Tenho 27 anos e meu namorado tem 34. Namoramos três anos e ficamos dois anos separados. Estamos juntos novamente há poucos meses. Ele tem pavor do casamento. Nunca foi casado , mas tem um filho de 14 anos. O pai dele morreu quando ele tinha 2 anos e a mãe teve um relacionamento conturbado com outro homem, o que o levou a morar sozinho aos 17.
Primeiro, o nosso namoro acabou por eu deixar claro que queria me casar e não estava disposta a namorar longos anos. Agora, falo com muito cuidado sobre o assunto, ele gosta, mas quando vamos planejar, recua. Ele diz que quer ter uma família, mas não desenvolve o assunto. Eu , por minha vez , tenho uma família tradicional que “exige” o casamento. Não quero passar mais três anos namorando para depois não conseguir formar uma família. Se não casar com ele, vou começar do zero novamente aos quase 30 anos. Às vezes, acho que não vejo as coisas claramente. Que está claro para todo mundo, menos para mim, que ele não vai se casar nunca. Socorro !!!
Resposta.
A mãe do seu namorado perdeu o marido quando o filho tinha dois anos. Se acaso foi feliz no casamento, a felicidade durou pouco. Depois, teve um relacionamento tão conturbado que o filho foi obrigado a sair de casa. Ou seja, foi novamente infeliz e o menino, que já havia crescido sem pai, foi obrigado a se separar precocemente da mãe. Só por aí já dá para entender que o seu namorado tenha horror ao casamento. Não sabe o que é uma vida de família boa.
Por outro lado, aos 20 anos, ele teve um filho, ou seja, se tornou pai solteiro. A paternidade e o casamento para ele estão dissociados. Para você, que vem de uma família tradicional, um não existe sem o outro. Vocês dois não têm o mesmo ponto de vista. Seria bom saber o que o namorado quer dizer quando fala em fazer uma família. Ter mais um filho com você sem se casar?
Você precisa correr o risco do esclarecimento e tomar uma decisão em função disso. Tanto pode ser se separar e ficar esperando casamento porque nada é mais importante para você do que isso ou ficar com o atual namorado para o que der e vier, aceitando-o como ele é. Agora, se você se separar, não faça isso porque a família “exige” o casamento, mas porque você quer assim. Obedecer à exigência da família não faz sentido porque a vida é sua, ou seja, quem paga pelos erros é você.
Por Betty Milan
revista veja
quinta-feira, 15 de abril de 2010
quarta-feira, 14 de abril de 2010
ANÁLISE PSICOLÓGICA SOBRE O CONTRATO INCONSCIENTE DAS RELAÇÕES
Assim que se estabelece determinado compromisso, paralelamente retorna o inventário do passado emocional.
Nada é original até nos conscientizarmos dessa lei implacável.
Não é à toa que o medo do envolvimento profundo é uma marca de nossa era.
O dilema da solidão versus o pânico de errar novamente é a base da tortura mental e insegurança quando falamos sobre emoções.
Assim como a aparência, simpatia ou inteligência são elementos que atraem as pessoas, o inconsciente possui um processo similar de atração.
Este se dá geralmente em determinadas falhas ou neuroses do parceiro para que o outro possa esconder profundamente determinado problema crônico não resolvido.
Apenas alguém muito ingênuo pode acreditar que a essência de uma relação é a felicidade.
A sobrevivência de processos mentais e comportamentais arcaicos sempre irá se sobrepor perante qualquer proposta concreta de satisfação e prazer.
O amor é a vontade concreta de dedicar um tempo extra, excluindo os papéis sociais para os quais todos são treinados.
Mas o que seria o tal contrato inconsciente?
Uma espécie de destino, traço genético ou enlace espiritual?
O nome pouco importa, o fato é que temos de carregar e lidar com certos processos mentais, assim como temos que aceitar nosso corpo.
Quando conhecemos alguém pensamos que estamos começando do zero, e esse é o grande erro.
Sempre existirão processos ocultos que irão reclamar nossa atenção.
Pensemos no mito cristão da expulsão do paraíso. A pena imposta é o conflito e o trabalho.
Toda a ilusão do romantismo se baseia nesse arquétipo (representação de alguma imagem do inconsciente que todos possuem: deus; herói; sofrimento.)
O resultado é o desejo de voltar a um lugar de dependência e ausência de sofrimento.
O problema é que dito paraíso é totalmente proibido para todos.
A timidez e retraimento são quase que o senhor absoluto na maioria dos relacionamentos ou casamentos.
Não é apenas o comportamento de se sentir envergonhado na presença de alguém como muitos pensam de forma simplista.
A timidez é um bloqueio afetivo que visa não dividir nada de seu íntimo, tentando fugir da situação de prova ou crítica.
O tímido teme perder a todo tempo, e constrói uma ficção de vitória pela ausência da participação, cometendo um total “estelionato” afetivo e social.
São pessoas que enveredam para posses ou ganhos econômicos visando a compensação de seu profundo complexo de inferioridade.
A raiz do distúrbio remonta a infância ou adolescência; geralmente uma situação de perda afetiva ou humilhação pessoal, fazendo com que a pessoa se retraia no âmbito social e obrigue o outro a participar e fazer as tarefas emocionais que seriam dela.
Pensem na junção de todas estas características dentro de um casamento.
Um casamento encerra a necessidade de uma espécie de “palco”, a fim de se mostrar a infelicidade pessoal. Esta característica como a timidez citada acima, envenenam a relação, pois no final das contas apontam apenas para o “pior” da vida a dois.
A honestidade só ocorre quando todos os lados do desejo ou relacionamento são explorados, tanto os conscientes, quanto os inconscientes.
Estes últimos por serem geralmente ocultos à percepção, adquirem uma força extremamente elevada no psiquismo.
A psicanálise sempre trabalhou a idéia de que o desejo ou prazer era algo que a mente proibia, surgindo o conceito do superego (censura moral). Este visava impedir que o id ou o desejo inconsciente inundasse por completo o sujeito.
Para FREUD o desenvolvimento da civilização se baseava neste preceito, bloquear desejos irracionais e os transformar em cultura - o que chamou de sublimação. O problema com este conceito é negação social de como se desenvolve o próprio desejo.
Nenhum ser humano como a história o prova, descarta uma satisfação apenas porque a mesma é algo interdito. A própria religião é prova disto, pois historicamente tentou frear todos os impulsos sexuais com um código obsessivo compulsivo que jamais alcançou sua finalidade; apenas produziu um conjunto horrível de neuroses que foram à base das próprias descobertas de FREUD.
Certamente o mesmo reformularia suas idéias se estivesse observando a atualidade dos relacionamentos e valores coletivos. O desejo não é abortado apenas pelo lado proibitivo, mas principalmente pela sensação de que o mesmo será absolutamente inatingível.
A infelicidade nada mais é do que a total despotência perante uma certeza de alguma imagem ou culto de prazer construída historicamente, e que a pessoa sente que não irá realizar.
Este é o nódulo do complexo de inferioridade tão bem estudado por ALFRED ADLER, psicólogo criador da psicologia social.
A luta desesperada passa por se provar um determinado valor pessoal, antes que a pessoa se sinta excluída do seu meio.
Este é um dos dramas máximos de nossa era.
Todos dizem o conceito clássico de que ninguém “casa para se separar”; o que falta ser estudado nesta tese é que tipos de satisfação ambos procuram: sexo; amizade; companheirismo; remoer conflitos; imagens de sofrimento ou vivenciar uma sensação de eterno luto?
Fatalmente a dissolução de um relacionamento passa pela não conscientização de todo o exposto, como venho descrevendo no decorrer deste texto.
Jamais será um papel ou uma cerimônia religiosa que dará a certeza de uma união, estes, são apenas uma forma contratual ou empresarial que o sistema impregna o relacionamento; por outro lado também não é apenas uma traição sexual que se torna o ápice do final, mas a concentração ou insistência em determinado núcleo emotivo não resolvido.
A investigação sobre com quem realmente vivemos é tarefa primordial para alguém que almeja algo especial, devendo passar pelo percebimento sobre como o companheiro se orienta nas mais variadas situações.
Devemos ainda prestar atenção sobre qual é a prioridade do outro, mesmo estando nos acompanhando, pois determinada distração ou ausência pode revelar todo um projeto secreto que desconhecemos e sem dúvida nenhuma jamais faremos parte.
O que ou quem realmente é nosso parceiro?
Apenas um amante; confidente; terapeuta; protetor?
Quais qualidades temos o direito de exigir e quantas no decorrer de nossa vida amorosa conseguimos obter?
Poucos realmente fazem este inventário de nossa história e saúde emocional. O que importa nisso tudo é a conscientização de nossos vícios nos relacionamentos.
A coisa mais positiva que se pode vivenciar num relacionamento é quando ocorre uma profunda empatia ou confluência de idéias ou gênios de forma espontânea, sendo maravilhoso quando encontramos alguém para falar o que quase não precisa ser expresso por palavras.
Voltando à questão dos contratos inconscientes, estes podem esconder de tudo e se encaixam perfeitamente no contexto conflitivo da relação, como exemplos:
agressividade com paralela passividade do parceiro; homossexualidade com problemas não resolvidos da sexualidade; dependência com necessidade de exercer ou usurpar o poder; dependência de drogas com necessidade do outro afirmar que é mais forte ou equilibrado; infertilidade de origem psicológica com ciúme inconsciente de a criança tomar o lugar de destaque do objeto amoroso, ou ainda timidez (no sentido de não desejar dividir) e medo de constituir uma família; depressão com tristeza e desilusão em relação ao não incremento da auto estima por parte dos pais; traição sexual com desejo de martirização ou auto comiseração.
Como seria valioso numa era onde a especialização a cada dia fragmenta o centro do problema, se determinada ciência pelo menos obtivesse êxito em uma única área.
No caso da psicologia, embora seja hoje em dia de uso múltiplo (neuroses; psicoses; depressão; casamento; esportes), seu foco ainda deve ser o combate contra a infelicidade.
Se pudesse intervir e servir como objeto de pesquisa e consecução de relacionamentos mais duradouros e saudáveis, penso que se daria um grande salto evolutivo na referida ciência. Perceber ainda que determinadas necessidades colocadas pelos pacientes mascaram por completo a base ou o centro de seu problema que resiste imperativamente em resolver.
Aqueles que tiveram uma longa história afetiva e ainda não conseguiram se encontrar, vale a pergunta sobre o que realmente aconteceu?
Todos os seus parceiros cometeram infrações imperdoáveis no terreno da convivência?
Não se trata de julgamento, mas um balanço sobre um fracasso que a cada minuto corre contra o tempo de nossas vidas.
E pensando também naqueles que pouquíssimas experiências tiveram no terreno emocional.
O que os impediram de vivenciarem ou gastarem sua parte afetiva?
Certamente a prioridade não foi essa área, mas por que?
Medo ou pânico de uma rejeição, ou simplesmente trataram tudo isso como um papel desprovido de sentimento genuíno?
A busca de todos é real e verdadeira, ou passa por características míticas e embebidas de fantasias irrealizáveis?
O mito da “alma gêmea” no aspecto positivo parece que é a coisa mais elitista da face da terra, pois apenas alguns o conseguem, para todo o resto a busca da “cara metade” se dá na luta tórrida da sobreposição de neuroses.
A libido ou desejo sexual possui certamente um caráter transcendental atraindo exatamente a medida exata de nossos processos não resolvidos, por mais que teimemos em ilusões tolas.
Infelizmente muitos precisam de experiências negativas, pois o jardim mais cultivado psiquicamente é o rancor e amargura.
Embora tais palavras soem ofensivas e dolorosas, o objetivo disto é essencialmente a evolução, e jamais a atingiremos se continuarmos mentido para nós mesmos.
Se o ser humano é eminentemente social, não podemos mais tolerar o funil estreito do final das relações, que quase sempre desemboca no conflito ou tédio ao lado de uma pessoa.
Estamos severamente doentes, e nos tornamos maltrapilhos na área sentimental, em conseqüência da sobrevalorização dos aspectos econômicos e de poder.
É nefasta nossa tendência de apenas utilizar o dinheiro ou narcisismo para impressionar ou seduzir alguém.
Enfim, não nos damos conta de que quanto mais acumulamos exteriormente, paralelamente perdemos nas profundezas de nossa alma.
Devemos retroceder em nossa cobiça e refletir profundamente sobre o martírio que tem sido nossa vida sentimental.
Ou arrumamos tempo para tal tarefa fundamental, ou então continuaremos apenas incrementando nosso projeto inconsciente de plena infelicidade.
Todos mentem ao passarem o conceito de que será fácil alcançar determinada satisfação.
Qualquer um que usou um mínimo de sua intuição, já percebeu que ocorre exatamente o oposto.
A batalha sempre será feroz; e os predadores estão totalmente disfarçados nas mais variadas formas e valores.
Antonio C. Araújo
psicoterapeuta de casal e família
Nada é original até nos conscientizarmos dessa lei implacável.
Não é à toa que o medo do envolvimento profundo é uma marca de nossa era.
O dilema da solidão versus o pânico de errar novamente é a base da tortura mental e insegurança quando falamos sobre emoções.
Assim como a aparência, simpatia ou inteligência são elementos que atraem as pessoas, o inconsciente possui um processo similar de atração.
Este se dá geralmente em determinadas falhas ou neuroses do parceiro para que o outro possa esconder profundamente determinado problema crônico não resolvido.
Apenas alguém muito ingênuo pode acreditar que a essência de uma relação é a felicidade.
A sobrevivência de processos mentais e comportamentais arcaicos sempre irá se sobrepor perante qualquer proposta concreta de satisfação e prazer.
O amor é a vontade concreta de dedicar um tempo extra, excluindo os papéis sociais para os quais todos são treinados.
Mas o que seria o tal contrato inconsciente?
Uma espécie de destino, traço genético ou enlace espiritual?
O nome pouco importa, o fato é que temos de carregar e lidar com certos processos mentais, assim como temos que aceitar nosso corpo.
Quando conhecemos alguém pensamos que estamos começando do zero, e esse é o grande erro.
Sempre existirão processos ocultos que irão reclamar nossa atenção.
Pensemos no mito cristão da expulsão do paraíso. A pena imposta é o conflito e o trabalho.
Toda a ilusão do romantismo se baseia nesse arquétipo (representação de alguma imagem do inconsciente que todos possuem: deus; herói; sofrimento.)
O resultado é o desejo de voltar a um lugar de dependência e ausência de sofrimento.
O problema é que dito paraíso é totalmente proibido para todos.
A timidez e retraimento são quase que o senhor absoluto na maioria dos relacionamentos ou casamentos.
Não é apenas o comportamento de se sentir envergonhado na presença de alguém como muitos pensam de forma simplista.
A timidez é um bloqueio afetivo que visa não dividir nada de seu íntimo, tentando fugir da situação de prova ou crítica.
O tímido teme perder a todo tempo, e constrói uma ficção de vitória pela ausência da participação, cometendo um total “estelionato” afetivo e social.
São pessoas que enveredam para posses ou ganhos econômicos visando a compensação de seu profundo complexo de inferioridade.
A raiz do distúrbio remonta a infância ou adolescência; geralmente uma situação de perda afetiva ou humilhação pessoal, fazendo com que a pessoa se retraia no âmbito social e obrigue o outro a participar e fazer as tarefas emocionais que seriam dela.
Pensem na junção de todas estas características dentro de um casamento.
Um casamento encerra a necessidade de uma espécie de “palco”, a fim de se mostrar a infelicidade pessoal. Esta característica como a timidez citada acima, envenenam a relação, pois no final das contas apontam apenas para o “pior” da vida a dois.
A honestidade só ocorre quando todos os lados do desejo ou relacionamento são explorados, tanto os conscientes, quanto os inconscientes.
Estes últimos por serem geralmente ocultos à percepção, adquirem uma força extremamente elevada no psiquismo.
A psicanálise sempre trabalhou a idéia de que o desejo ou prazer era algo que a mente proibia, surgindo o conceito do superego (censura moral). Este visava impedir que o id ou o desejo inconsciente inundasse por completo o sujeito.
Para FREUD o desenvolvimento da civilização se baseava neste preceito, bloquear desejos irracionais e os transformar em cultura - o que chamou de sublimação. O problema com este conceito é negação social de como se desenvolve o próprio desejo.
Nenhum ser humano como a história o prova, descarta uma satisfação apenas porque a mesma é algo interdito. A própria religião é prova disto, pois historicamente tentou frear todos os impulsos sexuais com um código obsessivo compulsivo que jamais alcançou sua finalidade; apenas produziu um conjunto horrível de neuroses que foram à base das próprias descobertas de FREUD.
Certamente o mesmo reformularia suas idéias se estivesse observando a atualidade dos relacionamentos e valores coletivos. O desejo não é abortado apenas pelo lado proibitivo, mas principalmente pela sensação de que o mesmo será absolutamente inatingível.
A infelicidade nada mais é do que a total despotência perante uma certeza de alguma imagem ou culto de prazer construída historicamente, e que a pessoa sente que não irá realizar.
Este é o nódulo do complexo de inferioridade tão bem estudado por ALFRED ADLER, psicólogo criador da psicologia social.
A luta desesperada passa por se provar um determinado valor pessoal, antes que a pessoa se sinta excluída do seu meio.
Este é um dos dramas máximos de nossa era.
Todos dizem o conceito clássico de que ninguém “casa para se separar”; o que falta ser estudado nesta tese é que tipos de satisfação ambos procuram: sexo; amizade; companheirismo; remoer conflitos; imagens de sofrimento ou vivenciar uma sensação de eterno luto?
Fatalmente a dissolução de um relacionamento passa pela não conscientização de todo o exposto, como venho descrevendo no decorrer deste texto.
Jamais será um papel ou uma cerimônia religiosa que dará a certeza de uma união, estes, são apenas uma forma contratual ou empresarial que o sistema impregna o relacionamento; por outro lado também não é apenas uma traição sexual que se torna o ápice do final, mas a concentração ou insistência em determinado núcleo emotivo não resolvido.
A investigação sobre com quem realmente vivemos é tarefa primordial para alguém que almeja algo especial, devendo passar pelo percebimento sobre como o companheiro se orienta nas mais variadas situações.
Devemos ainda prestar atenção sobre qual é a prioridade do outro, mesmo estando nos acompanhando, pois determinada distração ou ausência pode revelar todo um projeto secreto que desconhecemos e sem dúvida nenhuma jamais faremos parte.
O que ou quem realmente é nosso parceiro?
Apenas um amante; confidente; terapeuta; protetor?
Quais qualidades temos o direito de exigir e quantas no decorrer de nossa vida amorosa conseguimos obter?
Poucos realmente fazem este inventário de nossa história e saúde emocional. O que importa nisso tudo é a conscientização de nossos vícios nos relacionamentos.
