segunda-feira, 19 de abril de 2010

APOSTAR NA FORÇA DE CRESCER JUNTOS...SÓ ASSIM É POSSIVEL SER FELIZ....

Relação plena é possível, mas só para quem admite correr riscos...
Muitas das pessoas que desistiram de acreditar na vida a dois, pelo fato de considerarem que ela não tem mesmo como dar certo, na verdade não tentaram ou nem estão dispostas a tentar se entregar de verdade a alguém.
Para isso, precisariam se arriscar um pouco, sair da zona de conforto, apostar na força de crescer junto com o outro, modificando-se e modificando-o. 

Eu já perdi a conta das vezes em que ouvi frases como: "Relacionamentos não dão mesmo certo, é melhor viver sozinho" ou "Só é feliz quem tem alguém para amar e ser amado". São generalizações, escapatórias fáceis para quem não quer pensar de verdade em um assunto, prefere desistir dele.

Ora, uma pessoa que gosta de viajar não deixa de fazê-lo só porque a última experiência foi ruim. Viaja, de um modo ou de outro, pois aprende com os erros, supera seus limites, se aperfeiçoa. Pois as relações afetivas são como as viagens.
Se a pessoa começa uma pensando que vai ser bárbara e não se prepara para o que pode dar errado, tem grande chance de se arrepender.
Já quem não gosta de viajar, por mais planejada que tenha sido a jornada, sempre encontrará motivos para lamentar-se, dizer que está com saudade de casa, de sua cama, de seu chuveiro.

Muitos me perguntam:

Você conhece algum casal que "deu certo"? Alguns esperam minha resposta para acreditar que é possível ser feliz no amor. Outros querem ouvir algo que justifique seus fracassos de relacionamento. Todos buscam certezas.
Querem alguém que diga: "Vai firme, que é sucesso garantido" ou "Não entra nessa, que é fria". Eu costumo frustrar os dois lados.

Não há casais que "dão certo". Há casais que se apoiam no sentimento que nutrem um pelo outro para criar saídas para os problemas de cada um e dos dois;
 que apostam na força de crescer junto com as possibilidades  que um oferece ao outro                                                                                                                                                                           

 porque acreditam que a individualidade temperada com companheirismo cria surpresas e afasta o tédio.
Eu não diria que "dão certo".
Diria que, enquanto há entrega e ambos se permitem ser transformados um pelo outro, eles "estão dando certo e tendo momentos felizes juntos".

E se agem de modo a criar soluções próprias, construídas a partir do que têm de melhor, e evitam fazer o que todo mundo faz só porque "é assim que se faz", é grande a probabilidade de continuarem "dando certo" pela vida afora.

Mas adotar tal postura dá um trabalhão! É mais fácil rotular as relações, dizendo que são "difíceis" ou "deliciosas", para não ter de refletir sobre expectativas e frustrações.
Por esse caminho chega-se onde está a maioria: a idealização das relações, acreditando que "o amor é lindo" ou "uma grande roubada" e negando-se a descobrir o que é a entrega afetiva. Na verdade, é comum que idealizemos tudo que estamos prestes a experimentar. Fantasiamos que será maravilhoso ou vislumbramos negras possibilidades
 Idealizar é a estratégia que a natureza nos deu para que nos preparemos e não nos acovardemos diante do desconhecido. Portanto, idealizar é bom. Mas até certo ponto.

Idealizando ou não, sempre haverá momentos maravilhosos e obstáculos na conquista do que nos é caro. Viagens, assim como relações, são trabalhosas, mas podem trazer prazer.

Capacitam-nos a enfrentar dificuldades com coragem, nos ensinam a ser pacientes e bem-humorados diante das diferenças e nos fazem evoluir ao refinar o caráter.
É claro, sempre vai ter quem não esteja disposto enfrentar os desafios, que ache que nasceu sabendo tudo. Para estes, o melhor é ficar em casa, evitando riscos e, muitas vezes, mantendo-se na mediocridade.

ELOGIE SEU MARIDO...





Uma terapeuta norte-americana chamada Susan assistiu a um seminário sobre casamentos e ouviu do palestrante a frase: "Seu marido se tornará aquilo do que for chamado". Na saída do evento, ela e o marido fizeram piada com a informação e Susan o chamou de "magro" e ele disse que era sexy..





Mas a terapeuta levou a coisa a sério e passou a chamá-lo de "magro" e "fino" sempre que encontrava oportunidade. Durante mais de uma década, seu marido beirou os 100 kg e não conseguia emagrecer, até que desistiu de vez de tentar perder peso. Pois apenas dois meses após os novos adjetivos aplicados pela mulher, ele havia eliminado 8 dos seus 97 kg.




A experiência real de Susan faz parte do livro The Woman Men Adore...and Never Want to Leave (As mulheres que os homens adoram e nunca querem deixar), do terapeuta americano Bob Grant, também conhecido como Dr. Relacionamento.




A mensagem é clara: os homens devem ser treinados. Segundo ele, o que fez a terapeuta foi aproveitar uma oportunidade para influenciar o parceiro a se tornar aquilo que ele gostaria, aumentando sua autoconfiança. "Ela tomou uma decisão e a manteve de maneira proativa e consistente até que enxergasse os resultados que queria - no caso, deixar o marido mais magro", disse em seu blog.




O que aconteceu com Susan e o marido encontra explicação numa teoria conhecida como profecia autorrealizadora. "Aquela história de falar que uma criança não vai dar certo pode acabar não dando mesmo, pois se adapta às expectativas", disse a psicóloga e professora da FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas), Claudia Sodré.




Ela usa esse exemplo para afirmar que é mais comum em crianças e mais raro em adultos. "Não é possível prever um comportamento por apenas um estímulo, mas é verdade que as pessoas se acostumam a funcionar de um determinado jeito", afirmou.




A mulher que fala que o marido é desatento pode se antecipar e sair fazendo as coisas prejulgando que ele não irá cumpri-las e criar assim uma condição, reforçando o comportamento que critica no outro. "Então fala que ele é desatento, mas nem deu chance para que tentasse mudar", afirmou Claudia.




"Em alguns casos, o homem gostaria de fazer algo diferente, mas não consegue, pois não existe tempo. A mulher está sempre à frente dele", disse a terapeuta paulistana Eliana Alcauza. "Homem não tem bola de cristal. Mulher está sempre se antecipando; homem atua dentro da realidade. Uma das principais reclamações é que ele não faz surpresas. Mas isso acontece porque não encontra espaço." Eliana usa a teoria para resolver outra questão que muito incomoda o sexo feminino. "É mais fácil falar para ele o que quer ganhar de presente e pronto."




Segundo Claudia Sodré, a experiência também se repete quando uma característica ficou marcada em determinada época do relacionamento, como ser ciumento. "A pessoa não é mais assim. Às vezes mudou, amadureceu, mas continua sendo julgada dessa maneira pelo parceiro. Acontece também em relação aos pais, que nos vêem como éramos quando solteiros, mesmo depois de casados."




Mulher maravilha

"Não se pode ser mulher maravilha para dar espaço ao homem", disse Eliana. "A figura do masculino é idealizada e, quando ela não é apropriada, começamos a ver defeitos. Faz parte da exigência do feminino que trabalha, cuida dos filhos, casa, marido e não encontra um ideal fora delas mesmas." A terapeuta condena esse comportamento. "Assim a mulher se torna mãe. E homem precisa de mulher, não de mãe."




"O aprendizado é perceber que as pessoas reagem àquilo que fazemos", afirmou Claudia. Para o terapeuta Bob Grant, melhor do que reclamar é usar o poder presente nos sentimentos. Ele ressalta que não se trata de mágica, mas de uma característica masculina: querer ser influenciado por uma mulher.




"Alguns homens não são bons em receber ou ceder poder, mas quanto mais longo o casamento, mais a mulher molda e modela o homem", disse. A diferença entre um bom e mau resultado está na maneira como isso é feito. "Homens não se importam em ser influenciados por suas mulheres, mas odeiam as cobranças. Esperam que elas saibam como fazer isso, mas não de maneira ameaçadora."




E ele alerta: a resposta será favorável, mas em alguns momentos negativa. "Porém, se a mulher persistir, será vencedora, pois nenhum homem pode competir com os sentimentos de uma mulher."




Mito

Antes de lançar mão da sugestão, as terapeutas afirmam que é necessário lidar com conceitos errados. "Algumas mulheres demonstram conformismo, acham que os maridos sempre foram assim e que não vão mudar, alimentando o mito de que são obrigadas a viver solitárias", diz Eliana Alcauza.




"Percebo muitos casais que trazem problemas cristalizados. Tentaram tudo o que podiam, mas não conseguiram mudar e as coisas ficam se repetindo", afirmou Claudia Sodré.




As reclamações, segundo ela, no começo do relacionamento, estão mais ligadas a questões práticas. Briga por diferentes expectativas, não saber o que esperar do relacionamento e divisão de tarefas, principalmente depois da chegada do primeiro filho. Com o aumento do tempo de convivência, as queixam são mais frequentes sobre falta de compreensão, solidão e falta de respeito

O SEGREDO É AMAR...AMAR...E AMAR...




O segredo é amar. Amar a Vida

com tudo o que há de bom e mau em nós.

Amar a hora breve e apetecida,

ouvir todos os sons em cada voz

e ver todos os céus em cada olhar.




Amar por mil razões e sem razão.

Amar, só por amar ,

com os nervos, o sangue, o coração.

Viver em cada instante a eternidade

e ver, na própria sombra, claridade.




O segredo é amar, mas amar com prazer,

sem limites, fronteiras, horizonte.

Beber em cada fonte,

florir em cada flor ,

nascer em cada ninho,

sorver a terra inteira como um vinho.




Amar o ramo em flor que há-de nascer

de cada obscura, tímida raiz.

Amar em cada pedra, em cada ser,

Amar e ser o amor,Amar o amor




Amar o tronco, a folha verde,

amar cada alegria, cada mágoa,

pois um beijo de amor jamais se perde

e cedo refloresce em pão; em água!


Amar...Amar ...ser o A mor

Amar sem medo de amar...

Fernanda de Castro

. .

domingo, 18 de abril de 2010

A PERFEIÇÃO EXISTE...E È EMOCIONANTE...

O GOZO DO AMOR...

.............................................................................................O Psicólogo e psicanalista norte-americano, ROLLO MAY ...... comenta num de seus livros que muitos homens que apresentam queixa de impotência sexual têm, na verdade, não um problema físico ou glandular (hormonal), mas sim querem que seu corpo "ame", quando eles não amam. Querem o prazer corporal sem possuir o emocional equilibrado.


