quinta-feira, 25 de março de 2010

SOMOS AVALIADOS PELA NOSSA CONDIÇÂO FINANCEIRA...

Vivemos em uma sociedade na qual o valor de uma pessoa é medido por sua condição financeira. Uma pessoa é tida como bem-sucedida quando ganha bem. Ela só é respeitada por amigos e parentes quando está bem de vida – o que, estranhamente, significa estar bem de dinheiro! Será que existe um modo da pessoa se sentir feliz, com boa auto-estima e orgulhosa de si mesma sem ter muito dinheiro/???

Resposta: É uma triste realidade essa de que somos avaliados por nossa situação econômica. Mais triste ainda é percebermos que nós mesmos nos julgamos dessa forma! Ou seja, quando não estamos bem de grana nos sentimos inferiorizados e deprimidos. Se temos uma profissão liberal, nosso humor dependerá de quantas pessoas nos telefonarem procurando nossos serviços. Se temos um comércio ou restaurante, nossa disposição no fim do dia dependerá do faturamento diário. É trágico, mas é assim mesmo que temos vivido. A influência dos valores sociais sobre nós é muito maior do que gostaríamos. Para diminuir um pouco essa dependência da opinião alheia e também da nossa condição financeira, temos que nos tornar bastante mais atentos e preocupados em construir uma história de vida própria, fundada em valores humanos mais consistentes. Sim, porque muitas das pessoas que conseguiram ótima condição material não agiram de forma ética, de modo que não deveriam se orgulhar, como é o habitual, do que possuem. Não estou subestimando o valor do dinheiro como meio de acesso a bens materiais que podem ser motivo de prazeres interessantes. Porém, temos que nos tornar pessoas mais livres, ou seja, deixarmos de ter nossa auto-estima vinculada à nossa conta bancária.

-VAIDADES DAS VAIDADES...TUDO E VAIDADES.....

Sendo verdade que todos nós somos vaidosos, como explicar a existência de pessoas que, mesmo tendo ótima condição financeira, vestem-se de forma totalmente displicente, desleixadas mesmo?

Não seriam elas criaturas que foram capazes de superar essa preocupação em chamar a atenção e atrair olhares de admiração sobre si?


Resposta:
Gosto muito de pensar que a vaidade, esse prazer erótico que sentimos de atrair olhares de admiração e desejo, corresponde a um ingrediente da nossa sexualidade que, um dia, seremos capazes de domesticar. Acho que seríamos muito mais felizes, pois nossa competitividade – e com ela a inveja – diminuiria muito, se é que não desapareceria. Poderíamos ser criaturas solidárias, amigas e nos preocuparíamos muito menos com o que as outras pessoas pensam a nosso respeito. Se fôssemos verdadeiramente livres da vaidade, teríamos menos preocupação em chamar a atenção por qualquer característica, inclusive, por nossa competência intelectual. A vaidade não se manifesta apenas no aspecto físico. Ela está presente em todos os nossos atos, inclusive, naqueles que podem querer dar a impressão de que não temos nenhum tipo de vaidade. Talvez seja interessante formular a seguinte frase, CITANDO ECLESIATES,NO VELHO TESTAMENTO: VAIDADES DAS VAIDADES......; TUDO E VAIDADES
.
. Ela poderia ser completada da seguinte forma-

A renúncia total à vaidade corresponde à suprema vaidade!

Ela implicaria num desejo de superação da nossa condição humana, num desejo de nos equipararmos aos santos ou às divindades. Assim,...
Aquele que se mostra como displicente e se apresenta de qualquer jeito também está querendo chamar a atenção, está querendo parecer que é superior a nós dando a impressão de que não liga para aquilo que tanto nos preocupa.
flavio gikovate
psicanalista e escritor

ESTUDO MOSTRA QUE A PSICOTERAPIA PROVOCA MUDANÇAS NA ATIVIDADE CEREBRAL

Um dos trabalhos apresentados durante congresso de neurociencia  pode ser considerado um marco. Trata-se do primeiro estudo brasileiro a mostrar que a psicoterapia provoca mesmo mudanças na atividade cerebral. Em outras palavras, é a comprovação de que uma técnica subjetiva altera os circuitos neuronais. Conduzida na Universidade de São Paulo, a investigação acompanhou pacientes diagnosticados com um tipo específico de estresse pós-traumático, o parcial, que pode vir à tona depois de um seqüestro relâmpago, por exemplo.

Nessa formado problema, nem todos os sinais clássicos do transtorno, como pesadelos e embotamento afetivo, se manifestam. "Nervosismo, irritabilidade e memórias recorrentes do evento desencadeador é que costumam ser os sintomas do estresse pós-traumático parcial, que acomete 30% da população", explica o psicólogo clínico Julio Peres, autor da pesquisa. Do total de 27 participantes do estudo da, USP sobre o impacto da psicoterapia, 16 compareceram a sessões de uma hora cada durante dois meses.

Todos os voluntários, no entanto, se submeteram à tomografia de emissão de pósitron único no início e logo após a conclusão da pesquisa. Esse exame de imagem fornece uma fotografia do cérebro em determinado momento. Para isso o indivíduo recebe uma injeção com uma substância que fica impregnada no tecido cerebral. É ela que permite visualizar quais áreas se encontram mais ou menos ativas.

Antes do exame os integrantes do grupo da psicoterapia ainda leram em voz alta um texto que evocava o evento traumático. Durante o tratamento eles foram incentivados a falar sobre o ocorrido e orientados a construir uma espécie de banco de memórias positivas, um resgate de boas experiências do passado, como a aprovação no vestibular. O objetivo final era modificar a maneira como aquelas pessoas enxergavam a situação responsável por deflagrar o transtorno.

Os resultados do trabalho revelaram que áreas da massa cinzenta como o córtex préfrontal, região que classifica os eventos, o hipocampo, que é o grande encarregado de processar nossas lembranças, e os lobos parietais, responsáveis pela localização dos acontecimentos no tempo e no epaço, ficaram mais ativas nos indivíduos sob terapia. "Além disso houve uma atenuação da atividade da amígdala, estrutura relacionada à expressão de emoções como o medo", descreve Julio Peres.

Em suma, ocorreu o que os especialistas chamam de neuroplasticidade, um termo complicado que pode ser traduzido como a capacidade que o cérebro tem de se reestruturar. E o avanço das neurociências evidencia que técnicas psicológicas como a psicoterapia têm de fato uma ação no nível biom

quarta-feira, 24 de março de 2010

AS PESSOAS ESPIRITUALIZADAS TEM CONSCIENCIA DE SUAS EMOCOES.....

Jesus Cristo por meio dos seus ensinamentos nos mostrou um estilo de vida aplicado ao relacionamento do indivíduo com Deus e com seu semelhante na terra. Jesus dizia que precisamos saber nos relacionarmos com nosso senhor Deus e com as pessoas ao nosso redor precisamos criar laços de relacionamentos saudáveis. A chave de um bom relacionamento se encontra com nós mesmos, na forma como levamos nossas vidas e como queremos agir nas mais variadas situações, e a qual poder maior devemos nos entregar.





Jesus ensinou que o que sentimos no coração determina quem somos. Ele falou em renascer, viver com fé e ter um coração de criança. Ele queria que fôssemos como crianças porque estas são inocentes, crédulas e abertas às suas emoções. As pessoas profundamente espiritualizadas têm consciência de suas emoções. Jesus gostava de desafiar a maneira como as pessoas pensam. Para sermos GRANDES, disse ele, precisamos ser PEQUENOS. Para sermos líderes, precisamos servir aos outros. Para sermos profundos pensadores, temos que ser capazes de sentir. Jesus ensinou que a identidade do ser humano é uma questão do coração. Porém Jesus disse que devemos ser como as crianças, mas não devemos agir com infantilidade, ser infantil é não assumir responsabilidades atribuídas seja profissionalmente ou no seu relacionamento com Deus, quando Jesus disse em ser como uma criança é assumir responsabilidades e ao mesmo tempo entregar-se as emoções assim como as crianças se entregam. Quando tiver que chorar, chore, quando tiver que pedir perdão , peça, e seja humilde em tudo que fizer, pois é através da humildade que nós humanos conquistaremos tudo o que desejarmos de coração.

EU NAO POSSO.???????????




O que aconteceria se fosse eliminada a frase "eu não posso" de seu vocabulário?

Pense quanta clareza, confiança e poder traria.

Muito freqüentemente "eu não posso" é usado como um meio de fugir da responsabilidade de suas próprias possibilidades. Cada vez que você diz "eu não posso", para si mesmo ou para outra pessoa, você está argüindo as próprias limitações. Quando você repudia sua responsabilidade você também nega a própria eficácia.

"Eu não posso" é raramente verdadeiro. Normalmente significa "estou muito desconfortável para" ou "não quero fazer o esforço necessário". Há poucos obstáculos que são insuperáveis. Ainda mais, continuamente repetir "eu não posso" faz você se tornar cada vez mais incapaz, em sua própria mente, de conseguir algo feito.

Na próxima vez que você estiver tentado a dizer "eu não posso", pare e se pergunte se é realmente verdadeiro. Seja claro, direto e honesto consigo mesmo e você se encontrará usando "eu não posso" muito menos.

Quando vem o desejo, a capacidade também vem. Você pode fazer o que você deseja. Se vai fazer ou não... isto é com você.

EVOLUÇAO DA ANSIEDADE...


A evolução da ansiedade

Ansiedade está mais presente na vida moderna

De acordo com a teoria de Charles Darwin, que fala sobre a evolução das espécies, os seres vivos se adaptam ao meio para garantir a sobrevivência dos seus. Com tecnologia, globalização e o estresse de uma grande metrópole, os humanos têm que se adaptar à correria diária.

Nessa luta para se adequar, o organismo dá sinais de alerta para o descanso e o cuidado com o corpo e a mente. A ansiedade é um destes sinais. Esse sentimento de apreensão, uma sensação de que algo está para acontecer, representa um contínuo estado de alerta e uma constante pressa em terminar as coisas que ainda nem se iniciaram.

Segundo a médica e psicanalista, Soraya Hissa de Carvalho, a ansiedade é uma atitude fisiológica normal responsável pela adaptação do organismo às situações de perigo. “Se não existisse esse mecanismo que nos coloca em posição de alerta, talvez nossa espécie nem tivesse sobrevivido às adversidades encontradas pelos nossos ancestrais”, explica.

Até certo ponto, a ansiedade é positiva, mas, em excesso, pode causar danos à saúde. Os nossos ancestrais, os homens das cavernas, passavam por situações nos quais as ameaças eram animais ferozes prestes a atacá-los e as invasões de tribos inimigas. Circunstâncias que após a reação do corpo - fugir ou atacar- passam e se estabilizam.