A coisa mais positiva que se pode vivenciar num relacionamento é quando ocorre uma profunda empatia ou confluência de idéias ou gênios de forma espontânea, sendo maravilhoso quando encontramos alguém para falar o que quase não precisa ser expresso por palavras.
Voltando à questão dos contratos inconscientes, estes podem esconder de tudo e se encaixam perfeitamente no contexto conflitivo da relação, como exemplos:
agressividade com paralela passividade do parceiro; homossexualidade com problemas não resolvidos da sexualidade; dependência com necessidade de exercer ou usurpar o poder; dependência de drogas com necessidade do outro afirmar que é mais forte ou equilibrado; infertilidade de origem psicológica com ciúme inconsciente de a criança tomar o lugar de destaque do objeto amoroso, ou ainda timidez (no sentido de não desejar dividir) e medo de constituir uma família; depressão com tristeza e desilusão em relação ao não incremento da auto estima por parte dos pais; traição sexual com desejo de martirização ou auto comiseração.
Como seria valioso numa era onde a especialização a cada dia fragmenta o centro do problema, se determinada ciência pelo menos obtivesse êxito em uma única área.
No caso da psicologia, embora seja hoje em dia de uso múltiplo (neuroses; psicoses; depressão; casamento; esportes), seu foco ainda deve ser o combate contra a infelicidade.
Se pudesse intervir e servir como objeto de pesquisa e consecução de relacionamentos mais duradouros e saudáveis, penso que se daria um grande salto evolutivo na referida ciência. Perceber ainda que determinadas necessidades colocadas pelos pacientes mascaram por completo a base ou o centro de seu problema que resiste imperativamente em resolver.
Aqueles que tiveram uma longa história afetiva e ainda não conseguiram se encontrar, vale a pergunta sobre o que realmente aconteceu?
Todos os seus parceiros cometeram infrações imperdoáveis no terreno da convivência?
Não se trata de julgamento, mas um balanço sobre um fracasso que a cada minuto corre contra o tempo de nossas vidas.
E pensando também naqueles que pouquíssimas experiências tiveram no terreno emocional.
O que os impediram de vivenciarem ou gastarem sua parte afetiva?
Certamente a prioridade não foi essa área, mas por que?
Medo ou pânico de uma rejeição, ou simplesmente trataram tudo isso como um papel desprovido de sentimento genuíno?
A busca de todos é real e verdadeira, ou passa por características míticas e embebidas de fantasias irrealizáveis?
O mito da “alma gêmea” no aspecto positivo parece que é a coisa mais elitista da face da terra, pois apenas alguns o conseguem, para todo o resto a busca da “cara metade” se dá na luta tórrida da sobreposição de neuroses.
A libido ou desejo sexual possui certamente um caráter transcendental atraindo exatamente a medida exata de nossos processos não resolvidos, por mais que teimemos em ilusões tolas.
Infelizmente muitos precisam de experiências negativas, pois o jardim mais cultivado psiquicamente é o rancor e amargura.
Embora tais palavras soem ofensivas e dolorosas, o objetivo disto é essencialmente a evolução, e jamais a atingiremos se continuarmos mentido para nós mesmos.
Se o ser humano é eminentemente social, não podemos mais tolerar o funil estreito do final das relações, que quase sempre desemboca no conflito ou tédio ao lado de uma pessoa.
Estamos severamente doentes, e nos tornamos maltrapilhos na área sentimental, em conseqüência da sobrevalorização dos aspectos econômicos e de poder.
É nefasta nossa tendência de apenas utilizar o dinheiro ou narcisismo para impressionar ou seduzir alguém.
Enfim, não nos damos conta de que quanto mais acumulamos exteriormente, paralelamente perdemos nas profundezas de nossa alma.
Devemos retroceder em nossa cobiça e refletir profundamente sobre o martírio que tem sido nossa vida sentimental.
Ou arrumamos tempo para tal tarefa fundamental, ou então continuaremos apenas incrementando nosso projeto inconsciente de plena infelicidade.
Todos mentem ao passarem o conceito de que será fácil alcançar determinada satisfação.
Qualquer um que usou um mínimo de sua intuição, já percebeu que ocorre exatamente o oposto.
A batalha sempre será feroz; e os predadores estão totalmente disfarçados nas mais variadas formas e valores.
Antonio C. Araújo
psicoterapeuta de casal e família
O ÓDIO DOS HOMENS PELAS MULHERES. A GUERRA DOS SEXOS E A FRAGILIDADE MASCULINA...
AOS OBSERVADORES (as)MAIS ATENTOS (as) DO COMPORTAMENTO HUMANOS PORÉN,NÃO PASSARÁ
DESPERCEBIDO QUE,ATRÁS DOS EXALTADOS PROTESTOS E MANISFESTAÇÕES DE AMOR,CUIDADO E PROTEÇÃO,A GRANDE MAIORIA DOS HOMENS (TODOS TALVEZ?)TENTA ESCONDER GRAUS VARIÁVEIS DA HOSTILIDADE QUE DEVOTAM ÁS MULHERES.ALGUEM JÁ DISSE QUE HOMENS HETEROSSEXUAIS SÃO SEXUALMENTE ATRÁIDOS PELAS MULHERES,MAS GOSTAM E SE DAO BEM COM OS OUTROS HOMENS.È COM ELES,COM OUTROS HOMENS QUE GOSTAM DE ESTAR,DE CONVERSAR,DE DIVERTIR-SE.
É AOS OUTROS HOMENS QUE RESPEITAM.
JÀ COM OS HOMOSSEXUAL MASCULINO SE PASSA O CONTRÁRIO:-
ELES TEM DESEJO SEXUAL PELOS HOMENS MAS GOSTAM MESMO É DAS MULHERES.
SÃO ELAS SUA COMPANHIA PREDILETA PARA TUDO O MAIS QUE NÃO SEJA ATIVIDADE SEXUAL.
ESSA É A REALIDADE,POR MAIS ESTRANHO QUE POSSA SOAR A NOSSOS OUVIDOS...
E PORQUE É A ASSIM?
PARA O PSICOTERAPEUTA INGLES ADAM JUKER,QUE ESCREVEU UM LIVRO JUSTAMENTE COM ESTE
TITÚLO,
A EXPLICAÇÃO RESIDE NA RELAÇAO DA MÃE COM O FILHO VARÃO
E A NECESSIDADE COM QUE ESTE SE DEFRONTA DE AFASTAR-SE DELA.
PARA ELE, OS HOMENS TRANFERIRAM PARA AS MULHERES- AS QUE VÃO ENCONTRAR AO LONGO DA VIDA-
A FRUSTRAÇÃO E O ÒDIO QUE DEVOTAM ÀS MÃES,POR TER SIDO OBRIGADO A SEPARAREM-SE DELAS.
APARTIR DESSA FRUSTRAÇÃO E DA MAL RESOLVIDA SEPARAÇÃO,PASSAM A BUSCAR NAS OUTRAS MULHERES O AMOR PERFEITO E INTENSO QUE EXPERIMENTARAM COM AS MÃES ,ANTES DE FORÇADO A DELAS SE SEPARAR.
SÓ QUE ESTA É UMA BUSCA DE ANTEMÃO CONTENADA AO FRACASSO.
MULHER ALGUMA CONSEGUIRA PROVER AMOR TÃO INTENSO E INCONDICIONAL COMO AQUELE QUE,NO INICIO DA VIDA UNIU MÃE E FILHO .
E,SEM TER PLENA CONSCIÊNCIA DISSO,OS HOMENS SEGUEM A VIDA TENTANDO PUNIR E FERIR A FONTE DA RENOVADA FRUSTRAÇÃO.
OU SEJA,AS OUTRAS MULHERES.
A DINÂMICA DO PROCESSO EXPLICA A PROFUNDA LIGAÇÃO QUE OS HOMOSSEXUAIS MASCULINOS GERALMENTE MANTÊN COM SUAS MÃES.
POR NÃO ODIÁ-LAS ,NÃO TÊM TAMBÈM PORQUE ODIAR AS MULHERES.
A AGRESSIVIDADE E A HOSTILIDADE DOS HOMENS EM RELAÇÃO AS MULHERES SE EXPRESSA,NO LIMITE DOS CASOS EXTREMOS,NO ESTUPRO, E, NA FRANCA AGRESSÃO FÍSICA.
NO DIA A DIA,PORÉM TRADUZ-SE NO DESRESPEITO E NAS TENTATIVAS E MANISFESTAÇÕES ABERTAS OU VELADAS DE HUMILHAÇÃO E DESPREZO.
O IMPORTANTE SUBPRODUTO DESSE QUADRO,E PRINCIPALMENTE DO CONFLITO E AMBIVALÊNCIA QUE GERA NO INCONSCIENTE DO GAROTO ,É A DIFICULDADE -QUASE - INCAPACIDADE - QUE TERÁ,QUANDO ADULTO,DE ENTREGAR-SE DE FORMA TOTAL E INTEGRAL AO AMOR DE UMA MULHER.
A MALOGRADA EXPERIÊNCIA DE AMOR COM A MÃE,A DEVASTADORA SENSAÇAO DE TER SIDO TRAÍDO E ABANDONADO, ENSINA-0, ( -ASSIM ELE O SENTE- ) QUE A DEPENDÊNCIA E A VULNERABILIDADE EM RELAÇÃO AS MULHERES SÃO PERIGOSAS.
A MULHER SIMBOLIZANDO A FIGURA DA MÃE, PASSA A METER MEDO E DESPERTAR RANCOR..
DECIDE ENTÃO...
INCONSCIENTEMENTE, NUNCA MAIS PERMITIR QUE ALGUMA MULHER TENHA TAL PODER SOBRE ELE.
PARA O TERAPEUTA BRITÂNICO ADAM JUKER-
ESSE TIPO DE CONFLITO E ESSA DECISÃO SÃO VIVENCIADOS POR TODOS OS HOMENS.
O QUE OS DIFERENCIA É A "INTENSIDADE".
EXPLICA-SE ASSIM ,A SEPARAÇÃO BEM CLARA QUE O HOMEN FAZ ENTRE O AMOR E O SEXO
E O MEDO TERRÌVEL QUE TEM DO ENVOLVIMENTO DA INTIMIDADE E DA ENTREGA.
TEXTO
EXTRAIDO DO LIVRO
"QUEM AMA NÃO ADOECE"
AUTOR:-DR.MARCO AURÉLIO DIAS DA SILVA
CARDIOLOGISTA E PSICOLOGO
DESPERCEBIDO QUE,ATRÁS DOS EXALTADOS PROTESTOS E MANISFESTAÇÕES DE AMOR,CUIDADO E PROTEÇÃO,A GRANDE MAIORIA DOS HOMENS (TODOS TALVEZ?)TENTA ESCONDER GRAUS VARIÁVEIS DA HOSTILIDADE QUE DEVOTAM ÁS MULHERES.ALGUEM JÁ DISSE QUE HOMENS HETEROSSEXUAIS SÃO SEXUALMENTE ATRÁIDOS PELAS MULHERES,MAS GOSTAM E SE DAO BEM COM OS OUTROS HOMENS.È COM ELES,COM OUTROS HOMENS QUE GOSTAM DE ESTAR,DE CONVERSAR,DE DIVERTIR-SE.
É AOS OUTROS HOMENS QUE RESPEITAM.
JÀ COM OS HOMOSSEXUAL MASCULINO SE PASSA O CONTRÁRIO:-
ELES TEM DESEJO SEXUAL PELOS HOMENS MAS GOSTAM MESMO É DAS MULHERES.
SÃO ELAS SUA COMPANHIA PREDILETA PARA TUDO O MAIS QUE NÃO SEJA ATIVIDADE SEXUAL.
ESSA É A REALIDADE,POR MAIS ESTRANHO QUE POSSA SOAR A NOSSOS OUVIDOS...
E PORQUE É A ASSIM?
PARA O PSICOTERAPEUTA INGLES ADAM JUKER,QUE ESCREVEU UM LIVRO JUSTAMENTE COM ESTE
TITÚLO,
A EXPLICAÇÃO RESIDE NA RELAÇAO DA MÃE COM O FILHO VARÃO
E A NECESSIDADE COM QUE ESTE SE DEFRONTA DE AFASTAR-SE DELA.
PARA ELE, OS HOMENS TRANFERIRAM PARA AS MULHERES- AS QUE VÃO ENCONTRAR AO LONGO DA VIDA-
A FRUSTRAÇÃO E O ÒDIO QUE DEVOTAM ÀS MÃES,POR TER SIDO OBRIGADO A SEPARAREM-SE DELAS.
APARTIR DESSA FRUSTRAÇÃO E DA MAL RESOLVIDA SEPARAÇÃO,PASSAM A BUSCAR NAS OUTRAS MULHERES O AMOR PERFEITO E INTENSO QUE EXPERIMENTARAM COM AS MÃES ,ANTES DE FORÇADO A DELAS SE SEPARAR.
SÓ QUE ESTA É UMA BUSCA DE ANTEMÃO CONTENADA AO FRACASSO.
MULHER ALGUMA CONSEGUIRA PROVER AMOR TÃO INTENSO E INCONDICIONAL COMO AQUELE QUE,NO INICIO DA VIDA UNIU MÃE E FILHO .
E,SEM TER PLENA CONSCIÊNCIA DISSO,OS HOMENS SEGUEM A VIDA TENTANDO PUNIR E FERIR A FONTE DA RENOVADA FRUSTRAÇÃO.
OU SEJA,AS OUTRAS MULHERES.
A DINÂMICA DO PROCESSO EXPLICA A PROFUNDA LIGAÇÃO QUE OS HOMOSSEXUAIS MASCULINOS GERALMENTE MANTÊN COM SUAS MÃES.
POR NÃO ODIÁ-LAS ,NÃO TÊM TAMBÈM PORQUE ODIAR AS MULHERES.
A AGRESSIVIDADE E A HOSTILIDADE DOS HOMENS EM RELAÇÃO AS MULHERES SE EXPRESSA,NO LIMITE DOS CASOS EXTREMOS,NO ESTUPRO, E, NA FRANCA AGRESSÃO FÍSICA.
NO DIA A DIA,PORÉM TRADUZ-SE NO DESRESPEITO E NAS TENTATIVAS E MANISFESTAÇÕES ABERTAS OU VELADAS DE HUMILHAÇÃO E DESPREZO.
O IMPORTANTE SUBPRODUTO DESSE QUADRO,E PRINCIPALMENTE DO CONFLITO E AMBIVALÊNCIA QUE GERA NO INCONSCIENTE DO GAROTO ,É A DIFICULDADE -QUASE - INCAPACIDADE - QUE TERÁ,QUANDO ADULTO,DE ENTREGAR-SE DE FORMA TOTAL E INTEGRAL AO AMOR DE UMA MULHER.
A MALOGRADA EXPERIÊNCIA DE AMOR COM A MÃE,A DEVASTADORA SENSAÇAO DE TER SIDO TRAÍDO E ABANDONADO, ENSINA-0, ( -ASSIM ELE O SENTE- ) QUE A DEPENDÊNCIA E A VULNERABILIDADE EM RELAÇÃO AS MULHERES SÃO PERIGOSAS.
A MULHER SIMBOLIZANDO A FIGURA DA MÃE, PASSA A METER MEDO E DESPERTAR RANCOR..
DECIDE ENTÃO...
INCONSCIENTEMENTE, NUNCA MAIS PERMITIR QUE ALGUMA MULHER TENHA TAL PODER SOBRE ELE.
PARA O TERAPEUTA BRITÂNICO ADAM JUKER-
ESSE TIPO DE CONFLITO E ESSA DECISÃO SÃO VIVENCIADOS POR TODOS OS HOMENS.
O QUE OS DIFERENCIA É A "INTENSIDADE".
EXPLICA-SE ASSIM ,A SEPARAÇÃO BEM CLARA QUE O HOMEN FAZ ENTRE O AMOR E O SEXO
E O MEDO TERRÌVEL QUE TEM DO ENVOLVIMENTO DA INTIMIDADE E DA ENTREGA.
TEXTO
EXTRAIDO DO LIVRO
"QUEM AMA NÃO ADOECE"
AUTOR:-DR.MARCO AURÉLIO DIAS DA SILVA
CARDIOLOGISTA E PSICOLOGO
terça-feira, 13 de abril de 2010
DINHEIRO NAÕ COMPENSA A FRUSTRAÇÃO....
Dinheiro não compensa a frustração.
Parceiros precisam renovar o afeto
Quando somos pequenos, a mãe é amor incondicional.
O pai, de outro lado, é pura proteção.
Tais sentimentos vivem no inconsciente e podem prejudicar o casal, se um não corresponde à idealização do outro.
A ânsia por bens materiais é uma das indicações mais freqüentes do desapontamento.
É preciso separar a fantasia das possibilidades reais para reacender a chama.
Ser jovem é ter mil planos na cabeça.
A vida é um mar aberto, navegado com esperança e entusiasmo; seu porto de chegada é uma bela e alegre existência sonhada.
Geralmente o timoneiro almeja ter um companheiro de viagem, ao mesmo tempo seu amor e sócio.
Como amor, deverá preencher todas as necessidades afetivas e corporais vivenciadas nas primeiras relações com a mãe, e desenvolvidas em subseqüentes relacionamentos amorosos.
Espera-se que o carinho, a carícia e a realização sexual surjam exatamente na hora e na medida desejada; espera-se que os pontos psíquicos sensíveis de cada um sejam reconhecidos, respeitados e tratados com delicadeza.
Só a vida em comum irá desfazer a ilusão de tal encaixe perfeito, onde o companheiro corresponderia exatamente ao desejo do outro.
Há um difícil trabalho a realizar para a aceitação gradativa dos desencontros e das diferenças individuais.
Outra ilusão a ser desfeita refere-se à face de sócio da relação amorosa.
No pólo ideal espera-se que o parceiro venha a conquistar posições profissionais, financeiras e sociais extraordinárias.
A fantasia originária que corresponde a esse desejo, nós a encontramos na figura do Pai Primitivo, aquele que era visto pela criança como capaz de satisfazer a todas as necessidades materiais e afetivas.
Assim como o inconsciente sonha com um amoldamento perfeito, que remete à vivência com a Mãe Originária, também sonha com a proteção onipotente ancorada no Pai Primitivo.
Essa proteção fantasmática ecoa nos aspectos financeiros e sociais do casal.
E, se não atende à expectativa inconsciente de um Pai Provedor, a credibilidade do cônjuge fica abalada.
Será então preciso um trabalho de discriminação entre a figura do parceiro e a personificação inconsciente do Pai Todo-Poderoso, para que a relação amorosa não tome rumos tempestuosos.
Os ideais excessivos, ainda ligados aos desejos e fantasias infantis onipotentes, deverão ser desbastados até corresponderem às capacidades e limitações de cada cônjuge, e do casal como um todo.
A situação torna-se mais aguda se os proventos da mulher superam os do homem.
Estamos aqui diante de uma diferença.
