de vida. Para esta família o dinheiro era visto como a felicidade. Em 2007, soube-se que uma família catarinense passou por problemas muito semelhantes a anterior, vivendo turbulências graves, algumas decisões foram tomadas, mexendo com a estrutura psicológica de todos, no entanto um dos membros da família traz para o lar um animal, e inconscientemente lhe dá o nome de “VIDA”. Todos passaram a cuidar e se preocupar com a “VIDA” e foi através desse animal que os laços amorosos dessa família foram resgatados e juntos se fortaleceram para vencerem os obstáculos impostos pelo simples fato de viver.

É importante que o ser humano reflita sobre sua vida, se já rendeu a sua felicidade a um desses exageros e se questionar porque ainda continua vazio. O que movimenta o mundo e faz o ser humano se reproduzir e ser diferente dos animais é a sua capacidade de fazer vínculos amorosos e familiares, principalmente o poder de sentir algo por outra pessoa, e esse sentimento se chama amor. O combustível da vida é o amor e só este traz a felicidade.


REVISTA QUALIDADE DE VIDA

sexta-feira, 5 de março de 2010

APRENDENDO A DIZER "NÃO" A QUEM SE AMA...


Somos herdeiros da estética romântica. Um de seus axiomas é nunca dizer não a quem se ama. Uma tremenda besteira. Dizer não é uma das formas de amar. Quem acredita que deve alguma coisa a outro porque é amado nem de perto sabe o que significa amor e confunde manipulação com amor.

É dizendo não aos filhos nos momentos que estão errados é que educamos, é dizendo a nossos cônjuges defronte a um pedido absurdo que dizemos que amamos a nós mesmos e por isso nosso amor pelo parceiro é real e não apenas uma troca de necessidades.

Diga não ao inaceitável, ao insuportável, ao indigno. O mau hábito de ser um monstro para o cônjuge e familiares e ser um anjo para estranhos é mais comum do que se imagina e trás mais traumas do que é possível suportar. Quando perceber que querem te manipular, diga não. Quando perceber que querem te sacrificar, diga não. Quando perceber que querem te culpar, diga não. Quando perceber que querem te inferiorizar, diga não. Esqueça de brigar, lutar, disputar, fortalece o outro lado, apenas não aceite, apenas diga não.

Cada vez que você diz não ao absurdo que recebe do outro, ganha um ponto na contagem de sua auto-estima e se ama um pouco mais. Amando-se um pouco mais amará o outro que tentou lhe impor um absurdo. Sabendo dizer não amorosamente, aos poucos, vai consertando qualquer situação, mesmo aquelas que parecem impossíveis de serem consertadas.

postado por
Marcelo Marinho.

TOMADA DE CONSCIÊNCIA....


A resistência à tomada de consciência é um fenômeno psicológico universal. Desde Adão e Eva (ou até antes) sabemos (ou sentimos) que tomar conhecimento tem consequências. São essas que tememos. Adão e Eva após comer a maçã se deram conta de que estavam nus e eram mortais. Não é que antes eles andavam vestidos e viviam eternamente. Estavam tão pelados e eram tão mortais quanto depois, só que não o sabiam. Isso faz toda a diferença.



No mundo de hoje, em que medida podemos nos dar ao luxo de permanecer inconscientes? A intensidade dos conflitos pessoais e coletivos é um sintoma do fato que há algo querendo entrar no âmbito da consciência, há algo que precisa ser visto, tratado, acolhido, elaborado, integrado. A luta do ego contra a tomada de consciência produz o conflito.



Tomar consciência é um ato de discriminação. Ao entrarmos num quarto iluminado veremos com precisão uma cadeira, uma cama, uma mesa, as imagens não são borradas. Isso significa que o que notamos se refere a precisos fatos da nossa vida e personalidade, e não a noções genéricas. A reação esperada é ficar de boca aberta e olhos arregalados, é talvez sentir vergonha ou alívio. Qualquer que seja a reação emocional, a consciência traz a possibilidade de botar as mãos nesse algo e trabalhá-lo, pois consciência é sempre consciência de algo (veja-se, E. Husserl), nunca uma abstração. É somente graças a ela que saimos da condição de passividade e nos tornamos agentes construtores de nossas vidas.

texto de adriana nogueira.
A luta do ego contra a tomada de consciência é que produz o conflito.

O MUNDO É UM ESPELHO,POIS SE SORRIRES PARA ELE,ELE SORRIRÁ PARA TI... .... ...


O mundo é um espelho, pois se sorrires para ele, ele sorrirá para ti.

O QUE ESPERAMOS DO FUTURO....



Que ser humano você vai querer ser no futuro.?


Vivemos numa sociedade capitalista que valoriza o ter e poucos conseguem preocupar-se com o ser. Acredito que nascemos a partir de um ciclo de evolução constante, estamos vivos para evoluir como seres humanos.
A vida torna-se mais saborosa quando conseguimos elevar nossos sentimentos e sair da mesmice diária, rotineira, de cumprir obrigações sem refletir em como e por que nossas atitudes são realizadas.

Você já pensou que ser humano você vai querer ser no futuro?
Para responder a essa pergunta, talvez você precise de outras.
Que ser humano você é hoje? O que você conhece sobre você mesmo? Quais são seus objetivos e metas? Quais são seus medos, desejos, sentimentos por si e pelos outros?

Pare e pense nisso por um momento.
Como vai sua auto-estima? E sua tolerância, sua capacidade ética, seu respeito com o outro, seu auto-respeito, seu equilíbrio emocional, sua maturidade afetiva, seus amores, seus desafetos? Como você resolve suas dores? Enterra a cabeça no travesseiro e chora escondido? Não chora... Você é daqueles que conta a todos sobre sua vida indiscriminadamente, dividindo todos seus sentimentos e pensamentos ou mesmo do tipo que pensa tanto antes de dividir seus sentimentos que acaba muitas vezes escolhendo a pessoa errada para compartilhá-los? Pensa antes de agir, age antes de pensar... é ponderado ou impulsivo, respeita o espaço do outro ou é invasivo?
Sabe ouvir ou só sabe impor sua fala? É tímido, passivo ou arrogante e imperativo? É autoritário ou tem autoridade? É amado? Ama-se? É dependente emocional, co-dependente, independente ou solitário?

Quem é você?

Como essa sua forma de ser, agir, pensar sentir, ajuda sua vida e como te atrapalha? Traz a você mais dor ou mais amor... alegria ou sofrimento?
Que tipo de ajuda você precisaria hoje para se melhorar como pessoa?
Essas são algumas das inúmeras perguntas que podemos nos fazer na busca de um entendimento verdadeiro sobre o nosso eu; é claro que coloquei aqui apenas alguns extremos, pois meu objetivo é apenas estimular a reflexão, mas temos que considerar inúmeras variáveis entre essas posições.

O ser humano é tudo isso, múltiplo, genial, idiota, limitado e infinito... tudo ao mesmo tempo, numa trama dinâmica e complexa. A genialidade do ser humano está em ter a capacidade de se perceber, avaliar sua identidade e buscar seu aprimoramento e seu desenvolvimento.
Saber o ser humano que você deseja ser no futuro implica em ter noção de quem você é hoje e em ter um objetivo a ser alcançado.

O advento da escolha é conhecido como livre arbítrio. É como se pudéssemos, a qualquer momento de nossas vidas, voltarmos nossa atenção para nosso passado, refletindo sobre a história pessoal que estamos construindo; nosso presente, elaborando nossas atitudes e sentimentos e para nosso futuro, planejando, direcionando e redirecionando nossa vida a partir do aprendizado adquirido nesta jornada, num movimento dinâmico.

A vida é uma estrada que pode ser curta ou comprida, só depende de como você responde a essa pergunta inicial. A resposta lhe dará os parâmetros que conduzirão sua jornada, pois cria a possibilidade de entendimento de seu espaço no mundo como indivíduo, como pessoa em todos os seus papéis e dimensões e acima de tudo amplia o humano que está em nós.
A companhia que você terá durante este caminho também dependerá desta resposta. Seu prazer, sua felicidade ou sua dor dependem deste grau de consciência que você desenvolve sobre você mesmo.
shirley r.bitu.
psicoterapeuta.
Acredito no sol
mesmo quando não está brilhando;
Acredito no amor
mesmo quando não o sinto;
Acredito em Deus
mesmo quando Ele está calado...

O PARADOXO DO NOSSO TEMPO...



O PARADOXO DE NOSSO TEMPO

O paradoxo de nosso tempo na história é que temos edifícios mais altos, mas pavios mais curtos; auto-estradas mais largas, mas pontos de vista mais estreitos; gastamos mais, mas temos menos; nós compramos mais, mas desfrutamos menos.

Temos casas maiores e famílias menores;mais medicina, mas menos saúde. Temos
maiores rendimentos, mas menor padrão moral.

Bebemos demais, fumamos demais, gastamos de forma irresponsável, rimos de
menos, dirigimos rápido demais, nos irritamos muito facilmente, ficamos
acordados até tarde, acordamos cansados demais, raramente paramos para ler
um livro, ficamos tempo demais diante da TV e raramente pensamos...

