segunda-feira, 5 de abril de 2010

Desvendando a bipolaridade

É interessante a invenção de novos nomes ou diagnósticos para descrever velhas patologias conhecidas. Assim como a síndrome de pânico foi uma mera derivativa das chamadas fobias, a bipolaridade é o nome moderno para o chamado transtorno maníaco-depressivo. A renomeação de moléstias segue o princípio da maquiagem moderna farmacológica, dando certa ilusão de um instrumento mais efetivo e poderoso no combate à doença. Como todos sabem, a bipolaridade é definida principalmente pela constante e repetitiva oscilação do humor e comportamento do sujeito; ora um estado depressivo, melancólico, ou a euforia, alegria e uma energização que deixa perplexo todos que convivem com a pessoa. A primeira coisa interessante para se notar é que ao contrário do que muitos pensam, o fenômeno da agressividade não se encontra no pólo maníaco, mas justamente na fase depressiva. A explicação é simples, a agressividade permeia dito pólo como uma reação à frustração da pouca durabilidade da fase maníaca e também como uma forma de contaminar completamente o ambiente ao seu redor, “como nunca irei superar tal situação, desejo que sintam a mesma angústia”. Claro que neste ponto entram elementos poderosos de inveja e vingança contra o meio. Infelizmente o bipolar sempre irá comemorar o insucesso ou infortúnio do outro, a projeção é seu mais puro e doce alimento. (claro que não estou emitindo um juízo de valor sobre o caráter de ninguém, apenas relatando uma manifestação comportamental frente ao transtorno)

O que mais chama atenção em tal enfermidade é quando da passagem depressiva para a maníaca, como disse anteriormente, há um vigor ou paz de espírito quase que sobrenaturais, causando uma total frustração no acompanhante ou familiar da pessoa, que não se conforma que o indivíduo não consiga se estabilizar em tal estágio, pois teria amplos recursos para tal empreitada. Mas neste ponto, o leitor irá indagar que é justamente a bipolaridade que não permite tal fato. O que desejo concluir é que a lamúria, tendência ao auto-sofrimento, autocomiseração é incrivelmente mais potente do que qualquer princípio da realidade que traga satisfação ou estabilidade. A mensagem máxima de todo esse processo mórbido, é a insistência numa ingenuidade ou infantilidade, achando que o meio ao seu redor deve ter eterna paciência e compreensão perante todos os mecanismos confusos e difusos apresentados. O bipolar reclama um amor incondicional, ao mesmo tempo em que tenta condicionar os outros para a aceitação de sua estrutura neurótica de personalidade. A bipolaridade não deixa de ser um fenômeno psicológico que denuncia com exatidão o espírito sociológico de nosso tempo: “tenho pleno potencial para o amor, afeto e harmonia, mas, repentinamente me lembro de meu contrato quase que vitalício assinado com o caos ou perturbação nos relacionamentos, tudo isso oriundo de um mimo não resolvido perante uma suposta rejeição das figuras parentais. O bipolar apela o tempo todo, forçando seu direito ao amor que não obteve, sendo que não resgata em hipótese alguma suas falhas pessoais nesse histórico de convívio.

A instabilidade histórica do bipolar se origina em sua angústia pessoal de identificar quem é o modelo afetivo que irá lhe proporcionar segurança; ora é o pai, a mãe, ou o ódio contra ambos, nunca havendo uma linha linear. Parece não existir uma vontade interna para a superação do problema. A medicação é vista como uma espécie de império absoluto, sendo que na maioria dos casos a psicoterapia é encarada com total desconfiança. O fato é que a manifestação mórbida possui um caráter muito forte de sedução, seja pela pena ou compaixão, exigindo uma resposta constante de pleno cuidado por parte do meio ao redor da pessoa. A insistência da psicoterapia passa a ser fundamental, pois acima de tudo, o bipolar deve a si mesmo uma explicação para todo o seu excesso. Gostaria neste ponto de colocar uma tese talvez estranha, mas que na minha concepção é bastante inovadora. E se determinado transtorno mental for um derivado de um protesto familiar ou social reprimido? Antes que alguém ache tal tese absurda, pensem que o maior medo em nossos dias é em relação à opinião alheia, coisa que o bipolar dribla com a máxima maestria, se utilizando da descompensação como escusa de suas atitudes. Este é exatamente o ponto chave, sendo que a doença é o que sobrou de certa forma de uma mitigação política e ideológica; a rebeldia ou protesto social é totalmente convertido para o pólo psicológico. Obviamente não estou querendo inferir que determinada pessoa avessa à política irá desenvolver a bipolaridade, mas, apenas ressalto o transporte de um fenômeno social para uma área privada da personalidade. A mente parece que capta qualquer aspecto importante de algum derivativo social, sendo que o mesmo jamais se apaga, apenas adquire novo molde ou formato. O bipolar encena num microcosmo toda uma esfera política e histórica da humanidade, de luta pela atenção, poder, compaixão, sedução e diversos outros fenômenos sociais. Nunca podemos pensar num modelo individualizado de tratamento sem a compreensão paralela que a doença é criativa ao adquirir determinados formatos dos moldes econômicos e sociais de nossa era.  

A grande questão que se coloca é quando realmente estaremos plenamente motivados a atacar de frente determinado problema, pois parece que sempre o estamos mascarando ou rodeando. O desequilíbrio psicológico nunca é por acaso, é principalmente uma seqüência histórica de frustração e desilusão. Uma reflexão vital que todos devem fazer é sobre o tipo de poder que tentam adquirir durante a vida: criatividade, poder econômico, político, sedução e beleza ou através da doença. A necessidade de ser notado é praticamente um correlato das necessidades fisiológicas do ser humano, seja de uma forma saudável ou em tons bizarros. Nomeando de bipolaridade ou psicose maníaco-depressiva, como devemos interpretar a fundo tal fenômeno? Tanto a ascensão ou o famoso pico, quanto à queda ou depressão, remetem ao famoso conceito do psicólogo ALFRED ADLER acerca do complexo de superioridade e inferioridade. A bipolaridade nada mais é do que este intercâmbio psicológico. Na mania, a euforia, certeza da vitória, autoestima em elevação e sensação de auto-suficiência, e ainda tentativa de destaque tendo ou não os recursos para tal empreitada; na fase depressiva o choro, culpa, lamúria, necessidade de projeção do caos pessoal para outras pessoas, e insistência no mecanismo da sedução, através da pena ou solidariedade do meio enquanto a pessoa permanecer recaída.

Será que vale a pena, digamos assim, chamar a atenção ou atuar algo psicossomático constantemente? A resposta novamente nos remete ao complexo de poder. Se não temos uma vaga cativa na cena política, social ou econômica, resta o uso do corpo ou enfermidade da alma para sermos lembrados. É interessante como sempre notei o aspecto mais do que ambicioso do bipolar. Assim como no começo do estudo, faço um alerta quanto a qualquer concepção reducionista; sem sombra de dúvida, pessoas abastadas e com poder também podem descarregar suas frustrações nas enfermidades mentais, apenas estou salientando a existência do fenômeno em determinadas pessoas onde impera um vazio de poder pessoal. Quando determinado sujeito começa a notar que seu espírito talvez seja estéril, começa a manipular ou até brincar com os conteúdos psicossomáticos citados, visando uma diversificação deformada ou amplificação corrupta de seu self ou sentido de existência. Ao contrário do obsessivo, o bipolar rejeita qualquer tipo de ordem ou organização de sua conduta diária de vida. Tudo é sempre através do improviso ou impulsividade, sendo que o resultado é bastante óbvio; uma perda em todas as esferas: econômica, pessoal e afetiva. Pensemos neste ponto na questão do dinheiro; igualmente ao maníaco-depressivo de antigamente que perdia sua casa em jogo de azar, o bipolar traça o mesmo caminho de forma talvez resumida ou dissimulada; dívidas bancárias, protestos contra seu nome, perda de objetos comuns, esquecimento ou falta de cuidado com seus bens, enfim, jamais consegue cuidar efetivamente de seu patrimônio, pois se sente eternamente miserável ou dependente, atuando como uma criança que não tardará a estragar algo valioso que lhe foi fornecido ou conquistado, o consumismo é apenas uma fachada contra a terrível ansiedade que se abate sobre a pessoa.
Antonio  C. Araujo
psicoterapeuta

A CARPA APRENDE A CRESCER....

A carpa japonesa ( koi) tem a capacidade natural de crescer de acordo com o tamanho do seu ambiente. Assim, num pequeno tanque, ela geralmente não passa de cinco ou sete centímetros - mas pode atingir três vezes este tamanho, se colocada num lago.Da mesma maneira, as pessoas tem a tendência de crescer de acordo com o ambiente que as cerca. Só que, neste caso, não estamos falando de características físicas, mas de desenvolvimento emocional, espiritual, e intelectual.Enquanto a carpa é obrigada, para seu próprio bem, a aceitar os limites do seu mundo, nós estamos livres para estabelecer as fronteiras de nossos sonhos. Se somos um peixe maior do que o tanque em que fomos criados, ao invés de nos adaptarmos a ele, devíamos buscar o oceano - mesmo que a adaptação inicial seja desconfortável e dolorosa.

domingo, 4 de abril de 2010

EXISTE REALMENTE QUIMICA SEXUAL??

Pensando em excitação, um casal pode ter vida sexual legal por toda a vida.

O desejo pede novidades;

a excitação só pede troca de carícias.

É vital chegarmos à raiz da questão, ou seja, a sexualidade genuína sempre estará ao lado das pessoas comprometidas efetivamente com o  bem estar do próximo; sendo que o resto é puro teatro ou performance de poder. A insaciável busca da prostituição pelos homens não deixa de ser uma tentativa clássica de violação das regras que o sistema mantém, pois a rebelião é com a obrigatoriedade da troca ou o suposto enjôo de conviver sempre com a mesma pessoa no âmbito sexual. Para a mulher em nossos dias, resta ainda o sofrimento supremo de tal traição, ou então se possuir os requisitos sociais da beleza e sedução, tentar a todo custo uma espécie de leilão de seus dotes físicos ou ilusão de encontrar o parceiro mais do que perfeito por tal condição citada. A sexualidade neste ponto se assemelha a drogadicção, se formando não apenas vícios, mas patamares intransigentes acerca do suposto valor da troca sexual, seguindo uma linha linear de conduta e obsessiva perante o que a sociedade impõe. O problema maior é que tudo que se está colocando não é em função do companheirismo ou amizade, mas um palco macabro de dissimulação e teatralidade apenas em função da conquista, seja pela beleza ou aspecto econômico.