Embora ambos esperem acolhimento carinhoso (mais associado à Mãe Primitiva) e proteção onipotente (mais associada ao Pai Primordial), os desejos distribuem-se de forma desigual.
A mulher mais exige do homem sucesso financeiro e profissional e o homem mais espera da mulher agrado, meiguice e aconchego.
Imbricam-se essas expectativas inconscientes com a mentalidade na qual estamos mergulhados.
Campeia em nossa sociedade a competição predatória, o consumismo, o exibicionismo, a inveja, o desejo de estar acima dos outros, a lei do "toma-la-da-cá".
A materialidade e o mercantilismo sufocantes invadem o lar.
Provocam picuinhas, implicâncias, comparações, acusações, brigas.
Fala-se, por exemplo, do último modelo de televisão que o vizinho ou amigo já tem e o casal ainda não pôde comprar.
E de quem é a culpa?
A mulher dirá que é do marido.
Ele irá sentir-se desvalorizado, culpado, envergonhado.
Mas em algum momento dará o troco, escancarado ou sutil.
A retaliação talvez seja: "Você não sabe cuidar da casa, de mim, dos filhos", ou qualquer outra agressão que mexa com a competência dela.
Os pontos fracos de cada um serão farpeados.
O amor inicial que os uniu esmaece e é substituído pela ânsia voraz de estar o mais próximo possível do topo da pirâmide social.
Para reverter a situação é preciso ressuscitar o amor adormecido, colocando-o acima das ambições financeiras e sociais.
Então será possível uma convivência mais harmônica e prazerosa, com mais satisfação para o casal e maior segurança para os filhos.
Parceiros precisam renovar o afeto
Quando somos pequenos, a mãe é amor incondicional.
O pai, de outro lado, é pura proteção.
Tais sentimentos vivem no inconsciente e podem prejudicar o casal, se um não corresponde à idealização do outro.
A ânsia por bens materiais é uma das indicações mais freqüentes do desapontamento.
É preciso separar a fantasia das possibilidades reais para reacender a chama.
Ser jovem é ter mil planos na cabeça.
A vida é um mar aberto, navegado com esperança e entusiasmo; seu porto de chegada é uma bela e alegre existência sonhada.
Geralmente o timoneiro almeja ter um companheiro de viagem, ao mesmo tempo seu amor e sócio.
Como amor, deverá preencher todas as necessidades afetivas e corporais vivenciadas nas primeiras relações com a mãe, e desenvolvidas em subseqüentes relacionamentos amorosos.
Espera-se que o carinho, a carícia e a realização sexual surjam exatamente na hora e na medida desejada; espera-se que os pontos psíquicos sensíveis de cada um sejam reconhecidos, respeitados e tratados com delicadeza.
Só a vida em comum irá desfazer a ilusão de tal encaixe perfeito, onde o companheiro corresponderia exatamente ao desejo do outro.
Há um difícil trabalho a realizar para a aceitação gradativa dos desencontros e das diferenças individuais.
Outra ilusão a ser desfeita refere-se à face de sócio da relação amorosa.
No pólo ideal espera-se que o parceiro venha a conquistar posições profissionais, financeiras e sociais extraordinárias.
A fantasia originária que corresponde a esse desejo, nós a encontramos na figura do Pai Primitivo, aquele que era visto pela criança como capaz de satisfazer a todas as necessidades materiais e afetivas.
Assim como o inconsciente sonha com um amoldamento perfeito, que remete à vivência com a Mãe Originária, também sonha com a proteção onipotente ancorada no Pai Primitivo.
Essa proteção fantasmática ecoa nos aspectos financeiros e sociais do casal.
E, se não atende à expectativa inconsciente de um Pai Provedor, a credibilidade do cônjuge fica abalada.
Será então preciso um trabalho de discriminação entre a figura do parceiro e a personificação inconsciente do Pai Todo-Poderoso, para que a relação amorosa não tome rumos tempestuosos.
Os ideais excessivos, ainda ligados aos desejos e fantasias infantis onipotentes, deverão ser desbastados até corresponderem às capacidades e limitações de cada cônjuge, e do casal como um todo.
A situação torna-se mais aguda se os proventos da mulher superam os do homem.
Estamos aqui diante de uma diferença.
Embora ambos esperem acolhimento carinhoso (mais associado à Mãe Primitiva) e proteção onipotente (mais associada ao Pai Primordial), os desejos distribuem-se de forma desigual.
A mulher mais exige do homem sucesso financeiro e profissional e o homem mais espera da mulher agrado, meiguice e aconchego.
Imbricam-se essas expectativas inconscientes com a mentalidade na qual estamos mergulhados.
Campeia em nossa sociedade a competição predatória, o consumismo, o exibicionismo, a inveja, o desejo de estar acima dos outros, a lei do "toma-la-da-cá".
A materialidade e o mercantilismo sufocantes invadem o lar.
Provocam picuinhas, implicâncias, comparações, acusações, brigas.
Fala-se, por exemplo, do último modelo de televisão que o vizinho ou amigo já tem e o casal ainda não pôde comprar.
E de quem é a culpa?
A mulher dirá que é do marido.
Ele irá sentir-se desvalorizado, culpado, envergonhado.
Mas em algum momento dará o troco, escancarado ou sutil.
A retaliação talvez seja: "Você não sabe cuidar da casa, de mim, dos filhos", ou qualquer outra agressão que mexa com a competência dela.
Os pontos fracos de cada um serão farpeados.
O amor inicial que os uniu esmaece e é substituído pela ânsia voraz de estar o mais próximo possível do topo da pirâmide social.
Para reverter a situação é preciso ressuscitar o amor adormecido, colocando-o acima das ambições financeiras e sociais.
Então será possível uma convivência mais harmônica e prazerosa, com mais satisfação para o casal e maior segurança para os filhos.
SE CONHECER .....PARA PODER ENTENDER O OUTRO....
Nenhum outro relacionamento é tão íntimo quanto o de um casal.
A convivência faz com que um parceiro conheça profundamente o outro e traz à tona as marcas de relações passadas.
Quando há desejo de crescer, a interação adquire poderes realmente curativos, fazendo com que ambos possam lidar melhor com os fantasmas que teimam em atrapalhar sua felicidade.
Problemas que trazemos da família de origem, da relação com nossos pais ou mesmo da relação entre nossos pais interferem nos nossos relacionamentos - em maior ou menor grau.
E estar numa relação a dois é justamente uma das formas de perceber melhor essas questões emocionais, assim como de trabalhá-las em nosso íntimo.
O apaixonamento pode ser curativo.
Pessoas que têm dificuldades para se entregar, que estão sempre no controle, que não acreditam em mudanças por causa de um encontro amoroso não sabem o que estão deixando de usufruir em termos de aprendizado e de crescimento.
Ousar mergulhar na emoção e na energia do outro pode trazer melhoras para a qualidade de vida, acrescentando leveza ao cotidiano e também a possibilidade de descobrir capacidades para os relacionamentos em geral.
Por outro lado, aqueles que se apaixonam rotineiramente têm a chance de refletir sobre o que estão compulsivamente buscando no outro.
Olhando os padrões de repetição poderão desenvolver autocontrole sobre suas carências e procurar relações mais maduras.
Na convivência de um casal aparece o melhor e o pior de cada um.
É a relação de maior intimidade que pode haver.
Permite que um desenvolva habilidade para enxergar os pontos fracos do outro e aprenda as maneiras de atingi-lo. É como ter sempre uma carta na manga.
Os dois ficam vulneráveis.
Razão pela qual, paradoxalmente, a relação amorosa acaba se tornando ambiente propício para o desenvolvimento de sentimentos e características humanas positivas:
paciência, perdão, compaixão, respeito.
Aprender a enxergar e qualificar o que o outro tem de bom é um exercício de humildade e gratidão.
Se alguém quer realmente aprender e mudar deve prestar atenção no que seu parceiro lhe diz, pois é quem melhor vê suas dificuldades.
Pessoas com maior discernimento enxergam o melhor e o pior de seu par e sabem lhe mostrar isso, delicadamente.
Já aquelas com muitas dificuldades emocionais só vão perceber o pior do outro e terão maneiras inadequadas, agressivas ou desagradáveis de mostrar.
Num casal que está junto para crescer, um pode usar o que o outro aponta como um roteiro para sua aprendizagem, refletindo sobre seu comportamento e suas reações.
Ao mesmo tempo, exercitar-se para trazer à tona o melhor do outro é um movimento útil para aumentar o envolvimento do casal, trazendo à vida harmonia e bem-estar.
Alguns autores usam a expressão "casal como terapeuta do indivíduo", significando que a vida a dois pode realmente ajudar as pessoas a superarem suas dificuldades afetivas e relacionais.
É comum que um tenha o que falta ao outro, o que ele precisa aprender. Então, em lugar de criticar o que o parceiro apresenta de diferente, vale a pena observar o que ele pode ensinar com o seu jeito de ser.
Muitas vezes, a pessoa carrega sequelas das dores das relações que teve, e, ao iniciar uma nova, fica muito focada em sentir os mínimos sinais que possam desencadear os mesmos sofrimentos.
Este comportamento pode impedir que novos afetos se estabeleçam.
Se os parceiros puderem falar das antigas dores, ao contrário, conseguirão sair dos préconceitos relacionais e um ajudará a curar os medos do outro, abrindo a possibilidade de que descubram formas mais íntimas e muito mais felizes de se relacionar.
*
TIPO PSICOLÓGICO-- " O TÍMIDO."
O tímido, em sua percepção neurotizada, vive numa guerra cujo inimigo é sempre o outro:
cada individuo ou seu coletivo; portanto é invariavelmente avesso a qualquer ato de aproximação, cooperação, colaboração ou coisa parecida; dai se origina sua irritante insociabilidade.
Nesta guerra sua estratégia covarde é a guerrilha.
vive camuflado, mascarado, disfarçado, é um camaleão.
Evita a todo o custo ser o foco, o líder, pois teme, é claro, converter-se conseqüentemente no alvo desta guerra.
Sua atitude mais próxima da sociabilidade é o recurso de fazer alianças com outros tímidos como ele, desde que estes atendam a seus interesses e com a duração determinada pelos mesmos.
Por isso o tímido é um traidor por excelência de si mesmo e do próximo:
seu imenso desejo de poder, recalcado em sua personalidade velada, é responsável pela facilidade com que usa, congela ou se descarta das pessoas a sua volta.
Estas sempre serão coisificadas em instrumentos, degraus para ascender, perdendo para a visão tímida, a sua humanidade.
Em suma estas são suas duas regras secretas, que constituem seu código pessoal oculto:
1. Jamais expor seu intimo em qualquer situação. - Geralmente, em consultório, é aquele que leva seus familiares, para uma consulta psicológica, mas raramente procura para si mesmo.Quando se submete a mesma, abandona o processo tão logo lhe é revelado sua timidez. Não pode revelar sua vulnerabilidade, sob o manto de sua dificuldade de se relacionar com os outros.
2. O outro não é visto como uma pessoa e sim apenas um recurso para lograr seu objetivo neurótico: isolar-se num castelo inatingível, com muralhas erigidas do poder obtido por seus estratagemas silenciosos, onde fantasia abrigar-se, finalmente, em segurança e descansar de todos os seus temores aflitivos.
O psicólogo ALFRED ADLER costumava dizer que estas pessoas vivem correndo da chamada "situação de prova", assim sendo, é preferível o conflito isolado e até mesmo a depressão, do que fracassar nos mais variados testes impostos pelo meio.
ADLER foi o primeiro a fazer o correlato entre a timidez e a depressão.
As duas neuroses tendem a troca do social para os "castelos" citados.
Ser rei no ambiente doméstico é muito mais interessante do que enfrentar os complexos de inferioridade que a sociedade nos impõe.
É primordial a conscientização de que tal distúrbio é algo muito sério, devendo ser tratado minuciosamente. Num mundo onde a comunicação é cada vez mais essencial para tudo, soa como uma grande contradição a questão da timidez.
Pais e educadores devem estar atentos para os primeiros sinais da moléstia, e encaminharem aos profissionais competentes para diagnóstico e tratamento.
Tudo o que o tímido não precisa é a benevolência ou tolerância perante sua dificuldade de contato. Embora soe dura, a abordagem deve ser mais do que radical, pois a essência da timidez é a maximização da sedimentação do conflito neurótico.
Trabalhar as mensagens ocultas do tímido é fundamental, para dissolver seu comportamento de afastamento cristalizado, como por exemplo:
A):Para que correr o risco da derrota, se posso passar desapercebido?;
B):Realmente é necessário eu me abrir?;
C):Tenho total preguiça em efetuar uma tarefa de compartilhar meu íntimo;
D):Sinto raiva das pessoas falarem sobre minha personalidade;
E):gostaria de ser outra pessoa, mas me sinto seguro no modelo de vida que adotei;
F)Jamais consegui ou penso que conseguirei confiar em alguém;
G)Quando tento pensar no que sinto,tenho a certeza de que algo precioso no passado foi roubado de minha pessoa.
ADLER, ALFRED. O caráter neurótico. MADRID: Editora PAIDÓS, 1990
ANTONIO C. ARAUJO
cada individuo ou seu coletivo; portanto é invariavelmente avesso a qualquer ato de aproximação, cooperação, colaboração ou coisa parecida; dai se origina sua irritante insociabilidade.
Nesta guerra sua estratégia covarde é a guerrilha.
vive camuflado, mascarado, disfarçado, é um camaleão.
Evita a todo o custo ser o foco, o líder, pois teme, é claro, converter-se conseqüentemente no alvo desta guerra.
Sua atitude mais próxima da sociabilidade é o recurso de fazer alianças com outros tímidos como ele, desde que estes atendam a seus interesses e com a duração determinada pelos mesmos.
Por isso o tímido é um traidor por excelência de si mesmo e do próximo:
seu imenso desejo de poder, recalcado em sua personalidade velada, é responsável pela facilidade com que usa, congela ou se descarta das pessoas a sua volta.
Estas sempre serão coisificadas em instrumentos, degraus para ascender, perdendo para a visão tímida, a sua humanidade.
Em suma estas são suas duas regras secretas, que constituem seu código pessoal oculto:
1. Jamais expor seu intimo em qualquer situação. - Geralmente, em consultório, é aquele que leva seus familiares, para uma consulta psicológica, mas raramente procura para si mesmo.Quando se submete a mesma, abandona o processo tão logo lhe é revelado sua timidez. Não pode revelar sua vulnerabilidade, sob o manto de sua dificuldade de se relacionar com os outros.
2. O outro não é visto como uma pessoa e sim apenas um recurso para lograr seu objetivo neurótico: isolar-se num castelo inatingível, com muralhas erigidas do poder obtido por seus estratagemas silenciosos, onde fantasia abrigar-se, finalmente, em segurança e descansar de todos os seus temores aflitivos.
O psicólogo ALFRED ADLER costumava dizer que estas pessoas vivem correndo da chamada "situação de prova", assim sendo, é preferível o conflito isolado e até mesmo a depressão, do que fracassar nos mais variados testes impostos pelo meio.
ADLER foi o primeiro a fazer o correlato entre a timidez e a depressão.
As duas neuroses tendem a troca do social para os "castelos" citados.
Ser rei no ambiente doméstico é muito mais interessante do que enfrentar os complexos de inferioridade que a sociedade nos impõe.
É primordial a conscientização de que tal distúrbio é algo muito sério, devendo ser tratado minuciosamente. Num mundo onde a comunicação é cada vez mais essencial para tudo, soa como uma grande contradição a questão da timidez.
Pais e educadores devem estar atentos para os primeiros sinais da moléstia, e encaminharem aos profissionais competentes para diagnóstico e tratamento.
Tudo o que o tímido não precisa é a benevolência ou tolerância perante sua dificuldade de contato. Embora soe dura, a abordagem deve ser mais do que radical, pois a essência da timidez é a maximização da sedimentação do conflito neurótico.
Trabalhar as mensagens ocultas do tímido é fundamental, para dissolver seu comportamento de afastamento cristalizado, como por exemplo:
A):Para que correr o risco da derrota, se posso passar desapercebido?;
B):Realmente é necessário eu me abrir?;
C):Tenho total preguiça em efetuar uma tarefa de compartilhar meu íntimo;
D):Sinto raiva das pessoas falarem sobre minha personalidade;
E):gostaria de ser outra pessoa, mas me sinto seguro no modelo de vida que adotei;
F)Jamais consegui ou penso que conseguirei confiar em alguém;
G)Quando tento pensar no que sinto,tenho a certeza de que algo precioso no passado foi roubado de minha pessoa.
ADLER, ALFRED. O caráter neurótico. MADRID: Editora PAIDÓS, 1990
ANTONIO C. ARAUJO
A NUDEZ DAS EMOÇÕES!!!
A revista "Super Interessante" traz uma matéria curiosa sobre a "Intuição". O texto relata alguns exemplos de pessoas que demonstram uma habilidade quase sobre-humana de perceber emoções como se estivessem "lendo a mente" dos outros. O melhor da reportagem, porém, é que relembra para todos o incrível trabalho do psicólogo americano Paul Ekman, que desafiou a psicologia dos anos 1960 para se aventurar nos estudo dos gestos humanos e das expressões faciais. Àquela época, a maioria dos cientistas acreditava que as expressões emocionais eram culturalmente determinadas, incluindo aqui a antropóloga Margareth Mead.
O que Ekman encontrou em suas pesquisas, no entanto, era muito diferente do que todos tinham dado como certo sem nunca terem testado. Depois de viajar para longe, no intuito de registrar as manifestações emocionais em culturas primitivas e completamente isoladas, ele reuniu fortes evidências de que as expressões faciais são produtos universais da evolução. De uma forma mais direta, significa dizer que a maneira como expressamos raiva, medo, tristeza e outras emoções básicas não varia de uma cultura para outra. O que muda culturalmente são os gestos. Assim, um sinal de "Ok", muito comum no Ocidente, pode ter outros significados em sociedades orientais, mas um rosto furioso terá o mesmo padrão em qualquer parte do mundo.
Os estudos posteriores de Ekman se voltaram para as chamadas "microexpressões faciais", quase imperceptíveis, mas que exercem influência na maneira como percebemos as emoções em nossos interlocutores. Às vezes um pequeno movimento ou a ausência dele pode trair o indivíduo que tenta simular ou esconder uma emoção. O pesquisador afirma que é possível treinar pessoas para descobrir quando alguém está tentando falsear emoções e tem trabalhado intensamente no desenvolvimento de softwares tutoriais que ensinariam os conhecimentos necessários para aprimorar as habilidades necessárias.
Ekman também assessora o Departamento de Defesa dos Estados Unidos, que tem o interesse de utilizar o legado do psicólogo para identificar indivíduos que possam significar uma ameaça ao país. Ele também coordena programas de treinamento para policiais com o objetivo de diminuir os erros envolvidos em interpretações preconceituosas de depoimentos de suspeitos. Distinguir emoções verdadeiras e falsas pode ajudar na consecução deste objetivo. Essa busca pela "verdade" através das microexpressões e da linguagem corporal pode ser vista na série "Lie to me" da FOX. O próprio Ekman é consultor da série.