Multiplicamos nossas posses, mas reduzimos nossos valores. Falamos demais,
amamos raramente e odiamos com muita frequência. Aprendemos como ganhar a vida, mas não vivemos essa vida.
Adicionamos anos à extensão de nossas vidas, mas não vida á extensão de nossos anos. Já fomos à Lua e dela voltamos, mas temos dificuldade em atravessar a rua e nos encontrarmos com nosso novo vizinho.

Conquistamos o espaço exterior, mas não nosso espaço interior. Fizemos
coisas maiores, mas não coisas melhores. Limpamos o ar, mas poluímos a alma.

Estes são tempos de refeições rápidas e digestão lenta; de homens altos e
caráter baixo; lucros expressivos, mas relacionamentos rasos. Estes são
tempos em que se almeja paz mundial, mas perdura a guerra no lares; temos
mais lazer, mas menos diversão; maior variedade de tipos de comida, mas
menos nutrição.

São dias de duas fontes de renda, mas de mais divórcios; de residências mais
belas, mas lares quebrados.

São dias de viagens rápidas, fraldas descartáveis, moralidade também
descartável, ficadas de uma só noite, corpos acima do peso, e pílulas que
fazem de tudo: alegrar, aquietar, matar.

É um tempo em que há muito na vitrine e nada no estoque; um tempo em que a
tecnologia pode levar-lhe estas palavras e você pode escolher entre fazer
alguma diferença, ou simplesmente apertar a tecla Del.

(Anônimo)

ALGUNS DISFARCES QUE COSTUMAMOS UTILIZAR QUANDO ESTAMOS COM RAIVA......


E QUE MOTIVOS TERÌAMOS PARA DISFARÇAR A NOSSA RAIVA???
É SIMPLES:-
Não queremos ser chamados de mal educados.
Fomos educados pelos nossos pais e a religião,que reagir a álguem ou uma situação que nos incomoda- é coisa de gente deseducada,e sem contar com os adjetivos... negativos....Sendo a raiva um sentimento enevitável - faz parte da nossa condição de humanos - lançarmos mão de alguns recursos a fim de minimizá-la:-
Criamos uma roupagem e maquiamos nossos sentimentos.
Reagimos nos tornando "Críticos contumazes","Irônicos de carteirinha" ou "Humoristas ferinos".

quinta-feira, 4 de março de 2010

Economizando afeto.......


A retenção ou economia dos afetos é a queixa mais comum que ouço dos diversos casais analisados; existe o potencial, mas parece que há uma eterna espera da prática, e o que se vê é uma total expropriação da felicidade e satisfação em prol do conflito e tortura no convívio diário.
flávio gikovate.
psicotrapeuta.

DESABAFO!!!!


Minha mensagem será
Não tenho mais saliva para falar.
Às vezes me falta a paciência,
Temos que encontrar forças para lutar.
Abrir os olhos para ver,
E não fingir enxergar.
Tocar e sentir,
E não fingir se incomodar.




Relacionamentos estão se desgastando,
Os valores morais se decepando.
Onde está a solidariedade humana,
Eu continuo procurando.
Estamos cada vez nos ocupando mais,
A cobiça está tomando conta de si.
Do que adianta construir castelos,
Sendo que a qualquer momento pode ruir.





Quando a matéria ficar abaixo de tudo,
O que sua alma irá carregar?
Quando o castelo ruir,
Quem irá lhe levantar?
Somos todos como um,
Então porque queremos ser mais que os outros?
Qual a razão de ter o melhor pedaço de concreto,
e ter uma vida vazia sem ninguém por perto?




Estender á mão aos que necessitam,
Não precisa estar com moedas de ouro.
Ajudar sem olhar a quem,
Doar palavras de conforto.
Abraçar sem ser quando ganhar presentes,
Descobrir o amor em seu real significado.
Querer compreender para não errar,
Aprender á ser solidário.




Por Fábio Santos 3/2/2010 20:06:25
Desconheço pais que, ao receberem um filho de 8 anos chorando porque algum outro bateu nele, digam: "faça como Cristo: ofereça a outra face"
Quando palavras e ações estão em desacordo, devemos considerar que as ações definem a verdade. As palavras estão a serviço de iludir o outro.

FORÇAS DE PROTEÇÃO!!




Entre as portas do visível e do invisível,
uma tênue barreira nos separa da eternidade.

Além da materialidade passageira das coisas,
fica o reino das coisas verdadeiras!!!
Que a gente carrega como um tesouro no coração.

Laços inquebráveis de um amor insuperável.
Ternuras profundas de uma amizade real!!!
Mãos que se selam como guardiões
em nossa caminhada.

Espíritos de luz iluminando o nosso coração!!!
Fantasmas familiares como guias,
como forças de proteção.

Aí a gente vê que o tempo não vale nada,
que é pó na estrada da evolução.
(Mensagem retirada do CD: Só Você de Fábio Jr. Ao vivo)

quarta-feira, 3 de março de 2010

ENTENDENDO OS ENSINAMENTOS ........


No Sermão da Montanha, o Mestre Jesus afirmou: Bem-aventurados os pobres de Espírito, porque deles é o reino dos céus.

Ainda hoje muito se fala sobre tal ensinamento, eis que grande interesse desperta em todos os que tomaram conhecimento dos ensinos de Jesus.

No entanto, tal ensino, como tantos outros, resta ainda incompreendido pelos homens.

O que, afinal, o Mestre pretendia proclamar?

Jesus proclama que Deus quer Espíritos ricos de amor e pobres de orgulho.

Os Espíritos ricos são aqueles que acumulam os tesouros que não se confundem com as riquezas da Terra.

Seus bens não são jamais corroídos pelas traças, tampouco podem ser subtraídos pelos ladrões.

Os pobres de Espírito são os que não têm orgulho. São os humildes, que não se envaidecem pelo que sabem, e que nunca exibem o que têm.

A modéstia é o seu distintivo, porque os verdadeiros sábios são aqueles que têm idéia do quanto não sabem.

Por isso, a humildade é considerada requisito indispensável para alcançar-se o reino dos céus.

Sem a humildade nenhuma virtude se mantém.

A humildade é o propulsor de todas as grandes ações, em todas as esferas de atuação do homem.

Os humildes são simples no falar.

São sinceros e francos no agir.

Não fazem ostentação de saber, nem de santidade.

A humildade, tolerante em sua singeleza, compadece-se dos que pretendem afrontá-la com o seu orgulho.

Cala-se diante de palavras loucas.

Suporta a injustiça.

Vibra com a verdade.

A humildade respeita o homem não pelos seus haveres, mas por suas reais virtudes.

A pobreza de paixões e de vícios é a que deve amparar o viajor que busca sinceramente a perfeição.

Foi esta a pobreza que Jesus proclamou: a pobreza de sentimentos baixos, representada pelo desapego às glórias efêmeras, ao egoísmo e ao orgulho.

Há muitos pobres de bens terrenos que se julgam dignos do reino dos céus, mas que, no entanto, têm a alma endurecida e orgulhosa.

Repudiam a Jesus e se fecham nos redutos de uma fé que obscurece seus entendimentos e os afasta da verdade.

Não é a ignorância nem tampouco a miséria que garantem aos seres a felicidade prometida por Jesus.

O que nos encaminha para tal destino são os atos nobres, embasados na caridade e no amor incondicional.

Precisamos, também, adquirir conhecimentos que nos permitam alargar o plano da vida, em busca de horizontes mais vastos.

Pobres de Espírito são os simples e nobres.

Não os orgulhosos e velhacos.

Pobres de Espírito são os bons, que sabem amar a Deus e ao próximo, tanto quanto amam a si próprios.

São aqueles que observam e vivem as Leis de Deus. Estudam com humildade.

Reconhecem o quanto ainda não sabem. Imploram a Deus o amparo indispensável às suas almas.

Era a respeito desses homens que o Mestre Nazareno, em Suas bem-aventuranças, estava se referindo.

Muitos são os que confundem humildade com servilismo.

Ser humilde não significa aceitar desmandos e compactuar com equívocos.
Ser humilde é reconhecer as próprias limitações, buscando vencê-las, sem alarde, nem fantasias.

É buscar, incansavelmente, a verdade e o progresso pessoal, nas trilhas dos exemplos nobres e dignos.

PARA COMPREENDER O TERMO "VACUIDADE."..


Vacuidade
“Dizemos: ‘Tudo vem da vacuidade’. Um rio inteiro, ou um espírito inteiro é vacuidade. Quando atingimos esta compreensão, encontramos o verdadeiro significado* da vida. Quando atingimos esta compreensão, podemos ver a beleza da vida humana. Antes de realizarmos este fato, tudo o que vemos é apenas uma ilusão enganadora. Às vezes, superestimamos ou ignoramos a beleza, porque nosso espírito* pequeno não está de acordo
com a realidade.” (Suzuki, 1977, p. 121).
“Antes de compreendermos a idéia de vacuidade, tudo parece existir
substancialmente. Mas, uma vez realizada a vacuidade das coisas, tudo se torna real — não substancial. Quando realizamos que tudo o que vemos faz parte da vacuidade, não podemos experimentar o apego por nenhum fenômeno; compreendemos que tudo não passa de formas e cores temporárias.
...Quando entendemos pela primeira vez que tudo tem somente uma existência temporária, ficamos geralmente decepcionados; mas esta decepção provém de uma má
concepção do homem e da natureza... porque nossa maneira de ver as coisas está
profundamente enraizada nas nossas idéias egocêntricas. Mas, quando realizarmos
efetivamente esta verdade, não sofreremos mais”. (Ibid., p. 143-144).
Extraido do Livro: Nova Linguagem Holistica - Pierre Wei

ESTAMOS OCUPADOS DEMAIS.....