Insisto em que o gozo real só é alcançado quando se encontra um parceiro ideal e quando ambos desejam realmente amar, o resto como disse é pura quantidade ou festival narcisista usando o sexo como ator central. que a cultura moderna ainda não absorveu é que o experimentar livremente sem qualquer tipo de compromisso não diz necessariamente de uma pessoa capaz do gozo, o núcleo do mesmo é a capacidade de atrair alguém que realmente irá acrescentar algo em sua alma.A infelicidade sexual não é e nunca foi nenhum tipo de distúrbio ou disfunção sexual, mas exatamente o que disse, não conseguir atrair um cúmplice para a própria relação em si própria. O sexo está cada vez mais se assemelhando ao que escrevi outrora num texto sobre o conceito de deus, uma tela em branco onde se projeta tudo o que supostamente acreditamos ou buscamos, no caso sexual: vaidade, sedução, disputa, competição, solidão, medo e frustração. Venho dizendo neste estudo que há muito o sexo está totalmente globalizado por várias esferas afora reprodução e prazer. Outro ponto vital acerca da sexualidade e que todos também já sentiram, é que jamais o ato sexual compulsivo preencherá um determinado vazio existencial ou carência, pelo contrário, só irá reforçá-los ou os amplificar. O sexo isoladamente só acentua a terrível e torturante certeza de que o indivíduo jamais foi amado ou sequer gostado, e digo isso sem nenhum tipo de cunho moral ou ideológico, mas na experiência clínica da solidão avassaladora que a sexualidade desgarrada produz nas pessoas. Claro está o medo do compromisso em nossa era, seja por fatores econômicos, ou pelo receio de ser rejeitado ou abandonado. Porém, já estou dizendo há muito tempo que a solidão já é o principal problema de cunho psicológico de nossa atualidade. A sexualidade embora tenha um poder incrível, perde terreno a cada dia para o isolamento do ser humano que a sociedade ajudou a construir e moldar. A verdade é que todos estão perdidos em relação ao que realmente é prazeroso, faz-se sexo ou se experimenta novas posições, apenas por se ler num livro, assim como vamos assistir determinado filme porque alguém nos disse que o mesmo é ótimo. Não que haja problema nisso, mas falta uma total criatividade na chamada arte do prazer. Assim como o adolescente naturalmente descobre a masturbação e conseqüente gozo sexual, o adulto deveria encarar a sexualidade com maior naturalidade; o principal causador dos distúrbios sexuais na atualidade é a pressão e exigência muitas vezes de cunho irracional ou fantasioso.

sábado, 3 de abril de 2010

O TIMIDO É O OPOSTO DO PERVERSO.....



TIPOS PSICOLÓGICOS DE NOSSA ATUALIDADE

O primeiro psicólogo da história a tentar defini-los (CARL GUSTAV JUNG) certamente sentiria um mal estar absoluto, pois seu modelo consistia em quatro tipos específicos: introvertido; extrovertido; colérico e fleumático.
O primeiro era resistente ao contato social,
o segundo era amplamente narcisista,
o terceiro encarnava o tipo agressivo,
e o último a frieza de sentimentos.
Transportando para nossa atualidade gostaria de expor ainda quatro tipos básicos: -
o perverso;
o tímido;
o autopunitivo
ou sabotador
o impulsivo-agressivo
. Obviamente estes não explicam o ser humano por completo, apenas é uma espécie de criar um quadro para o entendimento pessoal e social.
 
Em contrapartida ao tipo psicológico descrito temos o tímido, toda a ousadia do primeiro é totalmente negada no segundo; ao contrário do outro o tímido odeia desafios, principalmente quando sente que os mesmos serão um teste para sua auto-imagem, teme profundamente ser rejeitado, e não tem confiança alguma em seu potencial afetivo ou de conquista. Descrevi este tipo detalhadamente no decorrer de meus outros textos.
O tímido tenta tirar lucro de sua não participação, conhecendo e sendo um bom ouvinte do outro e retendo totalmente a fala sobre si próprio.
O histórico dessa patologia remete a diversos fatores constitucionais: falta de um ambiente familiar mais caloroso e afetivo, não reforço dos pais em relação aos ganhos pessoais da criança, e principalmente uma imagem depreciativa de seu lado físico e afetivo.
O tímido acredita ser incapaz de despertar a atenção alheia quando o tema central é sua pessoa. O fato que mais marcou minha atenção no estudo durante anos sobre tal tipo é algo que talvez não fosse muito percebido pela psicologia, a canalização de toda a energia reprimida das áreas citadas para a esfera material. É impressionante como comecei a notar que quase todo tímido era tremendamente bem sucedido na questão econômica, e achava um tanto estranho, já que a falta de sociabilização poderia ser um obstáculo para seu progresso. Mas tudo faz um tremendo sentido num mundo onde pouco importa vínculos, e sim máquinas, cálculos ou informática, o tímido é o senhor supremo do impessoal, sabe tirar um proveito mágico desse atalho que a sociedade oferece. Torna-se um cidadão exemplar, exatamente para jamais ser alvo do que mais teme que é a crítica.




Na verdade voltando a falar de espelhos da sociedade o tímido representa uma parte de nossa era, abdicação da emoção e motivação genuína, em troca rotina e caráter metódico. Cumprem perfeitamente todas as convenções sociais, seu núcleo é estar constantemente protegido, seja pelo lado econômico ou por se diluir na multidão solitária. Seu preço obviamente é a falta constante de uma inspiração criativa, que deleite seu sentido de vida.
O tímido pode ser encarado como aquele personagem descrito por WILHEM REICH em seu famoso livro “escute Zé ninguém”, como o homem moderno, submisso por completo aos ditames sociais, sem prazer verdadeiro, mero personagem, nunca diretor de sua peça de vida, o medo reina absoluto em seu cotidiano, acho que não preciso dizer mais nada.
Sobre a questão política colocada por REICH, o mesmo enfatizava que era o homem comum quem verdadeiramente impedia qualquer tipo de transformação. O que a maioria dos psicólogos sociais e sociólogos não perceberam é que a entropia do movimento político não se deu apenas pelo fim do chamado estado socialista, está é apenas uma parte do problema.
Na cena brasileira após o estado repressor assistimos o surgimento do totalitarismo do estado jurídico, sendo assim qualquer transgressão como greves ou coisa do tipo não só é punida com pesadas multas aos sindicatos, mas também a aniquilação de lideranças com sucessivos processos judiciais contra os mesmos, e numa sociedade em que ninguém tem disponibilidade de tempo para nada, tal medida é fatal contra qualquer rebelião. Percebam que se pensarmos no histórico de alguns movimentos, não era a ditadura que era temida, pelo contrário, era honroso lutar contra a mesma, fora o lucro político de tal fato, se não me engano boa parte de nossos políticos atuais foram militantes contra a ditadura. O estado sabe muito bem que uma tirania será quase de imediata respondida com ódio, seja a guerrilha ou protestos, mas a burocracia não, pois a função da mesma é justamente sufocar qualquer espírito. Estou dizendo isso, pois tal fenômeno explica a verdadeira timidez social em termos de qualquer mudança, tudo é imposto, e o indivíduo está desaparecendo nessa neblina burocrática, o resultado é o que já pontuei em outros textos, a transferência de um protesto social para transtornos psicológicos, obviamente que não estou explicando a origem destes apenas por tal evento, mas é parte de seu alicerce.
Não apenas a célebre frase de JOHN LENNON (“não confiem em ninguém depois dos trinta”), mas, principalmente a motivação e vontade morrem talvez após essa idade, e o que sobra é a busca de um conforto material paralisante e recheado do mais puro vazio, e todos sabem disso, mas estão completamente viciados, e vamos “tocando a vida”, esse é o fato. O incrível é que esse estado de direito impositivo burocrático acabou por ser a própria salvação da psicanálise, nunca a mesma esteve tão em voga, justamente pelo excesso de proibições na esfera pessoal, ou seja, o clássico conceito da repressão, chave mestra da teoria citada nunca andou tão em moda.
Antonio C.Araujo
psicoterapeuta 

O PERVERSO CRESCEU NA CAUDA DA DECADENCIA DO LADO POLÍTICO E SOCIAL DE NOSSA SOCIEDADE MODERNA....



O TIPO PSICOLÓGICO-

O PERVERSO...


É sem dúvida alguma o grande líder da atualidade, não tem nenhum receio ou pudor para incrementar sua vaidade pessoal ou narcisismo, a despeito do sofrimento alheio.

É um orgulho fazer do mundo um palco ou museu 24 horas para expor suas perversões ou manias, sem nenhum senso crítico ou sentimento de culpa, o que vale é seu direito individualista para o gozo pessoal, independentemente se causará ou dano ao outro.

 O perverso institui um tribunal de exceção, por não conseguir trabalhar a frustração, não admite em hipótese alguma perdas ou rejeições, é um ultraje alguém lhe impor regras ou limites, já que a coletividade segundo seu pensamento lhe é devedora eterna.

O perverso capitaliza na plenitude sua falta ou castração segundo os conceitos da psicanálise, não lhe é possível nenhum interdito, qualquer experiência tem de estar direcionado ao seu gozo íntimo, o outro deverá acatar com parcimônia sua posição de escravo referente ao desejo do mesmo, não pode haver protesto ou rebelião, o perverso é o fundador de um estado totalitário no campo sexual e afetivo, sua tirania não é a aniquilação do outro, mas a completa subserviência perante seus desejos.

O perverso se acha o pioneiro e o mais criativo na arte do gozo, tem a certeza de uma criatividade única nesse terreno, não aceita competidores apenas pessoas que possam incrementar suas crenças fantasiosas.

Ele é único, um resquício de uma monarquia no terreno sexual, engrandecendo sua soberba e egoísmo citados.

É seu direito ser único na arte de transgredir, rechaçar o amor em nome de uma eterna experimentação de gozos.

A sociedade é seu laboratório para a masturbação.

.O perverso não deixa de ser um fronteiriço entre a neurose e psicose, vive a primeira em suas relações profissionais.
E a segunda na sexualidade, não apenas por causa da falta de limites, mas pela absoluta frieza que passa para seus parceiros.

. Outra analogia a fazer é com o drogado que se queixa do seu problema, procura muitas vezes o tratamento com a plena certeza de que jamais largará seu vício, no máximo deseja obter um mínimo de controle, e esta é exatamente a contradição dos dois tipos, criaram um plano inconsciente onde jamais pode haver tal controle ou interdito.
É mais do que evidente dizer que falar em cura nesses casos é pouquíssimo provável, o que sempre lançou um desafio enorme para a psicologia e psiquiatria, como lidar com esse tipo psicológico.
O que me espanta é que nunca houve um estudo de caso longo, ou seja, como um perverso de 30 anos atrás se posiciona hoje quando arrefeceu seu instinto sexual?

Percebam como seria útil a observação clínica de um caso desse tipo, houve sublimação com o tempo, após a derrocada da sexualidade, se instalou a profunda depressão, houve tentativas se suicídio, toda a energia foi talvez transportada para o lado material?

O perverso cresceu na cauda da decadência do lado político e social de nossa sociedade moderna, não deixa de ser um grande espelho da mesma, o que vale é uma satisfação imediata e narcísica sem o menor compromisso sentimental ou afetivo, a palavra mais distante do dicionário do perverso É...... O AMOR...
 Antonio Carlos Araujo
 psicologo

Penso que vivem melhor aquelas pessoas que sentem menos desejo.