Por outro lado, Paul Ekman jura de pés juntos que os seus estudos não podem ensinar alguém a ser um bom mentiroso, pois algumas microexpressões são muito difíceis de se reproduzir voluntariamente. Se não fosse assim, os livros de Ekman já teriam virado uma febre entre os políticos brasileiros.
----------------
Alguns links interessantes sobre o assunto:
1. O jornalista Malcolm Gladwell, do The New Yorker, escreveu um artigo bastante informativo sobre o trabalho de Paul Ekman. O artigo está disponível em http://www.gladwell.com/
O que Ekman encontrou em suas pesquisas, no entanto, era muito diferente do que todos tinham dado como certo sem nunca terem testado. Depois de viajar para longe, no intuito de registrar as manifestações emocionais em culturas primitivas e completamente isoladas, ele reuniu fortes evidências de que as expressões faciais são produtos universais da evolução. De uma forma mais direta, significa dizer que a maneira como expressamos raiva, medo, tristeza e outras emoções básicas não varia de uma cultura para outra. O que muda culturalmente são os gestos. Assim, um sinal de "Ok", muito comum no Ocidente, pode ter outros significados em sociedades orientais, mas um rosto furioso terá o mesmo padrão em qualquer parte do mundo.
Os estudos posteriores de Ekman se voltaram para as chamadas "microexpressões faciais", quase imperceptíveis, mas que exercem influência na maneira como percebemos as emoções em nossos interlocutores. Às vezes um pequeno movimento ou a ausência dele pode trair o indivíduo que tenta simular ou esconder uma emoção. O pesquisador afirma que é possível treinar pessoas para descobrir quando alguém está tentando falsear emoções e tem trabalhado intensamente no desenvolvimento de softwares tutoriais que ensinariam os conhecimentos necessários para aprimorar as habilidades necessárias.
Ekman também assessora o Departamento de Defesa dos Estados Unidos, que tem o interesse de utilizar o legado do psicólogo para identificar indivíduos que possam significar uma ameaça ao país. Ele também coordena programas de treinamento para policiais com o objetivo de diminuir os erros envolvidos em interpretações preconceituosas de depoimentos de suspeitos. Distinguir emoções verdadeiras e falsas pode ajudar na consecução deste objetivo. Essa busca pela "verdade" através das microexpressões e da linguagem corporal pode ser vista na série "Lie to me" da FOX. O próprio Ekman é consultor da série.
Por outro lado, Paul Ekman jura de pés juntos que os seus estudos não podem ensinar alguém a ser um bom mentiroso, pois algumas microexpressões são muito difíceis de se reproduzir voluntariamente. Se não fosse assim, os livros de Ekman já teriam virado uma febre entre os políticos brasileiros.
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Alguns links interessantes sobre o assunto:
1. O jornalista Malcolm Gladwell, do The New Yorker, escreveu um artigo bastante informativo sobre o trabalho de Paul Ekman. O artigo está disponível em http://www.gladwell.com/
segunda-feira, 12 de abril de 2010
DANÇANDO A DANÇA DA VIDA!!!!
Sou tua estrada que vai e volta, sou tua dança tua lambança..que te lança.....no meu enredo te protejo....Te faço falta. Sou teu melhor ritmo.... Teu remédio, adoçado com mel doce da minha boca louca.... Sou quem te toca, te provoca, te convoca para o mais puro amor. Sou tua cura, tua tara, tuas juras mais secretas. Tua metade, tua melhor parte, teu derramamento de encanto. Tua emoção despertada, o tremor de tuas mãos, o desejo no olhar, teu abraço mais longo, teu estampado sorriso. Sou quem te canta, encanta,enlaça, laça,te ganha, Sou quem tomba tua resistência.Sou a mansidão do teu descanso mais manso....sou a tua dança...
A "COMPETIÇÃO".... É UM DEUS QUE EMPRESTA SUA ENERGIA PARA TUDO O QUE FOR EFÊMERO......
Vivemos num mundo automático de idéias e respostas, e sobra muito pouco espaço para uma criatividade genuína que possa nos libertar da agonia diária que sentimos.....
A competição é uma espécie de camaleão, se adaptando ou se escondendo em praticamente todos os outros sentimentos ou relacionamentos, tipo:
amor, paixão, amizade, relacionamento pais e filhos, casamento dentre outros.
Nada é mais excitante para o espírito humano do que a competição, dando vida e força ou ainda um sentido para determinado desejo, meta ou necessidade.
Em contrapartida seus efeitos colaterais são terríveis e todos os conhecem:
complexo de inferioridade quando se perde,
destrutividade,
isolamento e timidez (esta oriunda pelo receio de competir abertamente),
carência e sabotagem de uma relação afetiva que teria tudo para ser totalmente genuína.
A competição remete a raízes genéticas ou atávicas do ser humano,
onde num passado longínquo tal fenômeno se misturava totalmente à sobrevivência perante um mundo totalmente hostil, podendo aqui tal tese se inserir no famoso estudo de CHARLES DARWIN sobre a “seleção natural de espécies”, onde o mais adaptado iria sobreviver perante as intempéries da natureza.
Mas em nossa sociedade contemporânea o que mudou no quesito da competição?
Será que temos ainda de enfrentar animais selvagens, fúria da natureza ou coisas semelhantes?
Certamente em determinados casos tal fato é verdadeiro, porém o ponto central de tal discussão é que desde a revolução industrial houve gradativamente um transporte de todo o modelo econômico de exclusão social e competição para o lado pessoal e afetivo.
Nossas relações se tornaram meramente uma extensão ou continuidade da luta de classes ou interesses apregoada por KARL MARX, O stress moderno Causado na luta pela sobrevivência, na verdade jamais esteve ausente do cotidiano do ser humano, apenas tomou uma forma nunca vista anteriormente, produzindo um medo com certeza muito maior que os primeiros seres humanos sentiam perante a natureza que não conseguiam controlar.
Hoje a agonia é causada pela opinião alheia, busca da aceitação social, vaidade e coisas do gênero.
Mas cabe uma pergunta fundamental, o porquê do prazer da solidariedade e companheirismo é totalmente solapado pela sedução de competir, principalmente com o ente mais próximo?
Esta incoerência é explicada pela questão do amor ser colocado em último plano frente às prioridades de nosso cotidiano.
Para os que almejam tirar a prova do que estou dizendo, é só pensarmos em nossa realidade atual;
gostamos de nos atualizar em tudo:
pós-graduação, bens materiais ou coisas do tipo, menos nossos problemas de relacionamento ou afetivos, que insistimos em postergar o máximo possível.
Mas afinal de contas não nos interessamos mais pelo lado pessoal exatamente pelo mesmo não nos gerar lucro?
A resposta seria incompleta se pensássemos somente nesse fator, pois a grande questão é a incompetência emocional de nossos tempos, assim como nossa imensa culpa que advém quando lidamos com conflitos íntimos para os quais jamais fomos treinados.
A culpa se torna o oposto da competição, onde somos adestrados para essa última desde os primórdios de nossa infância.
A dívida mais insuportável que sentimos em nossa alma é para com outro ser humano, principalmente o mais próximo, mas que ao mesmo tempo nos sentimos indolentes para saldá-la.
A coisa se torna tão séria nesse ponto, que podemos certamente dizer que a competição norteia quase que absolutamente o próprio sentimento do amor.
Mas qual o resultado de tal fusão em nossa era?
Obviamente há um declínio da compaixão, solidariedade e da própria humanidade do relacionamento, o que sobra é que uma relação amorosa já vale muito à pena se ambos os parceiros não se prejudicarem mutuamente, ou o popular não trazer azar um ao outro; parece incrível, mas é totalmente nossa realidade.
A competição está próxima à uma droga, narcotizando o conflito em relação à si próprio, projetando completamente a batalha ou desafio no outro.
É impressionante como o ser humano sempre necessitou fugir de si mesmo a qualquer custo.
A verdade é que a consciência profunda é um fardo; e o famoso provérvio “conhece-te a ti mesmo” é puro desespero em nossa era de projeção como mencionei anteriormente.
O competidor é por natureza um ser solitário e tímido; tem a certeza de que seus dotes pessoais são ineficazes para a garantia afetiva dentro de determinada comunidade social, assim sendo, precisa se destacar, alimentando constantemente a inveja do meio circundante, à fim de que notem sua presença.
A competição substitui totalmente a generosidade, dedicação e doação pela volúpia de poder sobre outro ser humano, não dando nenhum espaço para a reflexão de determinada conduta pessoal, ou impacto da personalidade do sujeito perante o grupo.
O exercício do poder não é e nunca foi mero sadismo como muitos pensam, mas, sobretudo uma blindagem potente contra quaisquer sentimentos de inferioridade.
“Agora posso passar desapercebido em relação à todas minhas fraquezas pessoais, e mesmo assim serei aclamado”; esta é sem dúvida a reza máxima do poder.
O poder é contra a adaptação saudável, transformação e equilíbrio; sua finalidade última é perpetuar um ego destroçado e capenga na arte do amor e companheirismo.
Mas cabe a pergunta sobre o porque o poder se tornou tão maléfico no decorrer da história?
A resposta é que o mesmo sempre se alimentou da indolência do espírito do cidadão comum, com total ausência de raciocínio político ou crítica.
Neste ponto, o poder começa a sugar toda a energia coletiva, que seria a veia revolucinária ou de mudança da coletividade.
Que pena que os movimentos históricos de esquerda do século vinte não enxergaram tal fenômeno.
O poder passa então a ser eminentemente radical e autoritário, desafiando tudo e todos, já que conta com a incompetência coletiva para o desafio.
O resultado é pura escravização de idéias ou conceitos, já que poucos se arriscam ao desafio citado ou ao comando.
Claro que para quem detém o poder o medo sempre reinará, porém, a certeza do absolutismo advém não apenas da alienação das massas, mas, a convicção de que o cidadão comum não quer mais perder tempo neste mundo com a arte da transformação.
Mais interessante ainda é perceber como a competição adentra por completo quase todos os mecanismos psíquicos;
pensemos por exemplo na questão da sexualidade, e principalmente no problema da impotência sexual ou ejaculação precoce.
Qualquer psicólogo competente já percebeu que tais fenômenos são oriundos do medo do desempenho, ou então da pessoa ser posta em situação de prova, que nada mais é do que a competição levada totalmente para a esfera psicológica ou biológica.
Vivemos num mundo automático de idéias e respostas, e sobra muito pouco espaço para uma criatividade genuína que possa nos libertar da agonia diária que sentimos.
Outra verdade muito importante é que o chamado respeito pelo próximo nada mais é do que refrear a vontade de invadir o espaço vital deste último, evitando a descarga inconsciente da agressividade sem nenhuma lapidação.
Todos sabem que devemos entender as falhas ou subdesenvolvimento em alguma área da pessoa amada, mas se ater ao ponto que acabei de mencionar é a garantia de alguma paz no relacionamento.
Mas como diferenciar a paciência em contraste com uma atitude conformista ou inútil para o desenvolvimento do outro?
A resposta é que não devemos desafiar determinado conteúdo reprimido que a pessoa não pode ainda elaborar, independente do certo ou errado colocado pela norma moral, pois isso se torna desagregador em todos os aspectos.
O fato é que devemos apenas revelar nosso total descontentamento quando sabemos que nosso semelhante teria condições até com relativa facilidade de superar seu dilema pessoal, mas insiste numa prática viciosa de lamúria ou submissão ao sofrimento com o qual se acostumou, reclama, mas insiste em preservá-lo a todo momento.
A competição se estabelece totalmente num relacionamento quando o mesmo é capenga no quesito diálogo.
Tal fenômeno negativo é o passe livre para todo tipo de fantasia destrutiva adentrar a relação, se tornando o guia do cotidiano da convivência entre ambos.
Retomando o que disse inicialmente, a competição ama a mescla com determinados sentimentos:
dinheiro, ambição, narcisismo e desejo de superioridade.
O fato é que a tragédia psicológica máxima é a recusa de se enxergar verdadeiramente a vida.
Pela extrema fragilidade humana, obviamente o complexo de segurança sempre foi a loucura máxima do ser humano em todas as épocas.
Este complexo sempre norteou o comportamento competitivo, seja na beleza, estética ou busca de conhecimento ou poder.
Posto isto, acho que podemos desvendar completamente o segredo da política:
no passado absolutismo como direito natural da preservação de uma elite instituída; no surgimento da era capitalista o sentido da sobrevivência do mais apto perante às regras sociais, sem nenhum remorso frente à moralidade ou ética, independentemente dos preceitos religiosos.
Notem que sempre o desejo de superioridade pautou as relações coletivas.
A hipocrisia é a blindagem contra a visão exata do altar de exclusão social em todos os níveis ou fenômenos humanos.
Depois assistimos o surgimento do socialismo como estrutura política que visou a mitigação da diferença macabra entre as classes sociais.
Tal ideologia aceitou passivamente se corromper pela negação absoluta dos mais sórdidos sentimentos humanos, tipo: inveja, ódio e revanchismo, projetando tudo isso em outra classe social, adotando o que havia de pior na alma humana como timoneiro da conduta política e econômica.
O ser humano simplesmente sente profundo ódio e rancor, e nunca determinada ideologia soube lidar com tais fenômenos.
A competição imprime uma marca sem fim, ameaça momentaneamente ceder, para depois de determinado contrato ou acordo estabelecido recrudescer numa potência alarmante, “jogando na cara do parceiro” o esforço feito nesse hiato de conflito.
A competição nos relacionamentos tem duas facetas:
talvez a primeira e mais dolorosa seja a escolha mais do que errada de nosso companheiro;
e a segunda, a negação do vício de sempre necessitar de figuras projetivas à fim de canalizar todo o ódio reprimido pelo sujeito.
O fato é que o ser humano sempre se mostrou incapaz de lidar com o problema gravíssimo da solidão,
sendo que não consegue assimilar que a competição amplifica este último.
Se analisarmos o desenvolvimento infantil, notamos que a criança ou o adolescente necessita ganhar determinada disputa para sua autoafirmação, porém, num futuro não muito distante, assistimos as consequências de tal necessidade ter infectado totalmente o lado emocional da pessoa, é então que a inocência perdida se transforma no dilema de um rancor quase que eterno;
mesmo a psicologia é um tanto ineficaz para lidar com tal questão.
Acho que o que podemos fazer é apenas alertar sobre determinados sentimentos ou fenômenos e suas consequências: inteligência, sucesso, autosuficiência, negação da finitude conduzem invariavelmente ao mais absoluto vazio existencial.
Infelizmente o ser humano sempre fracassa ou não tem mecanismos hábeis na arte de transferir potência ou poder para outrem, penso que a maior prova disso tudo é a instituição casamento, onde a falta da troca conduz ao isolamento à dois.
A competição denuncia a ambição em praticamente todas as áreas, onde a consequência é o conflito entre dois pólos: o topo e a decadência após determinada conquista.
O drama é que passamos quase que toda a vida desejando, lutando e consumindo ardentemente nossas energias no primeiro tópico, e jamais somos treinados para o inferno do segundo.
A competição denuncia também a ambiguidade de escolhas; sabemos que a bondade, generosidade e honestidade geram infortúnio e ruína econômica; ao mesmo tempo que viver disputando nos leva à solidão dilacerante.
Pensemos na seguinte metáfora:
necessitamos ser animais mais do que selvagens na floresta da competição e sobrevivência que o modelo social nos obriga; e chegamos em casa com a boca cheia de sangue para o fenômeno da afetividade.
A competição é um deus que empresta sua energia para tudo o que for efêmero, descartável e passageiro, detestando qualquer coisa não diria durável, mas que tenha base, solidez e empenho de verdade.
A competição detesta raízes, pois esta última implica em respeito, dedicação e vontade de reparo.
Competir é aquela ilusão narcisista da unicidade ou autosuficiência, como se realmente pudéssemos ter todos os bens materiais à fim de que nunca mais precisássemos dos outros, pelo temor da negação ou rejeição.
Assim como a fama, poder e dinheiro geram a ilusão da IMORTALIDADE, a competição gera a ilusão da felicidade sem compromisso, liberdade com total solidão, achando que esta última nunca irá atormentar nosso espírito, e principalmente achar que isolados sabemos manejar com sabedoria e eficiência nossos recursos materiais ou emocionais.
Antonio C.Araujo
psicotrapeuta.
A competição é uma espécie de camaleão, se adaptando ou se escondendo em praticamente todos os outros sentimentos ou relacionamentos, tipo:
amor, paixão, amizade, relacionamento pais e filhos, casamento dentre outros.
Nada é mais excitante para o espírito humano do que a competição, dando vida e força ou ainda um sentido para determinado desejo, meta ou necessidade.
Em contrapartida seus efeitos colaterais são terríveis e todos os conhecem:
complexo de inferioridade quando se perde,
destrutividade,
isolamento e timidez (esta oriunda pelo receio de competir abertamente),
carência e sabotagem de uma relação afetiva que teria tudo para ser totalmente genuína.
A competição remete a raízes genéticas ou atávicas do ser humano,
onde num passado longínquo tal fenômeno se misturava totalmente à sobrevivência perante um mundo totalmente hostil, podendo aqui tal tese se inserir no famoso estudo de CHARLES DARWIN sobre a “seleção natural de espécies”, onde o mais adaptado iria sobreviver perante as intempéries da natureza.
Mas em nossa sociedade contemporânea o que mudou no quesito da competição?
Será que temos ainda de enfrentar animais selvagens, fúria da natureza ou coisas semelhantes?
Certamente em determinados casos tal fato é verdadeiro, porém o ponto central de tal discussão é que desde a revolução industrial houve gradativamente um transporte de todo o modelo econômico de exclusão social e competição para o lado pessoal e afetivo.
Nossas relações se tornaram meramente uma extensão ou continuidade da luta de classes ou interesses apregoada por KARL MARX, O stress moderno Causado na luta pela sobrevivência, na verdade jamais esteve ausente do cotidiano do ser humano, apenas tomou uma forma nunca vista anteriormente, produzindo um medo com certeza muito maior que os primeiros seres humanos sentiam perante a natureza que não conseguiam controlar.
Hoje a agonia é causada pela opinião alheia, busca da aceitação social, vaidade e coisas do gênero.
Mas cabe uma pergunta fundamental, o porquê do prazer da solidariedade e companheirismo é totalmente solapado pela sedução de competir, principalmente com o ente mais próximo?
Esta incoerência é explicada pela questão do amor ser colocado em último plano frente às prioridades de nosso cotidiano.
Para os que almejam tirar a prova do que estou dizendo, é só pensarmos em nossa realidade atual;
gostamos de nos atualizar em tudo:
pós-graduação, bens materiais ou coisas do tipo, menos nossos problemas de relacionamento ou afetivos, que insistimos em postergar o máximo possível.