“Na antiguidade, tais ameaças eram concretas e a pessoa tinha um determinado objeto real a combater, localizável no tempo e no espaço. Hoje em dia, esse objeto de perigo vive dentro de nós. As ameaças vivem, dormem e acordam conosco. Ou seja, vivemos ansiosos.”, 
Fonte: Portal Fator Brasil

A RAIVA PODE AJUDAR PROFISSIONAIS....


Raiva pode ajudar profissionais

Estudo indica que a raiva no trabalho pode ajudar a carreira

Pesquisadores americanos da Havard Medical School acompanharam 824 pessoas durante 44 anos e concluíram que a raiva no ambiente de trabalho pode ajudar alguns profissionais. Desde que seja sob medida. Eles frisam que é importante manter o controle ao defender seus interesses, pois a fúria pode ser destrutiva. "Em geral, as pessoas pensam na raiva como uma emoção perigosa, e são encorajadas a praticar o 'pensamento positivo', mas se concluiu que esse comportamento é uma negação danosa de uma realidade terrível", disse George Vaillant, autor da pesquisa.

Segundo ele, experiências como a dessa pesquisa mostraram que as emoções negativas estreitam e concentram a atenção. "Emoções negativas como medo e raiva são inerentes e têm grande importância", acrescentou o pesquisador. "Emoções negativas são frequentemente cruciais para a sobrevivência", afirma o pesquisador.

Vaillant, que é o diretor da publicação Study of Adult Development, que publicou o estudo, afirma que a fúria descontrolada não tem o mesmo efeito. "Todos nós sentimos raiva, mas as pessoas que aprendem a expressar essa raiva e evitar as consequências explosivas e destrutivas da fúria desenfreada conseguem alcançar algo incrivelmente poderoso em termos de crescimento emocional e saúde mental", diz o pesquisador. "Se pudermos delimitar e aproveitar essas habilidades, podemos usá-las para conseguir grandes feitos", acrescenta.

Para Ben Williams, psicólogo ocupacional britânico, as conclusões do estudo "têm a ver com passividade, agressão e assertividade". "Pessoas que são assertivas são capazes de não ceder e, ao mesmo tempo, continuar respeitáveis", diz Williams. "Elas mostram preocupação com a própria equipe e com outros. Isso faz com que elas sejam respeitadas pelos colegas e significa que elas estarão em uma boa posição quando vierem as promoções", acrescentou.

Fonte: BBC Brasil

segunda-feira, 22 de março de 2010

CRIANÇAS QUE TIVERAM UMA INFÂNCIA INFELIZ.......


Crianças infelizes tornam-se adultos doentes

Para pesquisadores, risco de não conseguir trabalhar é maior devido a problemas de saúde.

Uma pesquisa britânica sugere que crianças que são infelizes têm mais chances de se transformar em adultos permanentemente doentes ou incapacitados. A pesquisa liderada pelos cientistas do Kings College de Londres analisou 7,1 mil pessoas nascidas entre 1950 e 1955.

Os pesquisadores observaram que as crianças descritas por seus professores como "infelizes" ou "angustiadas" tinham chances cinco vezes maiores de não poder trabalhar devido a problemas de saúde quando chegassem à meia-idade. Segundo os cientistas, essas crianças também demonstraram uma tendência maior a sofrer de depressão.

O estudo foi publicado na revista especializada "British Journal of Psychiatry" e envolveu milhares de crianças que cresceram na cidade de Aberdeen, na Escócia, na década de 50. Os cientistas fizeram perguntas aos professores das crianças pesquisadas sobre o temperamento e o comparecimento delas na escola.

Mais de 40 anos depois, os pesquisadores conseguiram encontrar muitos dos participantes da pesquisa da década de 50, que agora estão na meia-idade, para perguntar se eles estão empregados ou não. Entre os pesquisados, 392 informaram que não conseguiam trabalhar devido a uma incapacidade permanente ou a problemas de saúde (5,5% do total de entrevistados).

Um quarto daqueles que foram descritos pelos professores durante a infância como "frequentemente parecendo deprimidos, infelizes, chorosos ou aflitos" estavam permanentemente doentes ou incapacitados. Um quarto daqueles que reclamavam de dores também estavam sem trabalhar devido a problemas de saúde. "Acredito que existe um padrão social comum aparecendo aqui", disse Alan Maryon Davis, presidente da Faculdade de Saúde Pública da Grã-Bretanha.

Fonte: G1

Cientistas encontram possível ligação entre criatividade e loucura




Pessoas criativas são muitas vezes tomadas por loucas e isso, talvez, tenha algum fundamento científico. Pesquisadores da Universidade Harvard e da Universidade do Texas, nos EUA, descobriram um elemento comum à criatividade e a desequilíbrios mentais: a maior predisposição a estímulos externos.

Segundo os cientistas, que publicaram seu estudo na edição de setembro da revista "Journal of Personality and Social Psychology", pessoas criativas estão mais receptivas a estímulos externos que as outras. Em doenças como esquizofrenia, essa mesma característica se apresenta em seus estágios iniciais de desenvolvimento.

Nos animais e nos seres humanos, existe um mecanismo inconsciente chamado de "inibição latente". Essa faculdade permite ignorar estímulos externos que a vivência desses indivíduos tenha demonstrado serem inúteis ou irrelevantes a suas necessidades. Por testes psicológicos, os pesquisadores conseguiram demonstrar que as pessoas criativas têm baixos níveis de inibição latente.

"Isso significa que indivíduos criativos continuam em contato com a informação extra que chega constantemente do meio em que eles estão", diz um dos co-autores do estudo, Jordan Peterson, da Universidade do Texas.

"Uma pessoa comum classifica um objeto e o esquece, mesmo que esse objeto seja muito mais complexo e interessante do que ela possa perceber. A pessoa criativa, por outro lado, está sempre atenta às novas possibilidades."

Na pesquisa, os cientistas testaram a inibição latente de estudantes da graduação da Universidade Harvard, todos abaixo dos 21 anos e considerados extremamente inteligentes. Os que foram considerados mais criativos eram sete vezes mais sujeitos a apresentar baixos níveis de inibição latente.

A baixa inibição latente, associada à criatividade, também está presente em perturbações mentais, como a esquizofrenia, que a apresenta em seus estágios iniciais de desenvolvimento, acompanhada de grande instrospecção, conhecimento místico e experiências religiosas em razão de alterações químicas no cérebro.

"Os cientistas estudam há muito tempo por que a loucura e a criatividade parecem ligadas. Parece que níveis baixos de inibição latente e flexibilidade excepcional do pensamento podem predispor a doenças mentais sob algumas condições e a conquistas de criatividade sob outras", afirma Shelley Carson, autora do estudo e palestrante de psicologia da Universidade Harvard.

"Estamos muito felizes com os resultados desses estudos. Parece que não descobrimos apenas uma das bases da criatividade, mas também nos aproximamos da solução de um antigo mistério: a relação entre a genialidade, a loucura e as portas da percepção", afirma Peterson.

Fonte: Folha Online

Área do cérebro que controla o sentimento de inveja...





Uma equipe de japoneses descobriu a região do cérebro que controla o sentimento de inveja. A descoberta poderá ajudar os profissionais da área de saúde a lidar melhor com as pessoas que sofrem desse mal.

A pesquisa, que durou um ano e meio, estudou o comportamento de 19 pessoas em boas condições de saúde. Durante a pesquisa, eles tiveram os cérebros monitorados por aparelhos de ressonância magnética.

Os participantes eram induzidos a imaginar um cenário que envolvia outras três personagens. Duas delas seriam mais capazes e inteligentes do que os voluntários da pesquisa.

"Antes de monitorarmos as atividades cerebrais, pedíamos aos participantes para se imaginarem integralmente nas situações descritas, como se fossem reais e estivessem acontecendo com eles", explicou Takahashi. Quando os voluntários sentiam inveja, a parte do córtex dorsal anterior do cérebro era ativada.

Os cientistas também perceberam que outra parte do órgão, o corpus striatum, que está associada ao sentimento de alegria, era também estimulado quando os participantes liam um capitulo que descrevia problemas com os outros personagens. De acordo com os especialistas, isto indica que as pessoas invejosas sentem mais prazer com a desgraça do outro.

Fonte: BBCBrasil.com

INTUIÇÃO E CONSCIENCIA....


Intuição e consciência

Escolhas intuitivas podem ser mais confiáveis que as conscientes

Às vezes agimos por intuição, sem saber explicar o que nos levou a tomar esta ou aquela decisão, e talvez por isso, valorizamos mais nossas escolhas conscientes, aquelas que estão baseadas em memórias explícitas. Mas, um estudo que acaba de ser publicado na revista Nature Neuroscience mostra que a memória implícita, aquela que usamos sem nos darmos conta (para dirigir um carro ou amarrar os sapatos, por exemplo) pode ser mais confiável.

Pesquisadores da Northwestern University em Evanston, no estado de Illinois, submeteram 12 pessoas a dois testes visuais e de evocação de memória. No primeiro, elas viam algumas imagens caleidoscópicas e eram instruídas a memorizá-las, para depois apontá-las numa segunda apresentação, em meio a outras imagens. No segundo teste, a tarefa era basicamente a mesma, exceto pelo fato de que, durante a exibição de cada imagem, os voluntários ouviam um número e eram orientados a prestar atenção nele, pois essa informação seria importante no teste subseqüente (o que, na verdade, não era). O objetivo era desviar a atenção para os números enquanto as imagens eram apresentadas.

Os resultados mostraram que o número de acertos no reconhecimento das imagens foi maior quando os indivíduos tiveram de fixar a atenção nos números. Além disso, os acertos foram ainda mais freqüentes nas pessoas que afirmaram que suas respostas eram simplesmente um "chute". "Nosso estudo mostra que mesmo quando não prestamos atenção, nosso sistema visual está codificando informações, que depois podem ser evocadas, ainda que não percebamos isso", diz Ken Paller, um dos autores.

Fonte: MenteCérebro

Psicologia na Internet

Psicologia utiliza Internet como ferramenta terapêutica

Ajuda ao alcance de um clique. Uma alternativa que resgatou a arquiteta Carolina (nome fictício), 39, de um momento de angústia e medo enquanto fazia o mestrado na França. Adepta da terapia convencional, a mineira encontrou em um site de psicologia o auxílio para encarar um momento de solidão e dificuldades longe da família.

"Resolvi fazer um teste e experimentar. Descobri por acaso na Internet. Poder desabafar, na minha língua, com um profissional do meu país foi muito bom. Foi uma experiência ótima naquele momento", contou a arquiteta, ainda fã da prática online.

A nova tendência da psicologia online ainda está engatinhando no país. A prática é reconhecida e aprovada pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP) há pouco mais de quatro anos e exige selo de aprovação do órgão.

"É uma ferramenta que traz comodidade. Não temos a pretensão e não é a idéia substituir a terapia presencial, que é fundamental em muitos casos. Algumas pessoas, por exemplo, são encaminhadas para tratamento convencional", explicou Laura Ciruffo, psicoterapeuta idealizadora do site “Pseu”, que oferece atendimento psicológico.