:

Como explicar a conduta de uma pessoa gulosa, que adora comer e que mastiga pouco, mantém pouco tempo o alimento na boca - que é onde se sente o paladar do alimento - e engole tudo o mais rápido possível?

Porque pessoas que "curtem" tanto o sexo têm tanta pressa de terminar o ato, tanta preocupação com a ejaculação ou o orgasmo, quando o legal seria vivenciar longamente a excitação e o prazer que ela determina?


Resposta
: É curioso observar que temos uma atitude dúbia em relação aos prazeres em geral: buscamos chegar neles de forma intensíssima e depois parece que temos um certo medo de exagerar no seu usufruto. É como se uma cota muito grande de prazer nos estivesse sendo negada, como se fosse pecaminoso usufruir demais das delícias da vida material, especialmente os prazeres do corpo - que talvez sejam exatamente os que mais gostamos. Temos medo que uma dose excessiva de satisfação e alegria venha a nos trazer dissabores em seguida. Somos vítimas de um pensamento supersticioso, gerado no âmago de nossa vida íntima e desde muito cedo, segundo o qual uma grande alegria aumenta as chances de que algo de negativo aconteça. Assim, tendemos sempre a buscar o prazer e também a fugir dele. Na prática, ao nos depararmos com a satisfação grande, fazemos com que ela dure um tempo pequeno, o tempo que somos capazes de tolerar sem nos assustarmos demais e não ficarmos com medo de que algo negativo venha a nos acontecer imediatamente. Talvez essa seja a causa de alguns maus hábitos, segundo os quais fazemos com que nossa qualidade de vida seja um tanto inferior àquela que poderia ser. A verdade é que temos medo de um excesso de felicidade, medo de que nos traga conseqüências danosas. Assim sendo, dosamos nossos prazeres dentro daquilo que nos parece suportável e não tão ameaçador.

Numa época em que as pessoas em geral, e os jovens em particular, têm acesso máximo à informação, a curiosidade e a inquietação intelectual não deveriam estar aumentadas? É o que está acontecendo?



Resposta:
De fato, é o que deveríamos esperar. As pessoas hoje têm na televisão, por exemplo, uma fonte muito grande e agradável de informações. A televisão ocupa o lugar central na grande maioria das salas de estar das casas brasileiras. A maior parte da população gasta mais de 20 horas por semana diante dela. Acontece que seu efeito é exatamente o oposto: parece que hipnotiza, que torna as pessoas preguiçosas para pensar, que aceitaram de se entreter de uma forma passiva, apenas recebendo aquelas imagens e sons sem nenhuma crítica, sem nenhuma reflexão.


O resultado parece nos encaminhar na direção da falta de disposição para qualquer tipo de esforço ativo, como é o caso da leitura de um artigo mais comprido em uma revista. A leitura de um livro parece se tornar uma tarefa quase impossível, pois requer esforço ativo, concentração grande - sim, porque se a pessoa se distrai por um momento tem que voltar até o ponto em que estava prestando atenção. Na televisão, as distrações nem sequer são notadas, pois tudo caminha por conta própria e a pessoa pega o fio da meada mais adiante sem esforço. O que tem acontecido é péssimo, pois são inúmeros os jovens que hoje não desenvolveram atenção e concentração suficientes para poderem desenvolver um forte interesse.

Temos uma geração de apáticos, preguiçosos e que se sentam passivamente horas a fio diante da telinha.


Vejam a ironia e o curioso da vida: o videogame e os jogos interativos da Internet parecem ser os responsáveis pela interrupção desse ciclo terrível.

Neles os participantes têm que atuar, coisa que não vinham fazendo há décadas! Têm que prestar atenção e a distração poderá ser fatal. Têm que voltar a se interessar ativamente, o que parece ser a retomada de vida inteligente em nosso planeta. O que parecia uma atividade improdutiva e ainda mais alienante vem se transformando em instrumento para acabar com a letargia de toda uma geração.

Vivemos numa cultura que nos estimula a sentir um grande número de desejos e nos ensina que desejar, e de forma intensa, é uma coisa boa.

Será isso verdade?


As pessoas portadoras de desejos fortes levam uma vida mais gratificante e são mais felizes?



Resposta:

Não deixa de ser curioso que tenhamos acreditado nisso. Afinal de contas, estar desejando corresponde a um estado de incompletude, de insatisfação pelo fato de que algo nos falta. Talvez a única exceção seja o desejo sexual, onde a inquietação que ele provoca pode ser sentido como agradável, como algo que provoca a sensação de excitação, um desequilíbrio que é temporariamente agradável. Agora, todos os outros desejos, tanto os de natureza física - fome, sede, frio, etc - como os relacionados com anseios criados pela cultura em que vivemos - desejo de possuir algum bem material, de usufruir de algum tipo de privilégio, de ser famoso, etc - só podem gerar insatisfação, frustração e tristeza. Somos ensinados a desejar porque aprendemos que, ao nos sentirmos frustrados, ganhamos uma força e uma energia extra no sentido de perseguirmos aquilo que queremos muito ter ou ser. Isso pode ativar nossa garra e competitividade, mas gera uma insatisfação muito prolongada, muito maior do que o prazer que experimentaremos quando formos capazes de satisfazer nossa vontade.
O mais grave é que a sociedade está sempre criando novos objetos de desejo, de modo que quando pensamos que temos tudo, algo novo parece essencial à nossa felicidade.

Penso que vivem melhor aquelas pessoas que sentem menos desejo.



Penso que o próprio desejo sexual não deveria ser estimulado ao máximo e a satisfação desse desejo não deveria ter se transformado em mais um motivo de orgulho e de competição - sendo vencedor aquele que consegue efetivar mais vezes o contato físico capaz de resolver o desejo.
Penso mesmo que muito melhor do que ter muitos desejos, e conseguir realizá-los graças a esforços enormes, é não desejar tanto, é se satisfazer com o parceiro sexual que se tem - desde que seja bom, é claro - e com os bens materiais que conseguimos obter sem que tenhamos que nos sacrificar tanto.
DR. FLAVIO GIKOVTE

sexta-feira, 2 de abril de 2010

PRAZER É UMA QUESTÃO DE PERCEPÇÃO...... E É INDIVIDUAL....

Prazer é questão de percepção e é individual


Vou te dizer que eu fiquei muito inspirada quando pensei em escrever esse texto.
Já pensou: eu te dizendo o que é que é realmente um prazer? Isso seria muito mais do que pretensioso, seria uma besteira tremenda!

Tomar um banho relaxante, saborear um tempero diferente, sentir aquele aroma que traz doces lembranças, dançar, ouvir o barulho da chuva, dar um beijo gostoso, enfim, fazer aquilo de que se gosta...

É prestando atenção, integrando nossa mente, nossas emoções e sensações que o prazer acontece.



:: O seu prazer é seu
Sentir prazer é uma dádiva divina. E, eu chamo dádiva divina tudo o que a vida nos oferece: a mim, a você, aos maldosos, aos bondosos, enfim. Falo da natureza, do sol. Da mágica da terra criando os alimentos, do funcionamento perfeito do nosso organismo, desta inteligência que orienta o Universo. Esta inteligência infinitamente capaz de criações únicas: não existe nada igual a nada.

Somos únicos. Corpos, personalidade, gostos, sentimentos. Até a realidade depende exclusivamente da nossa percepção, da nossa interpretação. Quando estamos no bem a nossa vida é boa. Quando estamos apaixonados, amando, nos dando prazer tudo fica colorido, brilhante, doce... E aí, não falo só do prazer para a relação afetiva.

Podemos ter prazer em tudo na nossa vida... Na nossa vida familiar, social, profissional. Irradiando bondade, irradiando gostosura, alegria...

:: Chaves para o prazer
A chave para o prazer é o auto-conhecimento e auto-aceitação.

Quando entramos em sintonia com nossa exclusividade, com as nossas peculiaridades e simplesmente manisfestamos o que somos _ sem medos, bloqueios, moralismos, limitações _ vivendo o momento presente o prazer acontece.

Simples, não é?

Pois é simplesinho assim mesmo! Apenas se dar o que agrada, o que adoça, seduz... Com gratidão, intensidade e entrega.

Viver com prazer é uma questão de escolha.

A evolução da ansiedade ...

A evolução da ansiedade

Ansiedade está mais presente na vida moderna

De acordo com a teoria de Charles Darwin, que fala sobre a evolução das espécies, os seres vivos se adaptam ao meio para garantir a sobrevivência dos seus. Com tecnologia, globalização e o estresse de uma grande metrópole, os humanos têm que se adaptar à correria diária.

Nessa luta para se adequar, o organismo dá sinais de alerta para o descanso e o cuidado com o corpo e a mente. A ansiedade é um destes sinais. Esse sentimento de apreensão, uma sensação de que algo está para acontecer, representa um contínuo estado de alerta e uma constante pressa em terminar as coisas que ainda nem se iniciaram.

Segundo a médica e psicanalista, Soraya Hissa de Carvalho, a ansiedade é uma atitude fisiológica normal responsável pela adaptação do organismo às situações de perigo. “Se não existisse esse mecanismo que nos coloca em posição de alerta, talvez nossa espécie nem tivesse sobrevivido às adversidades encontradas pelos nossos ancestrais”, explica.

Até certo ponto, a ansiedade é positiva, mas, em excesso, pode causar danos à saúde. Os nossos ancestrais, os homens das cavernas, passavam por situações nos quais as ameaças eram animais ferozes prestes a atacá-los e as invasões de tribos inimigas. Circunstâncias que após a reação do corpo - fugir ou atacar- passam e se estabilizam.

“Na antiguidade, tais ameaças eram concretas e a pessoa tinha um determinado objeto real a combater, localizável no tempo e no espaço. Hoje em dia, esse objeto de perigo vive dentro de nós. As ameaças vivem, dormem e acordam conosco. Ou seja, vivemos ansiosos.”, afirma Soraya.

Fonte: Portal Fator Brasil

quinta-feira, 1 de abril de 2010

A DIFERENÇA ENTRE PSICOLOGIA TRANSPESSOAL E A PSICANÀLISE....


O ego em duas versões

As diferenças entre a psicologia transpessoal e a psicologia clássica são realçadas quando se compara a abordagem do ego pela transpessoal e pela psicanálise

PSICANÀLISE.

Dualidade. A realidade relativa é vista como única.

Os dados são autobiográficos, a partir do nascimento

Dinâmica psíquica

Visão pessoal da realidade

Conceito de vida finita

Poder total no indivíduo

Ego finito, limitado ao corpo físico

O objetivo terapêutico é reforçar o ego

A morte do ego é um sintoma psicótico

A diluição do ego é ameaçadora.


TRANSPESSOAL.