Mas afinal de contas não nos interessamos mais pelo lado pessoal exatamente pelo mesmo não nos gerar lucro?
A resposta seria incompleta se pensássemos somente nesse fator, pois a grande questão é a incompetência emocional de nossos tempos, assim como nossa imensa culpa que advém quando lidamos com conflitos íntimos para os quais jamais fomos treinados.
A culpa se torna o oposto da competição, onde somos adestrados para essa última desde os primórdios de nossa infância.
A dívida mais insuportável que sentimos em nossa alma é para com outro ser humano, principalmente o mais próximo, mas que ao mesmo tempo nos sentimos indolentes para saldá-la.
A coisa se torna tão séria nesse ponto, que podemos certamente dizer que a competição norteia quase que absolutamente o próprio sentimento do amor.
Mas qual o resultado de tal fusão em nossa era?
Obviamente há um declínio da compaixão, solidariedade e da própria humanidade do relacionamento, o que sobra é que uma relação amorosa já vale muito à pena se ambos os parceiros não se prejudicarem mutuamente, ou o popular não trazer azar um ao outro; parece incrível, mas é totalmente nossa realidade.
A competição está próxima à uma droga, narcotizando o conflito em relação à si próprio, projetando completamente a batalha ou desafio no outro.
É impressionante como o ser humano sempre necessitou fugir de si mesmo a qualquer custo.
A verdade é que a consciência profunda é um fardo; e o famoso provérvio “conhece-te a ti mesmo” é puro desespero em nossa era de projeção como mencionei anteriormente.
O competidor é por natureza um ser solitário e tímido; tem a certeza de que seus dotes pessoais são ineficazes para a garantia afetiva dentro de determinada comunidade social, assim sendo, precisa se destacar, alimentando constantemente a inveja do meio circundante, à fim de que notem sua presença.
A competição substitui totalmente a generosidade, dedicação e doação pela volúpia de poder sobre outro ser humano, não dando nenhum espaço para a reflexão de determinada conduta pessoal, ou impacto da personalidade do sujeito perante o grupo.
O exercício do poder não é e nunca foi mero sadismo como muitos pensam, mas, sobretudo uma blindagem potente contra quaisquer sentimentos de inferioridade.
“Agora posso passar desapercebido em relação à todas minhas fraquezas pessoais, e mesmo assim serei aclamado”; esta é sem dúvida a reza máxima do poder.
O poder é contra a adaptação saudável, transformação e equilíbrio; sua finalidade última é perpetuar um ego destroçado e capenga na arte do amor e companheirismo.
Mas cabe a pergunta sobre o porque o poder se tornou tão maléfico no decorrer da história?
A resposta é que o mesmo sempre se alimentou da indolência do espírito do cidadão comum, com total ausência de raciocínio político ou crítica.
Neste ponto, o poder começa a sugar toda a energia coletiva, que seria a veia revolucinária ou de mudança da coletividade.
Que pena que os movimentos históricos de esquerda do século vinte não enxergaram tal fenômeno.
O poder passa então a ser eminentemente radical e autoritário, desafiando tudo e todos, já que conta com a incompetência coletiva para o desafio.
O resultado é pura escravização de idéias ou conceitos, já que poucos se arriscam ao desafio citado ou ao comando.
Claro que para quem detém o poder o medo sempre reinará, porém, a certeza do absolutismo advém não apenas da alienação das massas, mas, a convicção de que o cidadão comum não quer mais perder tempo neste mundo com a arte da transformação.
Mais interessante ainda é perceber como a competição adentra por completo quase todos os mecanismos psíquicos;
pensemos por exemplo na questão da sexualidade, e principalmente no problema da impotência sexual ou ejaculação precoce.
Qualquer psicólogo competente já percebeu que tais fenômenos são oriundos do medo do desempenho, ou então da pessoa ser posta em situação de prova, que nada mais é do que a competição levada totalmente para a esfera psicológica ou biológica.
Vivemos num mundo automático de idéias e respostas, e sobra muito pouco espaço para uma criatividade genuína que possa nos libertar da agonia diária que sentimos.
Outra verdade muito importante é que o chamado respeito pelo próximo nada mais é do que refrear a vontade de invadir o espaço vital deste último, evitando a descarga inconsciente da agressividade sem nenhuma lapidação.
Todos sabem que devemos entender as falhas ou subdesenvolvimento em alguma área da pessoa amada, mas se ater ao ponto que acabei de mencionar é a garantia de alguma paz no relacionamento.
Mas como diferenciar a paciência em contraste com uma atitude conformista ou inútil para o desenvolvimento do outro?
A resposta é que não devemos desafiar determinado conteúdo reprimido que a pessoa não pode ainda elaborar, independente do certo ou errado colocado pela norma moral, pois isso se torna desagregador em todos os aspectos.
O fato é que devemos apenas revelar nosso total descontentamento quando sabemos que nosso semelhante teria condições até com relativa facilidade de superar seu dilema pessoal, mas insiste numa prática viciosa de lamúria ou submissão ao sofrimento com o qual se acostumou, reclama, mas insiste em preservá-lo a todo momento.
A competição se estabelece totalmente num relacionamento quando o mesmo é capenga no quesito diálogo.
Tal fenômeno negativo é o passe livre para todo tipo de fantasia destrutiva adentrar a relação, se tornando o guia do cotidiano da convivência entre ambos.
Retomando o que disse inicialmente, a competição ama a mescla com determinados sentimentos:
dinheiro, ambição, narcisismo e desejo de superioridade.
O fato é que a tragédia psicológica máxima é a recusa de se enxergar verdadeiramente a vida.
Pela extrema fragilidade humana, obviamente o complexo de segurança sempre foi a loucura máxima do ser humano em todas as épocas.
Este complexo sempre norteou o comportamento competitivo, seja na beleza, estética ou busca de conhecimento ou poder.
Posto isto, acho que podemos desvendar completamente o segredo da política:
no passado absolutismo como direito natural da preservação de uma elite instituída; no surgimento da era capitalista o sentido da sobrevivência do mais apto perante às regras sociais, sem nenhum remorso frente à moralidade ou ética, independentemente dos preceitos religiosos.
Notem que sempre o desejo de superioridade pautou as relações coletivas.
A hipocrisia é a blindagem contra a visão exata do altar de exclusão social em todos os níveis ou fenômenos humanos.
Depois assistimos o surgimento do socialismo como estrutura política que visou a mitigação da diferença macabra entre as classes sociais.
Tal ideologia aceitou passivamente se corromper pela negação absoluta dos mais sórdidos sentimentos humanos, tipo: inveja, ódio e revanchismo, projetando tudo isso em outra classe social, adotando o que havia de pior na alma humana como timoneiro da conduta política e econômica.
O ser humano simplesmente sente profundo ódio e rancor, e nunca determinada ideologia soube lidar com tais fenômenos.
A competição imprime uma marca sem fim, ameaça momentaneamente ceder, para depois de determinado contrato ou acordo estabelecido recrudescer numa potência alarmante, “jogando na cara do parceiro” o esforço feito nesse hiato de conflito.
A competição nos relacionamentos tem duas facetas:
talvez a primeira e mais dolorosa seja a escolha mais do que errada de nosso companheiro;
e a segunda, a negação do vício de sempre necessitar de figuras projetivas à fim de canalizar todo o ódio reprimido pelo sujeito.
O fato é que o ser humano sempre se mostrou incapaz de lidar com o problema gravíssimo da solidão,
sendo que não consegue assimilar que a competição amplifica este último.
Se analisarmos o desenvolvimento infantil, notamos que a criança ou o adolescente necessita ganhar determinada disputa para sua autoafirmação, porém, num futuro não muito distante, assistimos as consequências de tal necessidade ter infectado totalmente o lado emocional da pessoa, é então que a inocência perdida se transforma no dilema de um rancor quase que eterno;
mesmo a psicologia é um tanto ineficaz para lidar com tal questão.
Acho que o que podemos fazer é apenas alertar sobre determinados sentimentos ou fenômenos e suas consequências: inteligência, sucesso, autosuficiência, negação da finitude conduzem invariavelmente ao mais absoluto vazio existencial.
Infelizmente o ser humano sempre fracassa ou não tem mecanismos hábeis na arte de transferir potência ou poder para outrem, penso que a maior prova disso tudo é a instituição casamento, onde a falta da troca conduz ao isolamento à dois.
A competição denuncia a ambição em praticamente todas as áreas, onde a consequência é o conflito entre dois pólos: o topo e a decadência após determinada conquista.
O drama é que passamos quase que toda a vida desejando, lutando e consumindo ardentemente nossas energias no primeiro tópico, e jamais somos treinados para o inferno do segundo.
A competição denuncia também a ambiguidade de escolhas; sabemos que a bondade, generosidade e honestidade geram infortúnio e ruína econômica; ao mesmo tempo que viver disputando nos leva à solidão dilacerante.
Pensemos na seguinte metáfora:
necessitamos ser animais mais do que selvagens na floresta da competição e sobrevivência que o modelo social nos obriga; e chegamos em casa com a boca cheia de sangue para o fenômeno da afetividade.
A competição é um deus que empresta sua energia para tudo o que for efêmero, descartável e passageiro, detestando qualquer coisa não diria durável, mas que tenha base, solidez e empenho de verdade.
A competição detesta raízes, pois esta última implica em respeito, dedicação e vontade de reparo.
Competir é aquela ilusão narcisista da unicidade ou autosuficiência, como se realmente pudéssemos ter todos os bens materiais à fim de que nunca mais precisássemos dos outros, pelo temor da negação ou rejeição.
Assim como a fama, poder e dinheiro geram a ilusão da IMORTALIDADE, a competição gera a ilusão da felicidade sem compromisso, liberdade com total solidão, achando que esta última nunca irá atormentar nosso espírito, e principalmente achar que isolados sabemos manejar com sabedoria e eficiência nossos recursos materiais ou emocionais.
Antonio C.Araujo
psicotrapeuta.
A CORAGEM!!!
Esse fator é a coragem.
Pessoas que não têm medo de ousar tendem ao otimismo.
Elas não temem o sofrimento e o fracasso.
Sabem que o forte não é aquele que sempre acerta, mas aquele que corre o risco de errar e sobrevive à mais dura queda.
Os seres humanos mais felizes suportam bem a dor e costumam ter uma rotina mais criativa e alegre.
Seu otimismo leva ao sucesso, pois consideram eventuais derrotas um aprendizado que os tornará ainda mais fortes.
O oposto acontece com o pessimista.
Ele fica paralisado, não por convicção, mas por medo.
Não tem medo porque é pessimista.
É pessimista porque tem medo.
E assim vai passando pela vida, cada vez mais inseguro e acomodado e — o que é pior — cada vez mais invejoso.
A SOLIDÃO NADA MAIS É.......
Por fim, a solidão nada mais é do que o reflexo do histórico de um modelo de vida de determinada pessoa..............e, é a crença ou não que alguém depositou em outro ser humano, sua disposição ou não para a troca e companheirismo.
sua escolha pessoal entre doar algo mesmo sabendo do não retorno, ou insistir na inveja e raciocínio egoísta.
A maior loucura não está dentro dos hospitais psiquiátricos ou andando sem rumo pelas ruas das cidades do mundo.
Está nos atos tidos como racionais, de pessoas tidas como normais, que só provocam a desigualdade, a miséria e a infelicidade, mas que são postos em prática em nome da ordem e do progresso.
sua escolha pessoal entre doar algo mesmo sabendo do não retorno, ou insistir na inveja e raciocínio egoísta.
A maior loucura não está dentro dos hospitais psiquiátricos ou andando sem rumo pelas ruas das cidades do mundo.
Está nos atos tidos como racionais, de pessoas tidas como normais, que só provocam a desigualdade, a miséria e a infelicidade, mas que são postos em prática em nome da ordem e do progresso.
A CULPA É RESULTADO DE MUITA RAIVA GUARDADA, E ELA SE VOLTA CONTRA NÓS....
"A verdade sai do erro. Por isso nunca tive medo de errar, nem dele me arrependi seriamente"
Essa frase do psiquiatra suíço C. G. Jung (1875-1961) nos faz refletir sobre muitas coisas... Quase sempre chegamos na verdade ao errarmos. É isso mesmo! Mas, quantos erros cometemos até chegarmos na verdade?
Isso não importa, o que deve importar mesmo é a experiência adquirida e o crescimento obtido. Mas nem sempre temos essa consciência e, na maior parte do tempo, os erros cometidos são transformados em culpas.
Alguns passam a vida errando e se culpando; outros sendo vítimas dos erros dos outros, e culpando-os; outros não fazem nada ou em tudo que fazem, são culpados; e outros, ainda para justificarem seus próprios erros, nos culpam. Que loucura, não?
Culpa é o sentimento de ser indigno, mau, ruim, carrega remorso e censura. A culpa é o resultado de muita raiva guardada que se volta contra nós mesmos. Poderíamos resumir assim:
Raiva + mágoas reprimidas = culpa = autopunição
Esse sentimento que corrói nossa alma e que muitas vezes nos impede de sermos nós mesmos, tem muitas variáveis difíceis de se esgotar. Mas podemos refletir sobre alguns aspectos geradores de culpa.
Características de quem sente culpa
- Preocupação excessiva com a opinião dos outros;
- Sente-se mal quando recebe algo, pois na verdade não se considera digno de aceitar o que os outros dão;
- Fala repetidamente sobre o que motivou a sentir culpa;
- Raiva reprimida;
- Dificuldade em assumir responsabilidade pelos próprios atos;
- Sente-se rejeitado;
- Responsabiliza o outro pelo próprio sofrimento;
- Sente-se vítima em algumas ou muitas situações;
- Geralmente se pune ficando doente, ou sendo vítima freqüente de acidentes, ou seja, autopunições constantes;
- Dificuldade em expressar os reais sentimentos;
- Não consegue falar 'não';
- Necessidade em agradar;
- Sempre fazendo algo pelos outros e raramente para si mesmo;
- Dificuldade em fazer algo só para si;
- Não consegue administrar o tempo, pois está sempre sobrecarregado;
- Baixa auto-estima;
- Falta de amor-próprio.
Você pode se identificar com essas características ou ter outras, o importante é reconhecer que a culpa traz muitas conseqüências em nosso modo de ser e agir. Perceba como se sente, elevando assim seu autoconhecimento para mudar o que te faz sofrer.
A culpa pode ser gerada pela (o)
- Religião;
- Morte;
- Manipulação;
- Crítica;
- Regras;
- Acusações;
- Repressão;
- Rigidez;
- Inflexibilidade;
- Julgamento;
- Controle;
- Dependência;
- Superproteção;
- Raiva;
- Medo;
- Rejeição;
- Abandono;
- Abusos;
- Mentira;
- Prazer;
- Felicidade;
- Dinheiro;
- Sucesso;
- Expectativa;
- Comparações;
- Necessidade de agradar;
- Comodismo/ falta de atitude;
- Sentimentos de impotência;
- Preconceito;
- Segredos, principalmente entre os familiares.
Aqui estão algumas causas do sentimento de culpa.
A origem de sua culpa pode ser outra, ou serem várias.
Procure ter a consciência exata da origem do seu sentimento de culpa.
Explore um pouco mais sobre o que gerou em você a culpa
. Comece perguntando-se: O que me faz sentir culpa?
De não ter sido amado?
Ter sido rejeitado, abandonado?
Ter acreditado que recebia amor, quando na verdade recebia apenas o que acreditava ser amor?
Ter sido vítima de maus tratos e abuso sexual ainda criança?
Terem me ocultado a verdade, o que me obrigou a acreditar e conviver com a mentira?
De não ter sido amado?
Faça uma lista de todas as culpas que você sente, por maior que possa ser a lista, faça! Isso o ajudará a compreender melhor seus sentimentos e conflitos gerados pela culpa. Analise as situações em que aconteceram os fatos e se você efetivamente tinha condições de agir diferente de como agiu. Depois continue sua análise.
Onde, quando e por que começou cada uma delas?
Quais são as situações que me sinto culpado pelo que fiz ou deixei de fazer? Quais eram meus valores em relação ao assunto quando agi daquela forma? Se fosse hoje minha atitude seria diferente? Como? Quem fazia ou faz com que eu me culpe?
Busque a relação da culpa atual com seu histórico de vida. O objetivo desse exercício não é buscar mais culpados, mas explorar os motivos pelos quais ainda se culpa, se responsabilizando pelos seus atos, e mudar o que pode ainda ser mudado, libertando-se desse sentimento que aprisiona e impede o crescimento.
Conseqüências da culpa
- Autopunição;
- Medo;
- Sofrimento;
- Remorso;
- Estagnação;
- Doença - segundo alguns estudos, a culpa está presente em praticamente a maioria das pessoas portadoras de câncer;
- Tristeza/depressão;
- Submissão;
- Prisão emocional;
- Solidão;
- Dificuldade em impor limites, dizer não;
- Fuga através do álcool, drogas;
- Compulsão alimentar;
- Conflitos internos e nas relações ;
- Dificuldade em sentir prazer;
- Destruição da auto-estima e amor-próprio.
As conseqüências da culpa são muitas, isso ocorre porque com a culpa está sempre presente a necessidade, ainda que inconsciente, de autopunição. É certo que a culpa pode ser um sinal de alerta sobre falta de limite e respeito pelo outro; ou a indicação que é preciso mudar algum padrão de comportamento. Caso contrário, poderá continuar machucando aqueles que lhes são mais caros.
O mais indicado sempre é responsabilizar-se e não se culpar, pois a culpa faz com que permaneçamos no papel de vítima e esse traz apenas estagnação e repetição de padrão, não proporciona crescimento
A culpa é o nosso pior inimigo....
A responsabilidade faz com que acreditemos na capacidade de mudar.
E todos nós temos essa capacidade!
USE A SUA RAIVA PARA DESCOBRIR MAIS SOBRE SI MESMO....
O que está por trás da sua raiva?
"A raiva acaba por ser tornar uma fortaleza de defesa para quem se sente sem poder.
A raiva é muito mais uma fuga dos próprios sentimentos"
Ela nos fornece uma energia momentanea.
Qual sua reação quando algo não acontece como gostaria? Ou diante de uma injustiça?
Você consegue identificar as situações que o faz sentir raiva?
Quando a sente, em geral você a expressa de alguma maneira ou a reprime?
Como foi a última vez que teve um acesso de raiva?
Caso tenha consciência do que gerou seu último acesso de raiva, será que era mesmo esse o motivo?
Sabemos que a "raiva" deseja o que quer, quando quer e nas condições que quer, como se não houvesse o menor controle sobre ela.
Descobrir a raiva em si pode indicar descobertas muito maiores e que devem ser reveladas, mas se não for explorada pode se tornar um grande obstáculo para investigar outras emoções mais profundas.