O alerta dos profissionais é para que os interessados no serviço sejam criteriosos na hora da escolha. A psicóloga Ana Maria Lé Sénéchal, que atende pelo site, explica que a seriedade é fundamental para o sucesso da prática. "Tem que ter o selo do CFP aprovando o site. A desconfiança já é grande em relação à Internet. Por isso, é necessário esse controle."

O REMÉDIO É ESCREVER!!!!


O remédio é escrever

Efeitos terapêuticos de manter blogs atraem a atenção de pesquisadores

A busca por uma vida mais saudável pode ser um dos motivos do enorme aumento do número de blogs. Estima-se que sejam cerca de 3 milhões por todo o planeta. Há anos cientistas e escritores conhecem os benefícios terapêuticos de escrever sobre experiências pessoais, pensamentos e sentimentos. Mas, além de servir como um mecanismo para aliviar o stress, expressar-se por meio da escrita traz muitos benefícios fisiológicos.

Pesquisas mostram que, com a prática da escrita, é possível aprimorar a memória e o sono, estimular a atividade dos leucócitos e reduzir a carga viral de pacientes com aids e até mesmo acelerar a cicatrização após uma cirurgia. Um estudo publicado na revista científica Oncologist mostra que pessoas com câncer que escreviam sobre seus sentimentos, logo depois, sentiam-se muito melhor tanto mental quanto fisicamente, em comparação a pacientes que não se deram a esse trabalho.

Pesquisadores empenham-se agora em explorar as bases neurológicas em jogo, especialmente levando em conta a explosão dos blogs. “Sabemos que há impulsos envolvidos em sua criação, pois muitas pessoas agem de forma compulsiva em relação a eles. Além disso, o hábito de mantê-los atualizados pode desencadear a liberação de dopamina, os estímulos são similares aos que temos quando escutamos música, corremos ou apreciamos uma obra de arte”, diz a neurocientista Alice Flaherty, da Universidade Harvard e do Hospital Geral de Massachusetts.

Fonte: Mente e Cérebro

domingo, 21 de março de 2010

PORQUE BUSCAMOS PESSOAS O OPOSTO DE NÓS...



Há em nós essa vontade de diluição e, ao mesmo tempo, pavor dela. Além do mais, nas histórias de amor - vemos essa dupla tendência: fascínio e medo presentes o tempo todo. Os indivíduos fascinam-se pelas histórias amorosas e entram em pânico diante delas.
É evidente que o amor, quando entre pessoas muito afins, é uma emoção muito forte. Dá uma sensação de simbiose, de diluição, onde um vai se perder no outro e isso pode ameaçar muito a individualidade. Muitas vezes são buscadas soluções intermediárias. Uma delas é a busca de pessoas opostas, com quantidade de defeitos suficientes para que a simbiose não se dê profundamente. Do mesmo modo que as qualidades fascinam e determinam a integração, os defeitos repelem. Então, uma cota certinha de qualidade e defeitos define uma coisa intermediária, um meio-termo ao qual o indivíduo se sente ligado, mas não a ponto de ameaçar a sua individualidade.

SOMOS TODOS IRMÃOS....

sábado, 20 de março de 2010

Mudar mesmo quando não acreditamos na mudança .


Mudar mesmo quando não acreditamos na mudança .

Todos nós sabemos o quanto é difícil mudar de atitude, mesmo que isso implique em seguir um caminho melhor.

O cérebro percorre automática e velozmente os caminhos neuronais já formados há muito tempo. Por isso, fazer o que nos é habitual é tão fácil. Mas quando se trata de formar um novo caminho neuronal, uma nova sinapse, é preciso tempo e esforço para seu aprendizado. É como quando aprendemos a dirigir. Primeiro, temos que prestar atenção em todos os detalhes, depois dirigimos sem ter de pensar no que estamos fazendo.

Assim também ocorre com as atitudes mentais, quando pensar e reagir de um determinado modo torna-se familiar e nossa reação é automática. Por exemplo, o hábito de sentir-se alvo de ataques externos. Por termos vivido muitas vezes agressões em relação à nossa pessoa, conhecemos o papel do bode expiatório. No entanto, nem sempre estamos sendo atacados, mas facilmente nos sentimos alvo das agressões alheias... Identificar quando isto está de fato ocorrendo e nosso hábito de nos sentir atacados é a primeira tarefa do autoconhecimento. A segunda se trata de aprender a sair cada vez mais rápido do campo de batalha! Seja ele real ou imaginário...

Pema Chödrön comenta numa palestra sobre Felicidade (veja True Happiness em www.amazon.com) sobre três estados que nos encontramos diante das mudanças.

O primeiro é quando já compreendemos que uma atitude mental nos faz mal, então, saímos dela automaticamente. O segundo, quando já sabemos que nos faz mal, mas estamos parcialmente convictos de que somos capazes de mudar e, a terceira, quando sabemos que nos faz mal, mas acreditamos ser impossível mudar.

No primeiro estado, deixar de agir de um modo negativo já não exige mais esforço, pois se tornou uma escolha. Como desistimos de nos torturar, de nos sentirmos frustrados diante de certa atitude mental, toda vez que ela vem à tona naturalmente a identificamos e buscamos saídas efetivas para deixá-la.

Por exemplo, o ressentimento. Toda vez que percebemos que estamos ressentidos, lembramos de escolher deixar essa postura de nos sentirmos prejudicados. Esta lembrança é a sabedoria intuitiva que nos diz: Procure uma saída, dê um salto, caia fora.

No segundo estado, apesar de estarmos convictos de que determinada atitude mental é negativa, nos sentimos propensos a permanecer nela. Seja porque ainda temos a esperança de tirar algum proveito desta postura ou porque nos sentimos tão familiarizados com ela, isto é, ela faz tão parte de nós, que duvidamos se somos capazes de mudar.

Facilmente nos encontramos presos neste estado, pressionados pela expectativa de sermos quem idealizamos ser e a realidade na qual nos encontramos.

Podemos já ter entendido que cultivar a atitude de que deveríamos ou poderíamos fazer isso e aquilo nada adianta, se não a colocarmos em prática. Viver em constante estado condicional nos leva a nos distanciar de nós mesmos! Afinal, quando estamos sob a custódia de idealizações exigentes, deixamos de nos sentir reais para nós mesmos!

Mas, apesar de já saber que de nada ajuda nos culparmos, nos colocarmos para baixo, ainda não temos a capacidade de mudar.

Neste segundo estado mental, a saída encontra-se em buscar o caminho do meio: nem nos exigir demais, nem nos denegrir. Assim, este estado de meia confiança pode tornar-se um possível ponto de partida. Nele, começamos a desenvolver a autocompaixão. Deste modo, tornamo-nos mais flexíveis e empáticos em relação a nós mesmos e aos outros. Lenta, mas, suavemente, o caminho obstruído começa a se abrir.

Pema Chödrön ressalta que neste momento é importante lembrar que não importa se nos consideramos merecedores ou não da mudança, porque a escolha de mudar não é uma questão moral baseada no julgamento de ser ou não merecedor de felicidade, mas sim da escolha de melhorar e progredir, isto é, de dar o salto.

Por fim, temos o terceiro estado: quando entendemos que a mudança é necessária e poderia nos trazer algo positivo, mas, simplesmente, não acreditamos sermos capazes de mudar.

Ficamos presos neste estado enquanto ainda acreditamos que esta atitude vai nos trazer algum benefício, mesmo que passageiro. Há algo que nos conforta diante da idéia de não termos que nos esforçar para mudar. Desta forma, enquanto não nos sentirmos angustiados, iremos permanecer tal como estamos. No entanto, inevitavelmente, uma hora ou outra, seremos tocados pela dor de tal atitude mental negativa. Então, cada vez que nos sentirmos novamente desesperados, estaremos mais descrentes que podemos encontrar uma saída. É um círculo vicioso: sofremos, nos acomodamos com o sofrimento e sofremos novamente, mais e mais...

Por isso, não vale a pena cultivar este terceiro estado. Uma maneira de passar deste estado sem saída, para o segundo -o da meia confiança- é reconhecer os momentos, mesmo que fugazes, de bem-estar.

O antídoto é a autocompaixão: despertar o desejo de se resgatar do próprio sofrimento. Assim, gradualmente nos tornamos receptivos para receber ajuda, seja alheia ou de nós mesmos, isto é, quando reconhecemos que temos recursos internos que não estávamos usando.

Mesmo sendo difícil mudar um padrão negativo, não nos resta outra escolha se não quisermos continuar sofrendo!

Não estamos condenados a sofrer para sempre. Aliás, a única virtude da negatividade é que ela também é impermanente!

O QUE ESTA POR TRÀS DOS DESAJUSTES DA HUMANIDADE....




Auto-estima

A falta de amor por si mesmo é a causa essencial que está por trás dos desequilíbrios na maioria dos seres humanos desajustados. Sem esta qualidade básica, ninguém pode se direcionar na vida de modo positivo.

Infelizmente, nem todos os pais possuem a consciência do quanto é importante que a auto-estima seja estimulada desde cedo nas crianças. Muitos, ao contrário, por serem excessivamente críticos e exigentes, jamais se sentem satisfeitos com o desempenho do filho e fazem questão de afirmar isto, sempre cobrando mais perfeição ou comparando-o com outros, que eles julguem mais inteligentes ou habilidosos.

E esta é uma atitude das mais devastadoras, pois acontece numa fase em que a imagem que a pessoa tem de si mesma está sendo construída. O resultado é um ser humano inseguro, incapaz de sentir-se satisfeito consigo próprio, ainda que alcance alguns resultados positivos na vida. Ou seja, ele nunca estará realizado e sempre vai ter a sensação de que poderia ter feito melhor.

Cria-se um vazio interior, que procura ser preenchido de inúmeras formas, seja através de um desejo compulsivo por comida, por bebida ou alguma outra droga mais poderosa, ou por uma dependência afetiva, algo enfim que lhe dê a sensação, por algum tempo, de que é alguém de valor.

Nada pode substituir o amor, a atenção e o estímulo às qualidades positivas de uma pessoa, como forma de garantir que ela desenvolva uma auto-confiança indestrutível.
Ensinar alguém a amar a si mesmo, não é um estímulo ao egoísmo. Ao contrário, é uma maneira de fazer com que ele desenvolva sua capacidade de amar, para que só então possa direcionar este amor ao mundo exterior.