O ego não tem existência real. A dualidade só existe no plano da relatividade do nível absoluto

Os dados podem transcender a temporalidade e o referencial pode estar antes da concepção

Dinâmica psíquica

Conceito de vida infinita

Visão cósmica da realidade

Poder parcial no indivíduo

O ego pode sobreviver à morte física

O objetivo terapêutico é adequar o ego

O ego pode morrer e renascer e o indivíduo mantém a sua essência

A diluição do ego pode ser benéfica em certas circunstâncias


Fonte: "A psicoterapia transpessoal", de Vera Saldanha, Editora Rosa dos Tempos

quarta-feira, 31 de março de 2010

IMPOTÊNCIA E CORAÇÃO....

Impotência e coração

Um estudo alemão revelou que impotência sexual, em pacientes de alto risco, é um forte sinal de que estes podem estar perto de sofrer um ataque cardíaco.

A pesquisa da Universidade do Sarre, na Alemanha, concluiu que entre os homens portadores de doenças cardíacas, aqueles que também apresentam quadros de impotência sexual têm o dobro de chance de sofrerem um ataque cardíaco.

Segundo o estudo, a probabilidade dos portadores de disfunção erétil sofrerem um derrame cerebral é 10% maior do que a dos demais pacientes cardíacos, enquanto a possibilidade de precisarem ser hospitalizados por insuficiência cardíaca é 20% superior.

Indicador potente

Os cientistas alemães acompanharam 1.519 homens de 13 países diferentes que já possuíam alguma doença cardíaca. Os participantes foram perguntados sobre uma possível disfunção erétil no início da pesquisa, depois de dois anos e após cinco anos.

O grupo concluiu que a disfunção erétil é "um potente indicador" de mortes relacionadas a problemas cardíacos, como "infarto do miocárdio, derrame cerebral, e insuficiência cardíaca".

Para os autores do estudo, homens que estão tratando problemas de disfunção erétil deveriam fazer exames para saber se sofrem ou tem propensão a problemas cardíacos.

"Esses homens estão sendo tratados por disfunção erétil, mas não pela doença cardiovascular fundamental. Um grupo inteiro de homens está sendo posto em risco", disse Michael Böhm, um dos autores do estudo.

Fluxo do sangue

A pesquisa explica que a impotência sexual está ligada ao fluxo inadequado de sangue nas artérias penianas.

Portanto, para muitos homens, a dificuldade constante de se atingir uma ereção pode ser um sinal prévio de que suas artérias estão tornando-se mais estreitas.

Com base nisso, os autores da pesquisa defendem que os médicos deveriam indagar seus pacientes com mais de 40 anos sobre sua vida sexual, pois esses homens dificilmente tomam a iniciativa de relatar esse tipo de problema.
revista saúde.

terça-feira, 30 de março de 2010

O QUE É A FELICIDADE?

 



"O grau de neurose de uma pessoa pode ser medido de uma maneira muito simples, é só questionar o conceito e a forma com que a mesma busca sua felicidade pessoal". - ANTONIO CARLOS- PSICÓLOGO





Talvez uma das maiores omissões da psicologia no decorrer dos tempos, foi à ausência de um estudo ampliado sobre o conceito da felicidade humana e suas implicações na vida cotidiana, pois dito estudo desvendaria boa parte não apenas dos desejos humanos, mas o impacto e real possibilidade de realizá-los. Se prestarmos uma atenção especial, observaremos que a busca da felicidade se insere em todos os campos pessoais e sociais, podendo agregar-se a diversos instintos ou desejos, pois diria que ela é confundida ou interpretada de diversos modos, dependendo não apenas do psiquismo pessoal de cada um, mas de todo um histórico de vida, e também de como a pessoa passou por cada etapa de seu desenvolvimento, assim como a influência do meio. Sendo mais objetivo, o desejo de felicidade passa por vários campos, podendo ser interpretado como: prazer sexual, ambição e posses materiais, desejo de poder, narcisismo, sedução, procura pela beleza, todos os tipos de drogas e experiências psicodélicas, experiências místicas e religião, busca por destaque e reconhecimento, são alguns dos vários pontos onde ele se encaixa. Poderíamos até afirmar que se há alguma motivação que contempla todas as escolas da psicologia, esta seria a felicidade, pois seja na busca de prazer sexual como dizia FREUD, ou desejo pelo poder na perspectiva de ADLER, ou o *inconsciente coletivo de JUNG, lá encontramos a mesma, seja em sentido real ou como fantasia,notem que os três conceitos, sexual, poder e inconsciente coletivo são potenciais inesgotáveis do psiquismo humano.

Quando se fala em felicidade, obviamente pensamos em prazer ou alguma sensação reconfortante, ou então uma meta traçada para nossa vida. O primeiro grande problema nessas esferas citadas é achar que a felicidade seria um estado duradouro e constante, não havendo nenhum espaço para a dor e sofrimento. Toda a carga de satisfação recebida vem acompanhada de seu oposto-o medo da perda ou ausência daquele estado magnífico que uma vez experimentamos. Essa dualidade tão bem conhecida no oriente, parece estar esquecida em nossa sociedade. Obviamente se pudéssemos afastaríamos o sofrimento por completo, mas o ponto central nisso tudo que temos de admitir, é a nossa baixíssima resistência à dor e conseqüente tentativa de nos entorpecermos de várias maneiras. A impermanência rodeia nosso ser e deveríamos tentar conviver melhor com tal fato. A própria questão da felicidade independentemente das fantasias de cada um, deveria ser vivida diariamente, como por exemplo: comer uma comida que se gosta quando se está com fome, ligar para alguém especial e dizer-lhe quão querida e importante é essa pessoa, ou seja, trazer a noção de felicidade para o concreto do dia a dia, pois do contrário estamos criando apenas um ícone distante de nossa existência real. Costumo sempre dizer aos meus pacientes, que não importa o tamanho de suas dores e sofrimentos, desde que consigam obter pelo menos uma hora diária de contentamento e satisfação. A reação dos mesmos é sempre de surpresa, pois por incrível que pareça, quase nunca pensaram nessa importantíssima equação matemática, vital para a saúde de nosso psiquismo.

Um conceito arraigado em todos nós que gostaria de ressaltar, é o de achar que a felicidade é algo que sempre terá de vir de fora, seja riqueza, poder, beleza ou êxtase espiritual, associamos felicidade com algo que ainda não possuímos infelizmente. Penso que é fundamental refletirmos sobre isso e tentarmos desenvolver fatores internos, e embora a incompletude em nossa alma sempre irá existir, devemos investigar o que realmente possuímos, e talvez dar mais valor a aspectos como: criatividade pessoal, nosso potencial para amar alguém e ser verdadeiramente companheiro (a) dentre outros. ALFRED ADLER psicólogo contemporâneo de FREUD dizia que seria possível curarmos determinado sofrimento ou neurose com uma fórmula simples: procurarmos alguns amigos (as) e dizer-lhes nosso apreço, como foi descrito anteriormente, sem esperar que a iniciativa venha do outro, pois com isso ADLER pretendia erradicar nossa "vergonha ou timidez" para ressaltarmos alguém, seja por carência, inveja ou puramente bloqueio psicológico. Claro é o fato de que numa sociedade extremamente competitiva como a nossa, fica difícil um espaço maior para a adoração do outro. É exatamente nisso que reside um dos maiores sofrimentos relatados por milhares de pacientes, ou seja, a dor que uma expectativa não correspondida causa, seja a insensibilidade perante o afeto ou o não reconhecimento da dedicação. Podemos até dizer a este paciente que tente se centrar mais em si mesmo, mas qualquer terapeuta um pouco experiente verá que dito esforço é infrutífero, pois a pessoa só se sente realizada se sua meta abarcar seu potencial para se dedicar a alguém.

Esse verdadeiro dilema deveria ser mais aprofundado, pois embora possamos dizer a pessoa que procure alguém que mereça sua atenção, a coisa não é tão simples quanto parece, porque passa a estar em jogo a íntima ética da mesma, e estamos lhe dizendo para anular esperanças, sonhos ou até mesmo sua inocência frente à conduta de outros seres humanos. Estamos lhe pedindo para ser igual a todos, que se resigne, que aceite pertencer à multidão que não sente nem uma hora de prazer por dia descrito acima, em troca de alimentar a cada dia seu potencial para o comportamento predatório, chamado disputa ou competição. Nesse ponto podemos falar do poder do psicólogo, pois cabe ao mesmo refletir para onde está conduzindo a pessoa, se para a adaptação, revolta ou criatividade.

Quando ALFRED ADLER falava das principais metas humanas, ressaltando principalmente o casamento com amor, muitos o viram até com um certo ar de conservadorismo, mas o fato marcante nesse seu conceito, é que caso não tenhamos a regularidade das metas de amor, casamento ou companheirismo, esse hiato em nosso psiquismo será preenchido pela neurose, depressão e outros distúrbios psíquicos, se a doação como disse anteriormente não se der para outro ser humano, a neurose passa a ser a única herdeira do trono de nosso comportamento diário. Gostaria de insistir um pouco mais na questão levantada anteriormente sobre a dedicação a alguém. Caso a pessoa exacerbe essa idéia se tornará refém na questão do prazer, ou seja, é quase como se necessitasse da autorização de alguém para poder ser feliz, se solidarizando ou com a neurose ou a ausência de satisfação. Fato é que todos querem aceitação, e muitas vezes ser feliz torna a pessoa uma espécie de alienígena em seu meio social, assim sendo a saída passa a ser o adiamento ou a negação da satisfação.

Por fim, gostaria de enfatizar um grande erro conceitual acerca da questão da felicidade, pois com a predominância da psicanálise, a primeira sempre foi confundida com um aspecto de um desejo a ser realizado. O desejo é circunstancial, como, por exemplo, um bem material, sendo trocado por outro logo após sua saciedade, pois muito do estímulo vem de fora, recaindo no condicionamento ou na influência social toda a sua carga. Quero dizer que a felicidade é um conceito mais amplo, é a energia da criatividade que gera a satisfação profissional, é o potencial para amar que permanece mesmo após tantas decepções, é algo que como o ar nos acompanha até a hora de nossa morte, portanto não podemos restringir a felicidade a uma satisfação puramente momentânea, mas devemos percebê-la como um potencial a ser explorado diariamente, o que implica o dispêndio de energia e esforço a fim de obtê-la, não sendo nunca algo que nos é dado, mas sim obtido pela aplicação de querermos usufruir desse explêndido e árduo potencial humano. • inconsciente coletivo- termo de JUNG que descreve impulsos do inconsciente que não são pessoais, mas representam a psique de toda a humanidade, são impulsos herdados, que representam forças psíquicas chamadas de arquétipos.

BIBLIOGRAFIA: ADLER,ALFRED- VIDA, SENTIDO O- EDITORA PAIDÓS 1936

A DIFERENÇA ENTRE O MEDO E A FOBIA!!!!

A diferença entre o medo e a fobia

Duas reações bem distintas

As reações como o medo e a fobia, apesar de parecerem a mesma coisa, são duas situações bem diferentes.

Segundo Rita Calegari, chefe do departamento de psicologia do Hospital São Camilo-Pompeia, na zona oeste da capital paulista, sentir medo é uma reação de autopreservação que não deve ser combatido nem eliminado por se tratar de algo saudável e importante para a nossa sobrevivência.