A maioria das pessoas que fica zangada com freqüência pensa que conhece bem suas emoções, principalmente por causa de seus acessos.
Quem sente raiva quase sempre acredita que a raiva em si seja um sentimento genuíno, o que nem sempre corresponde à verdade.
Nem sempre sabem o que estão realmente sentindo além da raiva facilmente perceptível, que em geral devasta tudo que está no caminho, como se fosse um furacão, deixando apenas como conseqüência os prejuízos. Os acessos de raiva são experiências muito dolorosas, tanto para quem as sente, como para quem é alvo dela.
Porém, em muitos casos, a raiva acaba por ser tornar uma fortaleza de defesa para quem se sente sem poder e faz o possível para enfrentar um mundo que para ela é assustador.
Algumas situações de frustração podem fazê-lo querer provar de quem foi a culpa ou jurar vingança, quando na verdade podem ser expressões de desespero e desamparo.
Lembre-se de alguma situação em que alguém o tratou assim, jurando que você iria pagar pelo que fez. Será que essa pessoa não estava se sentindo desamparada?
Uma pessoa muito zangada, na verdade, está amedrontada e assim, ataca. Toda hostilidade tem origem no medo, no desespero, em não saber como agir e como defesa, acaba por atacar.
A raiva parece gerar uma coragem além do que acredita ter, podendo se tornar tão compulsiva que resulta quase sempre em violência.
A pessoa irada parece estar sentindo qualquer sentimento, menos medo, mas não só está com medo, como apavorada
. Pavor de perceber que não é capaz de controlar tudo. E sentindo-se assim, também deve sentir muita dor, porém essa dor é negada.
Ou seja, sob a raiva há a dor e sob essa dor há o medo.
A dor pode ter sido causada por diversos motivos, a morte de alguém querido, a perda de um emprego, a falta de dinheiro para pagar as contas, um processo perdido, uma injustiça contra sua pessoa, o diagnóstico de uma doença, ter sido maltratado e quem o tratou assim não sentiu arrependimento, ou outros tantos fatores.
Como essa dor foi desprezada e negada, acaba por ficar reprimida e necessita ser manifestada de alguma forma, sendo muitas vezes expressa em forma de raiva.
A raiva pode ser uma dor que foi reprimida e, por ser tão intensa, se torna mais fácil ficar irado do que entrar em contato com a dor.
Mas é preciso lembrar-se que a dor não desaparece com um acesso de raiva, muito pelo contrário, pode gerar mais dor pelas conseqüências que essa expressão pode causar.
Quanto mais a dor é negada, maior e mais freqüente será a raiva, que é duplamente dolorosa.
A dinâmica interior não é sua raiva, mas a causa da sua raiva.
Essa é sua dor. Buscar essa causa é o que diminuirá de senti-la. Nem sempre quem o faz sentir raiva coincide com a causa da sua dor. A raiva é muito mais uma fuga dos próprios sentimentos.
A raiva também se manifesta em situações de impotência, a qual faz com que você se considere sem valor, incapaz de fazer diferença para alguém.
Se a dor perante os fatos for profunda, poderá ser encoberta pela raiva, que o faz agredir por não se sentir capaz de amar e assim rejeita o amor dos outros - e que tanto necessita - por não acreditar ser merecedor desse amor.
A raiva impede o amor e isola a pessoa que a sente.
É uma tentativa de afastar o que mais deseja: companhia e compreensão.
No fundo acredita não ser capaz de ser entendido ou que não merece tal compreensão, tornando-se o primeiro a rejeitar qualquer possibilidade disso acontecer. O amor não ameaça forma alguma de vida, mas alimenta, apóia, busca acima de tudo a harmonia.
Como lidar com a raiva
Na próxima vez que sentir raiva, procure identificar se há medo ou dor por algo que aconteceu.
Entre em contato com seus sentimentos, sem negar ou fazer que não os sente.
Use sua raiva para descobrir mais sobre si mesmo
. Ao se sentir com raiva, zangado por algo que ocorreu, pare o que estiver fazendo, falando ou pensando, opte por não gritar, atirar um objeto ou reagir com violência impulsiva, e volte sua atenção para o que estiver sentindo.
Isso não será fácil, mas valerá o esforço.
Canalize sua energia em sua consciência, que o impedirá de agir por impulso e busque explorar seus sentimentos, incluindo a dor que está sentindo
. Nesse momento perceberá que ter um acesso de raiva irá desviar sua atenção da verdadeira causa:
sua dor.
Mas ao se confrontar com sua dor perceberá ser o caminho mais seguro para deixar de senti-la.
"A raiva acaba por ser tornar uma fortaleza de defesa para quem se sente sem poder.
A raiva é muito mais uma fuga dos próprios sentimentos"
Ela nos fornece uma energia momentanea.
Qual sua reação quando algo não acontece como gostaria? Ou diante de uma injustiça?
Você consegue identificar as situações que o faz sentir raiva?
Quando a sente, em geral você a expressa de alguma maneira ou a reprime?
Como foi a última vez que teve um acesso de raiva?
Caso tenha consciência do que gerou seu último acesso de raiva, será que era mesmo esse o motivo?
Sabemos que a "raiva" deseja o que quer, quando quer e nas condições que quer, como se não houvesse o menor controle sobre ela.
Descobrir a raiva em si pode indicar descobertas muito maiores e que devem ser reveladas, mas se não for explorada pode se tornar um grande obstáculo para investigar outras emoções mais profundas.
A maioria das pessoas que fica zangada com freqüência pensa que conhece bem suas emoções, principalmente por causa de seus acessos.
Quem sente raiva quase sempre acredita que a raiva em si seja um sentimento genuíno, o que nem sempre corresponde à verdade.
Nem sempre sabem o que estão realmente sentindo além da raiva facilmente perceptível, que em geral devasta tudo que está no caminho, como se fosse um furacão, deixando apenas como conseqüência os prejuízos. Os acessos de raiva são experiências muito dolorosas, tanto para quem as sente, como para quem é alvo dela.
Porém, em muitos casos, a raiva acaba por ser tornar uma fortaleza de defesa para quem se sente sem poder e faz o possível para enfrentar um mundo que para ela é assustador.
Algumas situações de frustração podem fazê-lo querer provar de quem foi a culpa ou jurar vingança, quando na verdade podem ser expressões de desespero e desamparo.
Lembre-se de alguma situação em que alguém o tratou assim, jurando que você iria pagar pelo que fez. Será que essa pessoa não estava se sentindo desamparada?
Uma pessoa muito zangada, na verdade, está amedrontada e assim, ataca. Toda hostilidade tem origem no medo, no desespero, em não saber como agir e como defesa, acaba por atacar.
A raiva parece gerar uma coragem além do que acredita ter, podendo se tornar tão compulsiva que resulta quase sempre em violência.
A pessoa irada parece estar sentindo qualquer sentimento, menos medo, mas não só está com medo, como apavorada
. Pavor de perceber que não é capaz de controlar tudo. E sentindo-se assim, também deve sentir muita dor, porém essa dor é negada.
Ou seja, sob a raiva há a dor e sob essa dor há o medo.
A dor pode ter sido causada por diversos motivos, a morte de alguém querido, a perda de um emprego, a falta de dinheiro para pagar as contas, um processo perdido, uma injustiça contra sua pessoa, o diagnóstico de uma doença, ter sido maltratado e quem o tratou assim não sentiu arrependimento, ou outros tantos fatores.
Como essa dor foi desprezada e negada, acaba por ficar reprimida e necessita ser manifestada de alguma forma, sendo muitas vezes expressa em forma de raiva.
A raiva pode ser uma dor que foi reprimida e, por ser tão intensa, se torna mais fácil ficar irado do que entrar em contato com a dor.
Mas é preciso lembrar-se que a dor não desaparece com um acesso de raiva, muito pelo contrário, pode gerar mais dor pelas conseqüências que essa expressão pode causar.
Quanto mais a dor é negada, maior e mais freqüente será a raiva, que é duplamente dolorosa.
A dinâmica interior não é sua raiva, mas a causa da sua raiva.
Essa é sua dor. Buscar essa causa é o que diminuirá de senti-la. Nem sempre quem o faz sentir raiva coincide com a causa da sua dor. A raiva é muito mais uma fuga dos próprios sentimentos.
A raiva também se manifesta em situações de impotência, a qual faz com que você se considere sem valor, incapaz de fazer diferença para alguém.
Se a dor perante os fatos for profunda, poderá ser encoberta pela raiva, que o faz agredir por não se sentir capaz de amar e assim rejeita o amor dos outros - e que tanto necessita - por não acreditar ser merecedor desse amor.
A raiva impede o amor e isola a pessoa que a sente.
É uma tentativa de afastar o que mais deseja: companhia e compreensão.
No fundo acredita não ser capaz de ser entendido ou que não merece tal compreensão, tornando-se o primeiro a rejeitar qualquer possibilidade disso acontecer. O amor não ameaça forma alguma de vida, mas alimenta, apóia, busca acima de tudo a harmonia.
Como lidar com a raiva
Na próxima vez que sentir raiva, procure identificar se há medo ou dor por algo que aconteceu.
Entre em contato com seus sentimentos, sem negar ou fazer que não os sente.
Use sua raiva para descobrir mais sobre si mesmo
. Ao se sentir com raiva, zangado por algo que ocorreu, pare o que estiver fazendo, falando ou pensando, opte por não gritar, atirar um objeto ou reagir com violência impulsiva, e volte sua atenção para o que estiver sentindo.
Isso não será fácil, mas valerá o esforço.
Canalize sua energia em sua consciência, que o impedirá de agir por impulso e busque explorar seus sentimentos, incluindo a dor que está sentindo
. Nesse momento perceberá que ter um acesso de raiva irá desviar sua atenção da verdadeira causa:
sua dor.
Mas ao se confrontar com sua dor perceberá ser o caminho mais seguro para deixar de senti-la.
domingo, 11 de abril de 2010
ESTUDO DESVENDA "VISÕES ANTES DA MORTE"
Estudo desvenda 'visões antes da morte'
Famosa "luz no fim do túnel" relatada por pessoas que estiveram perto de falecer é resultado de altos níveis de CO2 no cérebro, dizem cientistas
Cientistas acreditam ter encontrado a explicação para os relatos feitos por pessoas que estiveram perto da morte, de visões como uma "luz no fim do túnel" ou de imagens dos momentos vividos desfilando como um filme diante dos olhos.
A equipe da Universidade de Maribor, na Eslovênia, examinou as informações de 52 pacientes durante o momento de uma parada cardíaca, e concluiu que esses fenômenos se devem aos altos níveis de dióxodo de carbono (CO2) presentes no sangue naquele exato momento, por conta da suspensão da respiração.
Os níveis elevados deste composto químico foram registrados em 11 pacientes que relataram ter vivido experiências do tipo, segundo um artigo na revista científica Critical Care.
Os pesquisadores não encontraram nenhum padrão associado a sexo, idade, nível de educação, credo, medo da morte, medo da recuperação ou drogas subministradas durante o ressuscitamento.
Entre as experiências relatadas por pacientes que estiveram próximos da morte estão a visão de um túnel ou uma luz forte, uma entidade mística e até a sensação de "sair do próprio corpo". Outros relatam apenas uma sensação de paz e tranquilidade
Na cultura popular, esses fenômenos são atribuídos à religião ou às drogas. Mas, para a equipe eslovena, o estudo oferece uma explicação mais consolidada de por que tantos pacientes que sobrevivem a uma parada cardíaca relatam estas sensações.
Estima-se que entre 10% e 25% dos pacientes que sofrem de paradas cardíacas vivenciam algo semelhante.
A anoxia – a morte de células do cérebro em consequência da falta de oxigênio – é uma das principais teorias para explicar as experiências vividas em momentos de morte iminente. Mas este efeito foi estatisticamente insignificante no pequeno grupo de onze pacientes que as vivenciaram no estudo esloveno.
Em compensação, os níveis de CO2 no sangue destes pacientes foi muito mais alto que no resto dos pacientes da pesquisa. Outros experimentos já mostraram que inalar dióxodo de carbono pode levar alucinações similares às relatadas em momentos de morte iminente.
O que a equipe ainda não sabe, porém, é se estes altos níveis de CO2 se devem à parada cardíaca ou se já eram registrados antes do fenômeno.
"Esta é potencialmente outra peça do quebra-cabeças. Precisamos de mais pesquisas", disse a pesquisadora que coordenou o estudo, Zalika Klemenc-Ketis.
"Experiências de quase morte nos fazem questionar nossa compreensão da consciência humana, portanto, quanto mais, melhor." O cardiologista Pim van Lommel, que há anos estuda fenómenos semelhantes, descreveu as conclusões como "interessantes".
"Mas eles não encontraram a causa, apenas uma associação. Acho que isto permanecerá um dos grandes mistérios da humanidade", disse. "As ferramentas que os cientistas possuem simplesmente não são suficientes para explicá-los."
Famosa "luz no fim do túnel" relatada por pessoas que estiveram perto de falecer é resultado de altos níveis de CO2 no cérebro, dizem cientistas
Cientistas acreditam ter encontrado a explicação para os relatos feitos por pessoas que estiveram perto da morte, de visões como uma "luz no fim do túnel" ou de imagens dos momentos vividos desfilando como um filme diante dos olhos.
A equipe da Universidade de Maribor, na Eslovênia, examinou as informações de 52 pacientes durante o momento de uma parada cardíaca, e concluiu que esses fenômenos se devem aos altos níveis de dióxodo de carbono (CO2) presentes no sangue naquele exato momento, por conta da suspensão da respiração.
Os níveis elevados deste composto químico foram registrados em 11 pacientes que relataram ter vivido experiências do tipo, segundo um artigo na revista científica Critical Care.
Os pesquisadores não encontraram nenhum padrão associado a sexo, idade, nível de educação, credo, medo da morte, medo da recuperação ou drogas subministradas durante o ressuscitamento.
Entre as experiências relatadas por pacientes que estiveram próximos da morte estão a visão de um túnel ou uma luz forte, uma entidade mística e até a sensação de "sair do próprio corpo". Outros relatam apenas uma sensação de paz e tranquilidade
Na cultura popular, esses fenômenos são atribuídos à religião ou às drogas. Mas, para a equipe eslovena, o estudo oferece uma explicação mais consolidada de por que tantos pacientes que sobrevivem a uma parada cardíaca relatam estas sensações.
Estima-se que entre 10% e 25% dos pacientes que sofrem de paradas cardíacas vivenciam algo semelhante.
A anoxia – a morte de células do cérebro em consequência da falta de oxigênio – é uma das principais teorias para explicar as experiências vividas em momentos de morte iminente. Mas este efeito foi estatisticamente insignificante no pequeno grupo de onze pacientes que as vivenciaram no estudo esloveno.
Em compensação, os níveis de CO2 no sangue destes pacientes foi muito mais alto que no resto dos pacientes da pesquisa. Outros experimentos já mostraram que inalar dióxodo de carbono pode levar alucinações similares às relatadas em momentos de morte iminente.
O que a equipe ainda não sabe, porém, é se estes altos níveis de CO2 se devem à parada cardíaca ou se já eram registrados antes do fenômeno.
"Esta é potencialmente outra peça do quebra-cabeças. Precisamos de mais pesquisas", disse a pesquisadora que coordenou o estudo, Zalika Klemenc-Ketis.
"Experiências de quase morte nos fazem questionar nossa compreensão da consciência humana, portanto, quanto mais, melhor." O cardiologista Pim van Lommel, que há anos estuda fenómenos semelhantes, descreveu as conclusões como "interessantes".
"Mas eles não encontraram a causa, apenas uma associação. Acho que isto permanecerá um dos grandes mistérios da humanidade", disse. "As ferramentas que os cientistas possuem simplesmente não são suficientes para explicá-los."
A SENSAÇÃO DE TER" VALOR" É ESSENCIAL À NOSSA SAÚDE MENTAL!!!
Quantas vezes, ainda que na presença de alguém, temos a nítida sensação que em qualquer momento podemos ser abandonados?
Quantas vezes, diante de um atraso, sentimos verdadeiro pânico?
Quantas vezes nos desesperamos diante da possibilidade da pessoa amada nos deixar?
Quem viveu o abandono durante a infância pode sentir um medo incontrolável de ser deixado,
procurando evitar a todo custo ser abandonado novamente.
Quando falamos de abandono não é apenas em casos em que uma criança é literalmente abandonada por seus pais, a quem se espera ser amada e cuidada, mas aquelas que são abandonadas através da negligência de suas necessidades básicas, da falta de respeito por seus sentimentos, do controle excessivo, da manipulação pela culpa, ainda que ocultos, durante a infância.
Crianças abandonadas, psicológica ou realmente, entram na vida adulta, com uma noção profunda de que o mundo é um lugar perigoso e ameaçador, não confiando em ninguém, porque na verdade não desenvolveu mecanismos para confiar em si mesma.
O abandono está diretamente relacionado com situações de rejeições registradas na infância e que pode se intensificar durante toda a vida, principalmente quando se vivencia outras situações de rejeição e/ou abandono.
Cada vez que vivenciamos situações de perda é como se estivéssemos revivendo a situação original de abandono, do qual dificilmente se esquece.
Podemos sim, reprimir, fugir desses sentimentos, mas raramente conseguimos lidar sem sofrimento diante de qualquer possibilidade de perda e/ou rejeição.
Quando somos rejeitados em nosso jeito de olhar, expressar, falar, comer, sentir, existir, não obtendo reconhecimento de nosso valor, principalmente quando somos crianças, é inevitável que se registre como abandono, pois de alguma maneira, ainda que inconsciente, abandonamos a nós mesmos para nos tornarmos quem esperam que sejamos.
Sente-se abandonado quem não se sentiu acima de tudo amado e isso pode ser sentido antes mesmo de nascer, ainda no útero materno.
Pais que rejeitam seu filho durante a gestação pode deixar muitas seqüelas, em nós, adultos.
Toda criança fica aterrorizada diante da perspectiva do abandono.
Para a criança, o abandono por parte dos pais é equivalente à morte, pois além de se sentir abandonada, ela mesma aprende a se abandonar.
Conforme percebemos, consciente ou inconscientemente, e ainda muito pequenos, que a maneira com que agimos não agrada aos nossos pais, vamos tentando nos adequar ou adaptar nosso jeito de ser e, aos poucos, vamos nos distanciando de quem somos de verdade, agindo de maneira a sermos aceitos.
É quando começamos a desenvolver o que chamamos de um falso self, a um estado de incomunicação consigo mesmo, gerando uma sensação de vazio.
O falso self ou um "eu" idealizado......... é um mecanismo de defesa, mas que dificulta o encontro com o "eu" verdadeiro.
É muito comum que crianças que cresceram em famílias com algum desequilíbrio, proveniente do alcoolismo, agressividade, maus-tratos, ou qualquer outro tipo de abuso, tenha sofrido a negação de seu verdadeiro eu.