Em uma das suas conferencias sobre a experiência da morte, o padre Maurice Zundel formulava a questão nestes termos: O que fazemos da nossa vida? Estamos à procura de nós mesmos, fugimos de nós, reencontramo-nos de forma intermitente e nunca chegamos a fechar o círculo, a definir-nos a nós próprios, a saber quem somos... Não temos tempo, a vida passa tão depressa, estamos absorvidos pela preocupações materiais ou por diversões... e, finalmente, a morte chega e é em sua presença que tomamos consciência de que a vida poderia ter sido algo de imenso, de prodigioso, de criador. Mas já é tarde demais... e a vida só adquire todo o seu relevo no imenso desgosto de uma coisa inacabada. É, então, que a morte, justamente porque a vida ficou inacabada, aparece como um sorvedouro......
Pde. Maurice Zundel

MEDO DE MUDANÇA....


Muitos têm medo de mudanças, mesmo que esta mudança as abra a uma existência melhor e mais feliz. O abandono dos antigos hábitos, a perda do conhecido, cria em algumas pessoas um clima intolerável de insegurança. Não há realmente segurança senão no previsível, mesmo que isto signifique infelicidade e sofrimento.

O desejo de segurança é muito pronunciado nos psicóticos. Em sua infância lhes foi ensinado que toda mudança é uma ameaça. A separação da mãe ou do ambiente familiar foi-lhes apresentado como o equivalente da morte e do caos. Esta noção vai criar, nestas pessoas, um medo de toda e qualquer mudança.

Muita segurança impede a evolução da pessoa, mas muita liberdade vai causar também muita angústia. A criança não sabe mais quais são seus limites. Portanto, o medo de não ser como os outros vai gerar um outro medo: "O MEDO DE CONHECER-SE A SI MESMO"

TEXTO EXTRAIDO DO LIVRO
CAMINHOS DA REALIZAÇÃO-DOS MEDOS DO "EU" AO MERGULHO NO SER.
EDITORA VOZES.
JEAN YVES LELOUP.

MEDO DAS DIFERENÇAS...(MEDO DE SER DIFERENTE)...


O medo da diferença

Neste momento reencontramos o arquétipo de Jonas.(JONAS DA BIBLIA QUE FOI ENGOLIDO POR UMA BALEIA) Talvez ele esteja buscando, através da sua fuga do chamado de Deus, o anonimato mais do que a afirmação da sua própria personalidade. É interessante observar nesta passagem, que alguns podem utilizar a mística, os ensinamentos espirituais para fugir da sua personalidade e regredir ao impessoal ao invés de supera-la. Neste aspecto, a espiritualidade pode servir de pretexto para fugir à afirmação do seu Eu.

Afirmar-se é afirmar-se como diferente. Afirmar-se diferente não quer dizer afirmar-se contra, mas afirmar-se no que temos de próprio, na missão particular que nos foi dada para servir a todos.

O que é pedido a Jonas é que ele não seja apenas um sábio que vive no anonimato de uma cabana no fundo do bosque, mas que seja também um profeta. O silêncio que está nele não é uma ausência de palavras, é a mãe da palavra. Antes de se calar, antes de saborear a beleza do silêncio, ele deverá dizer sua própria palavra.

Antes de chegar a este estado de não-desejo e não-medo, no cume do nosso “vir-a-ser”, do nosso tornar-se, neste estado de Paz integrada, devemos viver esse desejo. Só poderemos supera-lo após tê-lo realizado.

É preciso falar para ir além da palavra. É preciso desejar para ir além do desejo. Algumas vezes nós nos servimos da espiritualidade, nos refugiamos em um falso silêncio e em um não-desejo, que é uma ausência de vida, uma falta de vitalidade que está mais próxima da depressão do que do estar desperto, alerta, mais próximo da despersonalização do que da transpersonalização.

Jonas teme o ciúme e a incompreensão dos seus irmãos. Ele teme ser rejeitado e morto pelo ostracismo de seu povo. Ele teme ser um “colaborador”, um inimigo do seu povo.

O complexo de Jonas não é, apenas, um medo do sucesso, um sentimento de culpa diante do sucesso, um medo de suscitar inveja nos outros. O complexo de Jonas é, também, o medo de ser diferente, de ser rejeitado por aqueles que são diferentes.

Rollo May dizia: “Muitos fatores provam que a maior ameaça, a causa mais nítida da angústia do homem ocidental contemporâneo, não é a castração, mas o ostracismo.” Ou seja, a situação considerada como terrível e aterrorizante é a situação de ser rejeitado pelo grupo ao qual pertencemos.

Muitos de nossos contemporâneos passam por uma castração voluntária, isto é, renunciam ao seu poder, à sua originalidade, à sua independência, pelo medo da rejeição, do exílio. Eles adotam a impotência e o conformismo (para Rollo May o conformismo será a doença mais grave do nosso século) devido à ameaça eficaz e terrível do ostracismo.

O conformismo sempre foi considerado necessário à sobrevida de um grupo e à sua harmonia interna, mas este conformismo pode se tornar opressivo e provocar doenças. Estes fenômenos são observados, algumas vezes, em certos grupos espirituais. Tomam-se as mesmas atitudes, a mesma maneira de olhar mais ou menos inspirada, repetem-se as mesmas frases, sem verdadeiramente pensar em integra-las. Entra-se, assim, em uma atitude mais ou menos esquizóide.

Há aqueles que representam o papel que lhes é pedido, mas o Ser verdadeiro não está neles. Neste caso, ocorre uma espécie de mal-estar, que pode gerar uma doença. Um discípulo de São Tomas de Aquino um dia lhe perguntou: “Se minha consciência me pede para fazer alguma coisa e o Papa me pede para fazer outra, a quem eu devo obedecer?”

Esta questão é muito atual. No lugar do Papa você pode colocar o seu guru, o sol ou a lua, uma pessoa ou autoridade suprema, a referência que você busca quando coloca uma questão profunda. O que acontece se esta autoridade lhe diz para fazer alguma coisa e o seu desejo interior lhe manda fazer outra? A quem obedecer? A qual voz escutar?

Santo Tomas de Aquino dá uma resposta a seu discípulo que talvez surpreenda alguns. Ele não diz: “Obedeça ao Papa”, mas: “Obedeça à sua própria consciência, obedeça à sua consciência procurando esclarecê-la.” Não separe as duas partes da frase: “Obedeça à sua própria consciência” e, ao mesmo tempo, “procure esclarecê-la”.

Essa frase de São Tomas de Aquino é uma boa frase terapêutica. Se ele tivesse dito: “É preciso obedecer ao Papa”, ele teria feito dessa pessoa um hipócrita ou um esquizofrênico. Esta atitude pode ser observada em alguns católicos ou em pessoas que pertencem a outros grupos humanos. Obedecem à autoridade, mas uma personalidade interior se dissocia, pouco a pouco, dos seus atos. Neste divisão entre o que fazemos e o que pensamos vai se introduzir um mal-estar, ou um “estar mal” que gera a doença.

Podemos nos enganar, mas não podemos mais nos mentir. É preciso aceitar que podemos nos enganar, mas ao mesmo tempo devemos buscar esclarecer o nosso caminho, mantendo ambos unidos. Por vezes,ter a coragem de nos diferenciarmos do nosso meio e daqueles que, para nós, constituem uma autoridade. Caso contrário, descobriremos que estamos nos destruindo naquilo que temos de mais autêntico.

O medo de Jonas é o medo de ser diferente, de ser rejeitado por aqueles dos quais ele se diferenciou. O conformismo pode provocar um certo número de patologias. Quantos pássaros tiveram suas asas cortadas ou aparadas para que ficassem felizes e confortáveis em suas gaiolas douradas?

Na lenda do Grande Inquisidor de Dostoievski, esse diz ao Cristo, que retorna à terra: “Vai ser preciso suprimi-lo novamente, porque você vai tornar as pessoas muito infelizes, tornando-as muito livres. Nós queremos tornar os homens felizes. Nós dizemos: faça isto ou aquilo e tudo correrá bem. Ao invés, você quer que os homens sejam livres. Você não diz: façam isso, façam aquilo. O homem é infeliz na sua liberdade. Nós queremos libertar o homem do peso da sua liberdade.”

Este texto continua sendo atual. Estamos, incessantemente, à procura de alguém, de um ensinamento ou de uma instituição que nos diga o que é bom e o que é ruim e que nos isente do exercício da nossa liberdade. Um mestre verdadeiro não nos isenta da nossa liberdade. Ele nos dá elementos de reflexão, um certo número de exercícios ou de práticas a viver a fim de que nos tornemos livres por nós mesmos. Suas palavras não substituem as nossas palavras, elas nutrem nossas palavras. Seu desejo não substitui o nosso desejo. Não somos suas marionetes, seus soldadinhos ou discípulos fanáticos dos seus ensinamentos, mas nos tornamos pessoas livres, nutridas pelas luzes e pela riqueza que ele pode nos comunicar.