" ....A primeira amizade precisa ser consigo mesmo,
mas muito raramente se encontra uma pessoa que seja amistosa consigo mesma.
.....Ensinaram-nos a condenar a nós mesmos. O amor-próprio foi considerado como um pecado. Não é.
Ele é a base de todos os outros amores, e é somente através dele que o amor altruísta é possível.
Como o amor-próprio foi condenado, todas as outras possibilidades de amor desapareceram.
Essa foi a estratégia muito ladina para destruir o amor.
É como se você dissesse a uma árvore: "Não se alimente da terra, isso é pecado.
Não se alimente da lua, da chuva, do sol e das estrelas; isso é egoísmo.
Seja altruísta, sirva outras árvores".
Parece lógico, e esse é o perigo.
Parece lógico: se você deseja servir os outros, sacrifique-se; servir significa sacrificar-se.
Mas, se uma árvore se sacrificar, ela morrerá e não será capaz de servir nenhuma outra árvore;
de maneira nenhuma será capaz de existir.
Ensinaram-lhe: "Não ame a si mesmo". Essa foi praticamente a mensagem universal das pretensas religiões organizadas.
Não de Jesus, mas certamente do cristianismo; não de Buda, mas do budismo -
de todas as religiões organizadas, este foi o ensinamento: condene a si mesmo, você é um pecador, você não tem valor.
E, por causa dessa condenação, a árvore do ser humano se retraiu, perdeu o brilho, não pode mais festejar.
As pessoas vão dando um jeito de se arrastar, não têm raízes na existência - estão desenraizadas.
Elas estão tentando prestar serviço aos outros e não podem, porque nem foram amistosas consigo mesmas.
......Eu não tenho nenhuma condenação, não crio nenhuma culpa em você.
Eu não digo: "Isto é pecado".
Eu não digo que o amarei só quando você preencher certas condições.
Eu o amo como você é, porque essa é a maneira que uma pessoa pode ser amada.
Eu o aceito como você é, porque sei que esse é o único modo que você pode ser.
É assim que o todo desejou que você fosse. É como o todo destinou-o a ser.
Relaxe e aceite-se e alegre-se - e então vem a transformação.
Ela não vem através de esforços.
Ela vem pela aceitação de si mesmo com tal profundidade de amor e felicidade, que não há nenhuma condição, consciente, inconsciente, conhecida, desconhecida.
O amor é alquímico. Se você se amar, a sua parte feia desaparece, é absorvida, é transformada.
A energia é liberada daquela forma.
Todas as coisas chamadas de pecado simplesmente desaparecem.
Eu não digo que você tenha que mudá-las; você tem que amar o seu ser, e elas mudam.
A mudança é um sub-produto, uma conseqüência.
Ame-se. Esse deveria ser o mandamento fundamental.
Ame-se. Tudo o mais se seguirá, mas este é o alicerce.
OSHO.

O OUTRO LADO DO ESPELHO!!!!


No entanto, quanto mais o homem avança no autoconhecimento, mais apurada torna-se a sua percepção, ou seja, quanto mais nos conhecemos, mais conhecemos as dimensões - ou realidades - nas quais estamos inseridos.

Se nos detivermos nas percepções básicas que representam os cinco sentidos, é sinal de que o nosso conhecimento e visão de vida, encontram-se associados à realidade física, material. E esse padrão perceptivo é reflexo da cultura do mundo ocidental que predomina entre nós, limitando o nosso nível de conhecimento e de desenvolvimento da percepção suprasensorial.
FLÁVIO BASTOS.

Vejamos um exemplo: o fuxico como é chamado o que antes era conhecido como "fofoca". O culto às aparências é outro exemplo corriqueiro no âmbito das percepções primárias. E, assim, encontramos inúmeros exemplos que formam uma mentalidade inserida num paradigma que representa uma visão de vida...

Possuímos um corpo físico e quando nos enxergamos no espelho, vemos um ser que identifica-se com a imagem refletida. Essa imagem é a nossa identidade material.

Quando vamos ao velório de uma pessoa amiga, visualizamos no esquife a imagem física que identifica aquela pessoa como nossa conhecida da dimensão material.

Desde que nascemos, os nossos sentidos são desenvolvidos de uma forma que conseguimos perceber somente as informações captadas da realidade material. Inclusive, as nossas relações afetivas que envolvem emoções e sentimentos, encontram-se associadas às percepções que sintonizam à dimensão física.

Na verdade, somos seres bitolados na forma de perceber a vida e, geralmente, não nos damos conta disso, pois os condicionamentos em forma de padrão comportamental permanecem, inconscientemente, agindo e influenciando as nossas escolhas.

Buscamos o conhecimento, mas o conhecimento voltado para a área pela qual temos afinidades, e que possa trazer-nos, principalmente, um bom retorno financeiro...

Pouco sabemos sobre a origem das doenças, porque, geralmente, combatemos o efeito e não a causa. O "efeito" é aquilo que visualizamos. A "causa" é aquilo que não percebemos por falta de conhecimento que transcenda o nível da matéria.

Apurar a percepção através do conhecimento de si mesmo, é ir em busca do que existe além da imagem refletida no espelho, ou do conhecimento das dimensões extrafísicas às quais estamos interligados.

No entanto, tal tarefa exige uma mudança de paradigma que não se restringe à uma única experiência vital do espírito. Não podemos mudar da "noite para o dia" o que levou séculos para internalizar em nosso inconsciente...

Contudo, em uma vivência podemos progredir consideravelmente, se tivermos persistência e força de vontade na busca de "ter olhos de ver e ouvidos de ouvir", além do conhecimento que limita-nos ao mundo das aparências.

Portanto, a percepção que vai além das aparências não se conforma com a imagem refletida no espelho, ou não se acomoda com a imagem inerte do amigo deitado no esquife. A percepção que vai além dos cinco sentidos não se conforma com a mentalidade de fuxicos ou de cultos à aparência que subestima o potencial humano e limita, consideravelmente, o conhecimento.

Precisamos avançar muito além da ilusão das aparências... e a jornada começa quando criamos coragem para dar o primeiro passo em direção ao outro lado do espelho.

CRESCE O INTERESSE DA CIÊNCIA PELA FELICIDADE.....





Cresce interesse da ciência pela felicidade, diz antropóloga
Lúcia Nórcio - A FIB - Felicidade Interna Bruta

"Somente nos últimos seis meses, foram divulgados 27.335 estudos e artigos publicados em revistas científicas abordando de aspectos bioquímicos até aspectos psicológicos sobre felicidade," afirmou a antropóloga e psicóloga Susan Andrews.

Susan, que é responsável pela implantação no Brasil de programas baseados no conceito da Felicidade Interna Bruta (FIB), disse que o interesse da ciência pela felicidade é crescente.

Efeitos da felicidade sobre a saúde

Com base nesses estudos, Susan afirmou que pessoas mais felizes têm sistemas imunológicos mais fortes, têm melhor desempenho no trabalho, adoecem menos, vivem mais e têm casamentos mais sólidos.

"A depressão se tornou uma das principais doenças da sociedade contemporânea. São esses os principais fatores que têm motivado a investigação científica, uma vez que um maior conhecimento sobre o que constitui a felicidade e como medi-la permitirá construir políticas mais eficientes com reflexos positivos sobre a saúde pública," disse.

Sai o PIB, entra a FIB

A antropóloga participa, em Foz do Iguaçu, da 5ª Conferência Internacional sobre Felicidade Interna Bruta (FIB), que discute até hoje (23) o conceito que surgiu no Butão, na Ásia, de medir o bem-estar de forma mais ampla do que o Produto Interno Bruto (PIB), comumente utilizado para mensurar o progresso material de um país.

A ideia tem a adesão de vários países, que se utilizam de alguns indicadores para orientar a elaboração de políticas públicas.

Bioquímica do corpo humano

Susan explicou que, na bioquímica do corpo humano, uma das substâncias associadas à felicidade é o hormônio cortisol, produzido pelas glândulas suprarrenais.

Pessoas felizes tendem a ter 32% menos cortisol. Em contrapartida, o hormônio é encontrado em abundância em pessoas com alto nível de estresse.

"É preciso ter consciência de que quando uma pessoa está infeliz, seu fígado está infeliz, seu estômago está infeliz, sua pele está infeliz. Os reflexos negativos se espalham pelo corpo inteiro".

TERAPIA TRAZ FELICIDADE 32 VEZES MAIS QUE O DINHEIRO....




Terapia traz felicidade 32 vezes mais do que dinheiro


Um estudo feita nas universidades de Warwick e Manchester, ambas no Reino Unido, concluiu que a psicoterapia pode ser 32 vezes mais efetiva em fazer alguém feliz do que simplesmente a obtenção de mais dinheiro.

Segundo os pesquisadores, além das implicações óbvias para o bem-estar geral da população, a pesquisa poderá ter implicações diretas sobre as grandes somas de dinheiro disputadas nos tribunais em processos de ressarcimento de danos morais.

Como aumentar a felicidade?

Chris Boyce e Alex Wood compararam grandes conjuntos de dados onde milhares de pessoas haviam feito relatos sobre o seu bem-estar.

Eles compararam então as situações nas quais o bem-estar mudou devido à psicoterapia, com as situações nas quais o bem-estar aumentou devido à obtenção repentina de grandes somas de dinheiro, incluindo de prêmios de loteria a aumentos de salário.

Eles verificaram que 4 meses de terapia psicológica têm o maior efeito sobre o bem-estar. O ganho em bem-estar durante a terapia - que custa em média £800,00 - somente era superado por um aumento nos ganhos equivalente a £25.000,00.

Desta forma, em termos estritamente econômicos, a pesquisa demonstrou que é 32 vezes mais efetivo gastar o seu dinheiro em uma terapia do que perseguir um ganho financeiro capaz de lhe dar o mesmo aumento de bem-estar.

Felicidade Interna Bruta

Os governos buscam o crescimento econômico a todo custo, na crença de que ela irá aumentar o bem-estar dos seus cidadãos - ainda mais agora, em tempos de substituição do PIB pela FIB - Felicidade Interna Bruta.

No entanto, a pesquisa sugere que mais dinheiro só leva a aumentos quase desprezíveis da felicidade e é uma maneira ineficiente de buscar o aumento da felicidade de uma população.

A pesquisa sugere que, se os governantes estiverem realmente preocupados com a melhoria do bem-estar da população, seria melhor aumentar o acesso e a disponibilidade de cuidados à saúde, em seus diversos aspectos, sobretudo os psicológicos.

Valorização excessiva do dinheiro

"Frequentemente, a importância do dinheiro para melhorar o nosso bem-estar e trazer maior a felicidade é largamente sobrevalorizada em nossa sociedade," dizem os pesquisadores no estudo, que acaba de ser publicado no periódico científico Health Economics, Policy and Law.

"Os benefícios de ter uma boa saúde mental, por outro lado, muitas vezes não são devidamente levados em conta e as pessoas não se apercebem do poderoso efeito que a terapia psicológica, como o aconselhamento geral, pode ter na melhoria do nosso bem-estar," concluem eles.

PÍLULA DA JUVENTUDE ELEVA EXPECTATIVA DE VIDA PARA 110 ANOS....