Crianças que sofreram em silêncio e sem chorar, ou como alguns relatam: chorando por dentro, podem aprender a reprimir seus sentimentos, pois uma criança só pode demonstrar o que sente quando existe ali alguém que a possa aceitar completamente, ouvindo, entendo e dando-lhe apoio, o que nesses casos, raramente acontece.
Pode acontecer dessa criança desenvolver-se de modo a revelar apenas o que é esperado dela, dificilmente suspeitando o quanto existe de si mesma por trás das máscaras que teve que criar para sobreviver.
Alguns pais, inconscientemente, numa tentativa de encobrir sua falta de amor - o que é muito comum, por mais assustador que seja para alguns - declaram muitas vezes seu amor pelos filhos de forma repetitiva e mecânica, como se precisassem provar para si mesmos seu amor, onde as crianças sentem que suas palavras não condizem aos seus verdadeiros sentimentos, podendo gerar uma busca desesperada por esse amor, cuja busca pode se estender durante toda a vida.
Ficar só para essas pessoas pode ser uma defesa para evitar novamente o abandono, gerando um conflito constante entre a necessidade de ser cuidado e o medo de ser abandonado.
É muito comum a criança se sentir abandonada em famílias muito numerosas, onde há muitos irmãos, e os pais não conseguem dar atenção a todos.
Ou quando os pais constantemente estão ausentes pelos mais diferentes motivos, seja em função do trabalho excessivo, viagens, doenças, internações constantes, ou até pela dificuldade em cuidar de uma criança, não conseguindo fazer com que se sinta amada nem desejada naquela família.
A sensação de ter valor é essencial à saúde mental.
Essa certeza deve ser obtida na infância.
Por isso que a qualidade do tempo que os pais dedicam aos seus filhos indica para elas o grau em que os pais as valorizam.
Por outro lado, a criança que é verdadeiramente amada, sentindo-se valiosa quando criança, aprenderá a cuidar de si mesma de todas as maneiras que forem necessárias, não se abandonando quando adulta.
Assim como crianças que passaram maior parte de seu tempo com pessoas que eram pagas para cuidar delas, em colégio interno, distante de seus pais, não recebendo amor verdadeiro, mesmo tendo tudo que o dinheiro pode comprar, poderão ser adultos como qualquer outra criança de tenha vindo de um lar caótico e disfuncional, crescendo sentindo-se pouco valiosa, não merecedora do cuidado de ninguém, podendo ter muita dificuldade em cuidar de si mesma.
Ou seja, a maneira com que nos cuidamos quando adultos, muitas vezes reflete a maneira com que fomos cuidados quando crianças.
Precisamos chegar a ponto de perdoar aqueles que de alguma forma nos abandonaram ou que nos causaram uma dor profunda.
Para alguns, essa é uma tarefa fácil, mas temos que admitir que para outros, pode ser praticamente impossível.
Como perdoar um pai bruto, que o fazia trabalhar desde muito pequeno ou pedir dinheiro, do qual depois consumia em jogos e bebidas?
Como perdoar um pai que abusou sexualmente da filha, psicologicamente do filho?
Como perdoar uma mãe que trancava os filhos no armário ou no quarto ao lado enquanto se encontrava com outro homem dentro da casa, ou quando deixava os filhos sozinhos em casa dizendo que ia trabalhar, quando na verdade ia se divertir?
Como perdoar pais que sempre ocultaram a verdade, insistindo na mentira?
Como perdoar um irmão que abusou sexualmente da irmã? Como perdoar uma mãe que demonstrava suas insatisfações através de gritos com seus filhos?
Como perdoar um pai que batia constantemente na mãe na presença dos filhos?
Como perdoar aqueles que roubaram a infância e inocência de muitas crianças? Como perdoar aqueles que o deixaram, o abandonaram?
Não é possível perdoar se o perdão for entendido como negação do fato, pois precisamos sentir a dor que ficou reprimida em nossa alma.
Perdoar não significa aceitar, mas se permitir sentir e expressar toda a raiva e dor reprimida e encontrar caminhos saudáveis que podem transformar esses sentimentos em experiência e aprendizado.
Ao nos tornarmos mais conscientes de nossas feridas, entre elas as geradas pelo abandono, podemos agir sobre aquilo que vivenciamos, aprendendo a respeitar nossos sentimentos mais profundos, assumindo a responsabilidade pelas mudanças que podemos nos permitir vivenciar no momento presente. Não se trata de regresso ao lar, porque muitas vezes esse lar nunca existiu. É a descoberta de um novo lar, o qual cada um de nós pode construir, sem mais se abandonar.
Quantas vezes, diante de um atraso, sentimos verdadeiro pânico?
Quantas vezes nos desesperamos diante da possibilidade da pessoa amada nos deixar?
Quem viveu o abandono durante a infância pode sentir um medo incontrolável de ser deixado,
procurando evitar a todo custo ser abandonado novamente.
Quando falamos de abandono não é apenas em casos em que uma criança é literalmente abandonada por seus pais, a quem se espera ser amada e cuidada, mas aquelas que são abandonadas através da negligência de suas necessidades básicas, da falta de respeito por seus sentimentos, do controle excessivo, da manipulação pela culpa, ainda que ocultos, durante a infância.
Crianças abandonadas, psicológica ou realmente, entram na vida adulta, com uma noção profunda de que o mundo é um lugar perigoso e ameaçador, não confiando em ninguém, porque na verdade não desenvolveu mecanismos para confiar em si mesma.
O abandono está diretamente relacionado com situações de rejeições registradas na infância e que pode se intensificar durante toda a vida, principalmente quando se vivencia outras situações de rejeição e/ou abandono.
Cada vez que vivenciamos situações de perda é como se estivéssemos revivendo a situação original de abandono, do qual dificilmente se esquece.
Podemos sim, reprimir, fugir desses sentimentos, mas raramente conseguimos lidar sem sofrimento diante de qualquer possibilidade de perda e/ou rejeição.
Quando somos rejeitados em nosso jeito de olhar, expressar, falar, comer, sentir, existir, não obtendo reconhecimento de nosso valor, principalmente quando somos crianças, é inevitável que se registre como abandono, pois de alguma maneira, ainda que inconsciente, abandonamos a nós mesmos para nos tornarmos quem esperam que sejamos.
Sente-se abandonado quem não se sentiu acima de tudo amado e isso pode ser sentido antes mesmo de nascer, ainda no útero materno.
Pais que rejeitam seu filho durante a gestação pode deixar muitas seqüelas, em nós, adultos.
Toda criança fica aterrorizada diante da perspectiva do abandono.
Para a criança, o abandono por parte dos pais é equivalente à morte, pois além de se sentir abandonada, ela mesma aprende a se abandonar.
Conforme percebemos, consciente ou inconscientemente, e ainda muito pequenos, que a maneira com que agimos não agrada aos nossos pais, vamos tentando nos adequar ou adaptar nosso jeito de ser e, aos poucos, vamos nos distanciando de quem somos de verdade, agindo de maneira a sermos aceitos.
É quando começamos a desenvolver o que chamamos de um falso self, a um estado de incomunicação consigo mesmo, gerando uma sensação de vazio.
O falso self ou um "eu" idealizado......... é um mecanismo de defesa, mas que dificulta o encontro com o "eu" verdadeiro.
É muito comum que crianças que cresceram em famílias com algum desequilíbrio, proveniente do alcoolismo, agressividade, maus-tratos, ou qualquer outro tipo de abuso, tenha sofrido a negação de seu verdadeiro eu.
Crianças que sofreram em silêncio e sem chorar, ou como alguns relatam: chorando por dentro, podem aprender a reprimir seus sentimentos, pois uma criança só pode demonstrar o que sente quando existe ali alguém que a possa aceitar completamente, ouvindo, entendo e dando-lhe apoio, o que nesses casos, raramente acontece.
Pode acontecer dessa criança desenvolver-se de modo a revelar apenas o que é esperado dela, dificilmente suspeitando o quanto existe de si mesma por trás das máscaras que teve que criar para sobreviver.
Alguns pais, inconscientemente, numa tentativa de encobrir sua falta de amor - o que é muito comum, por mais assustador que seja para alguns - declaram muitas vezes seu amor pelos filhos de forma repetitiva e mecânica, como se precisassem provar para si mesmos seu amor, onde as crianças sentem que suas palavras não condizem aos seus verdadeiros sentimentos, podendo gerar uma busca desesperada por esse amor, cuja busca pode se estender durante toda a vida.
Ficar só para essas pessoas pode ser uma defesa para evitar novamente o abandono, gerando um conflito constante entre a necessidade de ser cuidado e o medo de ser abandonado.
É muito comum a criança se sentir abandonada em famílias muito numerosas, onde há muitos irmãos, e os pais não conseguem dar atenção a todos.
Ou quando os pais constantemente estão ausentes pelos mais diferentes motivos, seja em função do trabalho excessivo, viagens, doenças, internações constantes, ou até pela dificuldade em cuidar de uma criança, não conseguindo fazer com que se sinta amada nem desejada naquela família.
A sensação de ter valor é essencial à saúde mental.
Essa certeza deve ser obtida na infância.
Por isso que a qualidade do tempo que os pais dedicam aos seus filhos indica para elas o grau em que os pais as valorizam.
Por outro lado, a criança que é verdadeiramente amada, sentindo-se valiosa quando criança, aprenderá a cuidar de si mesma de todas as maneiras que forem necessárias, não se abandonando quando adulta.
Assim como crianças que passaram maior parte de seu tempo com pessoas que eram pagas para cuidar delas, em colégio interno, distante de seus pais, não recebendo amor verdadeiro, mesmo tendo tudo que o dinheiro pode comprar, poderão ser adultos como qualquer outra criança de tenha vindo de um lar caótico e disfuncional, crescendo sentindo-se pouco valiosa, não merecedora do cuidado de ninguém, podendo ter muita dificuldade em cuidar de si mesma.
Ou seja, a maneira com que nos cuidamos quando adultos, muitas vezes reflete a maneira com que fomos cuidados quando crianças.
Precisamos chegar a ponto de perdoar aqueles que de alguma forma nos abandonaram ou que nos causaram uma dor profunda.
Para alguns, essa é uma tarefa fácil, mas temos que admitir que para outros, pode ser praticamente impossível.
Como perdoar um pai bruto, que o fazia trabalhar desde muito pequeno ou pedir dinheiro, do qual depois consumia em jogos e bebidas?
Como perdoar um pai que abusou sexualmente da filha, psicologicamente do filho?
Como perdoar uma mãe que trancava os filhos no armário ou no quarto ao lado enquanto se encontrava com outro homem dentro da casa, ou quando deixava os filhos sozinhos em casa dizendo que ia trabalhar, quando na verdade ia se divertir?
Como perdoar pais que sempre ocultaram a verdade, insistindo na mentira?
Como perdoar um irmão que abusou sexualmente da irmã? Como perdoar uma mãe que demonstrava suas insatisfações através de gritos com seus filhos?
Como perdoar um pai que batia constantemente na mãe na presença dos filhos?
Como perdoar aqueles que roubaram a infância e inocência de muitas crianças? Como perdoar aqueles que o deixaram, o abandonaram?
Não é possível perdoar se o perdão for entendido como negação do fato, pois precisamos sentir a dor que ficou reprimida em nossa alma.
Perdoar não significa aceitar, mas se permitir sentir e expressar toda a raiva e dor reprimida e encontrar caminhos saudáveis que podem transformar esses sentimentos em experiência e aprendizado.
Ao nos tornarmos mais conscientes de nossas feridas, entre elas as geradas pelo abandono, podemos agir sobre aquilo que vivenciamos, aprendendo a respeitar nossos sentimentos mais profundos, assumindo a responsabilidade pelas mudanças que podemos nos permitir vivenciar no momento presente. Não se trata de regresso ao lar, porque muitas vezes esse lar nunca existiu. É a descoberta de um novo lar, o qual cada um de nós pode construir, sem mais se abandonar.
CORAGEM DE SE EXPOR...
Às vezes, fico me perguntando porque é tão difícil ser transparente?
Costumamos acreditar que ser transparente é simplesmente ser sincero, não enganar os outros.
Mas ser transparente é muito mais do que isso.
É ter coragem de se expor, de ser frágil, de chorar, de falar do que a gente sente...
Ser transparente é desnudar a alma, é deixar cair as máscaras, baixar as armas, destruir os imensos e grossos muros que nos empenhamos tanto para levantar...
Ser transparente é permitir que toda a nossa doçura aflore, desabroche, transborde!
Mas infelizmente, quase sempre,a maioria de nós decide não correr esse risco.
Preferimos a dureza da razão à leveza que exporia toda a fragilidade humana. Preferimos o nó na garganta às lágrimas que brotam do mais profundo de nosso ser...
Preferimos nos perder numa busca insana por respostas imediatas à simplesmente nos entregar e admitir que não sabemos, que temos medo!
Por mais doloroso que seja ter de construir uma máscara que nos distancia cada vez mais de quem realmente somos, preferimos assim: manter uma imagem que nos dê a sensação de proteção...
E assim, vamos nos afogando mais e mais em falsas palavras, em falsas atitudes, em falsos sentimentos.
Não porque sejamos pessoas mentirosas, mas apenas porque nos perdemos de nós mesmos e já não sabemos onde está nossa brandura, nosso amor mais intenso e não-contaminado.
Com o passar dos anos, um vazio frio e escuro nos faz perceber que já não sabemos dar e nem pedir o que de mais precioso temos a compartilhar, doçura, compaixão... a compreensão de que todos nós sofremos,nos sentimos sós, imensamente tristes e choramos baixinho antes de dormir, num silêncio que nos remete a uma saudade desesperada de nós mesmos... daquilo que pulsa e grita dentro de nós,mas que não temos coragem de mostrar àqueles que mais amamos!
Porque, infelizmente, aprendemos que é melhor revidar, descontar, agredir, acusar,criticar e julgar do que simplesmente dizer:
“Você está me machucando... pode parar, por favor?"
Mas...falar com brandura....levando o outro a se colocar em nosso lugar....
. Porque aprendemos que dizer isso é ser fraco, é ser bobo, é ser menos do que o outro.
Quando, na verdade, se agíssemos com o coração, poderíamos evitar tanta dor, tanta dor...
Sugiro que deixemos explodir toda a nossa doçura!
Que consigamos não prender o choro, não conter a gargalhada, não esconder tanto o nosso medo,não desejar parecer tão invencível...
.Que consigamos não tentar controlar tanto, responder tanto, competir tanto, que consigamos docemente viver, sentir, amar...
E que você seja não só razão, mas também coração, não só um escudo, mas também sentimento. Seja transparente,apesar de todo o risco que isso possa significar.
PESQUISA REVELA QUE OS HOMENS SAO ESCRAVOS DOS HORMÔNIOS ASSIM COMO AS MULHERES....
A química da atração
Uma surpresa: estudos revelam que os homens são tão escravos de seus hormônios quanto as mulheres
Se você é homem, avistou aquele rostinho bonito no meio da multidão e teve a absoluta certeza de que "ela" é a mulher ideal, melhor esperar algumas horas antes de se declarar. Um estudo feito por um instituto britânico de pesquisa, divulgado na semana passada, afirma que as pequenas alterações nos níveis de testosterona que ocorrem ao longo do dia têm influência decisiva na escolha de uma parceira. No início da manhã, quando o organismo masculino está inundado pelo hormônio, as chances são de que ele irá optar pela mulher de traços mais delicados e femininos.
À tarde,
com o nível mais baixo de testosterona, pode muito bem se deixar encantar por uma moça de traços faciais mais pesados, masculinizados. Uma surpresa do estudo, realizado no Laboratório de Pesquisa da Face da Universidade de Aberdeen, na Escócia, é a revelação de que as preferências sexuais masculinas não são tão mais estáveis que as femininas, como sempre se supôs. "Já havíamos mostrado quanto as mulheres são vulneráveis às mudanças hormonais na hora de escolher seu parceiro, mas ainda não havia um trabalho que avaliasse as oscilações hormonais em homens e suas preferências sexuais", disse a VEJA o psicólogo Benedict Jones, de Aberdeen, um dos responsáveis pelo estudo.
A pesquisa avaliou trinta homens, todos heterossexuais e saudáveis, com idade média de 20 anos e níveis de testosterona normais (entre 280 e 930 nanogramas por decilitro em homens com menos de 40 anos). Foi pedido a eles que escolhessem a figura mais atraente entre quarenta pares de fotografias com rostos de mulheres e de homens. Cada par era composto de duas fotos modificadas por computador do mesmo rosto. As mudanças eram sutis, mas calculadas com precisão para acentuar as características físicas de cada sexo. A face mais feminina recebeu lábios carnudos, cílios longos e fartos, nariz pequeno e fino. O rosto mais masculino exibia sobrancelhas espessas, queixo proeminente e lábios finos. As fotos foram observadas pelos participantes em quatro sessões, com intervalo de uma semana entre elas. A primeira foi realizada quando o nível de testosterona individual atingia o pico e a última quando a quantidade do hormônio era muito baixa. O resultado não poderia ter sido mais esclarecedor. Com a testosterona nas alturas, os homens escolheram em geral as fotos de mulheres com feições marcadamente femininas. Com os índices baixos, eles optaram muitas vezes por rostos femininos com traços masculinizados. Em alguns casos, até preferiram rostos de homens com feições bem femininas.
A testosterona, hormônio produzido a partir da glândula hipófise, é o principal motivador sexual do ser humano, uma espécie de gatilho reprodutivo que detona o desejo em ambos os sexos. Em um homem saudável, os níveis de testosterona podem oscilar 15% durante um dia. É essa pequena margem para cima e para baixo que torna o estudo relevante. "É impressionante como uma flutuação tão pequena implicou mudanças significativas. O estudo comprovou como os hormônios são poderosos nos seres humanos e como eles trabalham a favor da evolução, ajudando na escolha do parceiro ideal", explicou o psicólogo Benedict Jones.
As mulheres têm uma matemática hormonal totalmente distinta da masculina – e muito mais complexa. Durante os 28 dias do ciclo menstrual, hormônios femininos, como o estrógeno e a progesterona, e masculino, a testosterona, sobem e descem drasticamente no organismo da mulher. Ao interagirem, esses três hormônios produzem reações psíquicas e físicas distintas em cada uma das quatro semanas do mês. Do primeiro ao quinto dia, a maioria das mulheres não está sequer preocupada com sexo. Na hora de escolherem um parceiro, se realmente precisarem fazer isso, elas vão preferir o sujeito pacato, companheiro de todas as horas, com feições suaves. A partir daí, o estrógeno e a testosterona começam a aumentar. No 14º dia, o nível de testosterona está alto. A mulher entra no período de ovulação, a fase fértil, quando o corpo está preparado para a concepção. Nessa fase do ciclo, aumenta a atração por homens mais másculos. É a vez dos altos, fortes, de traços embrutecidos, como os do ator inglês Daniel Craig, o atual James Bond.