A fobia, segundo Rita, é semelhante ao medo, mas aparece de forma excessiva, sendo que nela existe um nível de ansiedade incontrolável que acaba por interferir na vida cotidiana da pessoa. Mesmo assim, o fóbico não reconhece que seu medo é excessivo. Muitas vezes a fobia não é encarada como uma doença, e sim como falha do caráter e da personalidade.

Existem, no entanto, aqueles que não têm medo, apenas apresentam uma mudança de humor. Seus portadores são bipolares, ou seja, possuem duas polaridades: uma de depressão e outra de agitação psicomotora. A pessoa acaba por perder a noção do medo e do perigo.

Rita afirma que a ansiedade sempre está envolvida em algum nível. Segundo a profissional, para tratar esse mal, assim como a Síndrome de Pânico, são necessários o uso de alguns medicamentos como antidrepressivos e ansiolíticos, além da prática da terapia. A Síndrome do Pânico é um transtorno involuntário que provoca algumas reações como: taquicardia, sudorese, tremores, vertigens e sensação de desmaio. Essa síndrome é de difícil diagnóstico e acaba por causar grandes mudanças na rotina do paciente por não poder prever quando vai acontecer.

Os fóbicos são considerados pessoas inteligentes, responsáveis, sensíveis e com uma certa tendencia de serem controladoras e detalhistas. "Essas pessoas passaram, em algum momento de suas vidas, por alguma experiência de morte. São indivíduos metódicos, sistemáticos e controladores", declarou Rita

Esses transtornos surgem diante de algum fato estressante que ocorre na vida do paciente, por isso, é importante diagnosticar o quanto antes, não desprezando os sintomas.

Fonte: Abril

segunda-feira, 29 de março de 2010

A PESSOA CERTA É AQUELA QUE ESTA AO NOSSO LADO NOS MOMENTOS INCERTOS...

A pessoa certa é a que está ao seu lado nos momentos incertos



O empresário certo é o que investe em seus funcionários nos momentos incertos; o funcionário certo é o que aposta na empresa nos momentos incertos; os colegas certos são os que permanecem lutando, junto com você, nos momentos incertos; o amor certo é o que está ao seu lado, chova ou faça sol, nos momentos incertos.



Pablo Neruda disse certa vez:

a pessoa certa é a que está ao seu lado nos momentos incertos.

E isso faz toda a diferença do mundo, já que a vida é repleta de momentos incertos.

Nos momentos de sua vida nos quais tudo está indo bem e dando certo, as pessoas erradas se aproximam.



Você não as notará, porque está tudo certo.

Verá o melhor delas, porque está tudo certo.

Gostará mais delas, porque está tudo certo. Será mais fácil de iludir você, sua empresa, departamento ou até toda a sua família, amigos e colegas, porque está tudo certo.



Como um cruzeiro em um iate, todos nós sofremos uma certa dose de "ilusão das férias de verão" quando conhecemos alguém, seja na vida profissional ou pessoal, com a qual só experimentamos momentos de calmaria, de festas, baladas e alegria.



Momentos muito bons, mas nos quais é impossível separar o "joio do trigo". Momentos nos quais só vemos o melhor ângulo da personalidade de uma namorada (ou namorado), um funcionário, um sócio, um parceiro. Temos, portanto, uma visão perigosamente mono dimensional.



Muitos casamentos acabam, quando marido e mulher, descobrem que a personalidade da outra pessoa é muito mais complexa do que podia ser visto durante a fase de namoro e noivado - especialmente quando aquela fase não ofereceu "crises" para testar o casal. Os dois só viram o "trigo", antes do casamento, descobrindo o "joio" depois.



Sim, há casos em que o joio é visto bem antes, mas alguns de nós fazemos questão de fingir que não estamos vendo nada, ou acreditamos na fantasia de que depois essa pessoa mudará...



Quantas pessoas que você considerava "grandes amigos", não se afastaram imediatamente, assim que você perdeu aquele emprego? Sim, é impossível avaliar amigos, colegas, funcionários e amores sem o teste das crises.



Para conhecer realmente essa pessoa, você tem que observa-la quando o iate entrar em uma tempestade gigantesca no meio do oceano, quando o navio estiver sob risco de afundar, e um grupo de piratas começarem a destruir tudo e invadir a nau.



Neste momento, você verá, de modo cristalino, quem é que corre para os botes salva-vidas esquecendo-se completamente de você, da empresa ou do projeto, e quem está com você até o fim -- seja este fim qual for.



Por isso, antes de julgar alguém pelo belo sorriso em um dia de sol, veja se o sorriso ainda está lá, mesmo que haja lágrimas em um dia de chuva.



Como explicou Pablo Neruda:

A pessoa certa é a que está ao seu lado nos

momentos incertos.

TODA FORTUNA QUE POSSUIA NAO ERA CAPAZ .....

Certa vez, um jovem muito rico foi procurar um rabi para lhe pedir um conselho. Toda a fortuna que possuía não era capaz de lhe proporcionar a felicidade tão sonhada. Falou da sua vida ao rabi e pediu a ajuda. Aquele homem sábio o conduziu até uma janela e lhe pediu para que olhasse para fora com atenção, e o jovem obedeceu.




- O que você vê através do vidro, meu rapaz?



- Vejo homens que vêm e vão, e um cego pedindo esmolas na rua. Então, o homem lhe mostrou um grande espelho e novamente o interrogou:



- O que você vê neste espelho?

- Vejo a mim mesmo, disse o jovem prontamente.



- E já não vê os outros, não é verdade?

E o sábio continuou com suas lições preciosas:



- Observe que a janela e o espelho são feitos da mesma matéria-prima: o vidro. Mas no espelho há uma camada fina de prata colada ao vidro e, por essa razão, você não vê mais do que sua própria pessoa. Se você se comparar a essas duas espécies de vidro, poderá retirar uma grande lição. Quando a prata do egoísmo recobre a nossa visão, só temos olhos para nós mesmos e não temos chance de conquistar a felicidade efetiva. Mas quando olhamos através dos vidros limpos da compaixão, encontramos razão para viver e a felicidade se aproxima.



Por fim, o sábio lhe deu um simples conselho:



- Se quiser ser verdadeiramente feliz, arranque o revestimento de prata que lhe cobre os olhos para poder enxergar e amar aos outros. Eis a chave para a solução dos seus problemas.



Se você também não está feliz com as respostas que a vida tem lhe oferecido, talvez fosse interessante tentar de outra forma. Muitas vezes, ficamos olhando somente para a nossa própria imagem e nos esquecemos de que é preciso retirar a camada de prata que nos impede de ver a necessidade à nossa volta.



Quando saímos da concha de egoísmo, percebemos que há muitas pessoas em situação bem mais difícil que a nossa e que dariam tudo para estar em nosso lugar. E quando estendemos a mão para socorrer o próximo, uma paz incomparável nos invade a alma. É como se Deus nos envolvesse em bênçãos de agradecimento pelo ato de compaixão para com Seus filhos em dificuldades. Ademais, quem acende a luz da caridade, é sempre o primeiro a beneficiar-se dela. E a caridade tem muitas maneiras de se apresentar:



Pode ser um sorriso gentil...

Uma palavra que anima e consola...

Um abraço de ternura...

Um aperto de mão...

Um pedaço de pão...

Um minuto de atenção...

Um gesto de carinho...

Uma frase de esperança...



E quem de nós pode dizer que não necessita ou nunca necessitará dessas pequenas coisas?



"A caridade é o gênio celestial que nos tece asas de luz para a comunhão com o pensamento divino, se soubermos esquecer de nós mesmos para construir a felicidade daqueles que nos estendem as mãos".



Autoria Desconhecida

"A ÙLTIMA CEIA" !!!!



Toda refeição é a "última ceia" para os gordos, diz psiquiatra e autor best-seller.



O que leva alguém a comer até não poder mais, a exagerar nas pizzas, nos chocolates e em todo o resto? É só entender o pensamento de um gordo: ele sempre pensa em adotar uma dieta extremamente severa logo após a próxima refeição e, por isso, decide mergulhar em uma avalanche de calorias para aproveitar a "última" ceia.



Em entrevista à Livraria da Folha, o autor de "Deixar de Ser Gordo" (MG Editores) diz que, nestes casos, "toda refeição é uma espécie de 'última ceia'", ideia que provoca tendência ao consumo exagerado. "A reeducação alimentar é o caminho, até porque as dietas restritivas são ineficientes e inadequadas --apenas 2% dos que emagrecem dessa forma se mantêm magros."



Eduardo Knapp



Psiquiatra Gikovate (foto) diz que gordos devem agir como magros





Para quem já se preocupa com a chegada da Páscoa (4 de abril), o especialista esclarece que "não é crime comer um tanto de chocolate" e sugere a "saída": "Talvez o melhor seja escolher aquele com maior teor de cacau e com menor quantidade de açúcar".



Outro tormento para quem quer maneirar nas calorias é não resistir e devorar um monte de guloseimas à noite, após ter conseguido se manter fiel à dieta durante o dia. "A razão é a mesma: a proibição e a privação aumentam o desejo, de modo que a tentação acaba por vencer a força de vontade", afirma Gikovate. "O estoque de determinação vai sendo gasto ao longo do dia."



Sentimento de fracasso

As desistências constantes, entre outros fatores, fazem com que o gordo se sinta sempre um fracassado. "E não deveria ser assim, pois, se sua autoestima pudesse melhorar antes disso, ele teria melhores condições de conduzir o processo de reeducação alimentar." Acreditar em "processos milagrosos" também impede o emagrecimento.



Já tomar remédios que diminuem o apetite pode ajudar, de acordo com o psiquiatra. "Porém, o essencial é melhorar a alimentação, começar uma atividade física --algo muito difícil, porque o gordo é preguiçoso e envergonhado de sua aparência-- e, eventualmente, iniciar um trabalho psicoterapêutico para criar estratégias capazes de aumentar a autoestima."



Solução?

O melhor modo natural de emagrecer é a pessoa aprender a comer como magro. Mas como? "A gente tem que começar pelo fim: comer da maneira que faria se já tivesse perdido os quilos necessários, porque o corpo acompanha o tipo de ingestão praticada."