Muitos casais funcionam assim, infelizmente, perdem o afeto, o carinho, a ternura entre eles, e querem ter bom funcionamento sexual.
Para o homem talvez seja mais fácil conseguir ter ereção, desejo sexual, orgasmo, independentemente se durante o dia brigou com a esposa ou se é ou não uma pessoa afetiva.
É mais fácil o homem separar na sua mente o desejo sexual da necessidade afetiva e querer sexo mesmo sem experimentar grandes afetos pela mulher.

Para a maioria das mulheres isso é difícil. Geralmente para elas o prazer sexual precisa primeiro do prazer emocional, do carinho não sexual
. Elas podem perder o desejo sexual com alguma facilidade, se não forem nutridas afetivamente pelo companheiro. É verdade tem havido uma desvalorização da mulher feita por elas mesmas já que hoje muitas querem sexo pelo sexo em si, independente se obtêm ou não amor. Que pena.

O gozo do amor é diferente do gozo apenas do corpo
. O prazer que o amor produz não substitui o que o sexo puro faz.
Sexo é apenas sexo. Mas amor é tudo, e se há amor com o sexo, então é tudo mesmo de prazer que você pode obter numa relação humana.

A juventude (adultos também) "ficam". "Ficar" é experimentar o prazer do corpo e no corpo sem compromisso e sem amor.
Uma forma também de lidar com o sentimento de perda.

Há prazer nisso, é claro.

Mas é fugaz. Deixa um vazio, que empurra para "ficar" com outra pessoa, no mesmo dia, na mesma noite.

Numa reportagem na TV um rapaz disse com orgulho: "Hoje fiquei com 8 garotas!" Seu coração devia estar com um baita vazio, e talvez esse vazio é que o tenha levado a buscar outra e mais outra garota.

 É como uma droga.
 Promete a paz, mas não tem poder de dá-la.

"Dom Juan", o que tem várias mulheres, é o que não tem nenhuma, porque as que tem, as tem superficialmente.
Num relacionamento que vale a pena tem que existir um aprofundar de sentimentos, de vulnerabilidade, de conhecimento mútuo.

 "Ficar" nunca promove isto, por isso fica o vazio, a superficialidade e a solidão.

 E também o cinismo.

O gozo do amor é que permite o aprofundamento da afetividade entre duas pessoas.
É este aprofundamento que pode favorecer o bem estar, o prazer duradouro, a completude.
Mesmo assim permanece um vazio em cada um de nós .

Se você tem o gozo sem amor, não se contente com isso.

Não pense que pílulas como o Viagra irão solucionar.

Ereção peniana e ejaculação é apenas uma parte do prazer que também satisfaz o coração. 
Aliás, muita gente encontra este prazer do coração sem nenhuma sexualidade genital! 
A maioria das pessoas que se queixa de sexualidade e afetividade nos consultórios médicos e psicológicos são justamente as que têm tido muito sexo há anos.
Se praticar sexo ajustasse as pessoas do ponto de vista emocional ou psicológico, nossa sociedade hoje seria a mais equilibrada de todas as eras!

Você quer amor ou sexo?
O amor vem pela afetividade, pela ternura, pela doação de si, pela amabilidade, pelo perdão, pela fidelidade, pela confiabilidade, e isto pode conduzir à sexualidade com o prazer geral do amor, e não só do corpo.

Cesar Vasconcellos de Souza.
http://www.portalnatural.com.br/

A CONQUISTA E UMA DEFESA CONTRA A FRUSTRANTE SENSACAO DE FALTA DE INTIMIDADE... ... ...I

Por que algumas pessoas, depois da conquista, desistem do conquistado

Esse fenômeno ocorre com parte das pessoas;-


. Suas raízes se estendem aos primórdios da vida do bebê e tem a ver com o balanceamento entre afeto e cuidados corporais fornecidos pela mãe
.
.Uma das conseqüências de um mau balanceamento pode ser o desenvolvimento, na vida adulta,do medo de intimidade, tendo como conseqüência o comportamento de conquista e abandono.

Há um elemento nas relações amorosas que merece análise, pois pode interferir no estabelecimento de uma parceria.
Refiro-me à idéia de "conquista".
Nesse caso, a aproximação amorosa teria seu desfecho quando uma das partes se revelasse tão apaixonada que nada mais poderia negar ao amado. Estaria então realizada a conquista e o desvalorizado objeto de amor, agora à mercê do vitorioso, já pode ser abandonado.

É a isso que dou o nome de "conquista".

Tem mais a ver com potência, autoafirmação e vingança do que com ternura e afeto. Mas a conquista é impossível na ausência absoluta de afeto. Então, o que em geral mais encontramos é a mistura de desejo pelo outro com o prazer do triunfo. Como ocorre bastante, um olhar penetrante na infância nos guiará no nó labiríntico de sentimentos que constituem o amor.

Destaco dois aspectos polares - a conquista e a aproximação mútua - de uma mistura complexa que é a atração erótica.

Na primeira etapa de vida, o amor erótico vai surgindo e se consolidando no recebimento de ternura, leite, cuidados físicos e carinho.

Mais adiante, tendo já a criança adquirido uma inicial capacidade de discernimento, sente a mãe como conquistada; é uma mãe que pode ser manipulada para fornecer bens que, apesar da resistência materna, a criança deseja.

. Refirome a objetos aos quais a criança só tem acesso pela mãe, como roupas e guloseimas.

Ela experimenta um poder sobre a mãe ao vencer sua relutância em fornecer tais objetos. Esse é o componente de conquista do amor infantil.

A mãe que sabe exercer uma intimidade carinhosa, sabe trocar afetos e atender com critério a parte das demandas materiais do filho, estará preparando um ser capaz de lidar com os contraditórios sentimentos da relação amorosa

. Mães insensíveis, que não percebem as demandas de afeto do filho, mas atendem aos seus pedidos materiais, poderão criar uma conjuntura na qual a rejeição de intimidade com a conseqüente incompreensão afetiva convive com o sentimento de capacidade da criança de provocar comportamentos objetivos e obter artefatos.

Para não se sentir rejeitada, a criança evita pedir afeto, concentrando-se naquilo que obtém pelo controle e manipulação da mãe: comportamentos objetivos e objetos materiais.

A criança desiste da mãe afetiva.
Isso, transportado para a idade adulta, resulta em conquistar e repudiar, usufruindo o parceiro por um tempo e abandonandoo antes que se concretizem os temores de se sentir incompreendido.

A relação de afeto fica ofuscada pelas demandas objetivas e materiais.

. É próprio das demandas materiais exigir a toda hora novos objetos.

E o parceiro, transformado em objeto, é trocado por outro antes que manifeste o seu presumido comportamento de insensibilidade.

A relação se alicerça então na dominação, e não na compreensão.

As dosagens de mutualidade e conquista erótica em uma relação dependem de como experiências passadas foram elaboradas e transformadas em modos de vinculação.
O aspecto conquista poderá ter menos força que o aspecto compreensão.
A relação poderá então se manter por tempo suficiente para que a experiência presente corrija as distorções do passado.
O reconhecimento do uso da conquista como defesa contra a frustrante sensação de falta de intimidade facilitará a preservação e o desenvolvimento da relação.

sábado, 17 de abril de 2010

SEXO - VÍCIO OU COMPULSAO????

.                                                                    .
A ideia de que alguém pode ter uma dependência de sexo não é totalmente aceita, mesmo entre os profissionais de saúde, alguns dos quais dizem que é mais uma questão de comportamento compulsivo do que um verdadeiro vício.



O que é?
Estima-se que cerca de 6% das pessoas, em algum momento da sua vida, sejam dependentes do sexo - 1 mulher em cada 5 casos.


Se compararmos com os danos físicos causados por outras dependências, tais como a heroína ou a cocaína, o vício no sexo pode parecer, à partida, um problema diferente. No entanto, existem alguns critérios presentes para que o possamos considerar como uma dependência. Tal como noutros vícios, a pessoa é movida por uma compulsão para procurar e iniciar um determinado comportamento mesmo que este lhe possa causar uma perturbação enorme e até danos à sua vida.


Um viciado em sexo considera que precisa de uma quantidade significativamente maior de sexo para se sentir satisfeito. Este sentimento de necessidade de sexo leva a um dispêndio de tempo anormal em actividades necessárias para satisfazer os desejos, ou para se recuperar dos seus efeitos. Como resultado, este vício pode interferir no trabalho, hobbies e nos relacionamentos com familiares e amigos. Em muitos casos, existe um esforço efémero na tentativa de redução ou controlo deste comportamento.

Quais são os sintomas?

Quando podemos dizer que o sexo se tornou num vício, já que a maioria das pessoas gosta dele?


Um indício vem da definição usada frequentemente por especialistas que sugerem que a dependência sexual é qualquer comportamento sexual que se sente fora de controle. Outra característica importante é que, tal como noutros vícios, os afectados encontram uma oscilação intensa de altos e baixos nas suas emoções.


Depois das emoções fortes vividas na procura de gratificação sexual surgem emoções negativas após o comportamento, tais como:


Vergonha;
Pesar;
Remorso;
Ansiedade;
A procura de novas relações sexuais surge como uma forma de aliviar estes sentimentos negativos.

Alguns dos sintomas de alerta de uma dependência de sexo podem incluir:


Comportamentos de sexo casual frequente e de risco com múltiplos parceiros;
O uso excessivo de pornografia;
Sentimentos de preocupação sobre o possível comportamento;
Desejar parar ou mudar o comportamento sexual mas não conseguir;
Sentir-se incapaz de parar ou mudar o comportamento, apesar de o desejar;
Recorrer ao sexo como forma de lidar com outros problemas;
Necessitar de mais sexo para obter a mesma satisfação;
Viver sentimentos de culpa por não ter conseguido evitar o comportamento;
Passar uma grande quantidade de tempo a planear ou a praticar sexo;
Faltar a importantes eventos sociais ou mesmo ao trabalho, devido ao sexo
Outras das consequências do vício em sexo podem incluir:
.

Término de relações significativas;
Perda de oportunidades de emprego;
Infecções sexualmente transmissíveis;
Gravidez indesejada.
A depressão é comum entre os viciados em sexo (que pode até ser um factor que leva ao vício ou agrava o problema) e cerca de um em cada cinco chega a pensar no suicídio.

Obter ajuda

Pode ser muito difícil admitir que se tem um vício sexual e procurar ajuda. Muitas vezes, existem sentimentos de vergonha intensa e relutância em falar sobre esta dependência. Poucas pessoas são capazes de mudar o seu comportamento, sem o apoio de um profissional que lhes ajude a explorar porque desenvolveu esta dependência e como pode ultrapassá-la.

Assim, o primeiro passo é reconhecer que tem um problema e procurar ajuda especializada. Se realmente existir um verdadeiro vício em sexo ou uma forma de comportamento compulsivo, o principal método para o tratamento é o mesmo, e consiste em terapias psicológicas, especialmente a Terapia Cognitiva Comportamental, que envolve a compreensão da sua dependência e formas de lidar/alterar os seus comportamentos e cognições. Em muitos casos é importante conjugar a terapia com medicação, sendo importante, também, a intervenção de um médico psiquiatra.




Texto adaptado do original do Dr. Gill Jenkins (BBC, Março de 2010)

O INDIVIDUALISMO INIBE A INTERAÇÃO ENTRE OS CASAIS E AUMENTA A SOLIDÃO...




                                                                
Individualismo inibe a interação entre casais e aumenta a solidão...

A sociedade atual valoriza cada vez mais a autossuficiência e favorece um modo de agir que ignora o outro.
 Num ambiente assim, os relacionamentos afetivos se tornam praticamente impossíveis. Afinal, eles resultam de ações e reações que se dão entre um e outro.

Pessoas que não conseguem dar atenção a ninguém mais além de si mesmas só podem ficar sozinhas.

O mundo está cheio de homens e mulheres autossuficientes, convictos dos próprios talentos e regidos pelo individualismo

. E não é para menos
.
A competitividade característica da vida atual enaltece esse modo de ser e agir. Parte-se do pressuposto de que tanto as conquistas quanto os fracassos de uma pessoa devem-se apenas a ela.

Acredita-se que ninguém precisa de ninguém.

Na década de 1970, o psicólogo francês Claude Steiner (74) já alertava: "A crença no valor do individualismo obscurece qualquer compreensão do modo pelo qual os seres humanos se afetam mutuamente, de forma boa ou ruim; assim, ela oculta tanto a opressão quanto a cooperação".

O fato é que a forma como uma pessoa se posiciona influencia a atitude da outra, e viceversa. 

Assim, se me apresento insegura num encontro, mobilizo no meu interlocutor sensações que determinam a atitude que ele terá comigo.
Do mesmo modo, eu reagirei à atitude dele, sem ter consciência de que foi influenciado por mim.
Os relacionamentos são frutos dessas interações, por isso o individualismo os compromete bastante.

Para piorar, frequentemente se confunde individualismo com individualidade, que é a noção de identidade, a sensação de termos particularidades que nos tornam únicos.
Diferentemente do individualismo, porém, que leva a pessoa a considerar só a si mesma, a individualidade parte do princípio de que, se somos únicos e desejamos respeito por isso, então entendemos que o outro seja igualmente único e tenha desejo semelhante ao nosso.

Ou seja, existe um ponto de partida comum sobre o qual se apoiam condutas cooperativas e solidárias.

Confundir individualidade com individualismo faz com que as pessoas interpretem seus parceiros como concorrentes.

Tenho observado um crescimento assustador de condutas assim, o que denota o aumento de relações de poder entre os casais

. Também observo o aumento no número de pessoas que desejam companhia e buscam vorazmente sentir paixão e amor, enquanto outras, revoltadas com a solidão, envolvem-se em relações superficiais e efêmeras.

Um paciente casado e com filhos queixou-se de solidão e justificou a atitude negligente da esposa, revelando-se culpado por ter dado atenção demais ao trabalho
. Quando perguntei o que ela havia feito nos 15 anos em que ele estivera voltado à profissão, disse que se dedicou a cursos, viagens e torneios de tênis, além de ter ajudado a mãe doente e depois o pai, deprimido com o falecimento da esposa.

Comentei que ela parecia ter se virado bem e perguntei como reagia agora, frente ao pedido dele de companhia
. "Ela diz que não existe espaço na vida dela para mim, que se ocupou de assuntos que não me dizem respeito", respondeu ele.

Seria fácil buscar um culpado para a situação, mas isso só nos forneceria meio entendimento sobre ela.

Vale mais analisar o resultado da interação do casal.

. Na verdade, não houve entrega
.
Ambos mantiveram a atitude individualista de resolver os próprios problemas.
Com isso, perdeu-se a razão principal da relação: compartilhar os destinos para crescer junto. 
 Individualmente, eles cresceram
.
Ele se tornou empresário de prestígio.

Ela, uma mulher reconhecida na sociedade.

Mas estão infelizes e solitários.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

QUEM AMA NAO ADOECE....

A SOLIDÃO E O ARREPENDIMENTO. PARTE VI

                                                                            .
É um fato absolutamente consumado de que a solidão é puramente uma soma de energia egoísta enraizada em nossa alma, e embora a pessoa talvez tenha razão em relação ao seu passado de sofrimento e seus esforços para não repetir novamente tal drama, a mensagem básica é a de que não devemos seguir dita trilha de isolamento



.A solidão jamais pode ser encarada como sinônimo de tristeza, depressão ou infelicidade como boa parte das pessoas pensam, pois se seguirmos este raciocínio estaremos encobrindo o verdadeiro problema básico- A marca mais forte da solidão é a repetição constante de uma mesma experiência ou destino afetivo outrora vivenciado
. O desafio final é exatamente este ponto, como se libertar de algo enraizado em nosso ser que nos leva sempre de volta ao início de uma jornada de desamparo e desilusão. ANTONIO CARLOS ARAUJO-PSICÓLOGO.

No âmbito interpessoal fica claro que na atualidade um dos fatores de maior sofrimento psíquico é sem dúvida nenhuma a solidão sentida como um elemento corrosivo da saúde e bem estar pessoal.
Se fôssemos obrigados a produzir um manual de sobrevivência psíquica para a nossa era, a primeira regra seria o aprendizado de como aumentar nossa tolerância à frustração.
A solidão caminha exatamente no oposto, acentuando a desolação dos acontecimentos pretéritos; bloqueando a oportunidade de novas experiências de prazer, sendo que a conseqüência inevitável é a cristalização do luto eterno em nossa alma, obrigando a pessoa diariamente a vivenciar todo o tipo de medo e desconfiança perante novas perspectivas.

Uma das raízes pouco exploradas da solidão em todos os trabalhos teóricos é a questão do arrependimento.

Talvez este seja um dos mais paralisantes sentimentos humanos, pois ao mesmo tempo carrega uma semente de orgulho perante a reparação de um erro, e o tédio ou falta de motivação para uma nova experiência.

Aprofundando a tese acima descrita, a prova máxima do arrependimento é quando temos certeza de que nossas vivências atuais são muito piores do que os acontecimentos dolorosos de nosso passado, e é exatamente esta vivência dolorosa que a solidão visa não repetir, à custa do convívio vital com outros seres humanos.

A questão dinâmica da solidão se dá através de duas vertentes

: Qual a capacidade de investimento profundo num novo plano afetivo versus a quantidade de mágoa acumulada pelo passado da pessoa transtornada pela carência?

O aspecto central desta conscientização é a avaliação de onde provém nosso conflito básico, se no passado, presente ou o temor do futuro.

Obviamente que dependendo do grau de sofrimento todas as três esferas podem ser afetadas, mas é fundamental a localização pelo menos parcial do início de determinado drama existencial.

A questão é absolutamente clara, a solidão é sinônimo irrefutável do passado, criando uma película em nossa esfera afetiva totalmente impermeável a qualquer nova experiência gratificante.

Então devemos nos perguntar baseados nesta conclusão o que de nosso passado é profundamente saudável ou aproveitável?
Sem dúvida alguma descobriremos que determinado acúmulo de experiências preenchem quase que na totalidade a possibilidade de um destino pessoal completamente diverso do que estamos acostumados a vivenciar.
Neste ponto devemos inserir a questão do perdão no âmbito da solução da encruzilhada do problema apresentado.

Se boa parte das religiões tivessem um caráter sério, o perdão jamais poderia ser um instrumento de regozijo próprio ou de poder pessoal perante alguém que sabemos que sempre esteve em déficit com sua natureza humana, mas sobretudo a consciência pessoal e inalienável de que devemos prosseguir, pois caso contrário o resultado será a somatória de mágoa ou autocomiseração adquiridas no transcorrer de nossas experiências.


Sempre a derradeira esperança é a possibilidade de realização futura, desde que cultivemos nosso potencial ou dever pessoal para novas empreitadas.

A solidão jamais pode ser encarada como sinônimo de tristeza, depressão ou infelicidade como boa parte das pessoas pensam, pois se seguirmos este raciocínio estaremos encobrindo o verdadeiro problema básico, pois a marca mais forte da solidão é a repetição constante de uma mesma experiência ou destino afetivo outrora vivenciado.
O desafio final é exatamente este ponto, como se libertar de algo enraizado em nosso ser que nos leva sempre de volta ao início de uma jornada de desamparo e desilusão.

Todo o processo acima citado nos leva a conclusão de que a solidão apenas nos mostra como estamos absolutamente despreparados para a questão da morte em todos os sentidos, sendo que jamais reconhecemos que determinados sinais sociais nos mostram a finitude de nossas experiências gratificantes acumuladas, nos mostrando que a mais dolorosa experiência humana sempre foi a mudança em todas as esferas da existência, e a falta de instrução ou treinamento para algo tão óbvio da natureza humana passa a ser um dos pilares de toda a estrutura social e pessoal que petrificam o ser humano no medo e apatia.


Jamais devemos nos esquecer que em suma a solidão apenas representa a total falta de investimento na esfera da troca afetiva. 


Bibliografia: ADLER,ALFRED: O SENTIDO DA VIDA. EDITORA PAIDÓS, CIDADE DO MÉXICO, MÉXICO 1937

FREUD, SIGMUND: OBRAS COMPLETAS. BIBLIOTECA NUEVA, MADRID, ESPANHA 1981
ANTONIO CARLOS RAUJO
AGRADEÇO A IDÉIA E COLABORAÇÃO FUNDAMENTAL SOBRE O TEMA DOS SOCIÓLOGOS: SIMONE JORGE E IRINEU FRANCISCO BARRETO JÚNIOR.

A SOLIDÃO COMO CONFINAMENTO DO POTENCIAL AFETIVO. PARTE III

A pior solidão não é a ausência da realização de determinados desejos ou fantasias,.................... mas principalmente a anulação de determinado potencial ou habilidade.- ANTONIO CARLOS ARAUJO-PSICÓLOGO



Quando pensamos na solidão, a primeira idéia que passa por nossa mente é se temos ou não verdadeiros amigos, a qualidade de uma relação afetiva que estamos vivenciando, o quanto somos estimados ou procurados por quem sentimos afeição ou apreço.

Embora tudo isso seja bastante natural, gostaria de enfatizar nesse estudo a relação da solidão com a própria personalidade do indivíduo.

Quero dizer não apenas de algo existencial, mas tão somente como cada um direciona sua meta de vida.

Talvez não nos demos conta, mas um dos atributos de nossa sociedade que mais contribuem para o aumento da solidão é o confinamento de papéis em que vivemos diariamente.

Somos treinados desde os primórdios a agirmos de acordo com determinadas expectativas ou deveres sociais.

Caso haja uma transgressão, o resultado quase sempre é culpa ou ansiedade.

Isso se dá no âmbito profissional, social e pessoal, e quase sempre aceitamos os fatos como nos são apresentados.

Se investigarmos um pouco a fundo o comportamento cotidiano do homem contemporâneo, confirmaremos o exposto acima.

Quase nunca conseguimos ligar para alguém quando temos vontade, pois ficamos preocupados com o que a pessoa pense a nosso respeito; quase nunca podemos nos entregar verdadeiramente a algo ou alguém, pelo terrível temor da perda, isso apenas para citar alguns exemplos.

Se formos para o campo profissional é coisa não é menos aterradora.


É um verdadeiro drama descobrirmos nossas verdadeiras potencialidades e conseguirmos sua realização.
Nesse ponto reside outro aspecto fundamental da solidão, a não descoberta ou realização da potencialidade de um ser humano. Notem que isso passa a ser uma espécie de condenação, pois jamais conseguiremos ser ótimos em algo, e o que resta é a aceitação resignada de um trabalho totalmente desprovido de prazer ou meta mais ampla.

Nos sentimos então absolutamente sós e desamparados, pois assistimos nossa castração de forma absolutamente indolente e criminosa, pois tentamos compensar tal fato buscando talvez a segurança econômica.

Vamos pensar pela seguinte ótica, se alguém não consegue atuar seu maior talento ou habilidade perante a sociedade, imaginem o que esta última não fará acerca das imperfeições desse mesmo indivíduo?


É nesse exato ponto que deveríamos nos questionar sobre o seguinte:

O que se tem feito acerca da solidão e conseqüente ódio interno resultante?
Apenas se tem caminhado para o egoísmo e rigidez excessiva da disciplina, visando que outros tenham também um mundo tão sombrio e angustiante?


Após anos como psicólogo fico ainda perplexo ao presenciar como um casamento não traz consigo a mínima garantia de satisfação e felicidade sexual, sendo que a masturbação continua sendo uma constante de acordo com relatos de pacientes.

Novamente falamos de potencial não efetuado, de possibilidades não realizadas.
O que fazer no caso acima descrito, em que duas pessoas não estão aptas a se satisfazerem mutuamente?

Isso sem dúvida é outra prova brutal de isolamento e solidão a dois.

É fundamental que todo ser humano esteja atento ao modo como enfrenta etapas cruciais em seu desenvolvimento, desde a tenra infância como a entrada na escola, passando pela adolescência, escolha profissional e a questão do amor.

O que foi descrito anteriormente sobre o potencial não efetuado, remonta a um estilo de vida que chamaria de "projeto da desistência", ou seja, a pessoa vai tolhendo seu próprio potencial, seja desistindo ou não encontrando sua vocação, seja não se satisfazendo afetiva e sexualmente.

Com toda a certeza essa deve ser uma das maiores pragas psíquicas de nossos tempos.

Como resultado temos a total solidão e duas variáveis que produzem os maiores índices de ansiedade:

a impotência e medo em quase todas as esferas da existência.

Escolher a solidão é esconder as carências mais profundas, por vergonha ou medo de que alguém descubra o quanto um ser humano pode estar faminto de afeição.

A solidão é uma tentativa surrealista de se tentar controlar o processo do amor.

A mágoa maior não é resultante de uma relação que não deu certo, mas principalmente por nunca termos nenhum controle sobre futuras paixões ou decepções, sendo que a solidão é a tentativa desesperada para se colocar um freio nesse processo.
texto
Antonio C.Araujo
psicoterapeuta familiar e casal .

A SOLIDÃO COMPROVA QUE O COMPORTAMENTO INDIVIDUALISTA LEVA A UMA ESPÉCIE DE " FALÊNCIA DO PENSAMENTO."





PARTE II

A solidão representa o resumo de todo o estilo de vida que adotamos no decorrer das diferentes etapas de nossa existência - ALFRED ADLER-PSICOLOGO




Cada ser humano já descobriu por si mesmo que apesar de todas as dificuldades presentes, necessita se relacionar com seu meio, e caso não o faça deverá arcar com determinadas conseqüências.

Talvez a mais cruel de todas seja o fato da solidão forçar o indivíduo a uma autoavaliação emocional e afetiva, e quase sempre a nota subjetiva é muito baixa.

Todos já aprenderam por experiência própria que não fomos feitos ou treinados para suportarmos por muito tempo a nós mesmos.

Assim sendo, o estado constante de isolamento ou solidão acaba acarretando comportamentos destrutivos de toda a espécie, como por exemplo:
- distúrbios de personalidade, vícios e uma tendência rumo a autodestrutividade.




Se aprofundarmos a questão da solidão veremos que a mesma derruba por completo o narcisismo tão disseminado em nossa sociedade, pois embora a maioria das pessoas busquem apenas vantagens pessoais e até sintam deleite ao verem seus semelhantes em situação inferior, o fato básico que a solidão comprova é que qualquer atitude ou estilo de comportamento individualista leva com o passar do tempo a uma espécie de "falência do pensamento".

A personalidade do indivíduo aos poucos vai sendo arrastada para pontos sombrios da vivência humana, e esse é o preço que milhares de pessoas pagam diariamente por não refletirem ou se conscientizarem de determinado estilo de vida ou conduta.
Sobre o tópico acima gostaria de ressaltar que a solidão talvez seja um dos últimos baluartes que forçarão o ser humano numa trajetória mais humanitária.

Afirmo tal coisa em função da exclusão social de nossa sociedade.

Quando se pensa em ser excluído, todos acham que os únicos aspectos são:

a falta de poder, dinheiro ou prestígio que acarretam tal desgraça.

Porém, a solidão transborda todas as fronteiras econômicas e sociais, provando que a exclusão da vida, prazer e satisfação vão além de simples fatores econômicos, e que não há garantia nenhuma para todos nós de que algum dia também não seremos excluídos de alguma etapa fundamental da existência, o que abre a reflexão para a urgente necessidade de todos estarem abertos a um espírito mais comunitário de convivência.




Embora pareça absurdo em nossos tempos, deveríamos refletir sobre o quanto de nosso pensamento diário dedicamos as diversas questões que a vida nos apresenta.
Logo descobriremos que a segurança econômica e necessidade de ascensão social são as categorias que mais consomem nossas energias.

As questões humanas, principalmente referentes aos relacionamentos só aparecem perante um forte sofrimento de perda ou conflito pessoal.

Nesse contexto pensamos sobre a solidão quando a mesma nos atinge da pior forma possível, ou seja, quando não conseguimos utilizar plenamente os nossos recursos; queremos amar e não temos a pessoa, desejamos criar e ninguém é sensível para algo novo, por exemplo.




A solidão revela nossas ambições de prazer não consumadas, uma espécie de morte da vontade própria, onde a impotência impera e o indivíduo já não mais controla seu fluxo de emoções positivas.

Temos de perceber que numa era onde o desejo de poder e status social prevalecem, não poderia haver um sentimento mais disseminado do que a solidão, pois esta como disse anteriormente representa a conseqüência do investimento que damos às causas humanas, ou o quanto nos importamos com nossos sentimentos e das pessoas ao nosso redor.

Enfim,
a grande lição que a solidão nos mostra é que nossa autoestima e felicidade dependem de alguém, e numa simples demonstração de afago, carinho ou reconhecimento, é que nos damos conta o quanto faz mal o estado de espírito petrificado que a solidão nos proporciona, evidenciando a inutilidade de todos os outros esforços, principalmente a ambição.




A solidão representa a derrota suprema do estilo de vida individualista de nossa era, embora não abrimos mão do mesmo em virtude de fantasias ou sonhos de grandeza ou sucesso pessoal.
Querer conciliar desejos de destaque ou superioridade com apreço e reconhecimento de nossos mais profundos sentimentos humanos por alguém é tarefa impossível.

D

Assim sendo, a prevenção é sempre o cultivo de uma atitude de vida que eleja a sensibilidade, dedicação plena e o máximo de atenção para com as pessoas responsáveis por nossa felicidade, pois a ausência das mesmas representa a catástrofe da solidão.

O IRMÃO PREDILETO DA" SOLIDÃO "CHAMA-SE MEDO DO AMOR!!!

PARTE I
A sensação de derrota íntima é o primeiro indício de uma profunda solidão que talvez seja companheira pelo resto da vida de uma pessoa.
Neste ponto quero ressaltar o primeiro conceito essencial deste texto, que tem o objetivo de advertência pessoal e social: Qualquer experiência pretérita de fracasso Afetivo ou separação deveria servir para uma ampliação de consciência ou crescimento pessoal, nos tornando mais sensíveis para aquilo de que realmente necessitamos, sendo que jamais poderíamos nos permitir que ditas experiências nos causassem amargura ou rancor, que irão se travestir de exigências impossíveis de serem concretizadas num futuro relacionamento.

Talvez a questão levantada seja a maior doença afetiva de nossos tempos.

 Se em algum momento de nossa vida nos entregamos a alguém que efetivamente não nos correspondeu, este é um problema puramente de sensibilidade, sendo que a mesma com toda certeza estava diminuída por não termos percebido uma escolha errada, ou que no fundo a pessoa em questão era uma projeção de todas as nossas negatividades não assumidas.
O fato central que temos de perceber é o quanto realmente de investimento profundo depositamos na relação, ou prevaleceu nossa cobiça diária para ganhar mais dinheiro?Qual das partes sempre teve a soberania?

A prática da psicoterapia durante um pouco mais de um século, provou que o essencial para a cura de determinada neurose é principalmente a relação que se estabelece entre terapeuta e paciente. A mesma jamais pode ser algo puramente técnico, mas, sobretudo um dinamismo onde a troca deve sempre estar presente. O pagamento de determinada consulta é uma espécie de depuração para um sujeito que esteve em déficit no plano emocional em algum momento de sua vida.

Independentemente da questão econômica, o ponto central deve ser a troca, pois do contrário sobrará uma concepção mística e donativa de uma relação, onde a conseqüência é o mais puro sofrimento.
Jamais uma verdadeira relação amorosa pode ser unilateral, pois do contrário há uma escravização do sentimento.
 Sabemos da extrema dificuldade da entrega ou doação numa relação, pois quase todos têm o receio de se sentirem submissos ou inferiores perante o outro.
 Obviamente é mais cômodo ter alguém aos nossos pés, provando nosso poder pessoal na esfera amorosa,sendo este desejo de possuir a alma do outro, uma das piores manipulações emocionais que o ser humano tem desenvolvido em nossa era.

O ser masculino ainda insiste em renegar toda e qualquer sensibilidade, embora se fale o contrário. Que se manifestem os psicólogos, onde 90% de sua clientela é composta por mulheres. Esta constatação é apenas uma das provas de que o fracasso afetivo sempre é empurrado para o âmbito da responsabilidade feminina, causando uma depreciação global em sua autoestima.

O homem procura por força cultural e maior treino sexual desde a adolescência, a obtenção do prazer imediato, se recusando na maioria das vezes a participar da intimidade conjugal ou familiar. O que devemos perguntar é o que realmente seria o prazer? Seria a satisfação de determinada fantasia sexual, de poder econômico, ou ambição em todos os níveis? Este último tópico se aplica na questão afetiva, pois é só pensarmos na infidelidade conjugal ou a necessidade histórica da freqüência de prostíbulos por parte do homem.

Se refletirmos profundamente, logo descobriremos que o prazer máximo reside naquele tipo de pessoa que jamais sabotaria o mesmo,pelo contrário, cultiva um aprofundamento não apenas daquilo que possui imenso valor, desenvolvendo permanentemente uma energia que se transforma em potência, sendo percebida pelo outro como carisma.
Aliás, talvez esta seja uma das mais escassas qualidades em nossos tempos, pois é só observarmos como a mídia faz questão de compensar sua falta, através da exploração da vida íntima de artistas pré-fabricados, com o intuito de projetarmos nos mesmos um sucesso que jamais obteremos.

O fato é que o ser masculino há muito se encontra desnorteado no âmbito do prazer, embora o busque ardentemente.
 FREUD sempre deu destaque a importância fálica ou do pênis na sociedade contemporânea, em sua teoria sobre os conflitos inconscientes, pois o órgão sexual masculino representava poder ou obtenção do prazer, dada a questão da soberania patriarcal.
 Todo objeto valorizado também criava o pânico da perda.
 Assim sendo, segundo a teoria FREUDIANA, a angústia da castração era uma ameaça constante na constelação mental do menino, principalmente quando observava a vagina na menina; o que para o primeiro seria uma castração punitiva por a mesma ter desejado um dos genitores; o famoso complexo de Édipo. Principalmente através dos sonhos de seus pacientes FREUD elaborou tal dinamismo psíquico.

Porém, outro psicólogo - ALFRED ADLER, logo notou que tal construção mental de natureza sexual era apenas uma metáfora para esconder a verdade oculta por trás do medo, que era a recusa de se doar profundamente.
 A angústia da castração no menino, nada mais era do que um treino precoce para que no futuro seu pênis ou lado emocional servissem à apenas ele próprio, jamais compartilhando com outro ser.

Não é difícil aferir tal informação, pois é só observarmos a maioria dos relacionamentos, para descobrirmos que embora as pessoas tenham recursos disponíveis em várias áreas da personalidade, vivem como completos "mendigos" na esfera emocional.

Fica um tanto simplório a elaboração de uma teoria inconsciente sexualizada, se esquecendo da dinâmica social. As brincadeiras infantis acerca da sexualidade, tão bem observadas por FREUD, encerram não apenas a questão de ter um pênis, mas principalmente como disse acima, é um suposto treino precoce no sentido de quem irá comandar o lado afetivo. Não podemos nos deixar levar por ilusões, pois a mente humana sempre foi treinada para a dissimulação.

A questão teórica acima levantada é importante para a aferição do que realmente molda a personalidade. A psicanálise nos últimos cem anos acentuou as precoces relações emocionais entre pais e filhos como determinantes de neuroses futuras.
 O problema é que tais inferências representam apenas uma parte da questão central, pois não podemos afirmar que há uma soberania do lado sexual, quando a questão social é diariamente suscitada nos relacionamentos.
 Como alguém se situa na esfera emocional familiar, é sem dúvida vital para a futura autoestima da pessoa. Porém, não podemos fugir dos mecanismos sociais e econômicos presentes nos relacionamentos.

Todo ser humano chega ao mundo totalmente desprotegido e desamparado sob todas as formas, desde biológicas até emocionais.
 Assim sendo, todos constroem um desejo veemente de ter provedores que satisfaçam todas as carências impostas pela vida.
 Como a criança lida com a imagem e o real perante a figura provedora, é a medida mais exata de sua futura saúde ou doença mental.
Muito mais do que desejar afetivamente um dos genitores, o objetivo central da criança desamparada é possuir um provedor eterno, pois logo cedo a mesma percebe a extrema dificuldade pela sobrevivência em nosso mundo.

Um dos objetivos básicos da psicoterapia é justamente levantar como a pessoa lidou de todas as formas com a presença ou ausência da figura provedora, pois o resultado de todo este processo determinará o desenrolar de sua personalidade.
Saberemos então se a pessoa é autoconfiante; tímida; recatada; extrovertida ou temerosa perante os desafios; crente ou não em seu potencial ou valor próprio.
 O que não podemos admitir é a soberania sexual psíquica, num mundo extremamente material. As forças condicionantes do psiquismo seguem a mesma trilha do combate diário pela ambição e sobrevivência, embora o que mais alveja a alma de qualquer ser humano seja a percepção de ser realmente amado ou não dentro de seu ambiente de convivência.

 Acerca do universo feminino, fica explícita a masculinização do mesmo em nossos tempos. Não apenas por a mulher ter galgado no último século sua independência econômica, mas, sobretudo acabou incorporando todo o modelo de ambição material do homem, inclusive no tocante a descartar relações afetivas.

O perfil da mulher que encontrará indiscutivelmente um futuro destino de solidão extrema, é aquela pessoa que almeja tudo pronto de um relacionamento, seja na parte econômica;estética ou afetiva.
Quem não aceitar ir construindo ao longo do tempo, uma trilha de plena intimidade na ajuda mútua e responsabilidade com o desenvolvimento de ambas as partes,herdará a fantasia absurda de um eterno modelo provedor que despotencializa a mulher;a infantilizando e reforçando a disputa de poder nos relacionamentos.

Curiosamente venho presenciando um número crescente de mulheres que se ressentem de sua independência econômica, alegando ser um imenso fardo a carregar.

Tais mulheres não é que desejem um retorno ao passado, algumas talvez sim, mas observo que esta mulher estressada digamos assim, pela sua dupla jornada econômica e familiar, desenvolveu uma mágoa e rancor por todo o esforço acima citado.

A conseqüência é o trancamento completo de sua capacidade afetiva e de entrega.

 Como disse acima, esta mulher incorporou os padrões doentios masculinos, e agora procura agir na mais completa exigência de ambição e poder em todas as esferas da vida.

Este tipo de mulher geralmente tem um histórico familiar de um pai quase que totalmente ausente. Vendo o sofrimento e constante submissão da mãe, partem para uma espécie de reação de conduta oposta, assimilando uma total rebelião e desprezo pela figura masculina.
Sua única meta passa pelo reforço constante de seu narcisismo seja estético ou não, colecionando todo tipo de galanteio masculino como um troféu a ser exibido.

A infelicidade emocional da mulher citada é extremamente visível, se recusando em boa parte das vezes a constituírem uma família, canalizando toda a energia para a esfera do trabalho. Se antigamente a mulher era castrada em suas metas profissionais, apenas lhe sobrando o aspecto familiar, tenho reparado que em alguns casos está se dando o processo inverso em nossos tempos, o solapamento e repressão da esfera emocional.


Todos sabem da verdadeira "guerra" silenciosa ou não, travada entre homens e mulheres nas últimas décadas.
A contradição maior é que o sofrimento de um só pode ser reparado pela outra parte.

O que libertaria o homem de seu medo e timidez afetiva, é a ajuda singela e penetrante do carisma afetivo que a mulher carrega em sua natureza.
Poucos seres masculinos carregam este poder citado de gostar profundamente, e sabemos o quanto é vital ter alguém que realmente sente isto por nós. Nada causa mais proteção do que tal fato, sendo todo o  resto pura compensação.

A libertação da mágoa feminina viria através do poder da praticidade do lado masculino, pois muitas vezes aquilo que a mulher cultiva como intuição, martelando sempre no mesmo ponto, nada mais é do que uma paranóia ou necessidade internalizada de sabotar um processo afetivo, devido às experiências passadas de frustração.

Tenho observado que embora não seja regra, a mulher retém com muito mais intensidade a mágoa, não esquecendo em hipótese alguma do passado.

 Neste ponto, o pragmatismo masculino poderia ser de grande auxílio na construção de novas tentativas de troca afetiva profunda.

Claro que tudo acima citado não segue um padrão linear para cada sexo, sendo que o objetivo é a reflexão profunda sobre a solidão decorrente dos conflitos emocionais de nossa época.
TEXTO
Antonio c.Araujo
psicoterapeuta familiar

CASAR MUITAS VEZES COM A MESMA PESSOA COM QUEM SE ESTA CASADO...


A Busca por parceiros idealizados dificulta aprofundamento da união.
Muitos homens emulheres ainda sonham em relacionar-se com príncipes e princesas encantados.
 Na fase da paixão, pode até parecer que encontraram mesmo. Mas, como na vivência diária é bem diferente, logo se desiludem, deixam o parceiro e partem de novo em busca de alguém ideal.

 Eles reproduzem o erro indefinidamente e têm dificuldade para viver uma relação por inteiro.

A busca de um príncipe ou de uma princesa encantados ainda norteia muitos homens e mulheres em suas uniões afetivas.
 As características desejadas se alteraram, adequandose ao mundo atual. Mas a base do comportamento continua a mesma: querem alguém perfeito, completo e estável, que traga felicidade e ainda supra todas as suas necessidades.

Esse anseio pelo par perfeito tem alguns aspectos positivos, como a consciência dos próprios desejos, das próprias necessidades, de forma que o autoconhecimento auxilie nas escolhas de parcerias. Mas a manutenção da busca por uma pessoa idealizada tem o inconveniente de dificultar a evolução do relacionamento.

Numa relação amorosa, normalmente não se enxerga o outro com clareza. Cada um dos parceiros o vê por intermédio do filtro dos próprios desejos e necessidades insatisfeitos.

 Os dois esperam que o outro os complete, ame e cuide deles.

 Ao perceberem que isso não vai ocorrer no grau desejado, é comum abandonarem o companheiro ou a companheira e saírem à procura de outro "amor". Continuam, porém, repetindo uma forma inadequada de agir.
 Deveriam é tomar consciência do próprio erro e estabelecer um novo contrato consigo mesmo e com o parceiro.
 Mas para isso é necessário que abandonem as fantasias e os desejos infantis sobre a relação homem/mulher e vejam o parceiro ou a parceira como realmente são.

Além do mais, o final com que todas essas pessoas sonham para sua história de amor é o antigo e já ultrapassado "ser feliz para sempre". Apesar de ninguém saber direito o que é felicidade, com certeza não é sinônimo de acomodação.
 Acomodar-se é o mesmo que fazer uma longa viagem no piloto automático ou deixar os controles do carro que se dirige na mão de outra pessoa. É trabalhoso realizar sonhos. Também é difícil conseguir o que se quer.

 Essa tarefa se torna menos complicada quando se foca nos sentimentos pessoais e nas mudanças internas que são necessárias.

Ficar preso na desilusão porque o outro não é o príncipe ou a princesa encantados fará com que a vida em comum se torne uma espécie de livro de "contas correntes", no qual serão registrados todos os itens que estão em débito e servirão de provas e armas para os embates que ocorrerão em cada nova frustração.

 Esse comportamento pode ainda criar um padrão de competição entre os parceiros, no qual cada um se concentra em provar que o outro é pior e o torna mais infeliz.

 O foco deixa de ser "como posso fazer o outro feliz", "como posso me aproximar do que o outro deseja", e se transforma em um jogo de dar menos do que o outro quer, fazer menos do que necessita. E os dois ficam presos nessa roda de infelicidade e frustração.

Enxergar a situação real significa se adaptar às próprias mudanças e às do outro.

 Rever as próprias escolhas e, assim, abrir as possibilidades de se recasarem.

 Poder casar muitas vezes com a pessoa com quem se está casado é confirmar que se tem consciência de que são pessoas que mudam com o tempo e os acontecimentos, e a cada etapa é necessário haver uma nova escolha do outro para ser seu parceiro.
 Escolha para um novo período. Isso implica um novo contrato, novas descobertas e também novos prazeres.

Para todas essas mudanças e propostas existe um ingrediente indispensável: -

a receptividade.
 Estar aberto para receber o outro como ele é, para enxergar o que deseja e o que o faz feliz. Isso muda a direção das preocupações. Se os dois o praticarem, a relação melhorará muito.Sejam Felizes Agora..Já..

quinta-feira, 15 de abril de 2010

QUEM SOU EU??

Nesta altura da vida já não sei mais quem sou... Vejam só que dilema!!!
Na ficha da loja sou CLIENTE, no restaurante FREGUÊS, quando alugo uma casa INQUILINO, na condução PASSAGEIRO, nos correios REMETENTE, no supermercado CONSUMIDOR.
Para a Receita Federal CONTRIBUINTE, se vendo algo importado CONTRABANDISTA. Se revendo algo, sou MUAMBEIRO, se o carnê tá com o prazo vencido INADIMPLENTE, se não pago imposto SONEGADOR. Para votar ELEITOR, mas em comícios MASSA , em viagens TURISTA , na rua caminhando PEDESTRE, se sou atropelado ACIDENTADO, no hospital PACIENTE. Nos jornais viro VÍTIMA, se compro um livro LEITOR, se ouço rádio OUVINTE. Para o Ibope ESPECTADOR, para apresentador de televisão TELESPECTADOR, no campo de futebol TORCEDOR.
Se sou rubronegro, SOFREDOR. Agora, já virei GALERA. (se trabalho na ANATEL , sou COLABORADOR ) e, quando morrer... uns dirão... FINADO, outros ..... DEFUNTO, para outros ... EXTINTO, para o povão ... PRESUNTO. Em certos círculos espiritualistas serei ... DESENCARNADO, evangélicos dirão que fui ...ARREBATADO.
E o pior de tudo é que para todo governante sou apenas um IMBECIL !!! E pensar que um dia já fui mais EU.
LUIS FERNANDO VERÍSSIMO
ESCRITOR

Acorde!!!!!

Guarde cada pessoa perto do seu coração,
Porque um dia você pode acordar
E perceber que perdeu um diamante
Enquanto estava muito ocupado colecionando pedras."

O DESAFIO MÁXIMO É LUTAR CONTRA O CONFORMISMO...

O auto conhecimento é um dos fatores que nos diferem do restante das outras espécies do planeta.

Caso não o busquemos, apenas encontraremos satisfações passageiras que nos acarretarão sofrimentos futuros. Temos de perceber que o ser humano carrega um fardo único, que é o tormento pessoal.
Há muito tempo todos não enxergam que a cultura materialista gera a cada dia mais solidão e sofrimento, sendo que a única saída é o encontro verdadeiro com alguém que realmente nos preencha.

Estamos numa situação humana de total debilidade afetiva e emocional, e acabamos por fazer o contrário de nossas reais necessidades.
É fundamental estar atento para o fato de que caso não haja prioridade para elementos do tipo: amizade, troca afetiva e solidariedade profunda, estaremos em última instância buscando a morte numa vida repleta de tédio. A inteligência pessoal é a conscientização plena da inutilidade da lamentação e abdicação do remoer mentalmente sobre se merecemos ou não determinada coisa, que nada mais é do que a essência do processo da culpa.

O fundamental é o senso diário sobre se realmente estamos preparados para os nossos desejos, sendo que este deveria ser o projeto de uma psicologia profunda. A convicção e auto confiança são apenas uma fração de nosso poder pessoal que devemos cultivar; o restante advém da diminuição do medo nas mais diferentes esferas da vida.

O ser criativo não é sinônimo de uma habilidade, mas, alguém que não admitiu que o pavor se transformasse numa espécie de santuário ou romaria diária.

O leitor novamente irá questionar acerca de como viver sem medo, num mundo onde mal sabemos se amanhã conseguiremos suprir nossas necessidades básicas?
A resposta para este verdadeiro enigma contemporâneo não é nada fácil, mas diria que o merecedor de um autêntico troféu da existência humana é aquele que está sempre competindo ou lutando não para seu ego pessoal, mas para uma existência melhor para todos, apesar das terríveis resistências lançadas inclusive por aqueles que realmente necessitam de ajuda.

O desafio máximo é lutar contra a incessante necessidade de conformismo e desistência das pessoas perante o prazer e satisfação.
Aprofundando o tema se faz necessária a pergunta sobre o que é realmente o medo?
Por um lado temos todo o histórico de repressão de determinado sujeito formando uma personalidade apática e com receio de toda e qualquer nova experiência. Não será surpresa se também descobrirmos que o medo é um irmão do egoísmo, sendo que a função de ambos é não efetivar uma expectativa ou desejo do outro.
Em outro estudo enfatizei que a timidez tinha a mesma função; recolher o máximo possível do ambiente ao redor sem doar quase nada.

O medo segue a mesma trilha, sendo que sua meta é a constante tentativa de desenergizar todos ao seu redor.
Mas seguindo o conceito citado, ainda resta uma grave dúvida: como alguém aceita por uma vida inteira o conformismo e acaba sendo extremamente dócil e obediente perante seus algozes?
Responder que a educação repressiva e punitiva forma alguém com essas características é totalmente parcial e denota uma imensa miopia mental.

O IMPERATIVO DO CASAMENTO!!!

Tenho 27 anos e meu namorado tem 34. Namoramos três anos e ficamos dois anos separados. Estamos juntos novamente há poucos meses. Ele tem pavor do casamento. Nunca foi casado , mas tem um filho de 14 anos. O pai dele morreu quando ele tinha 2 anos e a mãe teve um relacionamento conturbado com outro homem, o que o levou a morar sozinho aos 17.

Primeiro, o nosso namoro acabou por eu deixar claro que queria me casar e não estava disposta a namorar longos anos. Agora, falo com muito cuidado sobre o assunto, ele gosta, mas quando vamos planejar, recua. Ele diz que quer ter uma família, mas não desenvolve o assunto. Eu , por minha vez , tenho uma família tradicional que “exige” o casamento. Não quero passar mais três anos namorando para depois não conseguir formar uma família. Se não casar com ele, vou começar do zero novamente aos quase 30 anos. Às vezes, acho que não vejo as coisas claramente. Que está claro para todo mundo, menos para mim, que ele não vai se casar nunca. Socorro !!!

Resposta.

A mãe do seu namorado perdeu o marido quando o filho tinha dois anos. Se acaso foi feliz no casamento, a felicidade durou pouco. Depois, teve um relacionamento tão conturbado que o filho foi obrigado a sair de casa. Ou seja, foi novamente infeliz e o menino, que já havia crescido sem pai, foi obrigado a se separar precocemente da mãe. Só por aí já dá para entender que o seu namorado tenha horror ao casamento. Não sabe o que é uma vida de família boa.

Por outro lado, aos 20 anos, ele teve um filho, ou seja, se tornou pai solteiro. A paternidade e o casamento para ele estão dissociados. Para você, que vem de uma família tradicional, um não existe sem o outro. Vocês dois não têm o mesmo ponto de vista. Seria bom saber o que o namorado quer dizer quando fala em fazer uma família. Ter mais um filho com você sem se casar?

Você precisa correr o risco do esclarecimento e tomar uma decisão em função disso. Tanto pode ser se separar e ficar esperando casamento porque nada é mais importante para você do que isso ou ficar com o atual namorado para o que der e vier, aceitando-o como ele é. Agora, se você se separar, não faça isso porque a família “exige” o casamento, mas porque você quer assim. Obedecer à exigência da família não faz sentido porque a vida é sua, ou seja, quem paga pelos erros é você.

Por Betty Milan
revista veja

quarta-feira, 14 de abril de 2010

ANÁLISE PSICOLÓGICA SOBRE O CONTRATO INCONSCIENTE DAS RELAÇÕES

Assim que se estabelece determinado compromisso, paralelamente retorna o inventário do passado emocional.

Nada é original até nos conscientizarmos dessa lei implacável.
Não é à toa que o medo do envolvimento profundo é uma marca de nossa era.
O dilema da solidão versus o pânico de errar novamente é a base da tortura mental e insegurança quando falamos sobre emoções.

Assim como a aparência, simpatia ou inteligência são elementos que atraem as pessoas, o inconsciente possui um processo similar de atração.

Este se dá geralmente em determinadas falhas ou neuroses do parceiro para que o outro possa esconder profundamente determinado problema crônico não resolvido.

Apenas alguém muito ingênuo pode acreditar que a essência de uma relação é a felicidade.

A sobrevivência de processos mentais e comportamentais arcaicos sempre irá se sobrepor perante qualquer proposta concreta de satisfação e prazer.

O amor é a vontade concreta de dedicar um tempo extra, excluindo os papéis sociais para os quais todos são treinados.

Mas o que seria o tal contrato inconsciente?

Uma espécie de destino, traço genético ou enlace espiritual?

O nome pouco importa, o fato é que temos de carregar e lidar com certos processos mentais, assim como temos que aceitar nosso corpo.

Quando conhecemos alguém pensamos que estamos começando do zero, e esse é o grande erro.
Sempre existirão processos ocultos que irão reclamar nossa atenção.

Pensemos no mito cristão da expulsão do paraíso. A pena imposta é o conflito e o trabalho.
Toda a ilusão do romantismo se baseia nesse arquétipo (representação de alguma imagem do inconsciente que todos possuem: deus; herói; sofrimento.)

O resultado é o desejo de voltar a um lugar de dependência e ausência de sofrimento.
O problema é que dito paraíso é totalmente proibido para todos.



A timidez e retraimento são quase que o senhor absoluto na maioria dos relacionamentos ou casamentos.

Não é apenas o comportamento de se sentir envergonhado na presença de alguém como muitos pensam de forma simplista.
A timidez é um bloqueio afetivo que visa não dividir nada de seu íntimo, tentando fugir da situação de prova ou crítica.
O tímido teme perder a todo tempo, e constrói uma ficção de vitória pela ausência da participação, cometendo um total “estelionato” afetivo e social.
São pessoas que enveredam para posses ou ganhos econômicos visando a compensação de seu profundo complexo de inferioridade.
A raiz do distúrbio remonta a infância ou adolescência; geralmente uma situação de perda afetiva ou humilhação pessoal, fazendo com que a pessoa se retraia no âmbito social e obrigue o outro a participar e fazer as tarefas emocionais que seriam dela.
Pensem na junção de todas estas características dentro de um casamento.

Um casamento encerra a necessidade de uma espécie de “palco”, a fim de se mostrar a infelicidade pessoal. Esta característica como a timidez citada acima, envenenam a relação, pois no final das contas apontam apenas para o “pior” da vida a dois.

A honestidade só ocorre quando todos os lados do desejo ou relacionamento são explorados, tanto os conscientes, quanto os inconscientes.

Estes últimos por serem geralmente ocultos à percepção, adquirem uma força extremamente elevada no psiquismo.
A psicanálise sempre trabalhou a idéia de que o desejo ou prazer era algo que a mente proibia, surgindo o conceito do superego (censura moral). Este visava impedir que o id ou o desejo inconsciente inundasse por completo o sujeito.

Para FREUD o desenvolvimento da civilização se baseava neste preceito, bloquear desejos irracionais e os transformar em cultura - o que chamou de sublimação. O problema com este conceito é negação social de como se desenvolve o próprio desejo.
Nenhum ser humano como a história o prova, descarta uma satisfação apenas porque a mesma é algo interdito. A própria religião é prova disto, pois historicamente tentou frear todos os impulsos sexuais com um código obsessivo compulsivo que jamais alcançou sua finalidade; apenas produziu um conjunto horrível de neuroses que foram à base das próprias descobertas de FREUD.
Certamente o mesmo reformularia suas idéias se estivesse observando a atualidade dos relacionamentos e valores coletivos. O desejo não é abortado apenas pelo lado proibitivo, mas principalmente pela sensação de que o mesmo será absolutamente inatingível.

A infelicidade nada mais é do que a total despotência perante uma certeza de alguma imagem ou culto de prazer construída historicamente, e que a pessoa sente que não irá realizar.
Este é o nódulo do complexo de inferioridade tão bem estudado por ALFRED ADLER, psicólogo criador da psicologia social.
A luta desesperada passa por se provar um determinado valor pessoal, antes que a pessoa se sinta excluída do seu meio.

Este é um dos dramas máximos de nossa era.

Todos dizem o conceito clássico de que ninguém “casa para se separar”; o que falta ser estudado nesta tese é que tipos de satisfação ambos procuram: sexo; amizade; companheirismo; remoer conflitos; imagens de sofrimento ou vivenciar uma sensação de eterno luto?

Fatalmente a dissolução de um relacionamento passa pela não conscientização de todo o exposto, como venho descrevendo no decorrer deste texto.

Jamais será um papel ou uma cerimônia religiosa que dará a certeza de uma união, estes, são apenas uma forma contratual ou empresarial que o sistema impregna o relacionamento; por outro lado também não é apenas uma traição sexual que se torna o ápice do final, mas a concentração ou insistência em determinado núcleo emotivo não resolvido.

A investigação sobre com quem realmente vivemos é tarefa primordial para alguém que almeja algo especial, devendo passar pelo percebimento sobre como o companheiro se orienta nas mais variadas situações.
Devemos ainda prestar atenção sobre qual é a prioridade do outro, mesmo estando nos acompanhando, pois determinada distração ou ausência pode revelar todo um projeto secreto que desconhecemos e sem dúvida nenhuma jamais faremos parte.

O que ou quem realmente é nosso parceiro?

Apenas um amante; confidente; terapeuta; protetor?
Quais qualidades temos o direito de exigir e quantas no decorrer de nossa vida amorosa conseguimos obter?
Poucos realmente fazem este inventário de nossa história e saúde emocional. O que importa nisso tudo é a conscientização de nossos vícios nos relacionamentos.

A coisa mais positiva que se pode vivenciar num relacionamento é quando ocorre uma profunda empatia ou confluência de idéias ou gênios de forma espontânea, sendo maravilhoso quando encontramos alguém para falar o que quase não precisa ser expresso por palavras.


Voltando à questão dos contratos inconscientes, estes podem esconder de tudo e se encaixam perfeitamente no contexto conflitivo da relação, como exemplos:
agressividade com paralela passividade do parceiro; homossexualidade com problemas não resolvidos da sexualidade; dependência com necessidade de exercer ou usurpar o poder; dependência de drogas com necessidade do outro afirmar que é mais forte ou equilibrado; infertilidade de origem psicológica com ciúme inconsciente de a criança tomar o lugar de destaque do objeto amoroso, ou ainda timidez (no sentido de não desejar dividir) e medo de constituir uma família; depressão com tristeza e desilusão em relação ao não incremento da auto estima por parte dos pais; traição sexual com desejo de martirização ou auto comiseração.

Como seria valioso numa era onde a especialização a cada dia fragmenta o centro do problema, se determinada ciência pelo menos obtivesse êxito em uma única área.
No caso da psicologia, embora seja hoje em dia de uso múltiplo (neuroses; psicoses; depressão; casamento; esportes), seu foco ainda deve ser o combate contra a infelicidade.
Se pudesse intervir e servir como objeto de pesquisa e consecução de relacionamentos mais duradouros e saudáveis, penso que se daria um grande salto evolutivo na referida ciência. Perceber ainda que determinadas necessidades colocadas pelos pacientes mascaram por completo a base ou o centro de seu problema que resiste imperativamente em resolver.

Aqueles que tiveram uma longa história afetiva e ainda não conseguiram se encontrar, vale a pergunta sobre o que realmente aconteceu?

Todos os seus parceiros cometeram infrações imperdoáveis no terreno da convivência?
Não se trata de julgamento, mas um balanço sobre um fracasso que a cada minuto corre contra o tempo de nossas vidas.
E pensando também naqueles que pouquíssimas experiências tiveram no terreno emocional.
O que os impediram de vivenciarem ou gastarem sua parte afetiva?

Certamente a prioridade não foi essa área, mas por que?
Medo ou pânico de uma rejeição, ou simplesmente trataram tudo isso como um papel desprovido de sentimento genuíno?
A busca de todos é real e verdadeira, ou passa por características míticas e embebidas de fantasias irrealizáveis?
O mito da “alma gêmea” no aspecto positivo parece que é a coisa mais elitista da face da terra, pois apenas alguns o conseguem, para todo o resto a busca da “cara metade” se dá na luta tórrida da sobreposição de neuroses.

A libido ou desejo sexual possui certamente um caráter transcendental atraindo exatamente a medida exata de nossos processos não resolvidos, por mais que teimemos em ilusões tolas.
Infelizmente muitos precisam de experiências negativas, pois o jardim mais cultivado psiquicamente é o rancor e amargura.

Embora tais palavras soem ofensivas e dolorosas, o objetivo disto é essencialmente a evolução, e jamais a atingiremos se continuarmos mentido para nós mesmos.

Se o ser humano é eminentemente social, não podemos mais tolerar o funil estreito do final das relações, que quase sempre desemboca no conflito ou tédio ao lado de uma pessoa.
Estamos severamente doentes, e nos tornamos maltrapilhos na área sentimental, em conseqüência da sobrevalorização dos aspectos econômicos e de poder.
É nefasta nossa tendência de apenas utilizar o dinheiro ou narcisismo para impressionar ou seduzir alguém.
Enfim, não nos damos conta de que quanto mais acumulamos exteriormente, paralelamente perdemos nas profundezas de nossa alma.

Devemos retroceder em nossa cobiça e refletir profundamente sobre o martírio que tem sido nossa vida sentimental.

Ou arrumamos tempo para tal tarefa fundamental, ou então continuaremos apenas incrementando nosso projeto inconsciente de plena infelicidade.

Todos mentem ao passarem o conceito de que será fácil alcançar determinada satisfação.

Qualquer um que usou um mínimo de sua intuição, já percebeu que ocorre exatamente o oposto.
A batalha sempre será feroz; e os predadores estão totalmente disfarçados nas mais variadas formas e valores.
Antonio C. Araújo
psicoterapeuta de casal e família

O ÓDIO DOS HOMENS PELAS MULHERES. A GUERRA DOS SEXOS E A FRAGILIDADE MASCULINA...