Descobrir os elementos que compõem a química da paixão é um desafio. "Tudo o que aparece de novo apenas serve para comprovar a grande teoria da evolução de Charles Darwin. Mas são apenas gotas em um imenso oceano", diz Lisa Welling, do Laboratório de Pesquisa da Face. "A atração é algo rico e complexo, em que inúmeras variáveis, inclusive ambientais, interagem", pondera a psiquiatra Carmita Abdo, do Hospital das Clínicas de São Paulo. Apesar das descobertas recentes nos campos da genética, da psicologia e da fisiologia, a total compreensão da química da atração continua um desafio da ciência – um mistério tão grande como o próprio amor.
Uma surpresa: estudos revelam que os homens são tão escravos de seus hormônios quanto as mulheres
Se você é homem, avistou aquele rostinho bonito no meio da multidão e teve a absoluta certeza de que "ela" é a mulher ideal, melhor esperar algumas horas antes de se declarar. Um estudo feito por um instituto britânico de pesquisa, divulgado na semana passada, afirma que as pequenas alterações nos níveis de testosterona que ocorrem ao longo do dia têm influência decisiva na escolha de uma parceira. No início da manhã, quando o organismo masculino está inundado pelo hormônio, as chances são de que ele irá optar pela mulher de traços mais delicados e femininos.
À tarde,
com o nível mais baixo de testosterona, pode muito bem se deixar encantar por uma moça de traços faciais mais pesados, masculinizados. Uma surpresa do estudo, realizado no Laboratório de Pesquisa da Face da Universidade de Aberdeen, na Escócia, é a revelação de que as preferências sexuais masculinas não são tão mais estáveis que as femininas, como sempre se supôs. "Já havíamos mostrado quanto as mulheres são vulneráveis às mudanças hormonais na hora de escolher seu parceiro, mas ainda não havia um trabalho que avaliasse as oscilações hormonais em homens e suas preferências sexuais", disse a VEJA o psicólogo Benedict Jones, de Aberdeen, um dos responsáveis pelo estudo.
A pesquisa avaliou trinta homens, todos heterossexuais e saudáveis, com idade média de 20 anos e níveis de testosterona normais (entre 280 e 930 nanogramas por decilitro em homens com menos de 40 anos). Foi pedido a eles que escolhessem a figura mais atraente entre quarenta pares de fotografias com rostos de mulheres e de homens. Cada par era composto de duas fotos modificadas por computador do mesmo rosto. As mudanças eram sutis, mas calculadas com precisão para acentuar as características físicas de cada sexo. A face mais feminina recebeu lábios carnudos, cílios longos e fartos, nariz pequeno e fino. O rosto mais masculino exibia sobrancelhas espessas, queixo proeminente e lábios finos. As fotos foram observadas pelos participantes em quatro sessões, com intervalo de uma semana entre elas. A primeira foi realizada quando o nível de testosterona individual atingia o pico e a última quando a quantidade do hormônio era muito baixa. O resultado não poderia ter sido mais esclarecedor. Com a testosterona nas alturas, os homens escolheram em geral as fotos de mulheres com feições marcadamente femininas. Com os índices baixos, eles optaram muitas vezes por rostos femininos com traços masculinizados. Em alguns casos, até preferiram rostos de homens com feições bem femininas.
A testosterona, hormônio produzido a partir da glândula hipófise, é o principal motivador sexual do ser humano, uma espécie de gatilho reprodutivo que detona o desejo em ambos os sexos. Em um homem saudável, os níveis de testosterona podem oscilar 15% durante um dia. É essa pequena margem para cima e para baixo que torna o estudo relevante. "É impressionante como uma flutuação tão pequena implicou mudanças significativas. O estudo comprovou como os hormônios são poderosos nos seres humanos e como eles trabalham a favor da evolução, ajudando na escolha do parceiro ideal", explicou o psicólogo Benedict Jones.
As mulheres têm uma matemática hormonal totalmente distinta da masculina – e muito mais complexa. Durante os 28 dias do ciclo menstrual, hormônios femininos, como o estrógeno e a progesterona, e masculino, a testosterona, sobem e descem drasticamente no organismo da mulher. Ao interagirem, esses três hormônios produzem reações psíquicas e físicas distintas em cada uma das quatro semanas do mês. Do primeiro ao quinto dia, a maioria das mulheres não está sequer preocupada com sexo. Na hora de escolherem um parceiro, se realmente precisarem fazer isso, elas vão preferir o sujeito pacato, companheiro de todas as horas, com feições suaves. A partir daí, o estrógeno e a testosterona começam a aumentar. No 14º dia, o nível de testosterona está alto. A mulher entra no período de ovulação, a fase fértil, quando o corpo está preparado para a concepção. Nessa fase do ciclo, aumenta a atração por homens mais másculos. É a vez dos altos, fortes, de traços embrutecidos, como os do ator inglês Daniel Craig, o atual James Bond.
Descobrir os elementos que compõem a química da paixão é um desafio. "Tudo o que aparece de novo apenas serve para comprovar a grande teoria da evolução de Charles Darwin. Mas são apenas gotas em um imenso oceano", diz Lisa Welling, do Laboratório de Pesquisa da Face. "A atração é algo rico e complexo, em que inúmeras variáveis, inclusive ambientais, interagem", pondera a psiquiatra Carmita Abdo, do Hospital das Clínicas de São Paulo. Apesar das descobertas recentes nos campos da genética, da psicologia e da fisiologia, a total compreensão da química da atração continua um desafio da ciência – um mistério tão grande como o próprio amor.
sábado, 10 de abril de 2010
O PERVERSO "DESEJA RECEBER MUITO E DOAR POUCO."...
Tanto a psicologia, psiquiatria e ciências sociais deveriam se esforçar na tentativa de unificar a problemática máxima da humanidade, ao invés de se aterem a conceitos diagnósticos; pois desta forma tratariam a perversão de "desejar receber muito e doar pouco".
A inversão dessa verdadeira "tara" contemporânea é a única esperança para melhores dias afetivos e emocionais para toda a humanidade.
Mas o leitor irá indagar como evitar a exploração seguindo tal premissa?
Obviamente como medida sócio educativa devemos lançar no ostracismo aquele que não deseja dividir.
Escolher um grupo de pessoas saudáveis seja na amizade ou afetividade é uma das mais altas tarefas de nossa alma na atualidade.
O drama de nosso desenvolvimento é que não fomos treinados ou ensinados para os impactos emotivos nas diferentes etapas de nossa vida.
Cito alguns como exemplos:
como lidar ou dizer um "não"; como evitar que uma relação fracassada aumente sua potência pela omissão e comodismo; como se desvencilhar de apegos que nos causam insatisfação; como conviver com alguém que constantemente nos gera um profundo incômodo...
O"ORGULHO"... È O NOSSO INIMIGO OCULTO QUE TEM COMO AMIGO ÌNTIMO O "MEDO"...
Nunca em qualquer outra época, o ser humano necessitou tanto da proximidade de seu semelhante, porém nunca foi tão negado esse fato, pelo receio das pessoas serem taxadas de dependentes, assim sendo deveríamos rever nosso orgulho, pois descobriremos ser este último o maior inimigo de nossos mais íntimos desejos".
A questão do medo juntamente com a solidão, ocupa o topo dos sentimentos experenciados pela maioria das pessoas em nossos tempos.
Desde cedo somos criados ou vivemos temerosos da perda da segurança em todos os aspectos da personalidade.
Esse fato revela a incrível contradição de toda uma era de revolucionárias conquistas tecnológicas, pois parece que nada tem aliviado os mais arraigados temores humanos.
E o ponto não é apenas o raciocínio um tanto simplista, quando dizemos que boa parte dos avanços são acessíveis apenas a alguns privilegiados, e embora isso seja correto, deixa de lado toda a dimensão da tarefa humana da convivência e busca de satisfação entre os seus semelhantes.
Infelizmente este último tópico passa por uma enorme crise, já que a busca de relações saudáveis e de cooperação não tem sido a tônica em nossa sociedade, mas tão somente a segurança e destaque econômico.
Obviamente o lado pessoal está totalmente renegado ao segundo plano, pois todos estão extremamente ocupados em tentar ganhar dinheiro.
Esse estudo seria absolutamente desnecessário para se confirmar tão óbvia conclusão, mas o que pretendo é mostrar o impacto disso na psique humana, como acabamos reagindo a isso, e o que nos tornamos.
O medo ou pânico, é a prova fatídica de que apenas restou lidar com o lado mais cruel e diabólico de nossa alma, é o atestado final de que renunciamos a todo o tipo de genuíno e verdadeiro contato humano, seja em forma de amizades, ou na questão afetiva.
Todos sabemos das dificuldades de se viver em nossa atual sociedade, e a fim de nos prevenirmos contra o sofrimento diário de nosso emprego ou relações, acabamos por adotar a insensibilidade ou negligência como forma de conduta.
Acontece que nosso organismo irá compensar tal atitude, pois este último sempre terá a função reguladora, assim sendo, quanto maior a atitude de insensibilidade do homem moderno perante suas relações, maior será o grau de sensibilidade corporal, e sua conseqüente exposição a todo o tipo de manifestações psicossomáticas, como Por exemplo, a síndrome do pânico.
É curioso notar que um dos sintomas que mais prevalecem em tal doença, é o medo da pessoa sair sozinha com receio de que seja acometida de uma crise repentina de pânico.
Está demonstrado um claríssimo sinal de desamparo e necessidade de cuidados especiais, uma espécie de pedido de socorro, ou ainda forçar que o ambiente ao seu redor sempre acompanhe a pessoa.
No histórico desses pacientes sempre encontramos grande soma de isolamento pessoal e social, sendo que a doença parece ser o último refúgio para que essa situação se resolva de uma vez por todas.
O medo é taxativo....
é a prova mais absoluta de que nossa vida anda muito mal, que estamos vazios, desprovidos de sentido, de que não possuímos ninguém para compartilhar nosso eu, o medo nos obriga a enxergarmos nosso drama interior, nossa ira com relação ao modelo de vida que levamos metodicamente, sem nenhum sentido mais amplo.
Nossa tarefa se torna maior a cada dia, pois não basta nos rebelarmos contra os sintomas, mas também em relação a um modelo social deteriorado, e se não agirmos rapidamente teremos um terceiro, nossa angústia frente à impotência de alterarmos determinada situação.
O modo como determinada pessoa expõe sua vida, compartilha seus problemas, divide seus sentimentos, é a maior pista não apenas de sua maturidade, mas também de sua coragem e valor que dá aos que lhe estão mais próximos.
O egoísta pode ser considerado o mais miserável de todos os sujeitos, pois o mesmo tem a concepção de possuir apenas uma ou algumas coisas de valor, recusando-se a troca, por achar que jamais reconquistará determinado objeto doado, adotando uma postura de isolamento e temor perante as pessoas.
Na verdade dedicamos ao medo toda a energia que não pudemos trocar em outras áreas, como, por exemplo, nas relações sociais e companheirismo, assim sendo, o medo é o irmão gêmeo da solidão, seu mais fiel escudeiro e a prova de que não prestamos muita atenção no quanto sempre fez falta o contato humano.
O medo é a antítese do crescimento, regulando nossa vida pelo mínimo, é o fator máximo da adaptabilidade do ser humano, infelizmente explorado por todos os sistemas e governos.
O medo é a jaula que nos impede de irmos aonde deveríamos, a distração da tranqüilidade e felicidade, é estar constantemente no passado, uma espécie de condicionamento que fala que jamais poderemos ousar outro destino.
Achamos que nossos temores são um alerta, e através deles escolhemos sempre o mais cômodo, o menos arriscado, damos um total aval para a insatisfação, apenas por pensarmos que estaremos protegidos.
A conseqüência em nossa psique não poderia ser pior, pois tudo isso resulta numa verdadeira tortura mental, e acabamos sempre pensando o pior, já que nosso organismo sempre está precavido.
Ficamos com a segurança e também com toda a negatividade que a mesma nos oferece, pois o medo de arriscar passa a ser o medo de viver, e temerários escondemos inclusive nossos sentimentos, aliás, penso que não há tortura maior nos dias de hoje, do que sentir o medo e isolamento, e ao mesmo tempo não poder compartilha-lo com nossos semelhantes seja por timidez ou receio do julgamento que farão a nosso respeito.
A clausura e retraimento trazem a força do medo no seu mais alto grau, pois o mesmo apenas prevalece nas almas que sentem que seu lado humano é improdutivo perante seu meio, que sua energia vital não está maximizada no contato social, desperdiçando dessa forma sua afetividade e alegria de viver.
Caso não tomemos consciência dos aspectos citados, o medo cada vez mais se apossará de todos o segmento de nossa existência, seja no temor da perda do emprego, o de se sentir só, doenças psicossomáticas, insônia e depressão.
Claro é o fato de que tudo isso já está ocorrendo, porém parece que a maioria das pessoas ainda não se deu conta da amplitude e alastramento do problema, pois essa verdadeira epidemia já ocupa nosso lar, esperando apenas o momento para reinar absoluta em nossa existência.
A questão do medo juntamente com a solidão, ocupa o topo dos sentimentos experenciados pela maioria das pessoas em nossos tempos.
Desde cedo somos criados ou vivemos temerosos da perda da segurança em todos os aspectos da personalidade.
Esse fato revela a incrível contradição de toda uma era de revolucionárias conquistas tecnológicas, pois parece que nada tem aliviado os mais arraigados temores humanos.
E o ponto não é apenas o raciocínio um tanto simplista, quando dizemos que boa parte dos avanços são acessíveis apenas a alguns privilegiados, e embora isso seja correto, deixa de lado toda a dimensão da tarefa humana da convivência e busca de satisfação entre os seus semelhantes.
Infelizmente este último tópico passa por uma enorme crise, já que a busca de relações saudáveis e de cooperação não tem sido a tônica em nossa sociedade, mas tão somente a segurança e destaque econômico.
Obviamente o lado pessoal está totalmente renegado ao segundo plano, pois todos estão extremamente ocupados em tentar ganhar dinheiro.
Esse estudo seria absolutamente desnecessário para se confirmar tão óbvia conclusão, mas o que pretendo é mostrar o impacto disso na psique humana, como acabamos reagindo a isso, e o que nos tornamos.
O medo ou pânico, é a prova fatídica de que apenas restou lidar com o lado mais cruel e diabólico de nossa alma, é o atestado final de que renunciamos a todo o tipo de genuíno e verdadeiro contato humano, seja em forma de amizades, ou na questão afetiva.
Todos sabemos das dificuldades de se viver em nossa atual sociedade, e a fim de nos prevenirmos contra o sofrimento diário de nosso emprego ou relações, acabamos por adotar a insensibilidade ou negligência como forma de conduta.
Acontece que nosso organismo irá compensar tal atitude, pois este último sempre terá a função reguladora, assim sendo, quanto maior a atitude de insensibilidade do homem moderno perante suas relações, maior será o grau de sensibilidade corporal, e sua conseqüente exposição a todo o tipo de manifestações psicossomáticas, como Por exemplo, a síndrome do pânico.
É curioso notar que um dos sintomas que mais prevalecem em tal doença, é o medo da pessoa sair sozinha com receio de que seja acometida de uma crise repentina de pânico.
Está demonstrado um claríssimo sinal de desamparo e necessidade de cuidados especiais, uma espécie de pedido de socorro, ou ainda forçar que o ambiente ao seu redor sempre acompanhe a pessoa.
No histórico desses pacientes sempre encontramos grande soma de isolamento pessoal e social, sendo que a doença parece ser o último refúgio para que essa situação se resolva de uma vez por todas.
O medo é taxativo....
é a prova mais absoluta de que nossa vida anda muito mal, que estamos vazios, desprovidos de sentido, de que não possuímos ninguém para compartilhar nosso eu, o medo nos obriga a enxergarmos nosso drama interior, nossa ira com relação ao modelo de vida que levamos metodicamente, sem nenhum sentido mais amplo.
Nossa tarefa se torna maior a cada dia, pois não basta nos rebelarmos contra os sintomas, mas também em relação a um modelo social deteriorado, e se não agirmos rapidamente teremos um terceiro, nossa angústia frente à impotência de alterarmos determinada situação.
O modo como determinada pessoa expõe sua vida, compartilha seus problemas, divide seus sentimentos, é a maior pista não apenas de sua maturidade, mas também de sua coragem e valor que dá aos que lhe estão mais próximos.
O egoísta pode ser considerado o mais miserável de todos os sujeitos, pois o mesmo tem a concepção de possuir apenas uma ou algumas coisas de valor, recusando-se a troca, por achar que jamais reconquistará determinado objeto doado, adotando uma postura de isolamento e temor perante as pessoas.
Na verdade dedicamos ao medo toda a energia que não pudemos trocar em outras áreas, como, por exemplo, nas relações sociais e companheirismo, assim sendo, o medo é o irmão gêmeo da solidão, seu mais fiel escudeiro e a prova de que não prestamos muita atenção no quanto sempre fez falta o contato humano.
O medo é a antítese do crescimento, regulando nossa vida pelo mínimo, é o fator máximo da adaptabilidade do ser humano, infelizmente explorado por todos os sistemas e governos.
O medo é a jaula que nos impede de irmos aonde deveríamos, a distração da tranqüilidade e felicidade, é estar constantemente no passado, uma espécie de condicionamento que fala que jamais poderemos ousar outro destino.
Achamos que nossos temores são um alerta, e através deles escolhemos sempre o mais cômodo, o menos arriscado, damos um total aval para a insatisfação, apenas por pensarmos que estaremos protegidos.
A conseqüência em nossa psique não poderia ser pior, pois tudo isso resulta numa verdadeira tortura mental, e acabamos sempre pensando o pior, já que nosso organismo sempre está precavido.
Ficamos com a segurança e também com toda a negatividade que a mesma nos oferece, pois o medo de arriscar passa a ser o medo de viver, e temerários escondemos inclusive nossos sentimentos, aliás, penso que não há tortura maior nos dias de hoje, do que sentir o medo e isolamento, e ao mesmo tempo não poder compartilha-lo com nossos semelhantes seja por timidez ou receio do julgamento que farão a nosso respeito.
A clausura e retraimento trazem a força do medo no seu mais alto grau, pois o mesmo apenas prevalece nas almas que sentem que seu lado humano é improdutivo perante seu meio, que sua energia vital não está maximizada no contato social, desperdiçando dessa forma sua afetividade e alegria de viver.
Caso não tomemos consciência dos aspectos citados, o medo cada vez mais se apossará de todos o segmento de nossa existência, seja no temor da perda do emprego, o de se sentir só, doenças psicossomáticas, insônia e depressão.
Claro é o fato de que tudo isso já está ocorrendo, porém parece que a maioria das pessoas ainda não se deu conta da amplitude e alastramento do problema, pois essa verdadeira epidemia já ocupa nosso lar, esperando apenas o momento para reinar absoluta em nossa existência.
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