A vontade de ser como todo mundo traz um sentimento de impotência excepcional. Os psicólogos humanistas vão nos mostrar que a pressão social é tal e tão forte que a maior parte das pessoas tenta resolver os seus problemas pessoais adaptando-se cegamente, às normas e aos valores do grupo. Cortados da sua atenção primaria, empregam o critério de adaptação como o único ponto de referência para julgar se uma atitude, individual ou coletiva, é aceitável.
Como dizia Harlow: “Parece que a pressão de se conformar (de se adaptar) às normas do grupo é irresistível, mesmo quando esta adaptação está claramente em conflito com as percepções, com as atitudes e convicções do indivíduo.” Este é um bom critério de discernimento.

Um grupo são, saudável, é capaz de conter pessoas muito diferentes, que pensam de maneira diferente e que se enriquecem com suas diferenças. Porque se todos pensarem a mesma coisa, se todos entrarem na mesma concha, não pensaremos mais... Nossa relação deixará de ser uma relação de aliança e se tornará uma relação de submissão a uma doutrina comum. É como a água da chuva que, ao cair em um campo, gerasse flores de uma única cor.

É interessante notarmos que, quando um ensinamento pode florescer sob diferentes formas, ele encontra aplicações em ambientes e mundos diferentes. É o sinal de que estamos num espaço que colabora para nossa evolução em vez de nos destruir, de nos bloquear.

TEXTO EXTRAÍDO DO LIVRO .
CAMINHOS DA REALIZAÇÃO
EDITORA VOZES
JEAN YVES LELOUP

MEDO DO SUCESSO!!!


medo do sucesso

Em 1915, Freud observou, tratando as neuroses, um fenômeno inesperado em alguns de seus pacientes: o sucesso profissional provocava neles uma grande ansiedade. Freud explicou este fato através de um postulado: “Para algumas pessoas, o sucesso equivale a uma morte simbólica do genitor do mesmo sexo”. Quando conseguimos alguma coisa, temos medo de humilhar nossos pais.

Uma tal idéia vai criar, junto à ansiedade, um sentimento de culpa, produzindo um estado de melancolia que pode durar vários anos. Freud descrevia essas pessoas como aquelas a quem o sucesso destrói. Pelo medo de fazer melhor que os seus pais, de vencer onde eles não conseguiram, seja a nível profissional, seja a nível afetivo.

Este medo existe em crianças, mas frequentemente o encontramos em adultos também. Adultos que não se permitem ser felizes como casais porque na união de seus pais havia muito sofrimento ou adultos que se sentem culpados por ganhar dinheiro se em sua família não se ganha dinheiro.

Isso pode parecer curioso, porque nós sempre desejamos que nossos filhos sejam melhores do que nós fomos. É o que os pais geralmente dizem. Eles dizem... mas nem sempre dizem de todo o coração, pois se um filho torna-se mais rico ou mais feliz, ele lhes escapa, sai da família e inconscientemente (nós estamos na esfera do inconsciente, é claro) eles seguem seus filhos no mesmo estado social em que eles pararam e no mesmo estado de dificuldade afetiva em que eles pararam.

Enquanto o sucesso fica ao nível do sonho, do desejo, a neurose do sucesso não necessariamente se manifesta, mas desde que este sucesso se torna uma realidade, por exemplo, após uma promoção, pode ser que aquele que foi beneficiado não o suporte. Talvez vocês conheçam pessoas com este tipo de problema – que obtiveram uma promoção e, curiosamente, em vez de se alegrarem, adoeceram.

Freud dirá que as pessoas adoecem, porque um de seus sonhos, o mais profundo e duradouro, se realiza. Não é raro que o Ego tolere um sonho como inofensivo, enquanto sua existência for apenas uma projeção e que pareça nunca se realizar. É como quando sonhamos ter um homem ou uma mulher e, quando ele ou ela estão lá, nós achamos nosso sonho improvável e o ignoramos.

O Self pode, entretanto, defender-se arduamente desta situação, desde que a realização se aproxime e a concretização seja uma ameaça. Eu creio que este estudo é muito interessante porque existem entre nós muitas pessoas que sonham, que idealizam o sucesso, a plenitude. No entanto, por que estes sonhos jamais se realizam? Eu conheço homens e mulheres muito inteligentes que se organizam sempre e de tal maneira que fracassam em seus exames quando têm capacidade de vence-los. Por que? É o que nós chamamos de neurose do fracasso. No momento em que vamos vencer, no momento em que nosso sonho vai se realizar, inconscientemente nos arranjamos para falharmos. Podemos observar este mecanismo em algumas pessoas como um processo muito doloroso e incompreensível.

Neste contexto, poderíamos dizer que Jonas recusa a voz interior do Ser que o chama, que o chama para que se supere, porque desta maneira ele superará seu pai. Esta é uma explicação edipiana da neurose do fracasso. Tememos o sucesso e suas repercussões, pelo medo de ultrapassarmos nossos pais, seja em felicidade, em educação, em fortuna ou em status. Podemos, assim, nos tornarmos uma ameaça para nossos pais e sermos rejeitados por eles. Vocês percebem que é sempre a presença desta criança em nós que tem medo de não ser amada, que tem medo de não ser reconhecida.

Freud dá, igualmente, o exemplo de um professor universitário que durante muitos anos aspirara à cátedra do seu mestre. Quando seu sonho se realizou, pela aposentadoria do seu mestre, ele foi invadido por uma depressão da qual só saiu depois de longos anos.

Um psicólogo como Fenichel verá, como uma causa profunda do medo de vencer, o sentimento de indignidade. Temos, pois, de observar em nós a nossa relação com o sucesso. Nosso desejo do sucesso e nosso medo do sucesso. E neste medo do sucesso talvez esteja incluído um sentimento de indignidade – esta depreciação de si mesmo que talvez seja a herança de um certo número de julgamentos que nos foram dirigidos. Quando se repete a uma criança que ela nunca será nada, que ela não é inteligente ou que não sabe cantar, ela integrará esta programação. E se um dia ela chegar ao sucesso, inconscientemente, ela pensa que este sucesso não é justo.

Citando Finchel: “O sucesso pode significar a realização de alguma coisa imerecida, que acentua a inferioridade e a culpa. Um sucesso pode implicar não somente em castigo imediato, mas também em aumento de ambição, levando ao medo de futuros fracassos e de sua punição.”

Para Karen Horner, o medo do sucesso resulta do medo de suscitar inveja nos outros, com perda conseqüente do seu afeto. Alguns têm medo de vencer porque não querem que os outros sintam ciúmes dele, o que é muito arcaico. Os gregos expressavam isso da seguinte maneira: “Os deuses têm inveja do sucesso dos homens.” Porque eles consideravam que o sucesso dos homens retirava as suas prerrogativas.

A maioria dos primitivos pensa que muito sucesso atrai para o homem um perigo sobrenatural. Heródoto, em particular, vê em todos os lugares da história a obra da inveja divina. Quando os homens e mulheres são muito ambiciosos, atraem toda sorte de infelicidades. Só está seguro o homem que é obscuro. “Para viver feliz, viva escondido”, para viver feliz, viva deitado.

EXTRAIDO DO LIVRO.
CAMINHOS DA REALIZAÇÃO
ED. VOZER.
JEAN YVES LELOUP - Pdre,Psicólogo e antropólogo.

SEGUNDO O FILÓSOFO PLATÃO DIZIA......


O que é o perdão? O perdão é não aprisionar o outro nas conseqüências negativas de seus atos.
(...) Como fazer para que este perdão se torne algo verdadeiro?
Platão dizia:-.. "QUEM TUDO COMPREENDE,TUDO PERDOA”. Aquele que " CONHECE A SI MESMO ,COM SUAS AMBIGUIDADES", pode compreender o outro em suas sombras (defeitos,falhas). Portanto, inicialmente, o perdão pode ser uma questão de inteligência, de compreensão. Perdoar você significa que eu o compreendo, mas não quer dizer que (...) o que você fez é bom. Compreendo que você é um ser humano, que é capaz de me enganar como eu próprio faria se, provavelmente, estivesse nas mesmas condições.

UM OLHAR DE ACEITAÇÃO......DAS NOSSAS IMPERFEIÇÕES


Tornar-se adulto é passar da idade dos contrários para a idade do complementar, para um outro modo de olhar as coisas. Se alguém diz algo contrário ao que penso e sou capaz de entender esse contrário como complementar, vou crescer em consciência e em compreensão. Se em vez de rejeitar ou negar alguns elementos de minha vida obscura, sou capaz de acolhê-los, tornar-me-ei mais inteiro.

A sombra é o que dá relevo à luz. Quando amamos alguém, um dos sinais de amor verdadeiro é que amamos os seus defeitos. É fácil amar os defeitos de nossos filhos. É difícil amar os defeitos dos adultos ou de nossos cônjuges. Esse amor de que falamos não significa complacência, não é dizer ao outro que me agrada o que ele tem de desagradável, pois isso seria mentira e hipocrisia. O amor de que falamos é dar ao outro o direito de ser diferente. É dar a ele o direito de experimentar sua liberdade. De experimentar em mim mesmo esta capacidade de amar o que é amável e de amar, também, o que não é amável. Dessa maneira passaremos de uma vida submissa para uma vida escolhida (p. 83).