Gikovate ainda completa: "Quem come como magro, pensa como magro, ou seja, para de ver na comida mais do que a necessidade fisiológica e/ou um prazer gustativo interessante". E assim a comida deixa de ser remédio para qualquer tipo de mal psíquico.

domingo, 28 de março de 2010

SUPERPROTEÇÃO PODE TER LIGAÇÃO DIRETA COM A ESQUIZOFRENIA


Superproteção!!!
 (ou Até que ponto alguém é responsável pelo outro)
Alguns dias atrás li uma matéria sobre uma pesquisa desenvolvida numa universidade japonesa (Universidade de Gunma, trabalho de Kosuke Narita e equipe) que relata, depois de analisar os cérebros de 50 jovens de 20 anos, que aqueles que foram superprotegidos pelos pais tinham menos massa cinzenta no córtex pré-frontal, região do cérebro que se desenvolve durante a infância, sendo que anomalias nessa região cerebral têm ligação direta com esquizofrenia e doenças mentais. Kosuke Narita acredita que esse crescimento anormal da referida parte do cérebro se deva a elevadas taxas de cortisol (hormônio do estresse) e baixa produção de dopamina (neurotransmissor estimulante do sistema nervoso central). Claro, é uma pesquisa nova, muitos outros pesquisadores e cientistas ou discordam dos resultados ou apontam para a necessidade de mais estudos a respeito, porém, não é preciso ser cientista para concluir algo que é muito visível: a superproteção, não só na infância, mas em todas as idades, prejudica o desenvolvimento e o crescimento das pessoas.
Se nas crianças esse prejuízo pode se dar em nível fisiológico cerebral, mesmo que nos jovens e adultos isso não ocorra mais, a superproteção freia o desenvolvimento, a iniciativa, a liberdade e a maturidade da pessoa. Proteger quem precisa, acolher, ensinar, orientar, quando necessário são coisas positivas; superproteger, limitar, é diferente.
A superproteção, além de ser reflexo de um amor meio “sem noção”, ocorre quando se parte do princípio de que o outro não é capaz de cuidar de si, subestimam-se as capacidades dele e o superprotetor considera-se onipotente e onisciente, o que não raro o torna arrogante e achando-se dono da verdade. Repito, deve-se proteger e ajudar quem precisa, como uma criança, uma pessoa com problemas físicos ou mentais, mas, a menos que a pessoa seja totalmente incapacitada, permanentemente, mesmo quem exige mais cuidados deve ter um grau de autossuficiência, o mais possível, para que cresça interiormente e sinta-se vivo, produzindo algo, não dependente total, frágil.
Quem superprotege acha que ama da melhor forma possível. Alguns até sentem que não deveriam agir assim, mas não conseguem romper esse comportamento. O superprotetor, além de considerar o superprotegido como incapaz para muitas coisas, pega para si uma carga enorme, exaustiva: é responsável por sua vida e também se responsabiliza pela vida do outro, além do que seria adequado. Ora, já é tão complexo, às vezes trabalhoso, a gente ser responsável pela própria vida, quanto mais pela de outra(s) pessoa(s)! O superprotetor tem um trabalho multiplicado por dois, três… Sofre demais quando acontece algo (que entende como) ruim na vida de quem superprotege, acumula estresse, ansiedade, cansaço, mau humor e rispidez para consigo e para com os outros.

Quem é superprotegido sente-se amarrado, sufocado, tolhido em suas liberdades, percebe a mensagem de que é “incapaz” e nutre uma revolta por causa de o considerarem assim e/ou introjeta isso e passa, mesmo que inconscientemente, a acreditar nessa mensagem. Torna-se inseguro, dependente, não consegue tomar muitas decisões sozinho, fica mais frágil perante as vicissitudes da vida, tem possibilidade de desenvolver alto grau de ansiedade e até depressão.

Fora que com esse esquema de superproteção surgem chantagens de ambos os lados. O superprotetor pensa deter o controle, ameaçando retirar a sua “cria” de debaixo das asas, deixá-la ao “relento”, entregue à selvageria do mundo se ela não seguir as regras impostas. Ameaça cortar as regalias, mas só ameaça, porque na verdade jamais poderia pensar em fazer isso com pessoa(s) tão frágil(eis). Ameaça cortar suporte econômico, psicológico, o que existir e for relevante caso seu objeto de superproteção fizer algo “errado”. Impede-o de desenvolver muitas atividades de diferentes aspectos pois não o considera apto, limitando assim seus horizontes e vivências.

Quem é superprotegido também possivelmente vale-se de chantagem. Podendo viver num misto de raiva pela situação e concordância com ela, coloca sua “fragilidade” como elemento para que quem o superprotege faça as coisas para ele. Acomoda-se, alimenta medos, deprime-se… Tem às vezes pânico dos desafios, de mudanças que poderiam ser muito positivas.

A revolta, interior e/ou exterior, é possível para ambos os lados. O superprotetor pode sentir-se exausto por ter de arcar com a responsabilidade da vida do outro, até mesmo usado, maldizer a vida por lhe dar um fardo tão pesado do qual não pode nem deve se livrar. O superprotegido revolta-se por ser tão podado, subestimado, não levado a sério, considerado sempre uma criancinha, e, quando acredita que é incapaz de “andar com as próprias pernas”, também maldiz a vida por tê-lo feito tão despreparado, fraco.
E há muitos outros aspectos negativos relacionados à superproteção, que não serão todos mencionados aqui para não tornar este artigo um livro.

 A conclusão que se pode ter, depois de refletir sobre este assunto, reflexão a qual o presente artigo deseja fomentar, é de que a superproteção não é sinônimo de um amor maior e melhor e nem ajudará alguém a viver bem. Nem significa (porém às vezes pode), falando em superprotetor e superprotegido, uma forma disfarçada de sadismo, masoquismo, prepotência, mau caráter, preguiça. A superproteção nasce de equívocos (percepção de incapacidade para um lado e supercapacidade e onisciência para outro), gera muitos problemas, que podem ser solucionados, claro, mas isso demandará esforço, boa vontade de ambos os lados e tempo. Melhor seria não entrar nessa.

Convido os leitores a fazerem uma autoanálise, se for o caso, e perceberem se há indícios de que superprotegem (excesso de zelo, responsabilidade, limitação, proteção para com o outro, sofrimento com tudo isso) ou se são superprotegidos (excesso de limitações, cuidados impostos por alguém, sensação de estar “sufocado”, ideia de falta de condições de gerenciar a própria vida introjetada ou manifestada pelo outro em relação si). Caso um desses dois mecanismos ocorra (ou mesmo os dois ao mesmo tempo, pois muita gente que é superprotegida acaba achando que isso é o certo, apesar de todo o peso da coisa, e repete esse comportamento, então como superprotetor, para com filhos, cônjuges, amigos, etc.):
- para quem superprotege: será que as pessoas são tão incapazes assim, não sabem se cuidar, e não poderiam aprender a fazê-lo; e você é tão poderoso e sempre tão certo assim para administrar vidas alheias? Ensinar a pescar não é melhor que continuar sempre pescando para os outros, até porque um dia poderá não mais ter como fazer isso e aí sim as pessoas sofrerão muito mais ao verem-se sozinhas e sem saber como se cuidar?

- para quem é superprotegido: será que você não tem capacidade de cuidar mais de si?

Quem o superprotege está sempre certo?

 Vai deixar sua vida nas mãos de terceiros, sua felicidade, suas escolhas? Mesmo que isso seja cômodo, é tão frustrante…
Revolta e brigas, rompimentos brutais,culpas, não precisa nem ajuda. Trabalho de conscientização, autoconhecimento, empatia, boa vontade e perdão, dos dois lados, leva a um novo modelo de relacionamento, com sentimentos mais leves, amor, amizade melhores. Vale a pensa pensar sobre tudo iss
Marcus Faciollo
A nova versão da fábula: A formiga e a cigarra.
  


> Era uma vez, uma formiguinha e uma cigarra muito amigas.

> Durante todo o outono, a formiguinha trabalhou sem parar, armazenando comida para o período de inverno.

> Não aproveitou nada do sol, da brisa suave do fim da tarde e nem o bate-papo com os amigos ao final do trabalho tomando uma cervejinha gelada.

> Seu nome era 'Trabalho', e seu sobrenome era 'Sempre'. 

> Enquanto isso, a cigarra só queria saber de cantar nas rodas de amigos e nos bares da cidade; não desperdiçou nem um minuto sequer. Cantou durante todo o outono, dançou, aproveitou o sol, curtiu prá valer sem se preocupar com o inverno que estava por vir. 

> Então, passados alguns dias, começou a esfriar.

> Era o inverno que estava começando. 

> A formiguinha, exausta de tanto trabalhar, entrou para a sua singela e aconchegante toca, repleta de comida.

> Mas alguém chamava por seu nome, do lado de fora da toca.

> Quando abriu a porta para ver quem era, ficou surpresa com o que viu. 
> Sua amiga cigarra estava dentro de uma Ferrari amarela com um aconchegante casaco de vison. 

> E a cigarra disse para a formiguinha: 
> - Olá, amiga, vou passar o inverno em Paris. 
> - Será que você poderia cuidar da minha toca? 
> - E a formiguinha respondeu: 
> - Claro, sem problemas! 
> - Mas o que lhe aconteceu? 
> - Como você conseguiu dinheiro para ir à Paris e comprar esta Ferrari? 

> E a cigarra respondeu: 
> Imagine você que eu estava cantando em um bar na semana passada e um produtor gostou da minha voz. 
> Fechei um contrato de seis meses para fazer show em Paris... 
> À propósito, a amiga deseja alguma coisa de lá? 

> Desejo sim, respondeu a formiguinha.

> Se você encontrar o La Fontaine (Autor da Fábula Original) por lá, manda ele ir para a Puta Que O Pariu !!!'

>Moral da História 
: 
> Aproveite sua vida, saiba dosar trabalho e lazer, pois trabalho em demasia só traz benefício em fábulas do La Fontaine e ao seu patrão..

> Trabalhe, mas curta a sua vida. Ela é única!!!

> Se você não encontrar a sua metade da laranja, não desanime, procure Sua metade do limão, adicione açúcar, pinga e gelo, e..... 

> Seja feliz ! 

> "A Vida é curta, Quebre regras, Perdoe rapidamente, Beije demoradamente, Ame verdadeiramente, 'Pratique intensamente', Ria incontrolavelmente e nunca deixe de Sorrir, por mais estranho que seja o motivo.". 

"O QUE FIZER FAÇA DA MELHOR FORMA, COM AS MELHORES INTENÇÕES E NÃO SE IMPORTE COM O QUE OS OUTROS IRÃO PENSAR..APENAS FAÇA O SEU MELHOR!"

sábado, 27 de março de 2010

SOMOS REFLEXOS DO QUE PENSAMOS.....



Já citei neste blog opiniões de autores de auto-ajuda que falavam sobre condições. David J. Schwartz, um norte-americano que escreveu nas décadas de 50 e 60 do século passado esquece as condições e afirma que as pessoas que pensam “grande” agem bem em quaisquer condições.


O que cria as condições? Aqui vai minha opinião radical sobre o assunto, os pensamentos criam as condições. A pessoa que pensa que a vida é uma luta constante, vai encontrar condições de luta. Quem pensa que a vida é a batalha entre bem e mal, vai acabar ficando com um dos lados. Quem pensa que a vida é dos que chegam mais rápido, ou verá os outros chegando primeiro ou vai se apressar e ter sucesso.



Emmet Fox afirma que o clima terrestre é como é porque as pessoas acreditam que o clima é assim. Cada vez mais percebo que o pensamento humano verdadeiramente comanda tudo, não há limites para o pensamento e o único limite é ......( a crença que há limites.)