Pílula da Juventude eleva expectativa de vida para 110 anos

Um composto químico descoberto na Ilha de Páscoa aumentou o tempo de vida de camundongos em até 38%, o que equivaleria a aumentar a expectativa de vida de um homem de 80 para 110 anos.[Imagem: Wikipedia]

Outro mistério da Ilha de Páscoa

As gigantescas estátuas de pedra da Ilha de Páscoa continuam impassíveis, há 13 séculos, esperando por alguém que consiga explicar como elas foram construídas e como foram carregadas por uma ilha quase sem recursos naturais.

Mas agora a ilha começa a revelar um outro mistério: um composto químico, encontrado no solo da ilha, pode se transformar em uma pílula da juventude, capaz de aumentar o tempo de vida entre 28% e 38%. Em uma pessoa com expectativa de vida de 80 anos, isso significa que ela poderia atingir uma idade entre 102 e 110 anos.

Pílula da Juventude

Pesquisadores da Universidade do Texas (EUA) conseguiram sintetizar o composto, que foi batizado de rapamicina - em homenagem ao nome polinésio da Ilha de Páscoa, que é Rapa Nui. A pesquisa foi publicada no exemplar desta quinta-feira da revista Nature.

A "pílula da juventude" por enquanto foi testada apenas em camundongos, resultando em um aumento do tempo de vida dos animais entre 28 e 38%. Em termos humanos, isso seria mais do que o ganho esperado em anos extras de vida se todas as doenças do coração e o câncer pudessem ser evitados e curados.

A rapamicina foi dada aos camundongos em um período de suas vidas que equivaleria a dar o medicamento a um humano com 60 anos de idade.

"Eu estou na pesquisa sobre o envelhecimento há 35 anos e vi muitas intervenções chamadas 'antienvelhecimento' ao longo desses anos que nunca tiveram sucesso," diz o Dr. Arlan G. Richardson, um dos envolvidos na descoberta.

"Eu nunca pensei que iria encontrar uma pílula antienvelhecimento para as pessoas ao longo de toda a minha vida; entretanto, a rapamicina está se mostrando muito promissora em fazer exatamente isso," diz ele.

Rapamicina

A rapamicina foi descoberta nos anos 1970. O composto chamou a atenção por suas propriedades antifúngicas e mais tarde passou a ser usada para evitar rejeição de órgãos transplantados. Ela é também usada em stents implantados em pacientes cardíacos durante cirurgias de angioplastia para manter as coronárias abertas. E atualmente está sendo estudada para uso no combate ao câncer.

Agora os cientistas descobriram que a adição da rapamicina à dieta de camundongos velhos aumenta seu tempo de vida significativamente. Os testes foram repetidos em três centros de pesquisas e os resultados foram os mesmos em todos eles.

Formas de evitar o envelhecimento

Os pesquisadores do envelhecimento atualmente conhecem apenas duas formas de aumentar o tempo de vida em mamíferos: a restrição calórica e a manipulação genética. A rapamicina aparentemente desabilita as mesmas rotas moleculares sobre as quais age a restrição da ingestão de alimentos calóricos.

Ela faz isto por meio de uma proteína chamada mTOR, que controla vários processos no metabolismo das células e que responde ao estresse.

Microencapsulamento

A rapamicina não é estável o suficiente para ser utilizada como alimento, não conseguindo superar o trato digestivo para atingir a corrente sanguínea.

Para superar essa deficiência, os cientistas utilizaram uma técnica chamada microencapsulamento, um processo por meio do qual um composto químico recebe um revestimento na forma de micropartículas, permitindo que rapamicina passe pelo estômago, sendo liberada no intestino, de onde ela atinge a corrente sanguínea.

Aumento do tempo de vida

O objetivo original era começar a alimentar os camundongos com 4 meses de idade, mas por causa da demora no desenvolvimento do microencapsulamento, os camundongos só começaram a receber o composto quando tinham 20 meses de idade - o equivalente a um homem com 60 anos de idade.

"Eu acreditava que não iria funcionar porque os camundongos eram muito velhos quando o tratamento começou," diz o Dr. Richardson. "A maioria das pesquisas indica que a restrição calórica não funciona quando adotada em animais muito velhos. O fato de que a rapamicina aumentou o tempo de vida de camundongos relativamente velhos foi totalmente inesperado."

Efeitos colaterais graves

Agora começarão os estudos com vistas a testar a rapamicina em humanos visando o aumento da longevidade. Uma pílula da juventude que possa ser comprada na farmácia, contudo, não deverá estar disponível em pouco tempo. Isso porque, em seu uso médico atual, a rapamicina apresenta uma série de efeitos colaterais graves.

Contudo, a pesquisa poderá apontar novas formas de atuação sobre as rotas químicas do corpo humano que levem ao longamente sonhado objetivo de uma vida mais longa e saudável. Nesta semana, outra pesquisa revelou que os morcegos podem ter uma dica para uma vida mais longa para os humanos - Cientistas descobrem uma "fonte da juventude" em caverna de morcegos

SER FELIZ E POSITIVA FAZ BEM AO CORAÇÃO!!!


Emoções positivas para o coração...

Pesquisadores do Centro Médico da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, descobriram uma ligação direta entre as emoções e as doenças cardíacas.

O estudo, o primeiro a demonstrar uma relação direta entre as emoções positivas e as doenças coronarianas, foi publicado na revista da Sociedade Europeia de Cardiologia.

Efeito positivo

"Ser feliz faz bem para o seu coração," afirma Karina Davidson, que coordenou a pesquisa, um estudo observacional sobre uma amostra da população que passou por eventos cardíacos de diversos tipos.

O estudo sugere que pode ser possível ajudar as pessoas a evitar as doenças cardíacas melhorando suas emoções positivas.

Ao longo de um período de 10 anos, Davidson e seus colegas acompanharam 1.739 adultos saudáveis (862 homens e 877 mulheres). No início do estudo, enfermeiras treinadas avaliaram o risco de doenças cardíacas de cada um dos participantes e o grau de expressão de emoções positivas, que é conhecido como um "efeito positivo."

Emoções agradáveis

O efeito positivo foi definido como a experimentação de emoções agradáveis, como alegria, felicidade, entusiasmo e contentamento. Esses sentimentos são normalmente estáveis e característicos da personalidade, sobretudo entre os adultos.

Depois de levar em conta idade, sexo, fatores de risco cardiovasculares e emoções negativas, os pesquisadores descobriram que, ao longo do período de 10 anos, um maior efeito positivo esteve associado com um risco de doenças 22% menor por ponto - em uma escala de cinco pontos que mede os níveis de expressão do efeito positivo, variando de "nenhum" para "extremo".

"Nós também descobrimos que se alguém, que era normalmente positivo, apresentou algum sintoma depressivo no período da pesquisa, isto não afetou o menor risco em geral da doença cardíaca," diz Davidson.

Como as emoções afetam o coração

Os pesquisadores especulam sobre os possíveis mecanismos pelos quais as emoções positivas podem oferecer uma proteção de longo prazo contra as doenças do coração.

Entre as possibilidades, eles listam a influência das emoções positivas sobre a variabilidade da frequência cardíaca, sobre os padrões de sono e sobre o abandono do cigarro.

"Nós temos diversas explicações possíveis," diz a Dra. Davidson. "Primeiro, as pessoas com o efeito positivo podem ter períodos maiores de relaxamento fisiológico. Segundo, eles podem se recuperar mais rapidamente de eventos estressantes, não gastando muito tempo revivendo-os, o que pode causar danos fisiológicos."

Como o cérebro guarda as memórias...




Programa de computador "lê a mente" e adivinha pensamentos
Por meio da análise de imagens da atividade cerebral, programa desenvolvido por cientistas britânicos acerta em quais de três filmes, exibidos anteriormente, voluntários estavam pensando por meio de uma análise do hipocampo.

Armazenamento das memórias

Um grupo de pesquisadores britânicos desenvolveu um sistema informatizado que se mostrou capaz de adivinhar o que pessoas estavam pensando por meio da análise da atividade cerebral.

O estudo foi feito por cientistas do Centro de Neuroimagem Wellcome Trust da University College London, na Inglaterra, e publicado revista Current Biology.

O objetivo do trabalho foi ampliar o conhecimento de como o cérebro armazena memórias.

Memórias espaciais

O estudo, liderado pela professora Eleanor Maguire, é uma continuação de um trabalho publicado no ano passado em que o mesmo grupo mostrou como memórias espaciais são gravadas em padrões regulares de atividade no hipocampo, área no cérebro responsável pela memória e aprendizagem.

"Em nosso experimento anterior, investigamos as memórias básicas com relação à localização de uma pessoa em determinado ambiente. Mas o mais interessante é olhar para memórias episódicas, as memórias complexas, do dia a dia, que incluem informações de onde você está, o que está fazendo e como está se sentindo", disse a pesquisadora.

Memórias episódicas

Para explorar como as memórias episódicas são armazenadas, os pesquisadores exibiram a dez voluntários três filmes curtos e pediram que tentassem memorizar o que viram.

Os filmes eram bem simples e compartilhavam alguns detalhes. Todos incluíam uma mulher que fazia uma tarefa comum em um típico cenário urbano. Os filmes tinham a mesma duração: sete segundos. Um deles, por exemplo, mostrava uma mulher andando em uma rua e bebendo café de um copo de papel para, no fim, jogar o copo no lixo. Outro filme mostrava uma outra mulher colocando uma carta na caixa de correio.

Em seguida, os pesquisadores pediram aos voluntários que tentassem memorizar os três filmes, na sequência em que foram exibidos. Enquanto isso era feito, seus cérebros eram examinados por ressonância magnética, de modo a registrar a atividade cerebral por meio da medição de alterações no fluxo sanguíneo.

Computador que adivinha o pensamento

Um programa de computador desenvolvido para o estudo analisou os padrões registrados para tentar identificar qual dos filmes a pessoa estava tentando memorizar apenas pela atividade cerebral.

"O programa foi capaz de estimar corretamente em qual dos filmes o voluntário estava pensando em um número de vezes muito acima do que se pode esperar apenas pela probabilidade de tentativa e erro. Os resultados sugerem que nossas memórias são gravadas em um padrão regular", disse Martin Chadwick, autor principal do estudo.

Como o cérebro guarda as memórias

Embora uma rede que reúne diversas áreas do cérebro esteja envolvida no processo de armazenamento de memórias, os pesquisadores decidiram centralizar o estudo no lobo temporal médio, uma região que se suspeita estar envolvida principalmente na memória episódica. A região inclui o hipocampo, área que o grupo estudou extensivamente nos últimos anos.

Os cientistas observaram que as principais áreas envolvidas no armazenamento de memórias eram o hipocampo e as regiões imediatamente ao lado. Entretanto, o programa de computador teve aproveitamento melhor ao analisar a atividade apenas no hipocampo, indicando que essa é a região mais importante para o armazenamento de memórias episódicas.

"Agora que estamos conseguindo um retrato mais claro de como nossas memórias são armazenadas, esperamos examinar como elas são afetadas pelo tempo, pelo processo de envelhecimento e por danos ao cérebro", disse Maguire.