[...] Nossa vida vale pelo olhar que é posto nela. Os olhares de juiz nos enchem de culpa. Há olhares benevolentes, misericordiosos e ao mesmo tempo, justos. Precisamos desses olhares porque todos nós temos necessidade de verdade e de sermos amados. Por vezes, os olhares que encontramos são muito amorosos, muito doces, mas falta a eles a exigência desta verdade. Outras vezes, os olhares que se colocam sobre nós são plenos de verdade e justiça, mas falta a eles a misericórdia e o amor.

[...] Há um olhar integral do qual temos necessidade a fim de nos vermos tal e qual somos. Porque a verdade sem amor é inquisição e o amor sem verdade é permissividade. Estas são reflexões gerais e cada um pode entrar em particularidades que lhes são próprias, sentindo se existe em sua vida alguém que pode suportar sua sombra sem julgá-la, apesar de não se mostrar complacente com ela. Creio que todos nós temos a necessidade, pelo menos uma vez em nossas vidas, de um tal olhar pousado sobre nós. Nesse momento não teremos mais necessidade de mentir, de nos iludirmos, de usarmos máscaras. Podemos mostrar nossa verdadeira face, nosso verdadeiro corpo, com seus desejos e seus medos. Podemos mostrar nossa verdadeira inteligência com seus conhecimentos e suas ignorâncias. Mostrar-se com o coração verdadeiro, capaz de muita ternura e também capaz de dureza e indiferença. Mostrar-se como não-perfeito, mas aperfeiçoável. Sob este olhar nossa vida pode crescer. Porque o olhar que nos julga e nos aprisiona em uma imagem nos faz ficar parados, enquanto que o outro olhar nos impulsiona a dar um passo adiante desta imagem que os outros têm de nós (p. 100).

texto de jean-yves leloup
extraido de seu livro..."Álem da luz e da sombra"

A PEDRA NO CAMINHO!!!


Em tempos bem antigos, um rei colocou uma pedra enorme no meio de uma estrada. Então, ele se escondeu e ficou observando para ver se alguém tiraria a imensa rocha do caminho. Alguns mercadores e homens muito ricos do reino passaram por ali e simplesmente deram a volta pela pedra. Alguns até esbracejaram contra o rei dizendo que ele não mantinha as estradas limpas mas nenhum deles tentou sequer mover a pedra dali.
De repente, passa um camponês com uma boa carga de vegetais. Ao aproximar-se da imensa rocha, ele pôs de lado a sua carga e tentou remover a rocha dali.
Após muita forca e suor, ele finalmente conseguiu mover a pedra para o lado da estrada. Ele, então, voltou a pegar a sua carga de vegetais mas notou que havia uma bolsa no local onde estava a pedra. A bolsa continha muitas moedas de ouro e uma nota escrita pelo rei que dizia que o ouro era para a pessoa que tivesse removido a pedra do caminho. O camponês
aprendeu o que muitos de nós nunca entendeu: "Todo o obstáculo contém uma oportunidade para melhorarmos a nossa condição".

MORAL DA HISTÓRIA:
Muitas vezes desviamo-nos do nosso caminho para não encarar a realidade pela sua dificuldade e com isso não só passamos o problema para outros por não termos assumido a nossa parte da responsabilidade, como também podemos estar nos privando de muitas coisas boas, no mínimo a satisfação de ter realizado um grande feito.
Zangar-se com alguém fraco é uma prova de que você ainda não é suficientemente forte.

(Henry E. Fosdick)

CONHECEREIS A VERDADE E A VERDADE VOS LIBERTARÁ....


Quanto mais você se educar, mais compreenderá de onde tudo vem, mais óbvias se tornarão as coisas e aí você começará a ver as ilusões por todos os lados. Você precisa saber da verdade, procurar a verdade, e a verdade te libertará".



A verdade é uma só, mas é como um diamante, tem inúmeras facetas. Cada ser humano enxerga a faceta que for capaz de compreender. O problema é as pessoas acharem que uma só faceta seria a verdade completa.



É preciso, e precioso, que cada vez mais, todo tipo de conhecimento, tanto os que nos agradam como os que não agradam estejam disponíveis.



Isso, para oportunizar o livre arbítrio à experiência da vida, para que as pessoas tenham a liberdade de escolha à luz da verdade.
O progresso não se mede pela quantidade de objetos que você acumular, mas pela maneira com que investir seus recursos, de modo que os mesmos produzam benefícios para a maior quantidade possível de pessoas

Que a felicidade....


Que a felicidade não dependa do tempo,
nem da paisagem,
nem da sorte,
nem do dinheiro.
Que ela possa vir com toda a simplicidade,
de dentro para fora,
de cada um para todos.

Que as pessoas saibam
falar, calar, e acima de tudo ouvir.
Que tenham amor ou
então sintam falta de não tê-lo.
Que tenham ideal e
medo de perdê-lo.
Que amem ao próximo e
respeitem sua dor,
para que tenhamos certeza
de que viver vale a pena!..."

autor desconhecido

VOCE ACREDITA EM MILAGRES????




Santo Agostinho (354-430) dizia: "Os homens se surpreendem porque o Cristo transformou água em vinho. Mas vejam, é isso que faz a vinha todos os anos. Se surpreendem porque o Cristo ressuscitou os mortos. Mas perceba que há 30 anjos não estavas nem vivo." Isso quer dizer que somos tão cegos diante dos milagres do quotidiano que precisamos de fatos extraordinários para despertar. Mas, se soubermos ver o que vemos, tudo será milagre. Estar vivo para experimentar mais um dia é um milagre e não algo banal. Isso fica mais claro nas palavras de santa Tereza d'Ávila (1515-1582): "No dia em que as panelas da cozinha forem tão sagradas quanto os vasos dos altares, o sagrado estará na Terra e em cada gesto do quotidiano."

terça-feira, 2 de março de 2010

Diminuindo o valor dos outros......


Toda pessoa não suficientemente realizada em si mesma tem a instintiva tendência de falar mal dos outros. Qual a razão última dessa mania de maledicência?
É um complexo de inferioridade unido a um desejo de superioridade.
Diminuir o valor dos outros dá-nos a grata ilusão de aumentar o nosso valor próprio.
A imensa maioria dos homens não está em condições de medir o seu valor por si mesma. Necessita medir o seu próprio valor pelo desvalor dos outros.
Esses homens julgam necessário apagar as luzes alheias a fim de fazerem brilhar mais intensamente a sua própria luz.
São como vaga-lumes que não podem luzir senão por entre as trevas da noite, porque a luz das suas lanternas fosfóreas é muito fraca.
Quem tem bastante luz própria não necessita apagar ou diminuir as luzes dos outros para poder brilhar.
Quem tem valor real em si mesmo não necessita medir o seu valor pelo desvalor dos outros.
Quem tem vigorosa saúde espiritual não necessita chamar de doentes os outros para gozar a consciência da saúde própria.
As nossas reuniões sociais, os nossos bate-papos são, em geral, academias de maledicência.
Falar mal das misérias alheias é um prazer tão sutil e sedutor – algoparecido com whisky, gin ou cocaína – que uma pessoa de saúde moral precária facilmente sucumbe a essa epidemia.
A palavra é instrumento valioso para o intercâmbio entre os homens. Ela, porém, nem sempre tem sido utilizada devidamente.
Poucos são os homens que se valem desse precioso recurso para construir esperanças, balsamizar dores e traçar rotas seguras.
Fala-se muito por falar, para "matar tempo". A palavra, não poucas vezes, converte-se em estilete da impiedade, em lâmina da maledicência e em bisturi da revolta.
Semelhantes a gotas de luz, as boas palavras dirigem conflitos e resolvem dificuldades.
Falando, espíritos missionários reformularam os alicerces do pensamento humano.
Falando, não há muito, Hitler hipnotizou multidões, enceguecidas, que se atiraram sobre outras nações, transformando-as em ruínas.
Guerras e planos de paz sofrem a poderosa influência da palavra.
Há quem pronuncie palavras doces, com lábios encharcados pelo fel.
Há aqueles que falam meigamente, cheios de ira e ódio. São enfermos em demorado processo de reajuste.
Portanto, cabe às pessoas lúcidas e de bom senso, não dar ensejo para que o veneno da maledicência se alastre, infelicitando e destruindo vidas.
Pense nisso!
Desculpemos a fragilidade alheia, lembrando-nos das nossas próprias fraquezas.
Evitemos a censura.

Se desejamos educar, reparar erros, não os abordemos estando o responsável ausente.
Toda a palavra torpe, como qualquer censura contumaz, faz-se hábito negativo que culmina por envelhecer o caráter de quem com isso se compraz.
Enriqueçamos o coração de amor e banhemos a mente com as luzes da misericórdia divina.
Porque, de acordo com o Evangelho de Lucas, "a boca fala do que está cheio o coração".
Fonte: Texto extraído do livro "A Essência da Amizade" – Huberto Rohden* – Editora Martin Claret.

Para fazer bem aos outros é necessário ser bom em si mesmo. Quem não é bom não pode fazer o bem. Para ser benfeitor alheio é necessário o homem ser auto-realizado ele próprio. É esta a inexorável matematicidade da mística.

É uma velha e funesta ilusão querer fazer bem aos outros sem ser bom em si mesmo. A ética sem a mística é uma pseudo-ética, uma funesta utopia;
pode ser que seja moralidade, altruísmo, filantropia, mas não é verdadeira ética, que é sempre um transbordamento espontâneo da verdadeira mística.
A consciência da paternidade única de Deus transborda irresistivelmente na vivência da fraternidade universal dos homens - e só isto é ética genuína e verdadeira.

O homem, quando plenamente desenvolvido no seu ser-bom místico, é sempre benfeitor no seu fazer-bem ético, muitas vezes sem o saber.

Ser bom não é ser bonzinho, menos ainda ser bombonzinho. Muitas vezes ser bom parece até ser mau; por vezes o nosso ser-bom exige rigor, disciplina, aparente crueldade.
Quem permite passivamente todos os abusos ao redor de si, sob pretexto de ser bom, NÃO É BOM. Ser bom é ser intransigentemente amigo da verdade, de retitude, da justiça, da ordem e da disciplina.

Quando Jesus expulsou os vendilhões do templo revelou-se um homem realmente bom.
Quem age com rigor e severidade em defesa de uma causa SAGRADA, esse é realmente bom, talvez cruelmente bom, embora os homens mundanos o tachem de mau.

O homem realmente bom deve ter a coragem de ser considerado mau por aqueles que não são bons. Ser bem-bom é, muitas vezes, o contrário de ser bom.
Postado por Antônio Carlos de Macedo Chaves

O DINHEIRO E BENS MATERIAIS....


O dinheiro e os bens materiais são energia em forma concreta. A energia financeira, assim como a energia do poder, pode ser usada tanto de forma egoísta como altruísta.

Como a maior parte dos homens do mundo é fraca e apegada às coisas materiais, Jesus, reiterando a sabedoria milenar, disse que é difícil o rico entrar no Reino dos Céus. É por isso, também, que o desenvolvimento do poder, seja ele secular ou oculto, é tido como extremamente perigoso para quem procura trilhar o caminho espiritual.

Nas etapas iniciais do caminho, enquanto o devoto ainda não desenvolveu suficientemente o seu caráter, o melhor será evitar esse tipo de tentação. Porém, chegará o dia em que o devoto agora um discípulo avançado, terá a missão de atuar no mundo como um canal da Providência Divina, devendo administrar de forma altruísta e sábia tanto a riqueza como o poder.

Neste particular, vale lembrar que alguns dos discípulos de Jesus eram homens de posses, como José de Aramatéia, Mateus, Nicodemus, Lázaro, Tiago, Marta e Maria Madalena.

Assim, não são as coisas do mundo material, per se, que prejudicam a alma, mas sim o desejo e o apego que condicionam o indivíduo a buscá-las para seu benefício próprio.

Vencido o desejo e alcançado o estado de desapego, o indivíduo passa a considerar tudo como passageiro, inclusive seu próprio corpo, colocado a sua disposição para servir aos objetivos maiores da vida. Esse é o estado último da renúncia, o estado de desapego expresso na passagem: “ Quem ama a sua vida a perde, e quem odeia a sua vida neste mundo guará-la-á para a vida eterna” (Jo 12:25).

Com isso, Jesus queria dizer que o homem que está centrado na personalidade, apegando-se a ela, está fadado a perdê-la com a morte do corpo. Porém, o homem que está centrado na alma, desdenhando da vida mundana, continuará consciente de estar vivo mesmo após a morte do corpo físico.

Para o buscador da Verdade, a meta da peregrinação é o santuário interior escondido no coração. Vivendo uma vida simples e frugal, livre das distrações do mundo e com o coração sintonizado para o alto (“pois onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração, Mt 6:21), teremos a oportunidade de despojar-nos dos apegos e condicionamentos e voltar a atenção inteiramente para Deus.

Para o homem moderno, assediado por mil demandas familiares, profissionais e de entretenimento, o maior sacrifício ou renúncia nessas ocasiões é o tempo dedicado a Deus.

Jesus legou esse ensinamento aos buscadores de todos os tempos, de forma velada, na passagem sobre o óbolo da viúva (Lc 21:1-4). Ao ver uma viúva pobre oferecer duas moedinhas para o tesouro do Templo, Jesus observou a seus discípulos que ela havia contribuído muito mais do que os outros, incluindo os ricos, que ofertavam grandes quantias, porque estes davam do que lhes sobrava, enquanto ela havia oferecido tudo o que possuía para viver. A viúva representa o verdadeiro devoto, e as duas moedinhas, a totalidade da natureza humana, ou seja, o corpo e a alma. Aquele que realmente ama a Deus sente que deve ofertar ao Pai celestial todo o seu tesouro, não as coisas terrenas, que são supérfluas, mas sim o que temos de mais precioso nesta vida, o nosso corpo e a nossa alma. Essa é a renúncia que abre as portas do Reino de Deus.

Enquanto o homem está orientado para as coisas do mundo, toda renúncia é tida como penosa, representando um sacrifício. Etimologicamente, a palavra “sacrifício” vem do latim e significa tornar sagrado, oferecer algo à divindade. Assim, podemos tornar nossa vida sagrada sacrificando todas as nossas ações, simplesmente dedicando cada ação à Deus.

O verdadeiro devoto deveria meditar no silêncio de seu coração a respeito das implicações das palavras de Jesus sobre a renúncia:



Então disse Jesus aos seus discípulos: “ Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Pois aquele que quiser salvar a sua vida, vai perdê-la, mas o que perder a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la. De fato, que aproveitará ao homem se ganhar o mundo inteiro mas arruinar a sua vida? Ou que perderá o homem dar em troca de sua vida?” (Mt 16:24-26).



Louvado seja o Senhor para sempre

CRISTO ÉS TU QUE ME DEFINE......


Espelho, espelho na parede.... será que eu entendi?
Porque... espelho, você sempre me mostra quem eu sou
Eu descobri que não é fácil ser perfeita
Então me desculpe, se você não me define
Desculpe, você não me domina

Quem é você para me dizer
Que eu sou menos do que eu deveria ser?
Quem é você?
Eu não preciso ouvir
A lista das coisas que eu devo fazer
Eu não vou tentar, não... eu não vou tentar

Espelho, eu estou vendo um novo reflexo
Estou olhando dentro dos olhos
Daquele que me criou
E para Ele eu tenho beleza sem comparação
Ele é quem me define

Não espelho....
Você não me define...
Não me define...

O EGOÍSTA.......


O egoísta só se relaciona consigo mesmo, não percebe o outro, porque seu olhar esta confuso, perdido na própria imagem

DEIXA A VIDA ME LEVAR..VIDA LEVA EU......


A dor é conseqüência de um apego inútil! Deixa ir... Deixa rolar... Se você já fez o que podia fazer, tentou e não deu, confie na vida, confie no Universo e siga em frente. Pare de se lamentar, pare de se debater e de se perder cada vez mais, e tenha a certeza absoluta de que o que tiver de ser, será!

Quando essa certeza chega, é impressionante: a gente simplesmente relaxa e solta! E quando solta, a dor começa a diminuir, e a gente começa a compreender que está tudo certo, mesmo quando não temos a menor idéia de que certo é esse. Mas quando menos esperamos, tudo fica absolutamente claro!

Não se trata de desistir, mas de confiar! Isso é o que se chama FÉ! Isso é o que desejo a mim e a você, quando algo estiver doendo em nós...

ACEITAÇÃO DA VIDA COMO ELA É......


O segredo é abandonar a resistência. Toda a nossa dor, todo o nosso sofrimento está em resistir, em não aceitar, em brigar com as circunstâncias que não acontecem exatamente como esperávamos. Travamos uma briga interna a maior parte do tempo, seja com o trânsito, seja com o tempo, seja com alguém que tem um comportamento que nos incomoda, seja com um resultado insatisfatório, seja com nada. Isso mesmo! Brigamos até com o nada, com o que não acontece. Tornou-se praticamente um vício nos mantermos num estado de constante conflito com a vida!

E sabe o que é pior? Nem percebemos. Terminamos acreditando que é assim mesmo. Que o melhor da vida está justamente nesta tensão que parece nos motivar, neste amontoado de problemas a serem resolvidos. Afinal, se pensarmos bem, terminaríamos concluindo: o que seria nossa vida senão todas essas questões a serem ultrapassadas!

Que desperdício!!! Tenho descoberto, na prática, extasiada e feliz, o quanto posso relaxar, parar de fazer força, parar de brigar. O quanto é tão melhor e tão menos difícil viver o tão falado AGORA, que até então eu não havia sentido exatamente que tempo era esse...

Afinal de contas, quando pode ser a vida senão agora? Quando eu posso aproveitar senão agora? E agora, acreditem, neste instante, não há mais nada senão eu mesma escrevendo essas linhas. E agora, enquanto você lê, não há mais nada senão você lendo essas linhas.

O agora é tudo o que temos e o que somos. E quando conseguirmos não entender (porque a mente não é capaz de compreender o agora), mas viver de fato esse momento, viver de fato o agora, sem conduzir nossos pensamentos para o passado ou para o futuro e sem ficar analisando e julgando tudo o que acontece, como se fôssemos juízes do mundo e de nós mesmos, como se pudéssemos controlar o Universo, simplesmente entramos num estado de paz até então desconhecido... e sentimos o que é, finalmente, a felicidade.