Eu afirmo que é bastante complexo mudar tão fortemente esta visão pessoal. Mesmo os autores que pregam esta mudança a fizeram até certo ponto em suas vidas. O fato de alguém acreditar que andará sobre as águas, mesmo que haja todo potencial dentro de si, dificilmente vai se realizar porque enquanto houver um tiquinho de dúvida a pessoa não vai fazer isso. Jesus era desprovido de dúvida do poder do Pai, por isso fazia o que fazia.



Neale Donald Walsch afirma que as condições são sempre perfeitas porque no Universo criado por Deus não pode haver a imperfeição. Sei o quanto é difícil aceitar isso como verdade, mas considere que isso é verdade. Quando a pessoa aceita isso como real, as condições mudam. Uma dos elementos do sucesso é a má percepção das dificuldades. ....(Se você aceita internamente que as condições são perfeitas,) está dizendo a si mesmo que é maior que as condições e dando poder e liberdade total a si mesmo. Ao dizer a si mesmo que as condições são perfeitas estará dando atenção à perfeição e por lei de atração estará atraindo perfeição. Wayne W. Dyer conta que muitas vezes foi classificado como Poliana e cada vez que isso acontece ele agradece do fundo da alma.



... Poucas pessoas conhecem as vantagens de ser Poliana.







poliana é a historia de uma menina...EXTREMAMENTE OTIMISTA.

CONFIANÇA!!!!

Quando eu escuto, atentamente, meu cliente (psicótico ou não), sem me preocupar com diagnósticos, julgamentos morais, éticos , ou com outros de qualquer natureza; quando eu estou ali, com ele, o mais "presente" possível, sendo eu, do modo como sou (sem me esconder atrás de máscaras profissionais), ocorre então um "fenômeno" muito significativo: o outro se mostra. E, nesse se mostrar, há algo novo: a possibilidade dele ir além da percepção que, até então, tinha de si. Em outras palavras, ele começa "realmente" a se conhecer e a se compreender e , possivelmente , em decorrência desses dois fatores - conhecimento e compreensão - ele inicia um processo de aceitação de si, de ampliação de sua imagem, de seu eu, de sua pessoa.




Essa ampliação gera mudanças no seu modo de ser , de se ver, de ver os demais, e de ver a própria realidade na qual ele vive, e que, muitas vezes, é distorcida pela visão equivocada e limitada que possuía antes.
psicologo
:"Todas as nossas amizades, relações pessoais ou profissionais, parceiros afetivos, são nada mais do que o espelho de nossa alma e meta de vida que estamos atraindo e buscando". Nunca foi necessário qualquer método bizarro de análise pessoal para desvendarmos nossos rumos, basta olharmos ao nosso redor que encontraremos quase que todas as respostas.

JOÃO 4:13 E 14...ÁQUELE QUE BEBER DESSA ÁGUA........


O HOMEM que encontra DEUS dentro de si não precisa de qualquer religião. Enquanto está no processo as religiões são de grande valia, mas depois do encontro definitivo com Deus, elas não são mais necessárias. Isto fica bem claro nas palavras de Jesus: “Aquele que beber dessa desta água, tornará a ter sede, mas o que beber da água que eu lhe der jamais terá sede virá a ser nele fonte de água que jorrará até a vida eterna.” João 4: 13 -14. A água é universalmente o símbolo do inconsciente ou subconsciente. Ela toma a forma do recipiente que a contém. Se a pessoa acredita conscientemente que precisa de sofrimento e sacrifícios para se salvar, seu recipiente é sua crença e toda a substância do subconsciente tomará essa forma. Quem acredita que já está salvo, que o céu é um estado de espírito, o subconsciente toma essa forma mais harmônica, fica contido no vaso da vida e da verdade. Beber da água de Cristo não é beber um copo d’água dado pelo filho de Deus, é entrar na compreensão dada pelo vivenciar de Deus na própria vida, a água que bebida apenas uma vez sacia a sede definitivamente. Quem tem a sede saciada em definitivo, encontrou-se com Deus em si mesmo, por que precisaria de alguma religião? Pode tê-la, mas não necessita dela.
marcelo marinho
“VIGIE SEUS PENSAMENTOS,








PORQUE ELES SE TORNARÃO PALAVRAS;






VIGIE SUAS PALAVRAS,






PORQUE ELAS SE TORNARÃO ATOS;






VIGIE SEUS ATOS;






PORQUE ELES SE TORNARÃO SEUS HÁBITOS;






VIGIE SEUS HÁBITOS,






PORQUE ELES SE TORNARÃO SEU CARÁTER;






VIGIE SEU CARÁTER






PORQUE ELE SERÁ O SEU DESTINO”






(POETA ANÔNIMO AMERICANO

O EFEITO DESTRUIDOR DO" `ALCOOL" NO CÉREBRO!!!





Álcool, efeito destruidor

Pesquisadores desvendam como o álcool age no cérebro

Alguns efeitos do álcool como fala arrastada, falta de coordenação motora, perda da auto-crítica, já são sintomas conhecidos por todos. Pesquisadores da Universidade da Califórnia e do Instituto Salk de Ciências Biológicas, nos Estados Unidos, anunciaram ter resolvido a questão e descobriram como a bebida age no cérebro.

Em um artigo publicado na revista especializada Natur Neuroscience, a equipe, conduzida pelo professor Paul Slesinger, afirmou ter localizado a área onde as moléculas do etanol atuam.

A nova pesquisa demonstra que o álcool interage diretamente com um local específico localizado dentro de um canal iônico, que tem papel fundamental em diversas funções cerebrais associadas com eventos epiléticos e com o abuso de álcool e drogas. Nosso cérebro funciona como um intricado maquinário, com cerca de 100 bilhões de células que se comunicam entre elas a partir de transmissões elétricas e químicas. Quando pensamos algo, é disparada a conexão entre um neurônio e outro. Segundo os pesquisadores, quando uma pessoa ingere álcool, o etanol conecta-se diretamente a uma proteína chamada Girk. Ativada, ela libera potássio, substância que diminui a atividade do cérebro.

O estudo é o primeiro a identificar que o álcool estimula os canais Girk diretamente, e não por meio do resultado de outras alterações moleculares nas células. “Achamos que o álcool sequestra o mecanismo de ativação intrínseca dos Girk e estabiliza a abertura dos canais. O álcool pode fazer isso por meio da lubrificação das engrenagens de ativação dos canais”, aponta Slesinger. “Se pudermos encontrar uma droga que se encaixe no ponto específico de atuação do álcool e ative os canais Girk, talvez possamos diminuir a excitabilidade neuronal no cérebro, o que resultaria em uma nova estratégia para o tratamento da epilepsia”, disse o pesquisador. (Da Agência Fapesp)

Hoje existem basicamente três tipos de substâncias farmacológicas utilizadas para o tratamento do alcoolismo. Elas inibem o metabolismo do etanol pelo organismo, diminuem o prazer relacionado ao consumo da bebida ou reduzem as crises de abstinência. Porém, nenhum remédio é capaz de cortar, diretamente, o efeito do álcool nos neurônios transmissores.

sexta-feira, 26 de março de 2010

NÃO HA OUTRO CAMINHO SENÃO O DA EVOLUÇAO ESPIRITUAL

REGRA DE OURO!!!!


A regra de ouro diz:

faça para os outros o que desejaria que fizessem para você.


O uso da regra de ouro é receita de sucesso.


A regra de ouro não serve apenas para a ação. Pense dos outros o que gostaria que pensassem de você. Deseje para os outros o que gostaria para si mesmo. Perdoe os outros como perdoaria a si mesmo. Ame os outros como ama a si mesmo. Trate os outros como deseja ser tratado.



Se você trata os outros mal é porque este mal existe em você. Usar a regra de ouro é um tratamento a si mesmo. Experimente usar a regra de ouro em seu pensamento em apenas um dia de sua vida. A transformação é tão radical que você nunca deixará de usar a regra de ouro.



A regra de ouro coloca a lei da atração em ação plena em sua vida. Caso seu vizinho compre um carro zero estalando de novo e você fique feliz com isso, o Universo vai receber esta energia de você e o levará a seu carro zero. Caso você fique pensando porque aquele medíocre do seu vizinho foi capaz de comprar este carro e você não, deve ter alguma coisa errada, isto se chama inveja negativa e a mensagem que você dá a si mesmo é que ter coisas boas é ruim e sua mente subconsciente nada trás do que você acha ruim.



Usar a regra de ouro é fazer muitos amigos. Você não gosta de quem te trata como trata ele próprio? Quem usa a regra de ouro não trata ninguém com inferioridade. Todo mundo gosta de conversar com quem está no mesmo patamar. O uso da regra de ouro faz que todas as pessoas fiquem acessíveis, haverá tantas que gostarão de partilhar com você que se houver poucas que se recusarem nem fará qualquer diferença.



Use a regra de ouro para tudo. Os resultados são rápidos e impressionantes.


Marcelo Marinho

quinta-feira, 25 de março de 2010

SOMOS AVALIADOS PELA NOSSA CONDIÇÂO FINANCEIRA...

Vivemos em uma sociedade na qual o valor de uma pessoa é medido por sua condição financeira. Uma pessoa é tida como bem-sucedida quando ganha bem. Ela só é respeitada por amigos e parentes quando está bem de vida – o que, estranhamente, significa estar bem de dinheiro! Será que existe um modo da pessoa se sentir feliz, com boa auto-estima e orgulhosa de si mesma sem ter muito dinheiro/???

Resposta: É uma triste realidade essa de que somos avaliados por nossa situação econômica. Mais triste ainda é percebermos que nós mesmos nos julgamos dessa forma! Ou seja, quando não estamos bem de grana nos sentimos inferiorizados e deprimidos. Se temos uma profissão liberal, nosso humor dependerá de quantas pessoas nos telefonarem procurando nossos serviços. Se temos um comércio ou restaurante, nossa disposição no fim do dia dependerá do faturamento diário. É trágico, mas é assim mesmo que temos vivido. A influência dos valores sociais sobre nós é muito maior do que gostaríamos. Para diminuir um pouco essa dependência da opinião alheia e também da nossa condição financeira, temos que nos tornar bastante mais atentos e preocupados em construir uma história de vida própria, fundada em valores humanos mais consistentes. Sim, porque muitas das pessoas que conseguiram ótima condição material não agiram de forma ética, de modo que não deveriam se orgulhar, como é o habitual, do que possuem. Não estou subestimando o valor do dinheiro como meio de acesso a bens materiais que podem ser motivo de prazeres interessantes. Porém, temos que nos tornar pessoas mais livres, ou seja, deixarmos de ter nossa auto-estima vinculada à nossa conta bancária.

-VAIDADES DAS VAIDADES...TUDO E VAIDADES.....

Sendo verdade que todos nós somos vaidosos, como explicar a existência de pessoas que, mesmo tendo ótima condição financeira, vestem-se de forma totalmente displicente, desleixadas mesmo?

Não seriam elas criaturas que foram capazes de superar essa preocupação em chamar a atenção e atrair olhares de admiração sobre si?


Resposta:
Gosto muito de pensar que a vaidade, esse prazer erótico que sentimos de atrair olhares de admiração e desejo, corresponde a um ingrediente da nossa sexualidade que, um dia, seremos capazes de domesticar. Acho que seríamos muito mais felizes, pois nossa competitividade – e com ela a inveja – diminuiria muito, se é que não desapareceria. Poderíamos ser criaturas solidárias, amigas e nos preocuparíamos muito menos com o que as outras pessoas pensam a nosso respeito. Se fôssemos verdadeiramente livres da vaidade, teríamos menos preocupação em chamar a atenção por qualquer característica, inclusive, por nossa competência intelectual. A vaidade não se manifesta apenas no aspecto físico. Ela está presente em todos os nossos atos, inclusive, naqueles que podem querer dar a impressão de que não temos nenhum tipo de vaidade. Talvez seja interessante formular a seguinte frase, CITANDO ECLESIATES,NO VELHO TESTAMENTO: VAIDADES DAS VAIDADES......; TUDO E VAIDADES
.
. Ela poderia ser completada da seguinte forma-

A renúncia total à vaidade corresponde à suprema vaidade!

Ela implicaria num desejo de superação da nossa condição humana, num desejo de nos equipararmos aos santos ou às divindades. Assim,...
Aquele que se mostra como displicente e se apresenta de qualquer jeito também está querendo chamar a atenção, está querendo parecer que é superior a nós dando a impressão de que não liga para aquilo que tanto nos preocupa.
flavio gikovate
psicanalista e escritor

ESTUDO MOSTRA QUE A PSICOTERAPIA PROVOCA MUDANÇAS NA ATIVIDADE CEREBRAL

Um dos trabalhos apresentados durante congresso de neurociencia  pode ser considerado um marco. Trata-se do primeiro estudo brasileiro a mostrar que a psicoterapia provoca mesmo mudanças na atividade cerebral. Em outras palavras, é a comprovação de que uma técnica subjetiva altera os circuitos neuronais. Conduzida na Universidade de São Paulo, a investigação acompanhou pacientes diagnosticados com um tipo específico de estresse pós-traumático, o parcial, que pode vir à tona depois de um seqüestro relâmpago, por exemplo.

Nessa formado problema, nem todos os sinais clássicos do transtorno, como pesadelos e embotamento afetivo, se manifestam. "Nervosismo, irritabilidade e memórias recorrentes do evento desencadeador é que costumam ser os sintomas do estresse pós-traumático parcial, que acomete 30% da população", explica o psicólogo clínico Julio Peres, autor da pesquisa. Do total de 27 participantes do estudo da, USP sobre o impacto da psicoterapia, 16 compareceram a sessões de uma hora cada durante dois meses.

Todos os voluntários, no entanto, se submeteram à tomografia de emissão de pósitron único no início e logo após a conclusão da pesquisa. Esse exame de imagem fornece uma fotografia do cérebro em determinado momento. Para isso o indivíduo recebe uma injeção com uma substância que fica impregnada no tecido cerebral. É ela que permite visualizar quais áreas se encontram mais ou menos ativas.

Antes do exame os integrantes do grupo da psicoterapia ainda leram em voz alta um texto que evocava o evento traumático. Durante o tratamento eles foram incentivados a falar sobre o ocorrido e orientados a construir uma espécie de banco de memórias positivas, um resgate de boas experiências do passado, como a aprovação no vestibular. O objetivo final era modificar a maneira como aquelas pessoas enxergavam a situação responsável por deflagrar o transtorno.

Os resultados do trabalho revelaram que áreas da massa cinzenta como o córtex préfrontal, região que classifica os eventos, o hipocampo, que é o grande encarregado de processar nossas lembranças, e os lobos parietais, responsáveis pela localização dos acontecimentos no tempo e no epaço, ficaram mais ativas nos indivíduos sob terapia. "Além disso houve uma atenuação da atividade da amígdala, estrutura relacionada à expressão de emoções como o medo", descreve Julio Peres.

Em suma, ocorreu o que os especialistas chamam de neuroplasticidade, um termo complicado que pode ser traduzido como a capacidade que o cérebro tem de se reestruturar. E o avanço das neurociências evidencia que técnicas psicológicas como a psicoterapia têm de fato uma ação no nível biom

quarta-feira, 24 de março de 2010

AS PESSOAS ESPIRITUALIZADAS TEM CONSCIENCIA DE SUAS EMOCOES.....

Jesus Cristo por meio dos seus ensinamentos nos mostrou um estilo de vida aplicado ao relacionamento do indivíduo com Deus e com seu semelhante na terra. Jesus dizia que precisamos saber nos relacionarmos com nosso senhor Deus e com as pessoas ao nosso redor precisamos criar laços de relacionamentos saudáveis. A chave de um bom relacionamento se encontra com nós mesmos, na forma como levamos nossas vidas e como queremos agir nas mais variadas situações, e a qual poder maior devemos nos entregar.





Jesus ensinou que o que sentimos no coração determina quem somos. Ele falou em renascer, viver com fé e ter um coração de criança. Ele queria que fôssemos como crianças porque estas são inocentes, crédulas e abertas às suas emoções. As pessoas profundamente espiritualizadas têm consciência de suas emoções. Jesus gostava de desafiar a maneira como as pessoas pensam. Para sermos GRANDES, disse ele, precisamos ser PEQUENOS. Para sermos líderes, precisamos servir aos outros. Para sermos profundos pensadores, temos que ser capazes de sentir. Jesus ensinou que a identidade do ser humano é uma questão do coração. Porém Jesus disse que devemos ser como as crianças, mas não devemos agir com infantilidade, ser infantil é não assumir responsabilidades atribuídas seja profissionalmente ou no seu relacionamento com Deus, quando Jesus disse em ser como uma criança é assumir responsabilidades e ao mesmo tempo entregar-se as emoções assim como as crianças se entregam. Quando tiver que chorar, chore, quando tiver que pedir perdão , peça, e seja humilde em tudo que fizer, pois é através da humildade que nós humanos conquistaremos tudo o que desejarmos de coração.

EU NAO POSSO.???????????




O que aconteceria se fosse eliminada a frase "eu não posso" de seu vocabulário?

Pense quanta clareza, confiança e poder traria.

Muito freqüentemente "eu não posso" é usado como um meio de fugir da responsabilidade de suas próprias possibilidades. Cada vez que você diz "eu não posso", para si mesmo ou para outra pessoa, você está argüindo as próprias limitações. Quando você repudia sua responsabilidade você também nega a própria eficácia.

"Eu não posso" é raramente verdadeiro. Normalmente significa "estou muito desconfortável para" ou "não quero fazer o esforço necessário". Há poucos obstáculos que são insuperáveis. Ainda mais, continuamente repetir "eu não posso" faz você se tornar cada vez mais incapaz, em sua própria mente, de conseguir algo feito.

Na próxima vez que você estiver tentado a dizer "eu não posso", pare e se pergunte se é realmente verdadeiro. Seja claro, direto e honesto consigo mesmo e você se encontrará usando "eu não posso" muito menos.

Quando vem o desejo, a capacidade também vem. Você pode fazer o que você deseja. Se vai fazer ou não... isto é com você.

EVOLUÇAO DA ANSIEDADE...


A evolução da ansiedade

Ansiedade está mais presente na vida moderna

De acordo com a teoria de Charles Darwin, que fala sobre a evolução das espécies, os seres vivos se adaptam ao meio para garantir a sobrevivência dos seus. Com tecnologia, globalização e o estresse de uma grande metrópole, os humanos têm que se adaptar à correria diária.

Nessa luta para se adequar, o organismo dá sinais de alerta para o descanso e o cuidado com o corpo e a mente. A ansiedade é um destes sinais. Esse sentimento de apreensão, uma sensação de que algo está para acontecer, representa um contínuo estado de alerta e uma constante pressa em terminar as coisas que ainda nem se iniciaram.

Segundo a médica e psicanalista, Soraya Hissa de Carvalho, a ansiedade é uma atitude fisiológica normal responsável pela adaptação do organismo às situações de perigo. “Se não existisse esse mecanismo que nos coloca em posição de alerta, talvez nossa espécie nem tivesse sobrevivido às adversidades encontradas pelos nossos ancestrais”, explica.

Até certo ponto, a ansiedade é positiva, mas, em excesso, pode causar danos à saúde. Os nossos ancestrais, os homens das cavernas, passavam por situações nos quais as ameaças eram animais ferozes prestes a atacá-los e as invasões de tribos inimigas. Circunstâncias que após a reação do corpo - fugir ou atacar- passam e se estabilizam.

“Na antiguidade, tais ameaças eram concretas e a pessoa tinha um determinado objeto real a combater, localizável no tempo e no espaço. Hoje em dia, esse objeto de perigo vive dentro de nós. As ameaças vivem, dormem e acordam conosco. Ou seja, vivemos ansiosos.”, 
Fonte: Portal Fator Brasil

A RAIVA PODE AJUDAR PROFISSIONAIS....


Raiva pode ajudar profissionais

Estudo indica que a raiva no trabalho pode ajudar a carreira

Pesquisadores americanos da Havard Medical School acompanharam 824 pessoas durante 44 anos e concluíram que a raiva no ambiente de trabalho pode ajudar alguns profissionais. Desde que seja sob medida. Eles frisam que é importante manter o controle ao defender seus interesses, pois a fúria pode ser destrutiva. "Em geral, as pessoas pensam na raiva como uma emoção perigosa, e são encorajadas a praticar o 'pensamento positivo', mas se concluiu que esse comportamento é uma negação danosa de uma realidade terrível", disse George Vaillant, autor da pesquisa.

Segundo ele, experiências como a dessa pesquisa mostraram que as emoções negativas estreitam e concentram a atenção. "Emoções negativas como medo e raiva são inerentes e têm grande importância", acrescentou o pesquisador. "Emoções negativas são frequentemente cruciais para a sobrevivência", afirma o pesquisador.

Vaillant, que é o diretor da publicação Study of Adult Development, que publicou o estudo, afirma que a fúria descontrolada não tem o mesmo efeito. "Todos nós sentimos raiva, mas as pessoas que aprendem a expressar essa raiva e evitar as consequências explosivas e destrutivas da fúria desenfreada conseguem alcançar algo incrivelmente poderoso em termos de crescimento emocional e saúde mental", diz o pesquisador. "Se pudermos delimitar e aproveitar essas habilidades, podemos usá-las para conseguir grandes feitos", acrescenta.

Para Ben Williams, psicólogo ocupacional britânico, as conclusões do estudo "têm a ver com passividade, agressão e assertividade". "Pessoas que são assertivas são capazes de não ceder e, ao mesmo tempo, continuar respeitáveis", diz Williams. "Elas mostram preocupação com a própria equipe e com outros. Isso faz com que elas sejam respeitadas pelos colegas e significa que elas estarão em uma boa posição quando vierem as promoções", acrescentou.

Fonte: BBC Brasil