CINCO EMOÇÔES BÁSICAS QUE NÃO SABIAMOS ...


Cinco emoções que você nunca soube que tinha...
Um dos testes idealizados por Paul Ekman para reconhecimento das emoções. 1) Tristeza. 2) Nojo. 3) Alegria. 4) Raiva controlada. 5) Medo controlado. 6) Raiva controlada. 7) Medo ou surpresa. 8) Desdém ou orgulho. 9) Preocupação, apreensão ou leve medo.[Imagem: Paul Ekman

Seis emoções básicas

Alegria, tristeza, raiva, medo, surpresa e nojo. Você provavelmente não vai concordar, mas estas são, segundo os psicólogos, as seis emoções básicas do ser humano.

São as chamadas Big Six, as Seis Grandes emoções, consideradas universais no sentido de que qualquer ser humano, ao senti-las, não conseguirá evitar mostrá-las no rosto e as mostrará sempre com as mesmas expressões faciais.

E por que ficaram de fora todos aqueles sentimentos mais nobres, amizade, amor e compaixão, por exemplo, universalmente aceitos como representações da mais pura seiva do espírito humano?

Animalidade científica

Você pode diferenciar entre emoções e sentimentos, se quiser. Mas aqui a questão é metodológica. A ciência estuda o ser humano no seu aspecto biológico. A rigor, afirmam os cientistas mais puristas, só existe o biológico - a mente emana do cérebro, o espírito emana do corpo, enfim... o software emana do hardware. Ou seja, apesar de soar esdrúxula para 99% dos não-cientistas, a proposta mais científica atualmente aceita é a de que, quando se trata do ser humano, o superior deriva do inferior.

Assim, num mundo totalmente biológico, as emoções que devem ser levadas a sério, segundo os cientistas, são aquelas que existem para cumprir um papel como auxiliares na sobrevivência.

Logo, "emoções de verdade" devem motivar atividades que nos ajudem a ter algum tipo de sucesso em uma "luta pela vida", contra inimigos, contra animais ferozes, contra concorrentes na reprodução e contra as hostilidades da própria natureza - do tipo que se vê em documentários sobre o início da evolução humana, quando ainda estávamos mais próximos dos símios.

Mas os tempos, como sempre, estão mudando, ou não seriam tempos. Até mesmo a ciência vem abrindo espaço, ainda pouco espaço, é verdade, para a "humanidade do homem", tirando-o daquele paraíso perdido selvagem, idealizado pelos cientistas para exorcizar desse animal tão diferente tudo aquilo que o faz ser diferente dos outros animais. E a ciência vai, aos poucos, aderindo ao fato por ela mesma desvendado de que, afinal de contas, evoluímos.

Emoções do homem moderno

Nossos ancestrais podem ter tido a necessidade diária do medo para fugir dos predadores, da raiva para vencer os inimigos e do nojo para evitar as doenças. Mas a vida em civilização trouxe elementos mais sutis à tona, fazendo surgir um monte de novos candidatos a emoções básicas em um mundo onde a vida vai muito além da sobrevivência.

Avareza, vergonha, tédio, depressão, ciúme e amor, por exemplo, podem ser indicados como marcas registradas da idade moderna. E não apenas estas. Algumas emoções mais obscuras podem estar se tornando cada vez mais relevantes.

Jessica Griggs, escrevendo para a revista britânica New Scientist, entrevistou especialistas e compilou uma lista. A seguir, estão suas cinco preferidas, aquelas que poderiam se juntar às outras para eventualmente formar as Big Eleven. Ou talvez fosse melhor chamá-las de B11, já nos preparando para os infindáveis acréscimos que, com maior ou menor emoção, cada um tentará fazer por si próprio.


Jonathan Haidt mantém diversos sites sobre as emoções e os sentimentos, incluindo A Hipótese da Felicidade.

Elevação

Em meio à turbulência econômica do ano passado, o discurso de posse do Presidente Barack Obama foi forte e inspirador. Milhões de eleitores, absorvendo cada uma de suas palavras, tinham lágrimas nos olhos, uma sensação de formigamento na parte de trás do pescoço e uma sensação quente no peito como se ali estivesse uma abertura para permitir que o amor e a esperança jorrassem.

Este sentimento é o que Jonathan Haidt, da Universidade da Virgínia, chama de elevação. O pesquisador acredita ter encontrado os traços da elevação na liberação de oxitocina, que gera sensações de acolhimento e calma. É esse hormônio que ativa o nervo vago e estimula os músculos da garganta e do pescoço - o que explicaria as sensações dos eleitores de Obama.

A oxitocina já foi apontada em várias pesquisas como estando ligada a sentimentos nobres - veja, por exemplo, a reportagem Nascidos para o amor: teoria defende a sobrevivência do mais bondoso.

É também a oxitocina que faz as mães liberarem o leite que amamenta seus filhos. Em seus experimentos, Haidt identificou a liberação de um maior volume de oxitocina em mães que, ao amamentar, assistiam programas de TV inspiradores, e menos naquelas que assistiam programas sem sentido emocional.

Assim, a elevação tem tanto um componente fisiológico quanto um componente motivacional. No entanto, ao contrário dos Seis Grandes emoções, ela não tem uma expressão facial característica evidente, o que pode explicar por que ela saiu dos radares da pesquisa científica há muito tempo. "Se você observar o contexto, você pode ser capaz de detectar um ligeiro abrandamento das expressões," diz Haidt. "Às vezes, as sobrancelhas são levantadas como se a pessoa estivesse triste."

A elevação também é relativamente rara. Geralmente as pessoas a experimentam menos de uma vez por semana, embora existam grandes diferenças individuais. Contudo, sempre que ela surge, está envolvida com coisas altamente significativas.

"Se você pedir às pessoas que relembrem as melhores experiências de toda a sua vida, os momentos de elevação provavelmente estarão entre os cinco primeiros", diz Haidt.

Mais do que isso, se pudermos domar a elevação e aproveitá-la para construir a confiança mútua, isto poderia ter relevância especial no mundo moderno para reforçar ou reparar relações interpessoais. Haidt vislumbra um tempo, por exemplo, quando os terapeutas conjugais poderão tentar induzir a elevação a fim de aumentar a eficácia das sessões de aconselhamento de casais.


O psicólogo Paul Ekman é um dos pioneiros no estudo das emoções e de suas expressões faciais, tendo pesquisado as emoções entre várias culturas ao redor do mundo. [Imagem: Tenzin Choejor]
Interesse

Sua cabeça inclina-se levemente para um lado, sua fala se acelera e os músculos em sua testa e em torno dos seus olhos se contraem conforme você se vê absorvido em aprender uma música nova, entender a termodinâmica do Universo ou talvez simplesmente revisar sua coleção de selos.

O interesse pode ser mais difícil de detectar do que o medo ou a alegria, mas ele de fato possui uma das marcas fundamentais de uma emoção básica - a sua própria expressão facial. Desde 1960, quando Paul Ekman fez os trabalhos pioneiros neste campo, os psicólogos têm procurado por expressões faciais universais para ajudar a medir e classificar as emoções.

O interesse também parece ter um propósito. O psicólogo Paul Silvia, da Universidade de Carolina do Norte, acredita que ele motiva as pessoas a aprender - não por dinheiro, não para uma prova, mas para seu próprio bem, para aumentar os seus conhecimentos apenas porque eles desejam esse conhecimento.

Isto poderia explicar porque o interesse encontrou seu próprio espaço no mundo moderno. Ele pode ser visto como um contrapeso para o medo e a ansiedade que envolvem os eventos com os quais não estamos familiarizados. Sem o interesse poderíamos nos afastar das coisas novas ou complicadas porque elas tendem a nos deixar nervosos. "Isso faz sentido se pensarmos em termos de história evolutiva, quando as situações desconhecidas podem muitas vezes serem perigosas," diz Paul. "Mas, no mundo moderno, isto seria desastroso porque não poderíamos prosperar intelectualmente".

Outro argumento forte para elevar o status do interesse como emoção básica é que ele pode dar errado. Um critério que alguns psicólogos usam para definir uma emoção básica é que ela deve ter aberrações ou patologias associadas. O medo excessivo, por exemplo, gera o pânico ou a ansiedade crônica. Da mesma forma, interesse demais resulta em comportamentos compulsivos, repetitivos e extenuantes.

Assim, como o interesse entra na liga das emoções? Como criaturas naturalmente curiosas, nós o experimentamos diariamente e dedicamos um bocado de tempo e inteligência com as coisas que nos interessam. Apenas isso já seria suficiente para torná-lo um "Big".

Mas o poder real do interesse, de acordo com Paul, reside na sua capacidade de nos manter engajados em nossas vidas frenéticas, em vez de deixar-nos dominar pela sobrecarga de informações. Esta também é uma razão para tentar compreender o que estimula o interesse. "Temos de encontrar formas de ajudar as pessoas a aprenderem, para evitar que elas se tornem ansiosas e se deem bem frente a essa quantidade monstruosa de informação", diz ele.


Sara Algoe, da Universidade da Carolina do Norte, descobriu que a gratidão faz os casais sentirem-se mais conectados. [Imagem: Divulgação]
Gratidão

A gratidão ainda tem um longo caminho a percorrer antes que possa satisfazer os critérios mais rigorosos para se enquadrar como uma emoção básica. Sua expressão facial ainda não foi identificada, embora se possa especular com, talvez, um sorriso e uma leve inclinação frontal da cabeça.

No tocante a um propósito, contudo, a gratidão nos motiva a agir: ela nos faz querer reconhecer e retribuir uma gentileza ou um gesto de bondade. Assim, a gratidão pode simplesmente assegurar um mecanismo de compensação, mas novas pesquisas sugerem que pode haver mais do que isso.

Sara Algoe, da Universidade da Carolina do Norte, descobriu que a gratidão faz os casais sentirem-se mais conectados. Ela argumenta que os gestos verdadeiramente significativos nos ajudam a encontrar as pessoas que realmente nos cativam. O sentimento de gratidão é um sinal de que devemos conhecer melhor essas pessoas já que provavelmente poderemos contar com elas no futuro.

Assim, uma vez que você está em um relacionamento romântico, o sentimento de gratidão serve como um pequeno lembrete de quão importante e significativo é o seu parceiro. A longo prazo, diz Algoe, a gratidão está lá para ajudar a promover um ciclo positivo de dar e receber, criando uma espiral ascendente de satisfação no relacionamento.

Se Algoe estiver correta, a gratidão tem grandes benefícios potenciais no mundo moderno. Relacionamentos de alta qualidade são bons para nossa saúde, conforme destaca sua colega Barbara Fredrickson. Ela vai mais longe em seu livro Positividade, sugerindo que o cultivo da gratidão poderia aumentar a harmonia social em grupos e comunidades, promover uma menor a rotatividade entre os trabalhadores, aumentar o voluntariado nas comunidades, eventualmente diminuir a criminalidade e induzir à produção de menos lixo e menos desperdício de recursos.