Então, simplesmente relaxe os músculos, respire profundamente e se entregue, aceite o que for, o que vier. Tente, só por hoje, responder é mesmo? para tudo o que lhe acontecer, e veja o que acontece.

E quando a sua mente tentar te distrair com reclamações, indignações e tensões, apenas proponha a si mesmo: QUE TAL AGORA? E volte para o único tempo que realmente vale a pena ser vivido! Parece utopia, mas não é!

SENSAÇÃO DE ABANDONO NA INFANCIA GERA COMPLEXOS.


Sensação de abandono na infância gera complexos

Um dos sentimentos mais difíceis de serem superados creio que seja a dor do abandono, da rejeição, da perda, que para muitas pessoas começa logo cedo. Não me refiro só ao abandono cujos pais o deixaram desde o nascimento. Mesmo quem teve pai e mãe presente, pode sentir-se abandonado, se sentir que sua mãe não o escutava, não ouvia. Quando a criança não é aceita em sua realidade, ela não vivencia a autenticidade de seus próprios sentimentos. Não é preciso que a criança seja órfã para ter esses sentimentos, mas é claro que serão mais intensos em quem realmente viveu ou vive a orfandade.

Quando o relacionamento primário fundamental foi comprometido, não havendo um envolvimento total dos pais com os cuidados básicos da criança, ela desenvolverá mecanismos inconscientes para contar com seus próprios recursos. É quando o bebê experimenta o abandono e passa desde muito cedo a agir como um ser independente, como se no fundo soubesse que não pode contar com mais ninguém. Diante desse abandono podemos encontrar três complexos psicológicos principais. Entendemos por complexo uma determinada situação psíquica de forte carga emocional, que muitos conhecem como "trauma". Ou seja, os complexos são portadores da energia afetiva.

Esses três complexos são:

- Profunda sensação de ausência pessoal de valor:

O calor materno oferece à criança a sensação de valor. Quando esse amor deixa de existir a pessoa se sente rejeitada, acha que fez alguma coisa errada, sendo assim, inaceitável, e passa a duvidar da razão de sua própria existência. Sentimento que pode perdurar durante anos ou uma vida inteira dentro de algumas pessoas e refletir em todas áreas de sua vida. A tão conhecida baixa auto-estima. A sensação de ter valor é essencial à saúde mental, pois quando se sente valiosa, a pessoa cuidará de si mesma de todas as maneiras que forem necessárias.

- Sensação de culpa:

Essa culpa não deve ser confundida com a culpa mais consciente que a pessoa sente quando faz algo. É uma culpa mais profunda, onde acaba por se culpar por não ser amado, aceito. Essa busca pela mãe, ou pela fonte de carinho e amor, pode desencadear outros processos na vida da pessoa. É como se estivesse sempre em busca dessa proteção. Sente que tem uma dor que não pode ser aliviada, e assim, acaba por sentir pena de si mesmo, desenvolvendo muitas vezes a auto-piedade. Espera, ainda, que os outros também a vejam assim, sempre esperando que alguém venha salvá-la.

Esse quadro pode gerar relacionamentos de muita dependência. Como perdeu sua ligação com a fonte de sustentação da vida, apega-se a toda pessoa que possa lhe oferecer segurança. Alguns se apegam a qualquer objeto, pessoa ou forma de comportamento que representa segurança, como sexo, dinheiro, comida, drogas, entre outros. Até o momento de perceber, o que muitas vezes pode levar anos, que esse objeto não tem o mesmo significado e não irá efetivamente suprir essa carência e esse vazio.

Poderá também desenvolver muita dificuldade em lidar com a solidão. Como não tem o bastante de si mesma, sente que tem valor apenas quando está na presença de outra pessoa, como se fosse vital para sua sobrevivência. Pode ainda desenvolver uma dependência mútua, criando um verdadeiro elo simbiótico inconsciente, ou seja, o que muitos vivem e conhecem como relação doentia. Onde nenhum dos dois consegue deixar esse vínculo, apesar do sofrimento instalado. Essa situação de excessiva dependência entre duas pessoas cria uma situação psicológica improdutiva e, conseqüentemente, não há troca, crescimento, mas sim muito sofrimento. Torna-se uma situação difícil de ser rompida, pois há muito medo de ser deixado, ficar só, evitando a todo custo, mais um abandono.

Poderá ainda acontecer o contrário, a pessoa mesmo querendo manter a relação, abandona a outra pessoa, para que ela mesma não seja abandonada. Essa situação de dependência pode fazer com que a pessoa torne-se a criança-vítima, ou seja, procura ser boazinha com o intuito de ser cuidada, gerando a necessidade de agradar e a dificuldade de dizer não, buscando sempre e, inconscientemente, aprovação e reconhecimento. É preciso tornar consciente sua dependência e suas eventuais conseqüências para que não fique repetindo situações de abandono.

- Profunda atração pela morte:

Para a criança, o abandono por parte dos pais é equivalente à morte. Essa sensação é mais profunda em quem realmente perdeu a mãe no momento do nascimento. Mas também por quem não foi literalmente abandonado, mas vivenciou esse medo, ele pode ressurgir mais acentuadamente em momentos de renascimento ou quando algum projeto está para ser iniciado, como em momentos de mudança, pois todo caos que precede a cada novo nascimento acaba por gerar um doloroso processo de recordação de sua experiência traumática inicial do abandono, podendo facilmente sentir-se imobilizado frente ao desconhecido, sem permitir-se crescer, transcender, resistindo às mudanças.

Pode existir em algumas pessoas a síndrome do aniversário, onde revive nesse dia seu trauma de infância, o abandono, evitando assim, qualquer tipo de comemoração.

Para lidar com todos esses aspectos o mais indicado é ter consciência de todo esse processo e, principalmente, dos sentimentos que surgem. Falar sobre eles poderá ajudar a integrar conteúdos que estão no inconsciente ao consciente.

É preciso aceitar toda essa realidade e não negar seus sentimentos e carências, assim suas necessidades poderão ser supridas de maneira equilibrada e consciente e não através de relações doentias.

Ao se permitir sentir dor, raiva, mágoa e tristeza, poderá começar a amenizar sua dependência e assumir mais responsabilidade por si mesmo e por seus sentimentos.

Quando esses presentes, carinho, afeto, demonstrações constantes de amor, como a certeza de que não será abandonado, não foram dados pelos pais, é possível obtê-los de outras fontes, porém esse processo em geral, dura a vida inteira. Mas é possível transformar toda a dor do abandono ao interagir com essa criança que apenas espera por seu amor.

JUDITH VIORST

PESSOAS QUE TEM AVERSÃO A PERDA....


Estudando pacientes com lesões raras no cérebro, pesquisadores americanos identificaram grupo de neurônios que nos fazem não gostar de perder dinheiro


Pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Califórnia, nos Estados Unidos, estudando dois pacientes com lesões raras no cérebro conseguiram evidências diretas de por que não gostamos da ideia de perder dinheiro. Os dois pacientes tinham lesões nas amídalas cerebelosas, um grupo de neurônios importante para o controle emotivo e para a tomada de decisões, que foram importantes para o estudo de um fenômeno chamado "aversão à perda". Os resultados da pesquisa foram publicados na segunda-feira (8) no periódico científico Proceedings of the National Academy of Sciences.


Pessoas com aversão à perda tendem a evitar decisões que causem qualquer tipo de perda, mesmo quando acompanhada de um ganho igual ou maior. Esse novo estudo estudou a hipótese de a amídala ter um papel de mediação na aversão à perda. As lesões dos pacientes os impediam de perceber, reconhecer ou sentir medo. Nem mesmo podem reconhecer a expressão de medo no rosto de uma outra pessoa. Cada paciente, com um grupo de outras doze pessoas, participou de um testa para perceber como a possibilidade de perder dinheiro afeta a possibilidade das pessoas apostarem em jogos de azar.


Os dois pacientes com problemas na amídala eram menos afetados pela diferença entre os potenciais ganhos e perdas, e, às vezes, mesmo quando as perdas potenciais eram maiores que os ganhos eles escolhiam apostar, mostrando uma falta de aversão à perda. "A amídala em pleno funcionamento parece nos tornar mais cautelosos", afirmou Ralph Adolphs, professor de Psicologia e Neurociências, ao Science Daily. "Nós já sabíamos que a amídala estava envolvida no sentimento de medo, e ela também parece nos fazer ficar com 'medo' de perder dinheiro", disse.


Revista EPOCA

O PREÇO DA SEPARAÇÃO É QUASE SEMPRE MUITO ALTO...