AOS OBSERVADORES (as)MAIS ATENTOS (as) DO COMPORTAMENTO HUMANOS PORÉN,NÃO PASSARÁ

DESPERCEBIDO QUE,ATRÁS DOS EXALTADOS PROTESTOS E MANISFESTAÇÕES DE AMOR,CUIDADO E PROTEÇÃO,A GRANDE MAIORIA DOS HOMENS (TODOS TALVEZ?)TENTA ESCONDER GRAUS VARIÁVEIS DA HOSTILIDADE QUE DEVOTAM ÁS MULHERES.ALGUEM JÁ DISSE QUE HOMENS HETEROSSEXUAIS SÃO SEXUALMENTE ATRÁIDOS PELAS MULHERES,MAS GOSTAM E SE DAO BEM COM OS OUTROS HOMENS.È COM ELES,COM OUTROS HOMENS QUE GOSTAM DE ESTAR,DE CONVERSAR,DE DIVERTIR-SE.
É AOS OUTROS HOMENS QUE RESPEITAM.
JÀ COM OS HOMOSSEXUAL MASCULINO SE PASSA O CONTRÁRIO:-

ELES TEM DESEJO SEXUAL PELOS HOMENS MAS GOSTAM MESMO É DAS MULHERES.

SÃO ELAS SUA COMPANHIA PREDILETA PARA TUDO O MAIS QUE NÃO SEJA ATIVIDADE SEXUAL.
ESSA É A REALIDADE,POR MAIS ESTRANHO QUE POSSA SOAR A NOSSOS OUVIDOS...
E PORQUE É A ASSIM?

PARA O PSICOTERAPEUTA INGLES ADAM JUKER,QUE ESCREVEU UM LIVRO JUSTAMENTE COM ESTE

TITÚLO,

A EXPLICAÇÃO RESIDE NA RELAÇAO DA MÃE COM O FILHO VARÃO

 E A NECESSIDADE COM QUE ESTE SE DEFRONTA DE AFASTAR-SE DELA.


PARA ELE, OS HOMENS TRANFERIRAM PARA AS MULHERES- AS QUE VÃO ENCONTRAR AO LONGO DA VIDA- 

A FRUSTRAÇÃO E O ÒDIO QUE DEVOTAM ÀS MÃES,POR TER SIDO OBRIGADO A SEPARAREM-SE DELAS.


APARTIR DESSA FRUSTRAÇÃO E DA MAL RESOLVIDA SEPARAÇÃO,PASSAM A BUSCAR NAS OUTRAS MULHERES O AMOR PERFEITO E INTENSO QUE EXPERIMENTARAM COM AS MÃES ,ANTES DE FORÇADO A DELAS SE  SEPARAR.


SÓ QUE ESTA É UMA BUSCA DE ANTEMÃO CONTENADA AO FRACASSO.


MULHER ALGUMA CONSEGUIRA PROVER AMOR TÃO INTENSO E INCONDICIONAL COMO AQUELE QUE,NO INICIO DA VIDA UNIU MÃE E FILHO .


E,SEM TER PLENA CONSCIÊNCIA DISSO,OS HOMENS SEGUEM A VIDA TENTANDO PUNIR E FERIR A FONTE DA RENOVADA FRUSTRAÇÃO.

OU SEJA,AS OUTRAS MULHERES.


A DINÂMICA DO PROCESSO EXPLICA A PROFUNDA LIGAÇÃO QUE OS HOMOSSEXUAIS MASCULINOS GERALMENTE MANTÊN COM SUAS MÃES.


 POR NÃO ODIÁ-LAS ,NÃO TÊM TAMBÈM PORQUE ODIAR AS MULHERES.

A AGRESSIVIDADE E A HOSTILIDADE DOS HOMENS EM RELAÇÃO AS MULHERES SE EXPRESSA,NO LIMITE DOS CASOS EXTREMOS,NO ESTUPRO,   E, NA FRANCA AGRESSÃO FÍSICA.

NO DIA A DIA,PORÉM TRADUZ-SE NO DESRESPEITO E NAS TENTATIVAS E MANISFESTAÇÕES ABERTAS OU VELADAS DE HUMILHAÇÃO E DESPREZO.


O IMPORTANTE SUBPRODUTO DESSE QUADRO,E PRINCIPALMENTE DO CONFLITO E AMBIVALÊNCIA QUE GERA NO INCONSCIENTE  DO GAROTO ,É A DIFICULDADE -QUASE - INCAPACIDADE - QUE TERÁ,QUANDO ADULTO,DE ENTREGAR-SE DE FORMA TOTAL E INTEGRAL AO AMOR DE UMA MULHER.

A MALOGRADA EXPERIÊNCIA DE AMOR COM A MÃE,A DEVASTADORA SENSAÇAO DE TER SIDO TRAÍDO E ABANDONADO, ENSINA-0,   ( -ASSIM ELE O SENTE- )  QUE A DEPENDÊNCIA E A VULNERABILIDADE EM RELAÇÃO AS MULHERES  SÃO PERIGOSAS.

A MULHER SIMBOLIZANDO A FIGURA DA MÃE, PASSA A METER MEDO E DESPERTAR RANCOR..

DECIDE ENTÃO...

INCONSCIENTEMENTE, NUNCA MAIS PERMITIR QUE ALGUMA  MULHER TENHA TAL PODER SOBRE ELE.

PARA O TERAPEUTA BRITÂNICO ADAM JUKER-

ESSE TIPO DE CONFLITO E ESSA DECISÃO SÃO VIVENCIADOS POR TODOS OS HOMENS.

O QUE OS DIFERENCIA É A "INTENSIDADE".

EXPLICA-SE ASSIM ,A SEPARAÇÃO BEM CLARA QUE O HOMEN FAZ ENTRE O AMOR E O SEXO

 

E O MEDO TERRÌVEL QUE TEM DO ENVOLVIMENTO DA INTIMIDADE E DA ENTREGA.



TEXTO
EXTRAIDO DO LIVRO
"QUEM AMA NÃO ADOECE"
AUTOR:-DR.MARCO AURÉLIO DIAS DA SILVA

CARDIOLOGISTA E PSICOLOGO
QUANTO MAIOR A PREOCUPAÇÃO  INCONSCIENTE DO SER HUMANO QUANTO A SUA CAPACIDADE DE SER "AMADO",
MAIOR SERÁ A PREOCUPAÇÃO CONSCIENTE DE SER FÍSICA E SEXUALMENTE ATRAENTE.

terça-feira, 13 de abril de 2010

DINHEIRO NAÕ COMPENSA A FRUSTRAÇÃO....

Dinheiro não compensa a frustração.

Parceiros precisam renovar o afeto

Quando somos pequenos, a mãe é amor incondicional.

O pai, de outro lado, é pura proteção.

Tais sentimentos vivem no inconsciente e podem prejudicar o casal, se um não corresponde à idealização do outro.

A ânsia por bens materiais é uma das indicações mais freqüentes do desapontamento.

É preciso separar a fantasia das possibilidades reais para reacender a chama.



Ser jovem é ter mil planos na cabeça.

A vida é um mar aberto, navegado com esperança e entusiasmo; seu porto de chegada é uma bela e alegre existência sonhada.

Geralmente o timoneiro almeja ter um companheiro de viagem, ao mesmo tempo seu amor e sócio.

Como amor, deverá preencher todas as necessidades afetivas e corporais vivenciadas nas primeiras relações com a mãe, e desenvolvidas em subseqüentes relacionamentos amorosos.

Espera-se que o carinho, a carícia e a realização sexual surjam exatamente na hora e na medida desejada; espera-se que os pontos psíquicos sensíveis de cada um sejam reconhecidos, respeitados e tratados com delicadeza.

Só a vida em comum irá desfazer a ilusão de tal encaixe perfeito, onde o companheiro corresponderia exatamente ao desejo do outro.

Há um difícil trabalho a realizar para a aceitação gradativa dos desencontros e das diferenças individuais.

Outra ilusão a ser desfeita refere-se à face de sócio da relação amorosa.

No pólo ideal espera-se que o parceiro venha a conquistar posições profissionais, financeiras e sociais extraordinárias.

A fantasia originária que corresponde a esse desejo, nós a encontramos na figura do Pai Primitivo, aquele que era visto pela criança como capaz de satisfazer a todas as necessidades materiais e afetivas.

Assim como o inconsciente sonha com um amoldamento perfeito, que remete à vivência com a Mãe Originária, também sonha com a proteção onipotente ancorada no Pai Primitivo.

Essa proteção fantasmática ecoa nos aspectos financeiros e sociais do casal.

E, se não atende à expectativa inconsciente de um Pai Provedor, a credibilidade do cônjuge fica abalada.


Será então preciso um trabalho de discriminação entre a figura do parceiro e a personificação inconsciente do Pai Todo-Poderoso, para que a relação amorosa não tome rumos tempestuosos.

Os ideais excessivos, ainda ligados aos desejos e fantasias infantis onipotentes, deverão ser desbastados até corresponderem às capacidades e limitações de cada cônjuge, e do casal como um todo.

A situação torna-se mais aguda se os proventos da mulher superam os do homem.

Estamos aqui diante de uma diferença.

Embora ambos esperem acolhimento carinhoso (mais associado à Mãe Primitiva) e proteção onipotente (mais associada ao Pai Primordial), os desejos distribuem-se de forma desigual.

A mulher mais exige do homem sucesso financeiro e profissional e o homem mais espera da mulher agrado, meiguice e aconchego.

Imbricam-se essas expectativas inconscientes com a mentalidade na qual estamos mergulhados.

Campeia em nossa sociedade a competição predatória, o consumismo, o exibicionismo, a inveja, o desejo de estar acima dos outros, a lei do "toma-la-da-cá".

A materialidade e o mercantilismo sufocantes invadem o lar.

Provocam picuinhas, implicâncias, comparações, acusações, brigas.

Fala-se, por exemplo, do último modelo de televisão que o vizinho ou amigo já tem e o casal ainda não pôde comprar.

E de quem é a culpa?

A mulher dirá que é do marido.

Ele irá sentir-se desvalorizado, culpado, envergonhado.

Mas em algum momento dará o troco, escancarado ou sutil.

A retaliação talvez seja: "Você não sabe cuidar da casa, de mim, dos filhos", ou qualquer outra agressão que mexa com a competência dela.

Os pontos fracos de cada um serão farpeados.

O amor inicial que os uniu esmaece e é substituído pela ânsia voraz de estar o mais próximo possível do topo da pirâmide social.

Para reverter a situação é preciso ressuscitar o amor adormecido, colocando-o acima das ambições financeiras e sociais.

Então será possível uma convivência mais harmônica e prazerosa, com mais satisfação para o casal e maior segurança para os filhos.