Jessica Tracy, uma das poucas psicólogas no mundo que trabalham com o orgulho, faz a distinção entre o que ela chama de "orgulho arrogante" e "orgulho autêntico". [Imagem: Divulgação]
Orgulho

O vaidoso e arrogante sentimento de orgulho tem sido chamado de o mais mortífero dentre os sete pecados mortais.

No entanto, o orgulho também pode ser nobre. Todos nós conhecemos a sensação de realização e autoestima que surge quando nos saímos bem em alguma coisa, seja conseguir uma promoção, construir algo, ganhar uma corrida ou descobrir uma solução em um jogo de palavras cruzadas.

É por isso que Jessica Tracy, da Universidade da Columbia Britânica, no Canadá, uma das poucas psicólogas que trabalham com o orgulho, faz a distinção entre o que ela chama de "orgulho arrogante" e "orgulho autêntico".

O orgulho pode se manifestar de duas maneiras diferentes, mas não podemos diferenciá-las a partir da expressão facial ou corporal. Os dois tipos fazem as pessoas inclinarem a cabeça para trás, estender os braços, afastando-os do corpo e tentar olhar tão amplamente quanto possível. Como Charles Darwin destacou em seu livro A Expressão das Emoções nos Homens e nos Animais, uma pessoa orgulhosa parece "inchada". Portanto, há uma característica visual do orgulhoso. Mas, ao contrário das emoções básicas, a face desempenha um papel pequeno, com um leve sorriso.

O orgulho também difere das Seis Grandes por ser uma emoção "autoconsciente". Como a vergonha, a culpa e o embaraço, o orgulho exige um sentido de autonomia e a capacidade de se autoavaliar. "A fim de experimentar o orgulho," explica Tracy, "eu preciso pensar em quem eu sou, quem eu quero ser e como o evento que acabou de acontecer se reflete sobre mim e sobre minhas ambições."

Então, qual é o objetivo do orgulho e por que temos dois orgulhos diferentes mas que têm a mesma aparência? Em geral, quando as pessoas veem uma expressão de orgulho elas a associam com um status elevado. Assim, o orgulho nos motiva a fazer bem as coisas para para ganharmos respeito.

Há duas maneiras distintas ganhar prestígio e respeito, o que talvez explique as duas facetas do orgulho.

O status pode assumir duas formas, explica o antropólogo Joe Henrich, também da Universidade da Columbia Britânica. A primeira é baseada na dominação e é comumente vista em primatas não-humanos, onde os indivíduos maiores e mais fortes são reverenciados porque poderiam ferir ou matar os outros. Os equivalentes humanos incluem o bullying e os chefes ditadores.

O segundo tipo de status é o prestígio. Neste caso, o respeito e o poder são obtidos através do conhecimento ou da habilidade. "Isso se encaixa nos dois tipos de orgulho," diz Tracy. "Um está associado à agressividade e ao excesso de confiança, enquanto o outro motiva a realização, o trabalho duro e o comportamento altruísta."

Confusão

A confusão é difícil de descrever. É um sentimento que todos já experimentamos, seja em um teatro, numa galeria de arte ou vagando meio perdido em uma cidade desconhecida.

Dacher Keltner, da Universidade da Califórnia, sugere que confusão é a "sensação de que o ambiente está dando informações insuficientes ou contraditórias".

Mas seria a confusão realmente uma emoção?

Para alguns psicólogos, a ideia é escandalosa. No entanto, Paul Silvia acha que a confusão deve ser entendida como uma emoção básica simplesmente porque ela é tão fácil de detectar. As sobrancelhas franzem, os olhos semicerram-se, os lábios se apertam - você reconhece a confusão quando a vê. De fato, um estudo descobriu que esta é a segunda expressão mais reconhecível no dia a dia, sendo superada apenas pela alegria.

Mas para o que serve a confusão? É uma emoção baseada no conhecimento, na mesma "família" do interesse e da surpresa, diz Paul. Ele acredita que a confusão é a maneira do nosso cérebro nos dizer que a forma como estamos encarando as coisas não está funcionando, que o nosso modelo mental do mundo é falho ou inadequado. Algumas vezes isso nos fará bater em retirada, mas também pode nos motivar a mudar a nossa atenção ou mudar a nossa estratégia de aprendizagem, diz ele.

Uma ideia relacionada é que uma expressão facial de confusão emite um alerta para que outras pessoas possam ajudar a pessoa confusa. Se for assim, a confusão serve para trazer novos conhecimentos e incentivar as relações sociais, tornando-a, talvez, a emoção perfeita para o século.CINCO EMOÇ~OES BÁSICAS

HINO AO AMOR!!!!

Hino ao amor


Ainda que eu fale línguas,
as dos homenes ou as dos anjos,
se não tiver amor,
serei como o bronze que soa,
ou como o címbalo que retine.

Ainda que eu tenha o dom da profecia,
o conhecimento de todos os mistérios
e de toda a ciência,
ainda que tenha toda a fé,
a ponto de transportar montanhas,
se não tiver amor, nada serei.

Ainda que eu distribua
todos os meus bens ao famintos
ainda que entregue
meu corpo para ser queimado,
se não tiver amor,
nada disso me aproveitará.

O amor é paciente,
o amor é prestativo,
não é invejoso, não se ostenta,
não se incha de orgulho.
Não se faz de inconveniente,
não procura o seu próprio interesse,
não se irrita, não guarda rancor.
Não se alegra com a injustiça,
mas se recozija com a verdade.
Tudo desculpa, tudo crê,
tudo espera, tudo suporta.

O amor jamais passará.
Mas, havendo professias, desaparecerão;
havendo linguas, cessarão;
havendo ciência, passará.
Porque o nosso conhecimento é limitado,
e limitada é a nossa profecia.
Quando porém vier o que é perfeito,
o que é limitado desaparecerá.

Quando eu era menino,
falava como um menino,
pensava como um menino,
raciocinava como um menino.
Depois que me tornei homem
desisti das coisas de menino.

Agora vemos em espelho.
e de maneira confusa,
mas, depois, veremos face a face.
Agora meu conhecimento é limitado,
mas, depois, conhecerei como sou conhecido.

Agora, portanto, permanecem a Fé,
a Esperança, e o Amor.
Estes três.
Porém, o maior deles é o Amor.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Decifra-me...


Decifra-me...

Não venha me falar de razão,
Não me cobre lógica,
Não me peça coerência,
Eu sou pura emoção.
Tenho razões e motivações próprias,
Sou movido por paixão,
Essa é minha religião e minha ciência.
Não meça meus sentimentos,
Nem tente compará-los a nada,
Deles sei eu,
Eu e meus fantasmas,
Eu e meus medos,
Eu e minha alma.
Sua incerteza me fere,
Mas não me mata.
Suas dúvidas me açoitam,
Mas não deixam cicatrizes.
Não me fale de nuvens,
Eu sou Sol e Lua,
Não conte as poças,
Eu sou mar,
Profundo, intenso, passional.
Não exija prazos e datas,
Eu sou eterno e atemporal.
Não imponha condições,
Eu sou absolutamente incondicional.
Não espere explicações,
Não as tenho, apenas aconteço,
Sem hora, local ou ordem.
Vivo em cada molécula,
Sou o todo e sou uno,
Você não me vê,
Mas me sente.
Estou tanto na sua solidão,
Quanto no meu sorriso.
Vive-se por mim,
Morre-se por mim,
Sobrevive-se sem mim.
Eu sou começo e fim,
E todo o meio.
Sou seu objetivo,
Sua razão que a razão
Ignora e desconhece.
Tenho milhões de definições,
Todas certas,
Todas imperfeitas,
Todas lógicas apenas
Em motivações pessoais,
Todas corretas,
Todas erradas.
Sou tudo,
Sem mim, tudo é nada.
Sou amanhecer,
Sou Fênix,
Renasço das cinzas,
Sei quando tenho que morrer,
Sei que sempre irei renascer.
Mudo protagonista,
Nunca a história.
Mudo de cenário,
Mas não de roteiro.
Sou música,
Ecôo, reverbero, sacudo.
Sou fogo,
Queimo, destruo, incinero.
Sou água,
Afogo, inundo, invado.
Sou tempo,
Sem medidas, sem marcações.
Sou clima,
Proporcional a minha fase.
Sou vento,
Arrasto, balanço, carrego.
Sou furacão,
Destruo, devasto, arraso.
Mas sou tijolo,
Construo, recomeço...
Sou cada estação,
No seu apogeu e glória.
Sou seu problema
E sua solução.
Sou seu veneno
E seu antídoto
Sou sua memória
E seu esquecimento.
Eu sou seu reino, seu altar
E seu trono.
Sou sua prisão,
Sou seu abandono e
Sou sua liberdade.
Sua luz,
Sua escuridão
E seu desejo de ambas,
Velo seu sono...
Poderia continuar me descrevendo
Mas já te dei uma idéia do que sou.
Muito prazer, tenho vários nomes,
Mas aqui, na sua terra,
Chamam-me de AMOR.

APRENDI....



Aprendi que se aprende errando

Que crescer não significa fazer aniversário
Que o silêncio é a melhor resposta, quando se ouve uma bobagem
Que trabalhar significa não só ganhar dinheiro
Que amigos a gente conquista mostrando o que somos
Que os verdadeiros amigos sempre ficam com você até o fim
Que a maldade se esconde atrás de uma bela face
Que não se espera a felicidade chegar, mas se procura por ela
Que quando penso saber de tudo ainda não aprendi nada
Que a Natureza é a coisa mais bela na Vida
Que amar significa se dar por inteiro
Que um só dia pode ser mais importante que muitos anos
Que se pode conversar com estrelas
Que se pode confessar com a Lua
Que se pode viajar além do infinito
Que ouvir uma palavra de carinho faz bem à saúde
Que dar um carinho também faz...
Que sonhar é preciso
Que se deve ser criança a vida toda
Que nosso ser é livre
Que Deus não proíbe nada em nome do amor
Que o julgamento alheio não é importante
Que o que realmente importa é a Paz interior
E finalmente, aprendi que não se pode morrer...

SEM APRENDER A VIVER...

SER LOUCO??




Há horas na vida,
Em que é inevitável
Parar e analisar o mundo,
As pessoas que nos cercam

E de repente vem a sensação
De estar um pouco só,
De se sentir um louco
Em meio a uma multidão.

Mas sabe,

O que é ser louco
Num mundo dito tão normal,
Mas tão cheio de conflitos,
De tristezas e egoísmo?

Um mundo que ainda valoriza
tanto o ter,
E tão pouco o ser,

Um mundo que planeja
e projeta tanto o amanhã
Que acaba esquecendo do agora,

Um mundo que mata
e que não é feliz,
Que não sorri,
que tem pressa de crescer,
Que se esqueceu
De apreciar estrelas
E de celebrar um novo dia.