SOMOS LANÇADOS PARA FORA DO ÚTERO,SEM APARTAMENTO,CARRO,EMPREGO,CARTÃO DE CRÉDITO..ETC
NOS PRIMEIROS ANOS DA NOSSA VIDA ENTRAMOS NUM PROCESSO DE DESISTIR DE TUDO AQUILO QUE DEVEMOS ABANDONAR PARA NOS TORNARMOS SERES Á PARTE.MAS...ATÉ APRENDERMOS A TOLERAR NOSSA SEPARAÇÃO FISICA E PSICOLOGICA,A NECESSIDADE DA PRESENÇA DE NOSSA MÃE-SUA LITERAL E REAL PRESENÇA -É ABSOLUTA.
A CRIANÇA CRESCE E TEM QUE IR APRENDENDO A SUPERAR E A SUPORTAR AS PERDAS.
PRIMEIRAMENTE PERDEMOS O CALOR DO ÚTERO MATERNO,PARA NOS AQUECERMOS NOS SEIOS DA NOSSA MÃE.
DEPOIS PERDEMOS O SEIO PARA NOS ALIMENTARMOS SÓZINHOS.
DEPOIS PERDEMOS O COLO E DESCEMOS DOS BRAÇOS DE NOSSA MÃE PARA EXPLORAR O AMBIENTE AO NOSSO REDOR.
DEPOIS VAMOS PARA A ESCOLA..ETC.... NATURALMENTE TEM DE HAVER SEPARAÇÕES NOS PRIMEIROS ANOS DE VIDA. E SEM DUVIDA,PRODUZIRÃO TRISTEZA E DOR.MAS, A MAIORIA DAS SEPARAÇÕES NORMAIS,DENTRO DE UM CONTEXTO AFETUOSO E ESTÁVEL,DIFICILMENTE DEIXARÃO CICATRIZES NO CÉREBRO.
MAS,QUANDO AS SEPARAÇÕES PÕE EM PERIGO AQUELA LIGAÇÃO PRIMEIRA,TORNA-SE DIFICIL CRESCERMOS COMO SERES HUMANOS AUTOCONFIANTES E SEGUROS....
E QUANDO AS NOSSAS PRIMEIRAS CONEXÕES SÃO INSTÁVEIS OU DESFEITAS NA PRIMEIRA INFÃNCIA É COMUM NÓS ADULTOS TRANFERIRMOS ESTE MEDO DO ABANDONO PARA AS NOSSAS VIVENCIAS COM MARIDO,FILHOS,PATRÕES,SÓCIOS, ETC.....
ESPERANDO O ABANDONO,FICAMOS DESESPERADOS;-"NÃO ME DEIXE SEM VC NÃO SOU NADA"
ESPERANDO A TRAIÇÃO,PROCURAMOS FALHAS,CADA LAPSO;-"ESTA VENDO"??? "EU SABIA QUE NÃO PODIA CONFIAR EM VC."
ESPERANDO UMA RECUSA,FAZEMOS EXIGENCIA EXCESSIVA E AGRESSIVA,COM FÚRIA POIS SABEMOS ANETCIPADAMENTE QUE NÃO SEREMOS ATENDIDOS.
ESPERANDO DESAPONTAMENTO,PROCURAMOS GARANTIR QUE,MAIS CEDO OU MAIS TARDE SEREMOS DESAPONTADOS.
TEMENDO A SEPARAÇÃO,ESTABELECEMOS O QUE BOWLBY CHAMA DE CONEXÕES IRADAS E ANSIOSAS.
NA VIDA ADULTA,FREQUENTEMENTE PROVOCAMOS AQUILO QUE TEMEMOS.
AFASTANDO OS QUE AMAMOS..... COM NOSSA DEPENDENCIA INCÔMODA.

SOLIDÃO!!!


Para aqueles que sentem solidão...

O filosofo Alemão Martin Heidegger (1889-1976), foi o primeiro a preocupar-se com esta condição humana e afirmar que estar só é a ‘’condição original de todo ser humano’’. Este teórico diz que cada um de nós é só no mundo. Explica sua teoria: O nascimento é uma espécie de lançamento da ‘’pessoa no mundo’’ e é neste momento que encontramos nossa condição de estar só e existir à própria sorte.
A questão é como lidamos com esta sensação de solidão que costuma ser uma constante na vida humana, pois é condição original humana desde o nascimento. Podemos aceitar a solidão como o preço de nossa própria liberdade, reconhecendo que somos responsáveis por nossas escolhas na vida, ou vivencia-las como abandono.
De acordo com Heidegger viver é ‘’arriscar’’ para que objetivos sejam atingidos e arcar com a responsabilidade das escolhas feitas. A amargura provocada pela solidão é o sentimento que muitas pessoas experimentam quando se percebem sós no mundo. Muito embora possamos escolher estar com outras pessoas, ninguém poderá jamais ‘’nascer’’, ‘’viver’’ ou ‘’morrer’’ em nosso lugar. Esta é a grande questão da existência, mais nem por isso é uma ‘’questão negativa’’. Se aceitarmos que ela faz parte da nossa essência humana, tudo ficará mais fácil de compreender.
A questão não reside em encontrar ‘’uma pessoa’’ para preencher o vazio que a sensação da solidão provoca, e nem envolver-se em muitas atividades, ou matar-se de trabalhar. Antes a solução é aceitar que estamos todos na mesma condição cada pessoa humana esta só no mundo, e sabendo-se só viver plenamente a própria vida, fazer a própria vontade, expressar os próprios sentimentos, buscar a realização de seus projetos compartilhando e trocando com os demais, pois, assim a vida se enche de significação.
A solidão é talvez o sentimento mais vivenciado no mundo pelos seres humanos e também um dos mais difíceis de lhe dar quando esperamos que outras pessoas tragam significado para nossas vidas. Assim outra pessoa passa a exercer o papel principal de nossas vidas, de nossa história e passamos nós a exercer um papel coadjuvante, secundário de nossa própria existência.
O outro é necessário para ‘’viver com’’ e não para ‘’viver para’’ ele. Cada um de nós é que será responsável por dar um sentido a sua própria existência. E com isso fazer dela uma existência compartilhada, agregada e unificada. Somos todos seres únicos, cheios de criatividade e de muitos projetos, vivencia-los tornará a vida plena e cheia de significado. Quantos projetos você tem? Quantos já construiu ou desenvolveu? Este é o outro lado da moeda chamada solidão, a liberdade de escolha, exercê-la e vivencia-la sem o estigma da amargura, sem a busca pelo outro para preenchê-la, antes dividir sua vida plena com o outro, ter o que dividir, sem precisar tomar nada pra si. A idéia é ser plena de significado e compartilhar isso com outras pessoas sem a necessidade de subtrair de outrem o que não encontrou ainda em sua própria existência.
psicolife

segunda-feira, 1 de março de 2010

TESTE SEU NARCISISMO!!!!

Teste de Narcisimo

Esse teste foi desenvolvido por psicólogos americanos para medir o narcisismo na personalidade das pessoas.
responda sim ou não
1) Eu tenho um talento natural para influenciar pessoas.
2) Eu sou uma pessoa essencialmente modesta.
3) Eu seria capaz de tudo num desafio?
4) Sei que sou bom porque as pessoas me dizem isso?
5) Se eu governasse o mundo ele seria melhor?
6) Eu tento aceitar as consequencias do meu comportamento?
7) Eu gosto de ser o centro das atenções.
8 ) Eu busco o sucesso.
9) Eu não sou melhor nem pior que as outras pessoas.
10) Não estou certo se seria um bom líder.
11) Eu sou uma pessoa afirmativa.
12) Eu gosto de ter autoridade sobre os outros.
13) Eu acho fácil manipular as pessoas.
14) Eu insisto em ser tratado com o respeito que mereço.
15) Eu gosto de exibir meu corpo.
16) Eu consigo ler as pessoas como livros.
17) Se sentisse que tenho competência, eu aceitaria a responasibilidade de tomar decisões.
18) Eu só quero ser razoavelmente feliz.
19) Eu gosto de observar meu corpo.
20) Eu evito me exibir.
21) Eu sempre sei o que estou fazendo.
22) Eu dependo algumas vezes dos outros para obrter aquilo que preciso.
23) De vez em quando conto boas histórias.
24) Eu espero que as pessoas façam grandes coisas por mim.
25) Eu não fico satisfeito até conseguir aquilo que mereço.
26) Eu gosto de ser elogiado.
27) Eu sinto um forte desejo de poder.
28) Eu não estou nem aí pras novas modas e manias.
29) Eu gosto de me olhar no espelho.
30) Eu gosto de ser o centro das atenções.
31) Eu posso viver a minha vida do jeito que eu bem entender.
32) Ser uma autoridade não signfica muito para mim.
33) eu preferiria ser um líder.
34) Eu serei uma grande pessoa.
35) As pessoas as vezes acreditam no que conto para elas.
36) Sou um líder nato.
37) Espero que alguém um dia escrva a minha biografia.
38) Fico chateado quando as pessoas não notam o que estou vestindo.
39) Eu sou mais capaz do que a maioria das pessoas.
40) Eu sou uma pessoa como qualquer outra.

Para ver os resultados selecione o texto abaixo:
>> Some um ponto para cada resposta que for igual ao gabarito abaixo:
1- Sim; 2- Não; 3- Sim; 4- Sim; 5- Sim; 6- Não; 7- Sim; 8- Sim; 9- Não; 10- Não; 11- Sim; 12- Sim; 13- Sim; 14- Sim; 15- Sim; 16- Sim; 17- Não; 18- Não; 19- Sim; 20- Não; 21- Sim; 22- Não; 23- Não; 24- Sim; 25- Sim; 26- Sim; 27- Sim; 28- Não; 29- Sim; 30- Sim; 31- Sim; 32- Não; 33- Sim; 34- Sim; 35- Não; 36- Sim; 37- Sim; 38- Sim; 39- Sim; 40- Sim. <<