De repente,

Ser louco parece fascinante,
Nos permite ousar sermos livres
E pensar com mais pureza,
Acreditar no impossível
E fazer real aquilo
Em que ninguém acredita.

Ser louco nos alforria
da sensatez total,
Da vida de escritório,
Das algemas da mentira,
Da prisão da inveja.

Ser louco nos permite ser criança
Até quando quisermos,
Distribuir sorrisos num dia de chuva
E se lambuzar com chocolate,

Afinal aos loucos tudo é permitido.

Enquanto os sãos morrem de amor,
Os loucos vão vivendo dele,

Enquanto o mundo normal
Corre atrás do dinheiro,
Nós loucos perseguimos a felicidade,

Enquanto os sãos fazem guerra,
Nós lutamos alucinadamente
Pela paz,

Onde os sãos se desesperam,
Nós loucos sabemos esperar,

Quando o mundo desiste,
Nós permanecemos loucos de amor.

Ser normal pode ser conveniente,
Mas ser louco é ser muito mais feliz.

UM ABRAÇO AJUDA CURAR NOSSAS FERIDAS....


Tem abraços de todo jeito, todo tamanho, e que significam tantas coisas...

Tem o abraço de diz :
"Sou muito feliz porque tenho a sua amizade"

E tem abraços que querem dizer :
"Eu tenho muito orgulho de você".

Tem abraços especiais para dizer:
"Não existe no mundo ninguém como você".

Tem abraços ternos, abraços com carinho,
Para expressar os sentimentos tristes.
Abraços que murmuram "Sinto muito", quando alguém precisa de um amigo.

Tem abraços para todas as ocasiões,
Todos com as suas razões.

Tem abraço manso, abraço de urso, abraço grande e aquele abração.
Mas o melhor abraço é um que diz "Eu estou sempre pensando em você."

E tem o tipo especial que você vai receber
Este abraço que diz "EU AMO VOCÊ !"



A maior de todas as volúpias

É o abraço

Abraço de braços

De pernas

De mãos

De olhos

De lábios

De beijos

De desejos

De peitos

De corações

De ilusões

De prazer e de dor

Abraço de amor

Abraços

Laços que ato

E não desato...

quinta-feira, 18 de março de 2010

QUEM NÃO RECEBER O REINO DE DEUS COMO UMA CRIANÇA,NÃO ENTRARÀ NELE...


Somos ainda seres em evolução, nascidos em um planeta de transformação, e as experiências do nascimento e da infância poderão deixar marcas dolorosas. A criança muitas vezes poderá ter sido rejeitada e magoada. Outras vezes as experiências físicas ou psicológicas não foram tão negativas, mas foram percebidas como tais pela criança, seja pelo ciúmes, egoísmo, ou condicionamentos anteriores, deixando na psique o registro de uma criança ferida.

O tema da “criança” foi abordado no Evangelho de diferentes maneiras. Uma delas é a que nos recorda de que somos crianças no espírito, na evolução, mas que nessa pequena dimensão criança repousa a centelha do espírito divino em sua pureza original, que confia, busca e se entrega.

Em Marcos capitulo 10, versículo 13-16 conta-se que algumas pessoas traziam crianças para que Jesus as tocasse. Os discípulos, porém as repreendiam.Vendo isso Jesus se aborreceu e disse: - “Deixai as crianças virem a mim. Não as impeçais, porque a elas é que pertence o reino de Deus. Em verdade vos digo: quem não receber o reino de Deus como uma criança, não entrará nele”. E abraçava as crianças impondo as mãos sobre elas, as abençoava.

Este versículo indica que se não resgatarmos aquela essência numinosa da criança concebida, não despertaremos o Reino de Deus que nos habita. Este Reino não é uma realização material, mas sim espiritual, é um estado de consciência mais amplo. Um estado da plenitude, paz, equilíbrio e harmonia. Um Reino de bondade e felicidade. A criança divina é que nos traz o amor incondicional, a confiança original, a leveza para “entrarmos” nesse Reino. A criança divina tem asas, voa acima das limitações humanas, pois se agarra aos “pais” divinos. Esta dimensão psíquica se permite ser protegida, esclarecida e amparada.

A criança divina em suas asas, poderá levá-lo as mais lindas paisagens, levá-lo ao bom, verdadeiro e belo. Ela brinca, tem alegria e espontaneidade. É a manifestação do eu superior, a essência maior que faz a travessia do espiritual sutil ao espiritual manifesto.
Jean-Yves Leloup, no romance de Maria Madalena, descreve a cerimônia do lava pés, que Cristo realizou com os apóstolos, como sendo uma experiência de lavar e curar todos os males da criança ferida, para que então eles pudessem se libertar dos bloqueios, caminharem levando a Boa Nova que era a mensagem do Cristo Vivo, aquele que não morre jamais.

Assim nós precisamos também cuidar de nossa criança ferida, acolhê-la, legitimar suas dores, mas ir além; não alimentar suas ressentimentos e experiências de injustiças, que só iriam, impedir nossa evolução, não nos deixando enxergar o sentido maior e aprendizagem desta existência.

É necessário ajudar a criança interior, sentida, magoada que às vezes insiste em nutrir e alimentar seu papel de vítima para ter migalhas de atenção humana, perdendo o grande banquete que Deus lhe oferece de uma vida mais plena para aqueles que ousam caminhar, confiar.

Podemos curar as feridas desta criança, ajudá-la a caminhar, mas, sobretudo recordá-la de que em essência ela é divina. Lembrá-la que uma força maior a fez sobreviver e chegar até os dias atuais, apesar de todas as dificuldades encontradas. Novas oportunidades surgirão e novos passos poderão ser dados. A vida venceu mesmo quando o olhar limitado não conseguia alcançar a amplitude e significado de todo sofrimento.

Esse é o convite: - Despertar a criança divina para receber o Reino de Deus.

Essa é a mensagem: - Seguir em frente, porque dela é o Reino dos céus, da transparência e do amor incondicional.

Por traz de toda criança ferida, há uma criança divina pedindo passagem. Ela nos agradece e nos recompensa, quando permitimos que ela ocupe o seu lugar. Manifesta em nossa vida a simplicidade, a expressão mais pura do amor.

Nela é que reside preciosos tesouros de nossa espiritualidade, tais como a alegria, a entrega, a bondade, espontaneidade e confiança incondicional ao Pai, a grande forma de Amor que a tudo criou. Que nos deu olhos para ver, mas que tudo fará para que verdadeiramente possamos enxergar com o nosso coração. Tal como afirmava o pequeno Príncipe de Saint Exupéry: - “Só se vê bem com o coração o essencial é invisível aos olhos.” Nossa criança divina, enxerga com coração... , nos desperta para a Vida.
extraido do livro
"maria madalena
autor jean yves leloup

À PSICOLOGIA É UMA CIÊNCIA PRÀTICA.....


A psicologia é uma ciência prática que deve servir para ajudar as pessoas a melhorar a sua qualidade de vida, o seu relacionamento consigo mesmo e com os demais. Idéias devem ser postas em prática; mas se elas forem falhas - -, devem ser substituídas por novas. Temos de retomar a noção de uma ciência em atividade, como aconteceu nos primeiros anos da psicanálise, e a idéia de uma ciência em processo de desenvolvimento e mudança.

Não estou defendendo aqui dramática e fanaticamente as minhas idéias. Apenas abordei algumas delas e as exponho a julgamento.São observaçôes de mais de 30 anos de consultório. Se aparecerem opiniões mais consistentes e que contradigam as que aqui foram colocadas, abandonarei imediatamente as minhas idéias e procurarei me adequar às novas, que expliquem e justifiquem melhor os novos fatos.
Para mim, esta é a essência de um modo aberto de pensar que poderá levar a bons resultados. E estamos aqui para colecionar novos dados - trabalhando, todos, em assuntos de psicologia, para que um dia ela se transforme em uma ciência a mais objetiva e útil possível.
Flàvio gikovate
psicanalista e escritor.

CRIAR E VIVER SE INTERLIGAM....


Tenho certeza que muitos de nós já pensamos que criatividade é um dom de grandes artistas, que criar algo novo está nas mãos de poucos felizardos, de pessoas especiais diferentes do ser humano comum. Porém, para minha surpresa descobri um livro, chamado Criatividade e Processos de Criação de Fayga Ostrower, nele a autora diz que criar e viver se interligam, que criatividade é um potencial inerente ao ser humano.

Que ótimo! Então, somos todos criativos por natureza?!
O segredo, na minha interpretação das palavras de Fayga, está em estarmos atentos ao que acontece ao nosso redor e ao mesmo tempo nos conhecermos internamente. Segundo Fayga, os processos criativos são uma interligação dos dois níveis da existência humana: o nível individual e o nível cultural. É realmente muito interessante pararmos para pensar que a inspiração para a criação de algo novo está ao nosso redor, todos os dias em qualquer lugar e também dentro de nossos pensamentos e associações naturais de nossa mente.
Outro ponto importante que o livro descreve é sobre a forma, criar é basicamente formar e nós seres humanos formamos idéias o tempo todo, nós observamos as situações ao nosso redor, interiorizamos e damos significados a elas de acordo com nossas experiências.

“ O homem cria não apenas porque quer ou porque gosta, e sim porque precisa; ele só pode crescer, enquanto ser humano, coerentemente, ordenado, dando forma, criando”. Fayga Ostrower

Vamos buscar nosso “flâneur” do séc XXI, aquela figura que vagava nas ruas de Paris observando cada detalhe, despretensioso, com muita liberdade, assimilando, identificando-se, prezando pela tranquilidade e pela oportunidade de observar cada detalhe nas ruas. O “flâneur” do século XIX representou a angústia da Revolução Industrial ficou famoso nos poemas de Charles-Pierre Baudelaire, que o retratava como uma figura angustiada pela Revolução Industrial, pela rapidez dos trens, dos bondes, das construções. O “flâneur” eternizado por Baudelaire, foi também assunto na obra de Walter Benjamin em Charles Baudelaire Um Lírico no Auge do Capitalismo.

Quem seriam os “flâneurs” do séc XXI, os ávidos intenautas, acompanhando as mudanças na sociedade através da tela do computador? Aqueles que optaram por uma vida mais tranquila com a oportunidade de ir ao trabalho a pé ou de bicicleta, observando atentamente os pequenos detalhes da cidade, imperceptíveis aos motoristas? Como as folhas que caíram no outono, a terra mais brilhante após a chuva, o beijinho carinhoso da mãe que deixa o filho na escola? De uma forma ou de outra, as sensações estão diante de nós, nossa mente pronta para codificar, nossa criatividade pronta para aflorar.

Fonte:
OSTROWER, Fayga. Criatividade e Processos de Criação. 22. ed. Petrópolis:
Vozes, 2008.
BENJAMIN, Walter. Charles Baudelaire, um lírico no auge do capitalismo. Obras escolhidas III. Trad. José Carlos Martins Barbosa e Hemerson Alves Baptista. 2ª. ed. São Paulo: